Jogo dos Deuses
8 Capítulo VIII ♚ Tocado pelas trevas.
Notas iniciais

♚♚♚ A s g a r d — P a l á c i o R e a l ♚♚♚
Atordoado, visivelmente cansado, Loki sai das masmorras em passos largos, tentando esquecer o que a selvagem menor havia dito para ele antes de ser, por ordem dele, encarcerada.
− Eu preciso de um bom vinho... – Resmungou, pousando uma mão sobre a testa, massageando-a de forma que a dor de cabeça que ele sentia amezinhasse um pouco.
Passou por longos e largos corredores, preso em seus próprios pensamentos, não se importando com os empregados que o reverenciavam, tementes por suas vidas, como se aquela fosse a última reverência que fariam em suas vidas. Ele, para todos que serviam a família real, era o sinônimo de morte e depravação.
Todos odiavam ter que atender aos desejos do enganador, pois era muito difícil, ou melhor, quase impossível agradá-lo. Loki era um tirano do qual os servos reais tentavam fugir desesperadamente, temendo seus pedidos exóticos, sabendo que ao falharem em seus deveres, eles morreriam pelas mãos do herdeiro mais novo.
Completamente distraído de tudo que o cercava, o Deus da trapaça não percebeu quando Thor, seu irmão mais velho, mudou seu percurso para ir atrás dele. O semblante do guerreiro do trovão não estava nada contente, dando-lhe um ar mais feroz e bárbaro.
− Precisamos conversar! – Seu tom saíra alto, áspero, como se um trovão tivesse sido liberto de suas cordas vocais.
A mente de Loki estava uma verdadeira bagunça, impossibilitada de pensar sobre qualquer coisa banal naquele momento. Muitos questionamentos sem respostas haviam nascido, lamuriais que decidiu jamais sentir novamente votaram a das profundezas de helvetti para assombrá-lo. Mesmo com o irmão mais velho gritando com ele, chamando-lhe atenção por ter feito um verdadeiro espetáculo diante de todos para condenar uma jovem inocente que queria apenas conversar, tirar o herdeiro mais novo de toda aquela solidão, isso dito pela própria garota quando Thor foi interrogá-la, Loki não o ouviu, fazendo com que o mais velho se irritasse.
− Por que você é assim? – Seu grito saiu como um estrondo, tirando o mestre da magia de seus pensamentos.
Os olhos verdes, perdidos no nada, focaram-se na figura à sua frente, mas nada o enganador disse. Havia uma grande quantidade de energia negativa envolvendo o corpo de Loki, uma energia há muito tempo não pronunciada ou lembrada.
Seu corpo e coração foram infectados, mas ele pôde ser salvo graças ao sacrifício de seu mentor, herdando assim o seu vasto poder e conhecimento sobre o mundo da magia. Contudo, por mais que sua vida tivesse sido salva, a sua alma já estava condenada por toda maldita eternidade. Ao morrer, algo que levaria milhares de anos para acontecer, já que ele era um Deus, sua alma seria enviada para flammedalen, lugar onde os condenados são torturados até seus espíritos serem destruídas.
O trapaceador encarava o irmão mais velho com indiferença, deixando muito claro que nada do que ele dizia lhe interessava. – Thor, solte-me agora! – Impaciente, ordenou, não sendo obedecido pelo irmão.
− Não vou soltá-lo até você fazer o que é certo! – A calma não era uma virtude de Thor, Loki sabia muito bem disso, mas, naquele momento em que coisas mais importantes rondavam sua mente, as ameaças do líder dos guerreiros reais eram como piadas contadas aos surdos.
Corrompido, totalmente destemido perante aquele que lhe roubou tudo desde muito jovem, Loki o empurra violentamente, conseguindo fazê-lo cambalear para trás com sua energia avassaladora, libertando-se assim das mais dele que apertavam com força o seu sobretudo.
