It Is All A Metter Of Blood
6 An unexpected turn of events
Notas iniciais
Eu sei que demorei para postar, mas andei tendo umas tretas com a criatividade. Sabe como é, só andaram comprando Nesquik e treloso sem recheio O: A vida não é mais a mesma...
Então, como demorei um pouco (pra caramba) para postar, resolvi ser legal e adorável e dar uma surpresinha para vocês...
OLHEM COMO SOU GENEROSA! ME AMEM, PFV
Ah! Andei tendo problemas em responder mensagens no inbox, pois parece que não é possível mandar mensagens para duas pessoas diferentes no mesmo dia... Vai entender, então vou responder as menininhas que faltam!
Boa leitura!
Uma, duas, três, quatro colheres de açúcar. E incontáveis minutos de silêncio.
Rachel observou discretamente a quantidade de diabetes que você adicionou em seu café. Café e não chá, pois você detesta esse maldito clichê britânico. Chá tem gosto de nada.
Nada contra quem toma chá.
– Então... — e é a morena que tenta, em vão, acabar com esse silêncio desconfortável.
Sua primeira ideia era de a levar até o Madame Puddifoot, mas lá é tudo rosa demais. Então você se lembrara da primeira vez em que tivera uma tarde agradável com o Sr. Landau e ele te apresentara lugares simples e confortáveis para se ler um bom livro ou apenas sentar e apreciar a tarde. Um pequeno sobrado, quase na saída do vilarejo, com uma espaçosa varanda no primeiro andar para tardes ensolaradas e uma aconchegante sala para as tardes frias.
A grifinória se encantara com o local, abrindo um enorme sorriso ao observar o ambiente. Uma enorme lareira aquecia a sala em um canto, algumas confortáveis poltronas ao redor do fogo colocadas especialmente para casais. Ou futuros casais.
Foi Rachel que escolhera o local onde vocês iriam sentar, optando por uma mesinha para dois no outro extremo da sala, perto de uma enorme prateleira de livros e fotos. Você percebeu a maneira como ela analisara bem o local antes de sentar-se, quase que de uma maneira preocupada. Talvez ela não quisesse que as outras pessoas a vissem com um Fabray.
E as únicas palavras proferidas pelas duas foram os pedidos.
– Você tem histórico de diabetes na família? — ela te pergunta cautelosamente.
Seus olhos se desprendem da caneca com o líquido fumegante e pousam nos olhos castanhos. Ela desvia o olhar brevemente e perde de ver o sorriso pequeno que se forma em seus lábios.
– Acho que não.
E novamente o silêncio se instaura.
– Eu realmente não sei o que dizer. — ela confessa cabisbaixa.
– Então não diga nada. — é o seu murmúrio.
Rachel te observa cuidadosamente, tentando decifrar o significado por trás de suas palavras. Se é que há um. Você sustenta o olhar da moça e espera que ela desvie primeiro, mas as orbes castanhas continuam a te observar ainda mais firmemente.
E o silêncio permanece, mas dessa vez não há desconforto nele. É um simples jogo de olhares.
XX
O período de observações silenciosas durou 2 xícaras de chá e três canecas de café. E nada mais foi dito depois dele, nem quando vocês saíram do estabelecimento e voltaram para Hogwarts.
Ela esquecera do namorado e dos presentes para os pais, você esquecera Santana e do seus deveres como monitora. Mas quem se importa?
Vocês também esqueceram de voltar com o resto do grupo, caminhando lado a lado sozinhas. A única coisa que não te escapou da memória foram os dedos pequenos e enluvados que se entrelaçaram aos seus.
E também fugiu da memória de Rachel Berry que você é Quinn Fabray.
XX
POV RACHEL BERRY BÔNUS PARA AS NOVINHAS
– Quinn é legal...
– Perdão? — Kurt praticamente grita.
– Quinn Fabray é legal. — você afirma com mais confiança.
– Finn andou te oferecendo alguns cogumelinhos brilhantes dos Weasleys? Porquê amiga, tu não tás sóbria! — Kurt te olha desconfiadamente, ele parece não acreditar que Rachel Berry falou algo positivo sobre Quinn Fabray.
