Notas iniciais
TODO MUNDO PRONTO PRO FIM DO MUNDO?
E aí, negada!
Então, se for rolar mesmo o fim do mundo (e segundo a doida que trabalha aqui em casa: ''vai todo mundo morrer queimado, mezinga'') tenham todos em mãos o seu Kit Apocalipse. O meu está repleto de trelosinhos, toddynhos, tic tac e as 3 temporadas da série original de Star Trek :D
Enfim, vamos agora para a Sessão Respondendo Reviews:
Senhorita Valeria Mendes em relação a aproximação Faberry: TARDA, MAS NÃO FALHA!
Senhorita Dee Dee: Trelosinho só presta de chocolate o
Senhorita Rafaela: Rapaz, pode me chamar de qualquer coisa, menos filha de uma meretriz. Eu vi alguns episódios dessa Arrow, mas não me animei muito. Vi o piloto de Lost Girl, mas também não me animei. Não sei explicar em termos clínicos uma diarreia emocional, de uma maneira simples: é aquele sentimento de pura bosta derivado de rejeições.
Boa leitura!
E até um dia depois do fim do mundo, se tiver todo mundo vivo.
Observação Básica: Pensem em Emeline Parkinson como Olivia Wilde, porque eu realmente acho essa moça de uma beleza muito exorbitante.

O barulho de seus passos ecoa pelo corredor. Uma, duas, três vezes.

Você vira mais um corredor e depois outro, tomando um rumo qualquer. A ponta de sua varinha ilumina o caminho a ser percorrido. O vento frio que caminha ao seu lado pelos corredores te faz estremecer levemente, seu suéter não serve para muita coisa em noites como essa. O início de Dezembro é sempre o mais gelado, você pensa.

Mais alguns corredores e sua ronda termina por esta noite. Com a Graça das ceroulas de Merlin!

Xx

– Como foi a ronda, Aspie? – Santana questiona.

Seus olhos transmitem todo o desprezo que você sente pelo apelido. Você apenas dá de ombros e se senta ao lado da latina.

– Britts me chamou pra uma confraternização organizada pelos grifinórios na Sala Precisa nesse fim de semana. Tá afim de ir? – ela pergunta assim que você senta ao seu lado.

Seu aceno é negativo.

– Qual é, Q! O ocorrido na sala de Slughorn passou há semanas! Agora está tudo na paz com vocês duas se ignorando e sua paixãozinha de merda superada...

Você repreende a latina com um simples olhar.

– Não adianta fazer essa cara pra mim, Fabray. Só pense bem, ok? Você já perdeu tempo demais com essa Berry, talvez seja a hora de seguir em frente.

Santana se levanta do sofá e faz seu caminho até o dormitório. Você permanece sentada, encarando o fogo crepitante da imensa lareira de mármore do cômodo.

– Hey Quinn... – uma voz suave diz.

A recém-chegada Emeline Parkinson senta no lugar ocupado por Santana momentos antes.

Seu sorriso para a menina é cansado, mas gentil.

– Faz tempo que a gente não se fala, apesar de partilharmos o mesmo dormitório. – ela diz quase amarguradamente.

Você abaixa os olhos em sinal de vergonha.

– Eu não quero fazer nenhum tipo de pressão ou criar expectativas, pois você deixou bem claro que não tem o mesmo interesse que o meu em um relacionamento. Mas sei lá... Todo mundo precisa de alguém, Quinn!

Os claros olhos de Emeline pareciam suplicantes e isso te incomodou.

– Eu realmente gostaria que você dissesse alguma coisa, qualquer reação será bem-vinda! – a menina ironizou.

Você permanece estática, apenas processando tudo o que te foi dito nos últimos minutos.

A castanha se movimenta para sair do sofá quando você entende.

– Vai ter uma festa dos grifinórios nesse fim de semana, você gostaria de ir comigo?

As palavras saltam de sua boca antes que vocês as processe. Os olhos antes suplicantes, agora pareciam se iluminar com uma genuína alegria.

– Eu iria adorar.

– Certo.

Emeline inclina-se até você e deposita um simples beijo em seus lábios.

– Você não vai dormir?

Seu aceno é negativo.