Surpreso com a atitude agressiva do menor, Thor o fita descrente, atônito, como se aquele não fosse realmente seu irmão, já que mesmo eles brigando feito cão e gato, o mentiroso jamais usou seu poder contra ele, mantendo ainda dentro de si a crença de que o mais ainda prezava o lanço sanguíneo que os unia.
Todavia, suas convicções mudaram no exato momento em que mestre em magia o atacou, levando Thor a considerar que Loki já não respeitava mais nada, tornando-se uma ameaça para Asgard e seus habitantes.
− Como ousa me atacar? – A pergunta saíra alta, desacreditada, decepcionada. – Eu sou seu irmão mais velho! – O grito estrondoso ecoou por todos os corredores, chamando atenção daqueles que passavam por perto da ala dos aposentos reais.
Com um sorriso sádico, sem temor algum com a punição que certamente receberia do Pai de todos, o Deus mentiroso materializa uma de suas adagas envenenadas, pronto para ceifar a vida daquele que lhe tornou infeliz.
Ele já não mais se importava com o laço familiar que o unia com Thor, nem mesmo parecia se preocupar com as ações tomadas naquele momento, tudo o que lhe interessava era acabar com Thor.
Caminhando lentamente em direção ao futuro possuidor da poderosa Mjölnir, o mestre em magia debochadamente encara o loiro, como se estivesse possuído por algum inimigo dos Deuses de Asgard.
− últimas palavras? – Indagou, sínico, passando sua língua por seus lábios, excitado.
Encarando o suposto irmão com seriedade, Thor o questiona, não temendo a morte, já que ele precisaria mais do que uma simples apunhalada de sua adaga para poder matá-lo. – Quem você é realmente?
Uma risada alta e estrondosa ecoou por todos os cantos, fazendo o Deus do trovão ficar em posição de ataque. – Está tão desesperado assim, meu irmão? – A resposta não viera. – Está com tanto medo assim da morte que, para tentar me ludibriar, ousa colocar a minha identidade em dúvida? – A risada sádica e psicótica era alta como o uivar de um lobo. – Adeus! – Assim que tentou apunhalar o próprio irmão, Loki some diante dos olhos de Thor, sendo teleportado para o grande salão real, onde Odin o esperava com sua esposa, Frigga, a pessoa responsável por impedir que o Kainin synti fosse concretizado.
O semblante do pai de todos não estava nada contente, pelo contrário, sua feição estava carregada de ira e impiedade. Mesmo sendo seu filho, mesmo o amando de sua própria maneira, ele não podia permitir brigas internas, disputa pelo trono que ainda pertencia a ele e muito menos que dois irmãos lutassem um com o outro até a morte.
Diante de seu pai, indiferente com qualquer punição tola que receberia por tentar matar o filho mais amado dos governantes de Asgard, Loki os encara com imponência e arrogância, como se seus próprios pais fossem apenas dois sacos de lixo perante ele.
− Para me teleportar até aqui antes que eu pudesse... −Andou em círculos, debochado, passando a adaga envenenada habilmente por entre os dedos. – Eliminar Thor dos nove reinos, a vida dele deve realmente ser muito importante para vocês.
O tom de voz do Deus da trapaça não era magoado, muito menos ressentido, mas sim sombrio e cheio de malicia, como se apego familiar já não lhe interessasse mais. Era como se Loki Odinson tivesse desligado suas emoções, tornando-se um implacável inimigo de seu próprio reino.
− Por favor, Loki, messe as suas palavras. – Temendo pelo destino de seu filho mais novo, Frigga inutilmente tenta intervir ele.
Uma risada ecoa pelo salão, fazendo com que o pai de todos batesse sua lança em forma de cetro no chão, causando um barulho alto e cheio de imponência por todo o ambiente.
− Basta! – Gritou Odin, apertando seu cetro com força, tentando manter a pouca paciência que tinha. – Basta de ser sempre um problema para nós!
Como um despertar para a verdade eminente diante de seus olhos, o grito furioso de Odin causa as primeiras rachaduras em seu coração, desfazendo seu semblante arrogante, como se algo no fundo dele houvesse se quebrado.