– Hã? Claro que não!
– Então, pelo amor de Liza Minelli, me explique como você acaba de dizer que Quinn Fabray é legal? Sinceramente Rach? Eu esperava algo como: ''Estou grávida e o filho é de Jacob Ben Israel''. Mas nunca, nunquinha, esperava que você falasse algo remotamente agradável sobre Quinn Fabray.
– Sério, ela é legal.
E o menino solta algum tipo de grito de horror e coloca as duas mãos no rosto. Sua confusão só faz crescer.
– Você mesmo comentou que ela é legal e que eu devo parar de ser tão ''filha da mãe arrogante e vadia'' e começar a ser mais amigável. — E você fez as aspas da fala do rapaz para dar mais ênfase.
– Ela é legal, Barbra. Mas sua afirmação me pegou desprevenida!
– Olha o gênero, Kurt. Ainda és possuidor de genitália masculina, não vamos nos esquecer desse detalhe.
O rapaz apenas rola os olhos em desdém e volta a folhear sua Vogue. A única encomenda que ele gosta de receber são as edições das revistas de moda trouxa. Nem uma carta do pai ou da madrasta é capaz de fazê-lo sorrir como uma Nylon Magazine.
– Sério Rach, você falar bem de Quinn FABRAY é como encontrar Santana Lopez propagando seu amor por qualquer ser humano que não seja Brittany Pierce. Ou seja: praticamente impossível.
– Nós tivemos uma... Eu poderia usar o termo conversa, mas não houve diálogos, então... Ontem nós tivemos uma agradável tarde silenciosa. Nada muito desconfortável, apenas algumas xícaras de chá e -
– Calma, segure a linha de pensamento. Você está me dizendo que passou uma tarde inteira com Quinn Fabray, apenas olhando uma pra cara da outra, não interagindo de nenhuma outra forma? — ele pergunta incrédulo.
– Basicamente isso... — sua resposta é incerta.
– Nem uma mão boba?
– Kurt!
XX
– E eu me pergunto em que buraco ou em que pernas você se meteu ontem, Fabray... Apenas me perguntando isto. — Santana Lopez e seu humor matinal é uma combinação perfeita para começar o dia com o pé direito.
Você não tira sua atenção do Profeta Diário, mas dá de ombros e confirma para a latina que está escutando.
– Puta merda, nunca pensei que fazer compras fosse uma coisa tão complexa! Deveria ter levado aquele grifinório serelepe para me ajudar... Uma tarde inteira para arrumar uma merda de presente!
Enquanto Santana tagarelava sobre as dificuldades de se arrumar coisas ''presentáveis'' para sua namorada, uma coruja cinzenta e agitada pousa na mesa da Sonserina. Ela estende o bico em sua direção, onde um bilhete se encontra preso.
A surpresa da chegada do animal é logo substituída por uma enorme curiosidade. Tirando as cartas de Russell, nenhuma outra pessoa te manda qualquer correspondência. E a coruja de seu pai, Ernie, é marrom e capenga.
Você coloca o jornal de lado e pega o bilhete, afaga o animal em agradecimento, ele bica sua mão e voa em retirada.
''Nunca pensei que teria uma agradável tarde silenciosa com Quinn Fabray.
Biblioteca depois do almoço.
R.B.''
E só então seus olhos observam o Grande Salão quase vazio. Alguns poucos alunos se espalhavam pelo local, mas nenhum sinal da morena em questão.
Fazem dois dias desde o ''grande acontecimento'' (é como você resolveu batizar o fato de Rachel ter te reconhecido como ser humano e não como escória). E ontem os alunos partiram para os feriados com suas famílias. Você realmente pensava que Rachel fosse um desses alunos, mas se enganara.
E se surpreendera ao constatar que tudo aquilo realmente acontecera. A tarde e a mão enluvada da grifinória na sua. Uma situação impossível de se imaginar.
– De quem é o bilhetinho? Emeline, A Louca? — Santana questiona curiosamente.
– Rachel Berry.
