Notas iniciais
Aos novos leitores, sejam bem-vindos! Aos antigos que acompanham, comentam e me ajudam pra cacete, obrigado.
Esse chap é o meu preferido, não pelo lemon, mas pela gama de sentimentos envolvidos... Mais lá embaixo.
Enjoy!!!!!!

Eu não sabia o que fazer.


Aoi estava no meu colo, soluçando feito uma criança, respirando com uma dificuldade anormal.


- Yuu, qual é o motivo da internação?


Não tive uma resposta imediata, mas depois do que me pareceram horas ele finalmente resolveu se pronunciar.


- Pneumonia.


- Mas aconteceu do nada?


- Não. O médico já havia diagnosticado o início da doença, só que ele não tomou os antibióticos e o caso se complicou. Agora ele está numa cama de hospital, internado em estado grave! — voltou a chorar.


Acariciei seus cabelos, pensando no que fazer.


- Ei, nós vamos falar com o Kai, ok? Explicamos a situação e você vai pra Mie.


Um riso de puro escárnio abandonou seus lábios.


- Você não está entendendo, Kouyou. Meu pai não quer me ver. E sabe por quê? Por causa daquele maldito beijo que você resolveu roubar!


Não, não e não! Nós iríamos brigar de novo?


Repuxei os cabelos nervosamente.


- Para de drama, Aoi. Aquilo foi apenas um beijo no queixo, e você sabe muito bem disso.


- Que todo mundo interpretou como um beijo na boca, Uruha! E desde então meu pai nunca mais falou comigo, DIZENDO QUE EU TINHA ME TORNADO UMA BICHINHA AFEMINADA!


- Você está agindo como uma nesse exato momento.


Senti meu rosto arder com o tapa que me foi dado.


- Você é desprezível, sabia? Sempre agindo como se fosse o centro do mundo, pouco se lixando pro que acontece ao seu redor. Às vezes eu te sinto tão distante que eu tenho a leve impressão de namorar um poste!


Me perguntei mentalmente como uma simples conversa sobre pneumonia transformou-se de repente em uma discussão de relacionamento.


Suspirei, cansado.


- É lógico que eu me importo com o que acontece ao meu redor, Yuu. Só que na maioria das vezes eu prefiro não falar. Gosto de deixar tudo se resolver a seu tempo, sem me intrometer, a não ser que seja estritamente necessário. Me desculpe, mas esse é o meu jeito de ser.


Aoi largou-se sobre o sofá, derrotado.


- O que eu faço?


Toquei sua perna gentilmente.


- Ligue pra sua mãe e peça pra falar com o médico responsável pelo caso. Vamos ter uma opinião profissional antes de entrarmos em desespero.


Fui recompensado com um beijo no rosto, exatamente onde a vermelhidão ainda se fazia presente.


- Desculpe pelo surto de agora há pouco. É horrível essa sensação de impotência.


- Eu sei. Mas ficar irritado não vai adiantar nada, vamos colocar a razão em primeiro lugar.


- Claro.


Entreguei-lhe o celular e sentei-me ao seu lado., segurando sua mão.


- Liga.


Yuu obedeceu, discando o número já conhecido.


A conversa com o médico foi longa. Ele nos explicou que no início o caso era simples, mas como Shiroyama-san não tomou os antibióticos corretamente a doença evoluiu rapidamente, tornando o quadro mais grave. No momento suas funções hepáticas estavam sendo afetadas, assim como sua pressão arterial. Os medicamentos estavam sendo administrados por via intravenosa, porém ainda não havia surtido o efeito necessário.


Quase uma hora depois desligamos o telefone, plenamente cientes do que se passava em Mie.


- Kou... E agora?


Puxei-o para meu colo, embalando-o em meus braços calmamente, sentindo sua lágrimas empaparem minha camiseta.


- Acho que agora só nos resta esperar. Toxic será lançado em pouco tempo e não há como abandonar tudo agora.


- Eu sou profissional, Uru. Não tenho a menor intenção de foder com a banda.


Beijei seus cabelos.