Os olhos de Loki, ainda céticos com as palavras duras e cheias de frieza por parte de Odin, seu pai, relutantemente encham-se de lágrimas.
Naquele momento em que se encontrava diante de seus pais, não havia mais resquícios de maldade no olhar do trapaceiro, mas sim apenas decepção e dor. Era como se o que havia o dominado quisesse que o mestre da magia ouvisse aquelas palavras saindo da boca de Odin, rompendo assim o frágil laço existente entre eles.
Era como se o que dominava Loki quisesse que o Deus da trapaça se rendesse ao caos, já que ninguém realmente se importava verdadeiramente com ele.
Engolindo em seco, ainda tentando manter sua pose imponente, o trapaceiro dá as costas ao seu pai, pondo-se a caminhar para fora do salão real, sendo parado por guardas que o ameaçavam com enormes lanças, não importando-se com o fato dele ser o filho do rei.
− Não deixaremos que passe por essas portas! – A voz de um deles saíra destemida, como se diante de Odin o mago das mentiras não fosse nada.
As portas se abrem com brutalidade, revelando a silhueta musculosa de Thor, sendo reverenciado com muito respeito e admiração elos lanceiros que ameaçavam Loki.
− Meu pai, desculpe pela forma que entrei, mas creio que precisamos conversar. – Rapidamente seus olhos passaram pelo trapaceiro, preocupados, mas ainda desconfiados daquele ser à sua frente que possuía a aparência de seu irmão mais novo.
Odin já sabia por através de Huginn e Munnin, seus dois corvos, sobre o que Thor, seu primogênito, queria conversar. Entretanto, mesmo sabendo que Loki não era verdadeiramente culpado por ter agido da forma que agiu, ele tinha que puni-lo, exilá-lo do panteão Asgardiano se fosse necessário. Era doloroso, mas ele, o pai de todos, não permitiria que as emoções influenciassem no seu julgamento.
Um silêncio avassalador se apoderou do salão onde as festividades e bailes aconteciam, massacrando todos ali presentes com o medo da intervenção de Thor despertar a ira de Odin.
Minutos arrastaram-se silenciosamente pelo local, deixando o clima ainda mais tenso do que antes, fazendo com que os vigilantes reais transpirassem de temor e ansiedade. Era certo que muitos ali desejavam ver o herdeiro mentiroso provando de seu próprio veneno, arruinado diante dos outros Deuses, sofrendo por sua vaidade, arrogância e crueldade, sendo até mesmo morto pelas próprias mãos do pai de todos. Mas, por temerem as consequências que poderiam sofrer caso o mago não fosse punido, eles apenas guardavam para eles mesmos o que desejavam realmente para o príncipe mais novo.
Esgotado, desnorteado e magoado, Loki solta um longo suspiro, determinado a terminar com aquilo de uma vez por todas. – Bom, apesar de não ter lembrança alguma dos meus atos até ouvir você dizer que sou um problema para você, pai, suponho que eu tenha cometido um delito grave. – Os verdes dos olhos sem a mesma devoção de antes focaram-se no senhor à sua frente com seriedade, indiferente com o que poderia lhe acontecer, já que ele era o Deus da mentira, capaz de enganar até mesmo seu próprio pai. – Que punição escolheu para mim?
Todos o fitaram espantados, incrédulos, como se o que acabaram de ouvir fosse algo raro. Loki havia admito seus erros. Muitos dos guardas burburinhavam, ainda descrentes, fitando o trapaceiro com receio.
− Loki, meu filho... – Frigga até tentou aproximar-se do seu filho mais novo, mas fora impedida de passar por Odin, colocando entre eles seu cetro. – Por favor, meu querido, não faça isso... – Seu tom era lamurioso, cheio de dor, fraco.