– O QUE? — e a latina se engasga com a comida que acabara de colocar na boca.
Você revira os olhos e observa Santana recuperar a compostura e colocar pra fora toda a comida pré-mastigada.
– Isso é algum tipo de piada? — ela pergunta após se recompor.
Aceno negativo.
– Então era com ela que você estava em Hogsmeade! Mas como? Até outro dia essa menina não podia nem te ver pintada de ouro! Tem treta aí, Aspie...
Como explicar para Santana esse tão grandioso acontecimento? Como fazer isso se nem você consegue entendê-lo!
Você opta pelo caminho menos complicado e mais direto, dar de ombros.
XX
''Biblioteca depois do almoço'' pode significar muitas coisas... Inúmeras, para falar a verdade. Mas me foge do cognitivo esses vários significados.
Então vamos para o que está atualmente gravado em sua cabeça. Rachel Berry quer te encontrar na biblioteca para mais uma agradável tarde silenciosa.A mesma moça que não conseguia sequer pronunciar seu sobrenome sem sentir náuseas há poucos dias. Ou simplesmente permanecer no mesmo local que você por mais de 5 segundos. E agora ela está te convidando para passar tempo juntas.
Como o mundo dá voltas...
E se a acima citada moça não tivesse um namorado tão alto, você definitivamente tentaria se engajar em atividades não tão silenciosas com a morena. Mas não vamos colocar a carroça na frente dos Trestrálios...
Você está usando de todo seu auto controle para não sair correndo até o local de encontro. Chegar toda suada e descabelada não vai ser algo muito agradável ou sexualmente atrativo.
Os corredores parecem mais longos e o caminho parece muito mais longe do que você se lembra, seus pés estão mais lerdos do que o normal. Maldita ansiedade!
E então você chega até a grande porta dupla de entrada e respira fundo.
Uma, duas, três, incontáveis vezes. Enxuga o suor das mãos no jeans, checa o hálito (pois é inadmissível um Fabray ter bafo), apruma a gola da camisa e endireita a postura. Assim que as portas se abrem, seus olhos escaneiam o local meticulosamente à procura da tão familiar morena.
E seus olhos a acham.
Sentada sozinha em uma das inúmeras mesas de estudos, agora completamente vazias. O local está praticamente vazio, a exceção de vocês e Madame Pince (que não se encontra em sua linha de visão).
Você se aproxima calmamente, apesar de estar em completa histeria. A morena levanta os olhos de algum livro que ela estava lendo e sorri ao constatar que é você. Nem em seus sonhos mais utópicos essa cena foi capaz de ser criada. Rachel Berry sorrindo em sua direção, e principalmente, sorrindo para você e não de você.
– Oi. — ela diz timidamente.
– Olá. — você murmura.
Uma de suas mãos alcança o livro que antes era folheado por ela e você analisa o título. Poemas de Whitman.
– Não é meu escritor americano favorito... — seu comentário saí um pouco jocoso, mas sem intenção.
– Eu sou americana. — ela diz levemente ofendida.
Sua única resposta é um franzir de sobrancelhas.
– Você vai ficar em pé?
Você puxa uma cadeira e senta bem de frente para a grifinória, ela desvia o olhar e isso só serve para te entreter ainda mais. E alguns momentos de silêncio se passam entre vocês, mas não como o de dois dias atrás, há uma certa inquietação nessas ''calmaria''. É perceptível que ela quer te perguntar alguma coisa. Ou coisas.
– Porque você não foi passar o Natal em casa? — ela finalmente consegue colocar para fora.
Você dá de ombros e responde um quase inaudível ''Não sei''.
Ela parece frustrada com a resposta, mas tenta não te pressionar.
– Meus pais tentaram fazer chantagem emocional para que eu voltasse no Natal, apesar de não comemorarmos esse feriado. Somos judeus, sabe? O que é uma coisa bizarra, pois somos judeus e não comemoramos o Natal, mas trocamos presentes... Mas enfim, é meu último ano qui, sinto uma necessidade absurda de aproveitar ao máximo o meu tempo. É um tipo gradual de despedida. — ela confessa após alguns momentos de silêncio.
