Notas iniciais
Yoooooo! Como ceeeis tão ein? *--* Capitulo novo saindo e meu deus, pensem em duas pessoas que tavam louca pra postar! Mas hey! Antes, eu e a Pan podemos agradecer a todas vocês por tanto amor que andamos recebendo nos ultimos dias? Serio, muito obrigada gente, somos apaixonadas por essa fic e ficamos felizonas em saber que vcs tbm estão! E queriamos dedicar esse cap pra Jadesasusaku que mandou coisas mega lindas panois! E pra nossa coisa mailindadessemundo, Mr.Fox ou simplismente nossa Mari linda, que ta sofrendo mas mesmo assim ama a gente ainda. Amamos você! ~boa leitura.

Sasuke embaralhou as cartas em sua mãos sem ao menos perceber que o fazia, sua cabeça estava em outro lugar, numa confusão digna de iniciantes. Olhava o mar de luzes da cidade pela janela de seu apartamento novo. Era um local estranho, não se sentia totalmente confortável e não o chamava de lar, mas ainda sim lhe passava certa paz.

Deixou o baralho de lado e sentou-se na poltrona que virara para àquela direção, cobriu o rosto sentindo-se exausto. Deixou o ar escapar e olhou novamente para as luzes que brilhavam incansavelmente pela selva de pedra. Ofuscavam as estrelas, constatou ao olhar para cima e vê-las tão tristes e cobertas por finas nuvens.

Fazia tempo que não parava e as contemplava, havia brilho mais estonteante perto de seus olhos para tal. Mas as estrelas guardavam histórias, as mais intimas. A última vez que as olhou, sabia bem quando era, àquele dia no parque depois do jantar. Ela estava sorrindo, feito menina em seu corpo de mulher. Vulnerável, mostrando sua face da forma mais transparente que alguém poderia. Tão indefesa dos olhos astutos de um jogador.

Abaixou a cabeça apertando suas laterais com as mãos. Era maluco sentir toda aquela aflição e desespero por conta de alguém, se apegar tanto. Ele ainda não sabia lidar com essa confusão que surgiu dentro de si. Como num filme, todos os sonhos dela foram relembrados, a voz, seus sorrisos sapecas, seu jeito de andar, a piscada sedutora e os olhos. Como sentia saudades dos olhos dela.

Pegou as cartas mais uma vez, olhando-as sem se atentar a nenhuma em particular. Só queria sentir o que cada uma lhe passava, como se elas também contassem histórias, assim como as estrelas. Passou uma por uma, sem ordem numérica, ou outro tipo de hierarquia, somente cartas que diziam muito mais para si do que as estrelas que eram compartilhadas por outros amantes. Ali era contada sua história, a sua e dela.

— Minha rainha… — sussurrou com a rainha de copas em suas mãos.

Impossível não se lembrar dela naquele palco, descendo até o chão e bêbada. Riu colocando a carta no lugar e voltando a olhar as estrelas. Não se sentia confortável ali, não era seu lar. Mas, pensou em como Sakura gostaria daquela vista, nela embrulhada no lençol toda acanhada sendo puxada até seu colo, sorrindo enquanto as luzes da cidade brilham lá fora frias e a das estrelas os observam escrevendo mais uma história. Aquela visão parecia fazer sentido, parecia certo.

Sasuke sorriu, um repuxar fraco de canto, e então se sentiu em casa.

# # #

Acordou com o toque do seu celular e levantou em um único movimento procurando o aparelho, o sono havia o abandonado e agora apenas a sensação de preocupação dominava suas veias enquanto a mente já trabalhava baseada em preocupação.

—Itachi- Tirou o celular de dentro do bolso do moletom e o colocou no ouvido podendo ler o nome do irmão que tomava a tela, apanhou as peças de roupa que estavam no chão e vestiu-se rapidamente já pronto para sair em direção ao hospital -O que houve?-

— Sasuke estou chegando ai, se acalme! Temos noticiais sobre os assaltantes-

— Já pegaram esse filhos da… — Apertou a boca quando viu uma senhora no corredor. Acenou com a cabeça apertando o celular contra o ouvido, olhando sem saber o que fazer para a direção do elevador. — Itachi? — impacientou.

—Oras, se contenha- ouviu a voz do irmão e olhou para a direção do elevador por onde ele saia com Fugaku ao seu lado -Vamos entrar- Itachi colocou a mão no ombro do mais novo com um olhar significativo.