– Então até amanhã, Quinn. – ela diz e se retira da sala comunal.

Sua posição ainda é mesma, imóvel, incapaz de assimilar o que acabara de fazer. Com apenas uma simples pergunta, sua sentença de desgraça foi assinada.

XX

Os dias que precederam o fim de semana foram maçantes demais. A aula de Poções se tornou sufocante para você, assim como todas as outras disciplinas partilhadas com os Grifinórios. Rachel parece menos agressiva, mas ainda assim te ignora.

Você não sente raiva ou nenhum outro sentimento amargurado contra a morena, mesmo com todas as coisas horríveis que ela dissera. É apenas um incomodo que não te deixa dormir ou comer direito, por saber que ela partilha dos julgamentos errôneos e equivocados que as pessoas costumam ter de você.

Em resposta aos desastrosos eventos de aproximação, você resolvera agir da única maneira que te é permitida. Ignorando-a da mesma maneira que ela faz. Ou até mesmo pior, porque não?

No começo Berry parecera não ligar nenhum um pouco para isso, mas depois de algumas aulas e particularmente nesta semana, a menina demonstrara uma profunda irritação para com a sua postura com ela. Durante toda a aula Rachel Berry não conseguira calar a boca. A menina simplesmente sentia a necessidade de falar qualquer coisa que viesse a sua mente, inclusive as rotineiras hostilidades e grosserias contra você. Ela até comentou do clima!

E mesmo assim, você nada respondeu.

Quando você questionara a latina sobre a repentina tagarelice da morena e sua nova postura, Santana alegremente te explicou que Berry necessita da atenção e da adoração de todos para continuar respirando. Quase como um deus da mitologia Grega, ela disse. Então a latina te explicara que suas demonstrações de interesse na grifinória eram muito evidentes e com o ‘’gelo’’, Rachel se sentira profundamente incomodada.

E tal conversa com Santana apenas serviu para te alegrar.

XX

O fim de semana chegou acompanhado de mais frio de Dezembro. Os alunos sentiam-se aliviados em poder dar uma pausa rápida das aulas, inclusive você.

– Tá parecendo menos pirada hoje, Fabray. – Santana te saudou assim que você apareceu na sala comunal.

A latina optou por usar um vestido à la mode Santana Lopez: curto, justo e decotado. Você resolvera usar uma calça skinny preta, uma blusa cinza gola V, um par de converse preto e uma jaqueta.

Emeline apareceu usando um simples e refinado vestido preto de alcinhas. Sim, ela é linda, mas ainda assim não é capaz de competir com Rachel Berry.

– Parkinson? – a latina sussurrou raivosamente no seu ouvido.

Aceno positivo.

– Obrigada por me levar, Quinn. – a castanha disse alegremente, depositou um rápido beijo em seus lábios e enganchou seus braços.

A expressão de Santana é de puro nojo e choque.

– Sinceramente, eu prefiro a doida grifinória do que a doida psicopata. – outro sussurro amigável.

XX

Apesar de seu total desprazer em frequentar festas e grandes confraternizações sociais, talvez você possa tirar bom proveito de uma noite ‘’agitada’’. Além do mais, no fundo você sente uma necessidade de recompensar Emeline pela maneira agradável e paciente como ela te vem tratando. A castanha não é exatamente a melhor pessoa do mundo, você se lembra muito bem de detestá-la na maior parte de sua vida em Hogwarts, mas agora ela parece muito mais amigável e sexualmente atrativa.

A primeira coisa que te passou pela cabeça assim que vocês adentraram a Sala Precisa foi: ‘’Por Merlin, grifinórios sabem dar uma festa!’’

A decoração estava praticamente impecável, juntamente com a disposição do local e a organização de lugares estratégicos para o ato da copulação e dos desmaios para bêbados. Santana mal entrara na sala e já saíra correndo atrás de sua amada lufana.

Você recebera alguns olhares tortos das pessoas ao redor, mas ignorou. Emeline segurou na sua mão e te dirigiu até o bar no extremo da sala.

– Você vai beber o que? – a sonserina teve que chegar bem perto e ainda gritar no seu ouvido, a música (ou melhor, o barulho) é altíssima.