Acho que ''tarde silenciosa agradável'' adquiriu outro significado para a morena.
Você apenas cala e observa a maneira como a menina se expressa naturalmente. Nunca estivestes tão perto do grande objeto de sua afeição, aproveitar é só o que queres.
– O que você pretende fazer quando terminar os estudos? O que foi? — a segunda pergunta é proferida quando ela te flagra a observando.
O sorriso de seus lábios é pequeno e um tanto presunçoso, mas você apenas balança a cabeça e dá de ombros.
Agora quem te observa com curiosidade é a morena.
– Você disse querer aproveitar ao máximo o tempo que tem aqui... Que tal um tour por Hogwarts?
– Estudo aqui há quase 7 anos, Fabray. Li e reli ''Hogwarts, Uma História'' milhões de vezes, não há nada neste castelo que eu não conheça.
– Tem certeza?
– Absoluta!
– Então veremos...
XX
– Não quero nem saber como você conhece tantas passagens obscuras por Hogwarts. Todos aqueles elfos domésticos são realmente seus amigos? A Casa dos Gritos nunca foi assombrada? Como assim você nunca tentou assaltar a Dedos de Mel?
E então você apresenta Rachel Berry ao Mapa dos Marotos e a vida da grifinória muda. Não é exagero! Você tivera o prazer de mostrar cada cantinho desconhecido para Rachel, cada passagem secreta, cada saleta... Um tour completo. Nem Filtch conhece Hogwarts tão bem quanto você.
– Quem você pensa que sou, Berry? — você responde brincando.
Ela apenas sorri e volta a te bombardear com perguntas. E então as ''agradáveis tardes silenciosas'' se tornaram mais comunicativas.
XX
– Acorda, mísera! — e então um travesseiro é arremessado na sua cabeça com grande brutalidade.
Santana poderia simplesmente te sacudir ou te chamar educadamente, mas não... Ela sempre tem que demostrar seu total descaso com a educação doméstica e ser um completo estorvo.
– Acorda, Fabray! — e dessa vez é um tapa.
Seus olhos se abrem lentamente e você dá de cara com uma latina mais do que estressada. E qual não é seu espanto ao observar melhor a moça e perceber que ela está vestindo um horrendo suéter de renas, sem contar o ''adorável'' diadema de chifres do já citado animal.
– Nunca pensei que fosse viver para ver essa cena...
– Se continuar tirando brincadeiras com a minha cara, irei enfiar estes chifres em você, mais precisamente aonde o Sol não bate. — ela ameaça.
E então sua gargalhada é liberada e você recebe mais um tapa.
Brittany Pierce é definitivamente a melhor namorada que Santana já teve.
XX
Vocês tiveram um agradável café da manhã natalino no Grande Salão. Brittany estava lá, junto com Kurt, Blaine Anderson e os outros grifinórios do sétimo ano. Poucos lufanos ficaram para o Natal e, com a graça de Morgana, Finn Hudson não era um deles.
Do sétimo ano da Sonserina só você e Santana ficaram no castelo, os outros resolveram comemorar as festividades com suas agradáveis famílias. Mas Emeline fizera questão de te enviar um embrulho no correio especial de Natal, juntamente com um alegre bilhetinho... Pelo menos o presente foi excelente. A coleção completa dos livros de Victor Hugo, você quase não podia se conter.
É louca, mas sabe escolher presentes.
E por falar em louca, Rachel Berry não aparecera para o café e nem para o almoço... Um certo incomodo começou a te apossar.
Quando você questionara Brittany sutilmente, a lufana apenas respondeu que Rachel estava arrumando as coisas da festa com Mercedes e Sugar. E então a lembrança da ''grande'' festa natalina dos grifinórios te ocorre.
– Você vai? — Santana questiona.
Aceno positivo.
XX
Já passava das dez quando você e Santana se posicionaram na frente da Sala Precisa. Após três voltas no corredor, uma porta se abre e o interior da sala é revelado. O local parece menor, pois não há aquela grande quantidade de alunos da festa anterior. Apenas alguns corvinais, grifinórios e lufanos, totalizando no máximo umas 30 pessoas.