- Não foi isso que eu quis dizer, Yuu. Todos nós sabemos que você é o mais aficcionado por trabalho.


- Então pronto. Tudo vai continuar exatamente como está, nenhuma data será alterada.


- Ok.


Eu não tinha mais condições de brigar. Meu emocional estava frágil, debilitado depois de tantas discussões. E pra piorar a situação havia todo o peso da aposta, minha consciência acusando-me veementemente. Nem com Reita eu podia desabafar, já que ele não tinha conhecimento do que eu e Ruki estávamos aprontando.


- Yuu? — chamei, baixinho.


- Hm?


- Promete tentar entender o meu lado da moeda, mesmo se a situação for... Estranha?


Seu corpo ficou tenso e ele se afastou, me olhando nos olhos.


- Você precisa me contar alguma coisa?


- Não.


- Tem certeza? Porque da última vez que você começou com esse negócio de "promete" tu tinha lido o meu diário.


- Não é nada, Aoi. Só estou pensando em situações futuras.


- Hm... Situações futuras em que eu possa ficar bravo com você?


Escondi o rosto na curva de seu pescoço.


- Acho que sim.


Merda! Eu queria chorar e esquecer toda a burrada que eu estava fazendo.


Yuu não merecia ser enganado de maneira tão vil. É claro que ele tem defeitos — como todos os seres humanos -, mas suas qualidades são muito maiores!


E eu estava sendo completamente egoísta, pensando apenas na minha própria felicidade. Eu corria o grande risco de ferir os sentimentos de alguém importante para mim apenas para satisfazer um capricho idiota... Isso estava me matando.


- Kou, você está chorando? — sua voz soou preocupada.


Assenti silenciosamente, sem erguer a cabeça.


- Por quê? — acariciou meus cabelos.


- Não sei... Me beija?


Deprimente. Eu, Takashima Kouyou, 30 anos, guitarrista de uma banda famosa... Estava agindo como uma colegial apaixonada.


Meu rosto foi erguido delicadamente, a palma de sua mão tocando-o com tanta reverência que fazia eu me sentir uma boneca de porcelana, facilmente quebrável.


Permiti me afogar em seus olhos ônix. Duas esferas tão negras como o céu noturno, intensas, um verdadeiro reflexo de sua alma.


- Adoro seus olhos — murmurei.


Seu polegar contornou meus lábios lentamente.


- Adoro sua boca.


Afundei o rosto em seu pescoço e depositei um selo suave ali.


- Eu gosto do seu cheiro.


Ele fez cócegas em minha cintura, me fazendo rir.


- E eu amo o seu sorriso.


Voltei a acariciar seu rosto, captando toda sua atenção.


- Me beija? — pedi pela segunda vez.


Fui atendido no mesmo momento, sentindo seus lábios pressionarem os meus de maneira doce, ambos se entreabrindo segundos depois para receber a língua alheia. Não havia batalha de espaço ali, tampouco um querendo se sobrepor ao outro. Era apenas um beijo repleto de carinho entre duas pessoas que se gostavam.


Nos separamos meio ofegantes, com os lábios inchados e sorrisos gêmeos no rosto.


Yuu se ajeitou sobre meu colo, chupando de leve a pele do meu pescoço.


- Kou... Eu quero fazer de novo. Me faz seu mais uma vez?


Fitei seus olhos pedintes, um pouco vermelhos por conta do choro anterior, mas absolutamente decididos.


- Tem certeza? — perguntei só pra confirmar.


Ele fez um biquinho adorável que eu tive vontade de morder.


- Você não quer?


Selei seus lábios rapidamente.


- Com você? Sempre.


Observei-o se afastar e ajeitar-se confortavelemnte sobre o sofá, repousando a cabeça no braço do móvel.


- Então vem.


Afastei suas pernas e me posicionei entre elas, descendo o tronco até encontrar seus lábios, iniciando mais um beijo.


Mas ao contrário da primeira vez não havia toda aquela luxúria. O desejo carnal estava presente, nos fazendo ofegar dentro do ósculo, porém tinha algo diferente. Algo que deixava tudo mais brando, com uma aura quase romântica.