Seu aceno negativo quer dizer: ‘’Eu não bebo.’’

– Ok então... – e virando-se para o ‘’barman’’ corvinal ela pediu uma dose de firewhiskey.

Enquanto Emeline vira a bebida em um só gole, você observa o local atentamente. Involuntariamente você sabe que é apenas para ter um relance de Rache Berry. E lá está ela, dançando em toda sua glória e beleza ao lado de seu pateta namorado. E sim, um trasgo manco dança melhor que o infeliz.

– Por Morgana, o que Finn Hudson está fazendo? – a castanha gritou risonha.

Você dá um sorriso divertido e torna a encarar Rachel. Enquanto ela dança, por breves instantes seu olhar castanho caí sobre você, seus olhos abaixam instantaneamente em puro sinal de vergonha.

– Vem, vamos dançar!

Emeline tenta te puxar para a ‘’pista’’ improvisada, mas seus pés estão fincados no chão por amor a sua vida. O olhar que você dirige à castanha é de puro terror e ela entende a mensagem.

– Eu te ensino a dançar, Quinn! É só seguir os meus movimentos. – ela tenta te puxar mais uma vez e dessa vez você cede.

A castanha te diverte um pouco na tentativa de te ensinar a dançar, mas é realmente um fracasso. Seus movimentos são melhores que os de Hudson, mas ainda assim são desastrosos e desengonçados. Emeline gargalha mais do que dança e isso te tira um pouco da ‘’Galáxia Rachel Berry’’.

– Cacete! Pare de se envergonhar, Fabray! – Santana de repente aparece ao seu lado, mãos dadas com uma adorável loira de olhos azuis, que você conhece apenas de vista.

– Hey! – a loira diz animadamente.

– Esta é a futura mãe dos meus rebentos, a senhora Brittany Pierce Futuramente Lopez. – a latina diz alegremente.

Com essa sentença você ganha a confirmação de que Santana está absurdamente embriagada. Com apenas poucos minutos de festa! Nunca que a latina diria algo assim sobre qualquer pessoa, principalmente na frente de testemunhas, sem a ingestão severa de álcool.

Brittany também ri alegremente e as duas começam a dançar entre vocês.

Santana bateu o recorde na velocidade de ficar embriagada...

Emeline se alegra em não ser a única dançante no grupo e se junta as duas meninas. Você permanece perto, apenas se divertindo em observá-las dançar.

A noite vai passando, os copos vão sendo virados e pessoas vão sendo apresentadas a você. Alguns amigos de Brittany em sua maioria, que por incrível que pareça, agora também são amigos de Santana. Pessoas como Kurt Hummel, Mercedes Jones, Harmony Você Não Lembra o Sobrenome, Sugar Motta, Sam Evans e Blaine Anderson são alguns dos absurdos exemplos.

Essas pessoas te olharam torto no começo, ainda desconfiadas, mas depois de um tempo passaram a te ignorar e ainda depois, passaram até a trocar algumas palavras agradáveis com você. E veja bem, eles nem reclamaram dos seus acenos negativos/positivos. Quase um tempo depois, você se tornou a piada de Santana no meio do grupo, a latina achou interessantíssimo contar suas maiores vergonhas.

Apesar dos pesares, a festa estava se mostrando bastante agradável. Emeline que não parecia gostar nenhum um pouco das companhias e ficava tentando te agarrar na frente das pessoas. Rachel Berry e Louis Weasley também partilharam o mesmo desgosto de Emeline durante a festa, você percebeu os olhares furtivos e desapontados que a grifinória lançava aos amigos, assim como a raiva que o rapaz ruivo parecida direcionar a Santana.

Após mais uma sessão de humilhação pública e alguns copos de firewhiskey (não da sua parte), a castanha consegue te arrastar para fora da festa.

XX

– Sei que vai ser clichê dizer isso, mas eu nunca mais vou beber na minha vida... – Santana geme ao seu lado.

Você solta uma risadinha marota e termina o seu mingau de aveia.

– Agora é sério, Quinn, você tem que dizer pra essa doida parar de te marcar com esses chupões.