A decoração é tipicamente natalina, obviamente. Guirlandas, azevinhos e alguns viscos estão pendurados pelo teto abobadado. Há algumas poltronas vermelhas extremamente aconchegantes e mesas com boa parte da comida que estava no banquete.
É um ato de pura elegância roubar comida para colocar na sua festa.
– Vou te dar um perdido e procurar pela minha mulher... — Santana fala descontraidamente.
Essa linguagem ''All Lima Heights'' te deixa extremamente confusa.
E então você se vê completamente abandonada no meio da festa. Seus olhos procuram por alguma lugar para sentar ou alguém remotamente conhecido... Kurt está do outro lado da sala sendo praticamente violentado pelo seu namorado — tá aí um lado do rapaz que você não queria conhecer.
Mercedes e seu namorado bocudo estão conversando com as outras pessoas que você conhece de passagem, mas não te parece muito educado simplesmente chegar e se incluir na conversa.
– Oi. — você escuta aquela melodiosa e, ao mesmo tempo, estridente voz te cumprimentar.
Rachel Berry está usando um adorável vestido vermelho com um laço preto na cintura.
– Olá.
– Feliz Natal! — ela diz entusiasmada.
Você acena e retribui com um pequeno sorriso.
– Gostando da festa até agora?
Você acena.
– Então... Eu não necessito ingerir bebidas alcoólicas para me divertir, mas te aconselho a tomar aquelas cervejas amanteigadas! Em sete anos estudando em Hogwarts e quatro indo a Hogsmeade, nunca tinha provado dessa maravilha espumosa! Mas que desperdício de vida...
Seu sorriso está quase rasgando sua face.
Bem que você notou as bochechas da morena mais rosadas do que o normal, além do brilho quase psicótico de seus olhos castanhos. Tudo parecia um pouco mais intenso nela...
Vocês chegaram até a mesa de bebidas e ela prontamente te serviu uma caneca de cerveja, aproveitando para também se servir de mais uma.
– Esta já é a minha quarta caneca em menos de 30 minutos! Espero que essa coisa não seja tão forte!
Cerveja amanteigada pode nem ser considerada uma bebida alcoólica, pois o teor é baixíssimo. Mas para uma pessoa como Rachel Berry, que nunca se quer colocou um enxaguante bucal a base de álcool na boca, cerveja amanteigada pode ter um outro efeito...
– Está tudo tãããããão legal hoje! Todos estão tão lindos... — ela disse isso com 5 canecas.
– Finn tentou pegar no peito com dois dias de namoro! Quem ele pensa que eu sou? — 8 canecas (e muita informação desnecessária).
– OH MEU DEUS, NÃO SINTO A MINHA FACE! — 10 canecas.
– E as vezes eu penso em me masturbar, mas tenho medo de acabar no inferno judeu... — 13 canecas (e boa parte do que tinha na sua boca indo parar na cara de alguém).
E então você decidiu que era hora dela parar de beber, arrastando a morena para o outro extremo da sala, perto das poltronas.
– FABRAY, TEM UMA PORRA DE UM VISCO EM CIMA DE VOCÊ! — Santana gritou do outro lado da sala.
E você ficou sem entender exatamente o que aquilo queria dizer... E porque porra a latina gritou, já que dava para ouvir perfeitamente em um tom de voz normal.
– VOCÊ VAI TER QUE DAR UM BEIJO EM RACH! — Brittany te esclarece.
– Oh...
Você olha para a morena em desespero, sem saber exatamente o que fazer. Mas ela já está muito mais adiantada e pressiona seus lábios no seus. É só um leve pressionar que não dura mais de 5 segundos, mas o suficiente para te fazer ter uma quase taquicardia.
A morena apenas sorri bebadamente e continua conversando com você sobre nada em particular, como se nada tivesse acontecido. Como se ela nunca tivesse te odiado durante tanto tempo, nem como se você fosse Quinn Fabray e ela, Rachel Berry.
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