Retirei sua camiseta e adorei o fato de seus mamilos — mesmo com tãos míseros toques — já estarem eriçados.


Muitas das marcas adquiridas na noite anterior ainda não tinham sumido. Toquei-as com as pontas dos dedos, vendo a pele se arrepiar.


Suguei o lóbulo de sua orelha e fui descendo os lábios calmamente, beijando cada pedacinho de sua cútis. Dei atenção especial aos mamilos, rodeando-os com a língua e sugando em seguida.


Aoi gemia baixinho, completamente entregue a mim.


- Isso é tão bom, Kou.


- Também estou achando ótimo.


Continuei com o trabalho em seu peito, escorregando um pouco os lábios mais para baixo, finalmente alcançando seu umbigo. Aquele ponto tão sensível que o fazia enlouquecer.


Deixei que minha língua brincasse um longo tempo com o piercing, arrancando-lhe ofegos deliciosos.


Puxei sua calça para baixo, demonstrando claramente que eu não a queria ali, nos incomodando. E logo eu o tinha coberto apenas pela boxer.


Yuu voltou a me beijar e inverteu nossas posições, ficando entre minhas pernas.


- Minha vez de me divertir.


Suas mãos rapidamente retiraram minha camiseta, dando o mesmo destino à calça, deixando-nos igualmente semi-nus.


Seus dentes tocavam meu pescoço com calma, apenas roçando a pele arrepiada.


Aquilo me acendia de forma inusitada, porque eu jamais havia feito sexo de uma maneira tão calma.


Sua língua rodeou meu mailo e sugou logo depois, em seguida assoprando o local. O ato fez com que ondas de choque fossem enviadas por todo meu corpo.


Desisti de manter os olhos fechados para admirar o trabalho que sua boca fazia em minha tez, que agora exibia pequenas marcas avermelhadas, mas eu não me importava.


Foi impossível reprimir um gemido ao ver minha ereção liberta e sua boca tão próxima ao meu membro... Ele iria mesmo fazer aquilo?


- Yuu, não precisa fazer isso se não quiser.


- Mas eu quero.


Mordi o lábio em expectativa.


- Vá com calma e tente relaxar a garganta o máximo possível.


Seus dentes roçaram a parte interna da minha coxa, meu ponto mais sensível.


- Eu sei como se faz, Kou. Apenas tente não forçar e relaxe.


Obedeci, fechando os olhos para aproveitar as carícias em minhas pernas, mas gritei sem pudor algum ao sentir minha glande ser envolvida por aquela boca indecente.


Me apoiei nos cotovelos para ter uma visão melhor daquela carícia oral, eu queria gravar aquela imagem para sempre na minha memória.


Seus lábios afastaram-se mais, envolvendo meu membro até a metade, quase me fazendo gritar. Sua mão esquerda auxiliava no ato, masturbando-me habilidosamente.


E eu não sabia qual visão me enlouquecia mais: se era o fiozinho de saliva que escorria por seu queixo a cada vez que ele abandonava minha glande, ou se era Yuu de olhos fechados, completamente concentrado no que fazia, ostentando uma expressão de prazer sem igual.


Segurei seus cabelos, afastando-o de mim.


- É mais do que o suficiente, meu anjo.


Voltei a deitá-lo sobre o sofá e também livrei-o da peça íntima. Analisei seu corpo minuciosamente, adorando vê-lo corado.


- Lindo — eu nunca me cansaria de repetir isso.


Um sorriso sincero adornou seus lábios.


- Você também.


Levei três de meus dedos à sua boca, pedindo mudamente para que ele os chupasse. Pedido esse que logo foi atendido com maestria.


Merda, Aoi! Por que você tem que ser tão perfeito em tudo que faz?


Assim que os senti totalmente umedecidos retirei-os de sua boca, ouvindo um muxoxo de reclamação por sua parte.


- Ansioso, meu anjo? — questionei em humor.


- Só um pouquinho.


Sorri e mordi o lóbulo de sua orelha.