Sim, você realmente tem que dizer a Emeline que vocês não estão namorando ou se envolvendo emocionalmente de qualquer maneira. E sim, ela tem que parar de deixar marcas absurdas por todo o seu corpo.

– Vocês transaram antes, durante ou depois da festa? – a latina questiona naturalmente.

E mais uma vez, o conteúdo que estava na sua boca vai parar diretamente na face de Anthony Creeve.

XX

No domingo à tarde, após sua rotineira sessão de estudos na biblioteca, você se assusta brevemente ao entrar em sua sala comunal e encontrar Brittany Pierce esparramada em um dos sofás.

– Hey, Quinn! – ela diz animadamente, o sorriso dela é tão grande e genuíno que chaga a assustar.

– Oi. – você murmura.

Você permanece em pé, observando a loira desconfiadamente e tentando entender por que raios ela está na sala comunal da Sonserina. Após alguns minutos de um estranho silêncio, Santana desce as escadas do dormitório e senta ao lado da lufana.

– Hey, Aspie. Estamos fazendo planos para o Natal, você tem algum?

Planos para o Natal? Você está genuinamente assustada com a rapidez do relacionamento entre as duas.

– Hogwarts. – é sua única resposta.

– Ótimo! Então você pode passar o Natal com a gente! Vamos fazer uma festa no dia, dessa vez uma pequena confraternização. Eu tenho certeza que o pessoal não vai se importar! – Brittany disse animada.

Santana te encara curiosamente, esperando saber sua resposta.

– Certo.

– Ótimo! Kurt vai adorar saber disso, ele realmente simpatizou com você!

Simpatizou?

– Ele disse pensar que você fosse uma socialpata... Acho que foi isso.

– É Sociopata, Britts. – Santana a corrigiu divertidamente.

Você riu levemente e acenou em despedida para as duas.

XX

Nos dias que se seguiram, você alternou seu tempo livre entre fugir (mais uma vez) de Emeline, estudar e ‘’socializar’’ com seus novos conhecidos. Ainda que fosse uma ‘’amizade’’ muito prematura, você estava realmente simpatizando com a companhia de outras pessoas que não fossem mentalmente perturbadas e pervertidas. Tipo Santana...

Depois da festa, a castanha sonserina vinha demonstrando fortes tendências a querer estabelecer um relacionamento mais firme, também batizado como namoro. E você apenas gostaria de reclinar tal tendência e permanecer no contato sexual apenas para necessidades básicas. Afinal, apesar de todo o desprezo que Rachel nutre por você, sua parte emocional ainda pertence à morena.

E por falar em tal desprezo, Rachel ficara ainda menos agressiva ao perceber a sua nova interação com alguns de seus amigos. É lógico que ela ainda não consegue estabelecer qualquer tipo de diálogo sem ser um pouco hostil, mas agora ela não se recusa a seguir seus conselhos durante as aulas de Poções.

Mas apesar dessa nova e ínfima chama de esperança estar se acendendo em seu peito, você ainda se sente atingida profundamente pelas palavras ditas pela morena. Principalmente pela sua capacidade de pré-julgar as pessoas se baseando em um conhecimento superficial e preconceituoso. Principalmente após ela ter dito que não é capaz de julgar sem conhecer.


XX

Um dia após a partida da Sonserina versus Grifinória – infelizmente os sonserinos perderam com uma desvantagem de apenas 10 pontos -, Santana te chamara para acompanha-la até o Três Vassouras, onde ela se encontraria com Brittany.

– Você tem falado com o seu pai? – a latina questionou enquanto vocês faziam o caminho da Dedos de Mel até o estabelecimento de Madame Rosmerta.

A neve diminui um pouco, mas ainda assim pequenos flocos caem pacificamente pelo céu esbranquiçado. Você ajeita o cachecol um pouco antes de responder, visivelmente incomodada com a pergunta.

– Não. – sua resposta é curta e direta, tencionando acabar logo com o assunto.

Santana é sua amiga há mais de seis anos e ela sabe muito bem o quão delicado o tópico família é pra você.

– E Frannie?

– Não.

A latina freia seus passos e te encara seriamente.

– Eu sei que essa época é uma merda pra você. Vai soar gay e sentimental, mas eu estou aqui caso você precise falar sobre sua... merda.