Sasuke tinha várias perguntas em seus olhos, mas deixou para lá quando viu que Itachi não possuía a aura alegre de sempre. Engoliu seu orgulho e fechou a porta quando os dois se sentaram nos sofás da sala. Era impossível não olhar de forma seca para Fugaku, mas deteve as palavras ácidas ao homem, que olhava tudo com seriedade, e olhou direto para Itachi, sentia-se esgotado para questionar a presença do homem ali.

— Então? Pegaram eles? Quem foi? Preciso ir logo para o hospital, Itachi!- Sasuke dizia ainda de pé.

—Contratei investigadores particulares para trabalhar junto com a policia desde que coletaram os depoimentos dos seus amigos- Fugaku, para a surpresa de Sasuke, foi quem começou a falar -Essa madrugada, três homens foram presos, acharam durante a inspeção do lugar uma pulseira dourada que já foi confirmada como de Ino… Os três confessaram ao ver o pouco das gravações que foram recuperadas-

Sasuke assentiu absorvendo a informação. A raia inflando dentro de si, sentindo uma vontade imensa de estar frente a frente com aqueles caras e machucá-los quanto ou mais fizeram com sua mulher. Respira fundo e cruzou as mãos em frente o rosto.

— Estavam a mando de alguém? — perguntou olhando para Fugaku, o homem já tinha o rosto marcado pelo tempo, as rugas já estavam mais visíveis mas os olhos negros tão caracterismos dos Uchihas, continuava como sempre, a seriedade não escapava um minuto da sua face, no meio dos cabelos negros os fios grisalhos tomavam algum espaço, sentava-se com os braços apoiados nos joelhos, olhar para ele e Itachi era como olhar-se no espelho.

—Sim… A policia já está em busca do quarto homem, ele estava dentro do cassino observando as mesas para escolher o alvo do grupo, Itachi contou que Sakura jogou naquela noite, então certamente foi assim que chegaram até ela, apenas aguardaram que saísse do prédio- Fugaku disse serio não omitindo nenhum detalhe -A qualquer momento eles avisaram que está acabado-

— Desgraçados — Sasuke murmurou apertando ente os olhos para conter a tremedeira que dava em sua mão por conta do nervoso.

Itachi pousou a mão em seu ombro tentando acalmá-lo. Sasuke era explosivo, não guardava nada para si, devia estar endo extremamente difícil para ele suportar tanta coisa de uma vez. Fugaku observava os dois, ainda mais Sasuke. Sempre tao emotivo apesar de não querer demonstrar.

— O pai… — Itachi limpou a garganta quando Sasuke o olhou — O pai fez tudo o que estava em mãos para que eles fossem pegos o mais rápido possível, logo o ultimo será preso e irão pagar pelo o que fizeram, só precisa dar sua atenção para ela agora que também logo estará melhor-

Sasuke continuou assentindo, agora olhando para as próprias mãos enquanto Fugaku analisava a tentativa de Itachi em apaziguar a briga antiga usando da vantagem que o momento dava.

Era algo honrável, mas Fugaku não sentia mais esperanças de ser tratado como pai novamente. Quando Itachi o procurou assutado e o pedindo sua ajuda em minutos já estava junto com seus filhos, estaria ali mesmo que Itachi não tivesse o contatado, não fazia isso para ganhar o respeito e amor de Sasuke, fez o seu dever de pai que há muito tempo deixou faltar para seus filhos. Em conversas anteriores com Mikoto, sabia como Sakura estava sendo algo bom para o mais novo e teve certeza disso quando a conheceu pessoalmente, a menina tinha uma aura tão gentil que apenas havia visto algo assim em Mikoto, saber que ela havia sido vitima e ver Sasuke atônico no hospital apenas o fez usar de todos seus contatos para que tudo fosse resolvido o mais rápido e melhor possível.

Sasuke levantou o rosto e encontrando mais uma vez com os olhos de Fugaku, os dois pares de olhos escuros encararam-se por longos segundos em silencio até que o patriarca levantou-se abotoando o terno negro que usava.

— Preciso ir para o escritório agora, irei ao hospital a noite- Fugaku anunciou -Ligarei qualquer novidade que receber-

Sasuke abaixou o rosto novamente o colando entre suas duas mãos até que sentiu uma mão no outro ombro.

— Cuidem-se- escutou a voz de Fugaku e o ombro ser liberado.

# # #

Ele estendeu mais uma carta na segunda fileira a sua frente em cima do lençol branco aos pés dela. Sorriu fraco dando de ombros e juntando todas num mesmo monte.

— Até assim consegue ganhar de mim? Como? — riu triste embaralhando as cartas de forma hábil.