- Vou fazer com calma, não se preococupe.


Coloquei suas pernas sobre meus ombros e me inclinei em direção a seu membro, sugando a glande sem pressa.


Aoi fechou os olhos, ofegando audivelmente.


Aproveitei que seu corpo estava relaxado e inseri um dígito em seu interior, movendo-o com calma, me deliciando com a quentura que havia ali.


- Pode colocar outro, Kou.


Obedeci prontamente, deixando que o indicador se juntasse ao dedo médio.


Yuu retesou o corpo, grunhindo em reprovação.


Abocanhei seu falo de uma única vez, seu gemido lânguido invadindo meus ouvidos.


Separei os dígitos, alargando-o, começando um lento movimento de vai-e-vem, sem parar o sexo oral.


Não demorou muito até que Yuu passasse a mover os quadris de encontro a meus dedos, provando que estava completamente confortável.


- Kou, chega.


Afastei-me lentamente, olhando em seus olhos.


- Tudo bem?


- Hai. Pode vir.


Me posicionei contra sua entrada e entrelacei nossos dedos. Fui forçando-me para dentro lentamente, sempre atento aos seus murmúrios de dor, sussurrando palavras carinhosas em seu ouvido.


Parei alguns minutos pra que ele se acostumasse. Sua mão praticamente esmagava a minha e sua respiração saía entrecortada, mas nenhuma lágrima rolava por seu rosto... Ele era forte.


Seu quadril moveu-se minimamente, me dando uma permissão silenciosa.


Me retirei quase por completo e voltei em uma investida precisa, mas lenta.


E eu mantive aquele ritmo a cada nova estocada, ignorando completamente meu corpo que implorava pra eu ir mais rápido.


Era ótimo sentir nossas mãos unidas, nossas testas coladas e olhar em seus olhos durante todo o ato, podendo desnudar seus sentimentos um a um.


Só aumentei um pouco a velocidade quando foi inevitável, sentindo meu ápice se aproximar perigosamente. Fiz o possível para lhe proporcionar o máximo de prazer, sempre tentando atingir seu ponto mais sensível, me sentindo completo a cada novo gemido que saía de seus lábios.


Gozamos minutos depois, praticamente ao mesmo tempo. Trocamos um beijo lento e profundo, e só então permiti me retirar de seu interior, abraçando-o carinhosamente.


- Uru... Banho.


Acabei rindo de maneira espontânea.


- Obrigado por cortar o nosso clima.


- Eu estou todo melado! E você sabe muito bem que eu odeio ficar sujo.


- Tá bom, Sr° reclamão! Vamos logo pro chuveiro.


Puxei-o pela mão e abracei-o por trás, depositando vários beijos em sua nuca e pescoço.


- Por que você insiste em ser tão delicioso? — beijei seu rosto.


Aoi sorriu.


- Pois você vai ter que ficar alguns dias sem esse corpinho aqui. Eu estou acabado.


- Tudo bem. Nós podemos brincar de outro jeito — pisquei.


Meu anjo retribuiu com um sorriso malicioso.


Depois de tomarmos banho fomos para a cama, nos enrolando em cobertores quentes.


Yuu acariciava minha cintura, mas seus olhos pesavam.


- Kou-chan? — era a primeira vez que ele usava aquele apelido. E devo dizer que era como música pros meus ouvidos.


- Pode falar, meu anjo.


Um suspiro resignado deixou seus lábios.


- Acho... Acho que eu estou apaixonado.


E a vontade de chorar que me dominou foi quase incontrolável. Estreitei-o mais contra meu corpo, notando-o adormecido.


"Xeque-mate"


O problema é que eu não conseguia ver nada de bom naquilo.

Notas finais
É. Está acabando. E eu tenho vontade de chorar toda vez que penso nisso.
Enfim, como eu disse esse é um dos meus capítulos preferidos, esperam que vocês tenham gostado. O próximo é importante, então fiquem atentos aos personagens principais.
Reviews e chocolate me fazem muuuuuuuuuito feliz *-*
Até segunda amores.