Santana e seu sentimentalismo...

Seu aceno é positivo.

Vocês adentram no estabelecimento e um ar quente e acolhedor as recebe. A latina procura por Brittany e a encontra sentada em uma grande mesa na parte de trás. A lufana loira acena alegremente e chama por vocês.

O casal se beija brevemente e Brittany acena para você.

– Hey, Q!

– Oi.

Você se senta de frente para as duas e elas começam com sua costumeira sessão de troca de afetos em público. Um livro é retirado de sua bolsa e você começa a ler, com a intenção de não ser obrigada a presenciar tal ato libidinoso.

– Britts! – um gritinho feminino é ouvido.

Seus olhos se levantam brevemente da leitura e você encara Kurt Hummel e seu namorado. O casal recém-chegado também acena pra você e Kurt se senta ao seu lado.

– Olá senhorita Fabray! – ele diz alegremente.

Você acena brevemente e sorri um pouco para Blaine, o rapaz responde com outro sorriso. Pouco a pouco, mais e mais estudantes vão chegando e a ‘’sua’’ mesa começa a ser composta de pessoas sorridentes e falantes demais. Isso tira toda sua concentração do livro e começa a te irritar. As pessoas são as mesmas da festa, mas desta vez elas parecem mais entretida em suas próprias conversas, vez ou outra prestando atenção em você ou te cumprimentando.

Santana também não parece se importar muito em socializar com tais pessoas e está muito mais entretida com o pescoço e os lábios de certa lufana.

– Rach! – você escuta Kurt gritar.

Rachel Berry e Finn Hudson acabaram de entrar pela porta do estabelecimento e rapidamente se dirigiram a mesa lotada de pessoas alegres. À sua mesa...Uma ligeira taquicardia te acomete e suas mãos começam a suar.

O sorriso que Rachel tinha foi morrendo lentamente ao observar que você e Santana também estavam na mesa, no lugar dele uma face neutra e um olhar confuso tomaram lugar. Finn parece pateta como sempre.

A morena cumprimenta todos, menos você e a latina.

Existe um lugar vago ao seu lado, mas a morena permanece em pé ao lado de Finn.

– Ei Rach, senta aí que eu tenho que te contar uma coisa absurda! – Sugar diz animadamente.

Você percebe o incomodo que a menina sente, assim como Blaine e Santana percebem. O resto da mesa permanece entretido em suas conversas. E então você se espreme um pouco mais no canto, encostando-se a parede, apenas para dar um pouco mais de espaço para ela.

Rachel se senta visivelmente desconfortável e quase cola em você quando Finn senta-se logo ao seu lado, tomando um grande espaço no banco. O braço dela roça no seu e, apesar da barreira de tecidos entre suas peles, você realmente sente a área esquentar.

Sugar inicia um diálogo caloroso com a morena e você retorna a sua leitura na intenção de se fazer invisível perante todos. Seus olhos passam incontáveis vezes pelo mesmo parágrafo, mas não absorvem nenhum conteúdo.

Após alguns instantes, a mesa começa a ficar mais e mais lotada com a chegada de Mercedes, o casal Chang e alguns outros corvinais. Você nota quando Rachel interrompe brevemente sua conversa com Sugar e permanece parada, ela olha furtivamente para o seu lado e lê o título do livro.

Fausto de Goethe... – ela murmura. – Não sabia que Quinn Fabray lia escritores trouxas. – ela comenta sarcasticamente.

As poucas pessoas que escutaram o comentário ficaram tensas na hora.

– Eu gostaria que você parece de falar como se me conhecesse. – você murmura calmamente.

Berry perde um pouco de sua postura segura. Isso é o suficiente para Santana soltar um sorriso maldoso e o resto da mesa se calar. Você espera pacientemente outro daqueles chiliques acusadores da menina, mas ela apenas baixa um pouco a cabeça e voltar a conversar com Sugar. O resto da mesa volta a suas conversas e Santana permanece sorrindo.

Você volta a sua leitura e sorri também.



Notas finais
EVITE MINHA DIARREIA EMOCIONAL MANDANDO REVIEWS