Milord estava em frente a sua penseira imerso em pensamentos enquanto professores e membros do ministério discutiam,sua varinha estava no seu lobulo direito. A ministra estava em pé com as mãos apoiadas na mesa do diretor com um semblante pensativo e o diário à sua frente.

— Temos que fazer algo, a Iasmin não pode ficar daquele jeito. — Disse Ana batendo as mãos em suas pernas — Milord, o que podemos fazer. Milorddd

— Eu ... me desculpem. — Disse o diretor se virando. Ele parecia velho e cansado — Bem ... eu vou entrar na camara.

A ministra bateu o punho direito na mesa.

— Não Milord, não posso permitir isso. — Disse ela em tom severo, porém claramente estava preocupada com o amigo.

— Bela, eu não preciso da permissão de ninguém. Não posso permitir que aquele mostro leve alguém. — Retrucou ele.

— Uma coisa eu não entendi amores, como que a Ias só foi petrificada ? — Disse Jimmy.

— No momento da abordagem do monstro ela usou um feitiço de impermialização onde apenas o reflexo do monstro foi visto. — Disse Fafa.

— Por que ela não atacou ou correu ? — Levi perguntou.

— Possivelmente por que não daria tempo e o monstro deveria ter circulado ela, com receio do ataque ela preferiu lançar este feitiço em si mesmo. — Disse Dan com a mão direita no queixo.

— Mas ela estava sem varinha amore.... — Disse Jimmy.

— Ias é uma das poucas bruxas que conheço que é uma boa avaradora, não precisa de uma varinha pra lançar feitiços. — Disse Ana

— Milord, porque o seu diário foi achado ? — Perguntou a ministra.

— Todos os segredos da escola e do mundo bruxo estão neste diário, ninguém poderia ter acesso a ele a não ser eu e 7 pessoas que sabem o segredo dele. — Disse o diretor — Porém este diário estava no meu escritório, bem ali naquela prateleira. Alguém teve acesso a ele.

— Mas escritório não se abriu pra ninguém amor — Disse Lucca do canto mais escuro do escritório — Como alguém entraria aqui ?

— Com senha ele abre sim. — Disse o diretor.

— Sem você aqui dentro ? Isso é possível ? — Perguntou Dan.

— Sim, é possível. — Afirmou Bela.

— Então alguém abriu a camara secreta e conseguiu os segredos do diário do Milord, possivelmente alguma das sete pessoas, mas quem ?

— Este é o detalhe, sete pessoas sabem o segredo, mas elas podem falar deste segredo pra ninguém. — Disse o diretor.

— Então uma dessas sete pessoas abriu a camera, mas quem são essas pessoas ?

— Eu e Fabricio. — Começou a dizer Bela — Edu, Ias ...Lucca .. Gus e a outra lá.

— Que outra ? — Perguntou Levi.

— Minha ex, a Ellen. — Disse o diretor.

— Você compartilhou o segredo com a Muffin ? Porra Milord. — Dan estava surpreso, mas nem tanto.

— Sim e apenas esssas pessoas sabem do segredo do diário. Nenhuma delas quebraria a minha confiança. — Disse Milord.

— Nenhuma delas ? Certeza Milord. — Disse Bela já irritada — Eu fui contra na epoca.

— Sim Bela, mas como o segredo era meu a decisão também era. E ela não esta mais aqui não tem ...

— É claro que não está, você a libertou lembra ? Deu uma meia pra ela ... — Vociferou Bela.

— Parem os dois. Foco. Quem poderia ser ? — Disse Fafa e pensou um pouco. — Alguém abriu a camara e ...

Gustavo entrou no local com um olhar fantasmagorico.

— Milord, uma aluna ... uma aluna foi encontrado morta. — Disse ele monstrando-se ofegante, mesmo sendo um fantasma.

Todos se assustaram.

— QUAL ALUNA ? — Perguntou Milord.

— Rayane, da sonserina. Amiga do Yu. — Disse o fantasma.

— x —

Estava caminhando pela biblioteca passando os dedos pelos livros e percebera que a maioria deles estavam empoeirados. Quando passava a grande cobra que estava atrás de si esbarrava em uma estante ou outra. Consigo ele tinha o mapa do maroto e viu que tinha uma unica aluna ali dentro. Otimo, pensou.

Não olhe para a cobra, agite a varinha sempre. Ordene com a mente. Pensou quando o Basilisco tentou ultrapassar o seu passo.

Quando passou o dedo em um livro foi mordiscado no dedo indicador.

— Ai — disse e viu que era o livro da sessão de lobisomens. — Livros idiotas. — O livro uivou quando recebeu um soco.

Viu no mapa que a aluna começou a sair dali, possivelmente estava com medo. Isso, tenha medo. Pensou naquele momento e sentiu conforto.

Estava no mesmo corredor que o da aluna.

— Crucio . — Gritou e a aluna caiu no chão se contorcendo de dor. — Crucio ... Crucio — estava rindo e gostando daquilo. — Levante, ordenou. LEVANTE SUA IMUNDA.

— O que você ... Você ... — disse ela, mas quando olhou viu além daquela pessoa... viu a enorme cobra de olhos vermelhos.

Uma dor lhe percorreu o corpo, a morte não foi imediata. Seu corpo tombou para o chão, ficou imovel, mais seus nervos doiam, seu cerebro latejou, sentiu seu corpo sendo rasgado e pareceu durar horas, não sabia o tempo certo, pedia que morresse logo e por um momento de misericordia após o seu coração doer de tanto ser apertado, contriado e esticado explodiu dentro de si e mesmo assim a dor em seu cerebro continuou por alguns momentos.

Com a varinha deixou uma frase no chão.

Olhou no mapa e viu três alunos chegando ali. Foi até uma parede e necessitou de uma passagem ali, precisamente ali uma passagem se abriu e entrou dentro dela junto com o Basilisco atrás de si e antes da passagem se fechar ouviu o tão esperado grito de pavor dos alunos que tinham encontrado o corpo e se maravilhou com os sons.