Jeyne
18 Frio
Notas iniciais
Jeyne
Jeyne foi autorizada a ficar na Muralha e era até bem tratada, mas não tão bem tratada como Arya seria. Jon quase nunca lhe dirigia a palavra. A bem da verdade ele quase nem o via, pois a menina passava a maior parte do tempo dentro do quarto que era destinado a ela. Tremendo de frio enrolada em peles que tinham como objetivo a deixar aquecida.
Mesmo que ela quase nunca saísse sabia que algo grande estava ocorrendo na Muralha pelos barulhos que ouvia. Jon parecia está organizando os selvagens para algo grande e pelas orações que Melisandre fazia em voz alta para o seu deus de nome estranho a menina sabia que eles se preparavam para alguma batalha ou algo desse gênero. A mulher sempre rezava pedindo que Jon saísse vitorioso. Jeyne não dava muita importância ao assunto...
Na verdade a menina não conseguia dá muita importância a nada. Se sentia desmotivada até para se levantar da cama e comer. Ela não sabia se esse estado se devia ao frio da Muralha que poderia está roubando suas forças ou a falta que sentia de Theon.
Ela sentia muita falta de Theon. Jeyne sabia que ele havia morrido. Seu coração dizia isso. Ela chorou por ele em algumas noites, mas depois nem isso conseguiu. Foi como se o frio tivesse secado as suas lágrimas.
Ainda pensando em Theon ela adormece e acaba sonhando com ele. Tendo o mesmo sonho que teve logo após a fuga de Winterfell. No dia que se beijaram. Só que dessa vez diferente da primeira vez ela não consegue beijar Theon.
Jeyne acordou com uma tristeza muito grande que parecia a sufocar. As paredes do quarto pareciam que tinham encolhido e que a apertavam. Algo apertava sua garganta. O sonho com Theon havia mexido muito com ela.
Quando a sensação ruim melhorou um pouco e sua mente conseguiu se prende a realidade a menina conseguiu ouvir a voz de Melisandre. Orando como nas outras noites. Mas dessa vez a voz dela pareceu mais solitária. As outras pessoas que sempre oravam com ela pareciam não estarem presente., ou pelo menos, estarem em menor número.
Ainda ao som da oração da mulher que agradecia pelo dia que se foi Jeyne resolveu descer da cama. Logo que desceu reparou que alguém havia deixado uma bandeja com comida para ela. Quando viu a comida ela se perguntou quanto tempo havia ficado dormindo. Devia ter sido muito tempo, pois a sopa parecia fria já. Apesar de com o frio intenso da região isso não significar muita coisa...
A menina não conseguiu ficar mais o quarto. Tudo naquele lugar parecia a sufocar e a lembrar do sonho com Theon. Ela, apesar do frio, resolveu sair um pouco. A verdade era que o frio que seu corpo sentia não era nada comparado ao frio sentido pela alma.
Tudo estava muito vazio. Ela reparou isso enquanto andava. Até na fogueira noturna havia poucas pessoas. Apenas Melisandre e alguns patrulheiros e selvagens. Os patrulheiros, em sua maioria, nada mais eram que garotos ou idosos. Algo realmente havia acontecido. Talvez Jon tivesse ido para alguma batalha. Isso explicaria a ausência de todos os patrulheiros e selvagens que eram fortes para lutar. Ao pensar nisso novamente a menina se perguntou quanto tempo ficou dormindo e por um momento pensou no fato de Jon não ter se despedido dela. Ela logo se censurou por esse pensamento. Ela não era a irmã dele...
O fato de Jon ter ido para a batalha se confirmou quando rezaram para que Jon vencesse a batalha por Winterfell. Contra Ramsay.
Ao ouvir falarem o nome de Ramsay ,Jeyne sentiu suas pernas ficarem mole e as lembranças ruins se apoderarem de sua mente. Sem que percebesse caiu de joelhos. Ela sentiu os olhos de outras pessoas sobre ela, mas ninguém se aproximou. No momento em que caiu de joelhos se lembrou do que Melisandre havia lhe dito, logo no dia que chegou, que os Starks voltariam para Winterfell... Talvez Jon ganhasse essa batalha contra Ramsay. Talvez o deus de nome estranho ouvisse as orações daqueles que oravam e lhe ajudasse a vencer.
Apesar de não ter mais fé em deuses, Jeyne se uniu na oração e pediu que Ramsay fosse derrotado para que ninguém nunca mais sofra nas mãos dele como ela e Theon sofreram.
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