− Cale-se, Frigga! – Ordenou o pai dos Deuses. – Loki cometeu diversas infrações, levantou falso testemunho contra uma selvagem que, embora não devesse ter saído de sua tribo, não o apunhalou como ele havia dito. – Suspirou alto, cansado, querendo que aquele julgamento terminasse logo. – Tentou matar o próprio irmão. – Apesar de ser pai, Odin também era o rei de Asgard, recebendo assim as vantagens e desvantagens do posto que assumia. – Ele deve ser punido. – Sentenciou, fechando os olhos com muito pesar, reunindo forças para poder dar as ordens.
O silêncio opressor recaiu sobre todos no grande salão, deixando o clima do ambiente ainda mais tenso do que já estava. Alguns soldados, felizes ao ouvirem que o trapaceiro seria punido por suas maldades, riam discretamente, felizes por não terem mais o que temer.
− Prendam-no nas masmorras. – A voz do sábio rei soara como melodia nos ouvidos dos vigilantes, mas não nos de Thor.
− Está cometendo uma grande injustiça, meu pai! – O Deus do trovão tentou interceder pelo mais novo, assustando os guardas. – Algo está manipulan...
− Já chega, Thor! – Loki Gritou, furioso, humilhado, totalmente derrotado diante daqueles que tanto desprezavam sua existência. – Não preciso da sua pena! – Imponente como sempre, o enganador manteve-se em sua postura de superioridade, rejeitando a pena e a ajuda do filho favorito de Odin.
− Meu irmão...
Abalado. Se tinha um sentimento para descrever Thor, abalado era o sentimento mais preciso para o descrever naquele momento.
Loki, seu irmão mais novo, o enganador que sempre lhe dera bons conselhos em seus momentos de aflições, estava sendo punido por algo que o estava manipulando, fazendo-o ficar contra todos aqueles que o amavam.
− Apenas... – Respirou fundo, tentando manter a calma, vendo que o loiro realmente se preocupava consigo. – Apenas aceite a sentença dada por Odin, pai de todos.
Incomodado com o tom que o filho para apontá-lo, Odin faz um sinal com a mão, liberando-os do salão principal.
♚♚♚ A s g a r d — M a s m o r r a s ♚♚♚
Sigyn acordou com uma imensa dor de cabeça, sendo surpreendida pelo abraço apertado de sua irmã mais nova, Singrid. A jovem chorava silenciosamente, como se algo de ruim tivesse acontecido.
Preocupada, temendo pelas vidas de seu povo, a jovem selvagem desfaz o abraço, fitando a mais nova com seriedade. – O que houve?
Abalada, sem saber como começar, a pequena sussurra um único nome, fazendo-a sentir um imenso calafrio correr por sua espinha. – Loki...
A irmã mais velha tentou obter alguma informação concreta da menina, mas nada do que ela falava fazia sentido, pelo menos não para ela. – Por favor, Singrid, me conte! – Pediu em tom desesperado.
A criança diante dela, com muito esforço, seca as lágrimas que caiam com insistência, começando a falar apenas o necessário. – Um dos pilares desabou... – Seu tom saíra falho. – Dragões celestiais começaram a sair da enorme cratera onde havia uma imagem que sustentava uma das pilastras. Eu iria morrer esmagada pelas pedras que começaram a cair, mas o príncipe Loki me salvou, trazendo-me até aqui.
Os olhos de Sigyn arregalaram-se em espanto, fazendo com que um pequeno sorriso involuntário brotasse em seus lábios. – Ele salvou a sua vida? – Ainda boba com o que acabara de ouvir, ela questiona, esquecendo-se totalmente de todo o resto que a preocupava.
Com um acenar positivo, a menina afirma com a cabeça, fazendo com que o coração da mais velha acelerasse.
− Anda logo, príncipe da trapaça! – A voz alta e estridente de um dos guardas que vigiavam as masmorras ecoa de forma ensurdecedora por todos os corredores, chamando a atenção das jovens. – Não tenho todo o tempo do mundo para esperar sua vontade de colaborar comigo se manifestar.
− Sabe que quando eu for solto, seu inútil, eu te matarei, não sabe? – A voz conhecida pelas garotas preenche o lugar, fazendo-as olhar em direção das vozes.