Não olhava para o que fazia, olhava para a mulher que respirava através de aparelhos e parecia mais pálida que o dia anterior. Algo em sua garganta se apertou, soltou o ar enquanto passava as mãos no rosto como se fosse tirar aquela sensação de desespero e voltou sua atenção para as cartas.

Separou duas e colocou sobre o lençol que a cobria, na altura de seu abdômen. Olhou para a janela de vidro de forma automática, não sabia se podia entrar com o baralho no quarto, bem provável que não, mas ele precisava daquilo. Algo que o deixaria calmo, já que não podia fazer nada por ela. Não havia ninguém, então voltou sua atenção para as fileiras. Quase sem vontade, ele somava as cartas dela e comparava com as suas. Teve que refazer as contas duas vezes e então desistiu. Não estava adiantando.

Suspirou puxando as cartas para si e embaralhou de forma lenta, sem habilidade. Somente distraído, num movimento que já conhecia enquanto seus olhos não desgrudavam dela.

— Você… O que tanto está sonha pra não acordar logo, hn?- Sasuke esticou o braço até ela e correu os dedos pelo rosto de Sakura em um carinho que sabia que ela gostava — Eu preciso de você garota, eu não deixei isso claro ainda? Você é minha Sakura, desde que eu coloquei os olhos em você naquela mesa de jogo- desceu a mão pelos braços finos dela até chegar na mão feminina e entrelaçar seus dedos nos dela sentindo a aliança no dedo dela — Quero você, quero você de volta, entrando na minha sala no meio da noite jogando seu sapato em qualquer canto e se jogando no sofá e me chamando com esses olhos que me enlouquecem, quero você animada com um passeio simples, com as suas preocupações, com sua fraqueza pra bebida, te quero inteira… Quero você aqui comigo — Sasuke sentiu sua garganta doer e automaticamente virou seu rosto para o lado contrario, sentindo os olhos arderem e o ar escapar por sua boca com dificuldade mas logo retornou seu olhar para ela — Tsunade trouxe o resultado do seus exames da faculdade, você passou e vai poder fazer sua residência no próximo ano… Então acorda logo pra poder te dizer isso e outras coisas também, não tem ideia o que te ver a cinco dias assim está fazendo comigo Sakura… — levou a mão dela até sua boca e depositou um beijo antes de repousar sua testa na mão gelada dela e sorriu contra a pele dela com os olhos fechados, ignorando o sabor salgado da lagrima que correu até sua boca.

— Eu te amo, sua irritante- confessou no mais profundo sussurro.

Minutos depois, a porta se abriu, porém Sasuke não se moveu. Sentia sono, sua cabeça estava uma bagunça, exausto demais pra dar atenção a outra pessoa.

— Sasuke — uma voz feminina e baixa soou na porta. Reconhecendo-a, ele olhou e viu Ino sorrindo de forma retraída — Acho melhor esconder isso. — finalizou apontando para as cartas nas mão dele com um pouco de humor.

A tristeza era algo tangente nos olhos azuis, ela havia chorado há pouco tempo. Ela era fácil de ser lida, não era necessário esforço para entendê-la e suas motivações. Ela sofria pela amiga, e assim como ele, tinha esperança de vê-la acordando logo. Ela caminhou olhando para Sakura, deixando um suspiro desolado escapar.

— Eu — Sasuke pausou levantando-se de sua poltrona e escondendo as cartas no bolso — Eu vou tomar alguma coisa. — se sentia um pouco desnorteado por tudo. Preferiu seguir para a cafeteria a fim de acordar com um bom café amargo.

Viu Naruto na recepção, e fez sinal quando o loiro o viu. Continuou andando em direção a cafeteria do hospital quando sentiu a mão de Naruto dando tapinhas em seu ombro.

— Hey cara, como estão as coisas? — Naruto perguntou em um tom ameno, nada característico de sua personalidade. Mas era impossível não sentir compaixão pelo estado que se encontrava seu amigo.

— Preciso de um café- Sasuke respondeu massageando o próprio pescoço.

— Eu pago — Naruto fez sinal de positivo com mais empolgação tentando tirar um sorriso, nem que fosse minimo de Sasuke — Ela vai sair dessa bem, você vai ver! — acrescentou vendo o rosto impassivo de Sasuke, tão distante em seus pensamentos.

Sasuke sentiu a mão do amigo no seu ombro como sinal de apoio quando chegaram na cafeteria do hospital, o movimento era fraco devido já serem quase uma da manha e apenas algumas pessoas ocupavam as mesas distribuídas pelo lugar.

