Just A Favor

3 Just A Way Back


Notas iniciais
Eu sei, demorei uma eternidade e quando eu posto é essa melequinha curta... Me perdoem juro que vou tentar fazer o próximo um pouco maior ;-; Bem vindos novos leitores! Boa leitura ;D

Olhei pra ela com um meio sorriso.

– O que foi Alex? Tá doente? – Ela me olhou fazendo uma careta e bateu o pé como se estivesse realmente impaciente.

– Eu tenho que ir, só isso. Pode me levar por favor? – Alex pedindo por favor? O caso era sério. Me levantei e cheguei perto dela. Coloquei a mão e em sua testa como que para ver se estava febril.

– Qual foi?

– Só me leva. – Ela murmurou desviando os olhos.

Com um suspiro fui para o quarto trocar de roupa. A verdade era que eu queria que ela ficasse, eu estava amando a companhia dela. Eu podia tentar me enganar, mas eu sentira falta da constante presença dela. Talvez noite passada tenha mexido com ela e ela não quer ficar, pensei com certo pesar. Eu ainda nem havia me desculpado.

Voltei pra sala terminando de abotoar a camisa, e ela estava em frente a estante olhando um porta-retratos. Eu tinha uma queda por fotos. Aquela foto tinha sido tirada recentemente, no aniversário de 18 anos de Max; estávamos nós três, Alex no meio.

– Você ficou mesmo com isso? – Ela perguntou como se não pudesse acreditar.

– Claro.

Depois me lembrei do porquê de ela estar perguntando. No dia nós não estávamos bem, tínhamos discutido muito tanto antes como depois e durante a festa fingimos estar de bem, por causa do Max. Não era algo bom, mas era comum. Dei ombros e peguei as chaves.

– Vamos?

Ela saiu andando na minha frente e eu tentei não me importar. Era a Alex de sempre. No carro ela pôs o cinto sem que eu pedisse e cruzou os braços olhando pela janela. Tinha alguma coisa muito errada. Enquanto eu dirigia pensei que não queria que ela fosse embora tão já, e tentei pensar em algo para enrolar um pouco. Acabei tomando o caminho da sorveteria.

– Ei. Esse não é o caminho de casa.

– Eu quero te levar num lugar.

– Que lugar? – Ela perguntou desconfiada.

– Você vai ver quando chegar. – Eu estava impressionado por ela não lembrar. Quando chegamos ela fez uma careta.

– Esse lugar?

– Ah, a gente costumava vir sempre.

– É, quando a gente era criança.

Suspirei, pronto para ligar o carro de novo e ir para casa, mas quando dei por mim, ela já estava fora do carro. Eu saí atrás dela e entramos. O lugar estava calmo, sem filas então fizemos os pedido rápido. Sentamos numas das mesas perto na varanda.

– Eu só queria... – Minha voz foi diminuindo até sumir, por que por um momento a verdade quase saiu. Ela me olhou.

– O que?

– Pedir desculpas. Por ontem. Você está meio estranha desde então, acho que eu posso ter exagerado no meu pedido. – Ela revirou os olhos e deu uma risada.

– Ah, isso. Relaxa. Quer dizer eu vivia fazendo besteira e você consertando não é? Acho que já estava na hora de retribuir o favor. – Eu abri a boca para dizer que isso era beeeem diferente, mas bem nessa ora chegaram as taças de sorvete.

Alex começou a tagarelar sobre alguma coisa que eu não estava prestando atenção, porque meus olhos pareciam estar presos a boca dela, os lábios rosados, tão macios, que eu daria qualquer coisa pra sentir nos meus mais uma vez. Mas era loucura. Completa loucura.

Reparei que um canto da boca dela estava sujo com o sorvete de chocolate que ela tomava e tive que controlar meus impulsos de limpar aquilo com a língua. Peguei um guardanapo e passei de leve, carinhosamente e ela parou de falar o que quer que fosse e focou me olhando.

– Justin...

– O que?

– Eu podia limpar. – Ela deu um sorriso sem graça. – Era só você me falar.

Eu dei ombros e tentei agir com naturalidade. Eu não costumava ficar tão nervoso perto dela. Eu já tinha aprendido a controlar aquilo. Eu só precisava me lembrar de como fazer.

– Às vezes esqueço que você é o irmão mais velho super protetor. – Aquilo doeu como um tapa. A palavra ‘irmão’ soava como um palavrão pra mim. Eu era patético não é...? Eu precisava de algo para canalizar esse meu excesso de afeição. Talvez devesse comprar um cachorro.

De volta ao carro, dessa vez fui direto para casa sem mais paradas. Apesar de querer a companhia dela, as coisas tendiam a sair do um controle, especialmente as emoções quando eu estava perto dela, então era melhor não arriscar.

Parei em frente à entrada do prédio.

– Então... Obrigada, mais uma vez. – Por que aquilo estava tão constrangedor quanto o fim de um encontro?!

– Não foi nada. – Ela fez uma pausa. – Se precisar desse tipo de favor de novo, é só pedir. – Fiquei impressionado com tamanha disposição. Ela se virou pra mim e se inclinou para o que seria um beijo de tchau e eu fiz o mesmo. Só que algo acabou saindo errado.

Alex inclinou-se um pouco demais e o beijo acabou sendo na boca. Não que eu tenha me importado, mas fiquei surpreso demais para ter qualquer tipo de reação. Os lábios suaves fizeram uma leve pressão nos meus e então ela pareceu ter percebido o que estava fazendo e terminou tudo rapidamente, e se afastou, corando. Murmurou uma despedida apressada e saiu do carro rapidamente.

– Alex... – Eu chamei baixinho, mas ela já tinha ido, batendo a porta com força atrás de si.

Notas finais
Não está tão ruim... Né? Comentem aí o/ Vou me esforçar mais no próximo, tanto no prazo como no tamanho! Até lá!