Não demorou muito para que duas silhuetas aparecessem em meio à escura masmorra, espantando-as. Loki estava algemado como se fosse um criminoso, algo que Sigyn sabia muito bem não ser verdade.
− Seu tolo... o que você fez? – A mais velha questionou para si mesma, vendo-o passar por ela, sendo aprisionado na cela que ficava de frente para a sua.
− Aproveite bem a longa estadia aqui. – Ao dizer isso, a cela de Loki é trancafiada com uma barreira repelente de magia, impossibilitando-o de uma possível tentativa de fuga. – Adeus, príncipe desvalido. – Riu alto ao pronunciar a última palavra, virando-se para encarar as irmãs. – E vocês, malditas, calem a boca! – Ordenou, como se fosse o próprio rei. – Eu escuto seus sussurros lá da entrada. – Socou o vidro da cela onde elas estavam presas com força, indo embora logo em seguida.
− Obrigada, meu príncipe. – Os olhos de Singrid eram tristes, mas muito gratos. – Obrigada por não ter permitido que eu morresse.
Sem forças para nada, mas ainda muito orgulhoso, Loki fecha o semblante, murmurando em um tom nada amigável. – Eu não tinha escolha.
Sabendo o quão durão e difícil ele era, a pequena não o contestou, apenas deu um breve sorriso em sua direção, sendo visto de relance pelos esmeraldinos olhos de Loki. – Mesmo assim, príncipe, obrigada.
− E você, sua idiota, o que tanto olha para mim? − Questionou incomodado, vendo que a mais velha o fitava sem parar, como se estivesse hipnotizada.
Sendo despertada pelas palavras ásperas do príncipe mais jovem, Sigyn o responde com indiferença. – Nada... – Sim, ela queria falar mais coisas, saber as razões pelas quais ele estava ali, mas seu orgulho era muito grande, chegando a se igualar ao do prisioneiro à sua frente.
− Então para de me encarar como se eu fosse uma atração de circo, mortal ridícula! – Gritou, irritado, recebendo uma afronta da jovem.
− É divertido ver um príncipe arrogante e prepotente sem apoio algum. – As palavras de Sigyn foram duras, ela sabia disso, mas Loki a tirava do sério.
Cansada daquela discussão besta entre os dois, Singrid se coloca diante deles, impedindo-os de se encararem, iniciando um longo sermão. – Parem com infantilidade! Será que vocês não percebem que estamos no mesmo barco? Estamos presos, sem saída alguma... – Suspirou. – E essas brigas de vocês, dois adultos que mais parecem crianças birrentas, só tornam as coisas ainda mais difíceis.
− Como ousa? – A voz do mentiroso saíra esbravejada.
Contudo, apesar do visível descontentamento do príncipe, ela não se calaria, pois já estava farta daquelas atitudes infundadas dos mais velhos. Parecia até que eles se amavam, mas insistiam em negar até o fim.
− Por favor, por mim, minha irmã, vamos tentar manter a paz... – A voz da jovem saíra como uma súplica. – Eu odeio esse lugar asqueroso tanto quanto vocês, mas enquanto o rei não tomar uma decisão sobre nossos destinos, vamos ao menos nos tolerar, sim? – Sugeriu, recebendo de Sigyn um olhar de aceitação.
− Tá bom, tá bom! – Reclamou o mago, erguendo suas mãos em rendição. – Vamos tentar não brigar. − Deu-se por vencido. – Mas se ela começar a me provocar, desfaço o acordo. – Ameaçou, recebendo um olhar de reprovação da irmã mais velha.
− Certo. – Singrid aceitou os termos de Loki, mal sabendo ela que tudo era parte de seu jogo, já que ele sabia que Odin, pai de todos, estava observando-o através daqueles malditos corvos.
Seu plano havia sido traçado no momento em que voltou ao normal, mas o tolo Odin fora incapaz de perceber esse pequeno, mas extremamente relevante detalhe.
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