Levantou os olhos quando Naruto colocou o copo térmico a sua frente junto com um sanduíche quente, apenas percebendo que estava com fome quando o cheiro chegou ao seu nariz.

— Onde está a Hinata, dobe?- Sasuke perguntou após dar o primeiro gole no café forte e agradeceu mentalmente pelo amigo lembrar seus gostos.

— Está no escritório. Nossa, tava uma bagunça lá, mas o… — Naruto se interrompeu arregalando um pouco os olhos e engolindo seu próprio café de uma vez. Sasuke percebeu a nada sutil diferença na expressão do amigo, mas não estava com cabeça e ânimo para compreender. — Então, está tudo bem lá no Cassino, todos estão mandando “melhoras” para nossa jogadora preferida, e — pausou olhando para o fundo da xícara um pouco mais cabisbaixo — Sasuke, estou preocupado com você, irmão.

— Tsc… — Sasuke apoiou os cotovelos na mesa e encarou o amigo — Como você estaria se fosse a Hinata? — o Uchiha perguntou.

— Do mesmo jeito — confessou sem pensar duas vezes — Mas você também estaria preocupado, não? — ergueu os olhos para Sasuke e cruzou as mãos em frente ao rosto como o próprio amigo costuma fazer. Sasuke não precisava responder, era óbvio em seus olhos. — Vai se acostumando, meu amigo. — Agora sorriu de canto tirando um sorriso igual do amigo pela tentativa ruim de imitá-lo — Quando a gente ama uma mulher, não existe nada no mundo que tenha valor se ela não estiver bem.

Sasuke sorriu de canto enquanto contornava a borda do copo com o dedo, sabia o que Naruto queria dizer e agora, mais do que nunca, era obrigado a concordar com seu amigo de tantos anos, lembrava-se de quando o loiro começou o relacionamento com a Hyuuga e por muitas vezes não compreendia e até mesmo achava ridículo a preocupação dele com Hinata.

— Ela te pegou de jeito — Naruto concluiu com uma risada — Entenda, eu também estou preocupado com ela, a cabeça rosa se tornou uma amiga muito querida pra mim e pra Hina… Aliás, irei contar para a Sakura-chan como o imponente Sasuke Uchiha estava durante esses dias — disse se esquivando de um tapa que Sasuke direcionou a sua cabeça.

— Usuratonkachi — Sasuke murmurou em resposta.

— Sasuke! Sa-Sasuke! — Ino irrompe pela porta da cafeteria em prantos. Sasuke levantou-se na mesma hora amparando-a antes que tropeçasse nos próprios pés. A olhou com expectativa enquanto sua garganta se fechava, ela chorava descontroladamente. Naruto se levantou e bateu em suas costas de forma desajeitada como se quisesse acalmá-la.

— Ino… — Sasuke a chamou.

— A Sakura.. Ai meu Deus! — ela tremia com a mão em frente a boca. Sasuke quase a chacoalhava para que falasse — Eu tinha deixado ela lá, daí entrou uma enfermeira… A doutora loira correu para lá com mais um monte de gente… Eles estavam correndo e não me deixaram passar… Sasuke!

A cabeça de Sasuke pausou por um segundo, a informação chegava de forma lenta e era dissolvida na mesma velocidade, seu corpo não reagia, seus olhos ardiam e seu peito apertava cada vez mais. Não viu quando a soltou, como saiu de lá. Mas, quando deu por si, estava correndo pelos corredores, empurrando qualquer um que tentasse entrar em sua frente. Não via o que fazia, seu corpo reagia de forma automática ao chamado de seu cérebro. Arfava quando chegou à porta dela, as persianas da janela de observação estavam fechadas, então seu corpo amoleceu. Tremia quando chegou até a maçaneta, e pegando forças onde já não tinha, ele abriu a porta surpreendendo alguns enfermeiros.

Achou que caíra ao chão de joelhos se não fosse segurado por um médico e uma enfermeira. Seu coração saltava como louco e todo o peso daqueles cinco dias caiu em cima de si.

— Sakura… — disse baixinho.

Ela o olhou, pálida e com um olhar cansado. Tsunade acabava de arrumar uns travesseiros e agora auscultava seus pulmões. Um enfermeiro o puxava para fora, e ele não resistiu.

Um sorriso, um único e tímido sorriso, foi o que ele precisou receber para que pudesse se sentir em paz novamente.

Notas finais
AI MDSS ;--; COMEMORA, SOLTA FOGUETE, CADE OS ROJÃO? A ROSADA ACORDOU POVO. Não sei o que dizer, só sentir. Kisus ♥