It Is All A Metter Of Blood

7 Can you dance like a hippogriff?


Notas iniciais
Hola! ¿Cómo estás chicas? (sim, eu usei o google translate, pois meu teclado não tem essas pontuações legais. Me julgue.)
Música para o capítulo: Do the hippogriff - The Weird Sisters
AH, MAS EU ME DIVERTI TANTO ESCREVENDO ESTE CAPÍTULO PARA VOCÊS *-*
Sim, eu sei que no começo rolou um aviso sobre pessoas com problemas do coração, pois rolaria muitos dramas e tal. Acontece que: eu não consigo ser uma pessoa séria e escrever sobre muitos dramas, então... Minha cota de tristeza e forever alonismo está acabando, aí ficou até engraçadinho.
A VIDA JÁ TÁ UMA CAGADA, PRA QUÊ PIORAR?
Caso eu demore pra postar o próximo: VESTIBULAR IS COMING.
Beijo no coração e vão pela sombra.

E agora uma pequena palestra sobre os benefícios de ingerir bebidas alcoólicas ou de estar perto de pessoas que as ingere (principalmente se for alguém que você possui desejos sexuais reprimidos).

Ingerir álcool pode facilitar — e muito — a sua vida na hora de criar coragem para fazer coisas não ''fazivéis''. Para exemplificar: dançar bebadamente e se aproveitar de Rachel Berry ao som de As Esquisitonas. Ou seja lá qual disco está tocando na vitrola. E uma breve observação caro leitor, para você não pensar que Quinn Fabray é algum tipo qualquer de pessoa sem escrúpulos que se aproveita de garotas bêbedas para descontar seus anos de frustração e humilhação... Pois bem, nesta situação ela está se enquadrando perfeitamente, obrigada.

E retomando nossa pequena lição sobre álcool: ele também pode ser bem benéfico para deixar as pessoas (neste caso, lê-se: Rachel Berry) completamente alheias sobre a exata localização de sua mão (lê-se: um pouco ao Sul de suas costas, mas ainda acima das nádegas).

Álcool pode se tornar o seu melhor amigo se utilizado com sabedoria.

XX

Ou seu pior inimigo se utilizado estupidamente.

- Por mais clichê que possa parecer: eu nunca mais vou beber na minha vida. — Santana Lopez murmurou se algum lugar do quarto.

Ou do que restou de algum dormitório... Que por algum acaso não é o seu.

Seus olhos estão borrados e sua cabeça parece ainda não funcionar propriamente, mas você tem certeza que não está no dormitório feminino da Sonserina. Seus conhecimentos de geografia não estão de ajudando neste momento, pois você não tem exata compreensão de onde está.

Mas uma coisa se pode confirmar: o local está um caos. E tem alguém dormindo no seu braço. E é Rachel Berry.

- Oh, merda... — você murmura.

E graças a Deus ela está completamente vestida, assim como você. E é essa a razão do seu desapontamento.

- Os elfos domésticos vão ficar putos. — a latina comenta de algum lugar ainda desconhecido.

- Sanny, eu preciso das minhas roupas! — oh, Brittany!

- Desculpe querida, não faço a menor ideia onde elas estão. Pode ser em qualquer lugar de Hogwarts...

E então as pálpebras da grifinória se abrem calmamente e orbes castanhas te encaram confusamente.

- Quinn?

Não, Dumbledore.

- Hm?

- O que aconteceu?

- Berry! Você não tem noção da vergonha que passou ontem, estou tentando me recuperar desta ressaca filha da puta e irei te contar todos os detalhes de todas as cagadas que você fez na festa... Só espere eu achar minhas roupas e algumas aspirinas. — e Santana dar o ar de sua graça novamente.

Rachel apenas te encara desesperadamente e depois usa seu braço (novamente) para esconder as faces vermelhas de vergonha.

Internamente você está feliz, mas ainda assim um tanto assustada. Porque? Oras, feliz pois beijara o objeto de sua afeição e assustada com a possibilidade de ela se lembrar. Afinal, a grifinória tem um namorado e te odiava em um passado não tão distante.

A amizade (por falta de um termo melhor) ainda é recente e um tanto estranha, um acontecimento feito esse pode trazer consequências catastróficas.

Mas agora a merda já foi jogada no ventilador, como diria Santana Lopez.

XX

Você estava tentando estudar alguma coisa quando alguém ocupou o lugar vazio ao seu lado.

- Então... Andei sabendo que você beijou uma tal de Rachel Berry ontem a noite. — Santana comenta maliciosamente.

Sua expressão para a latina é de puro ultraje e desdém. Ela que se encarregou de fazer isto acontecer!

- Não vai me agradecer? — pergunta cheia de si.

E então você pega a primeira coisa que está na sua frente — seu caderno de anotações — e bate com muita força na sonserina.

- MAS QUE PORRA? Qual é o seu problema? — ela massageia o braço machucado com uma expressão putíssima.

Sua cara também não é das melhores e você ainda cogita bater novamente na latina miserável pela sua intervenção desnecessária.

- Se não fosse por mim você nunca teria coragem de beija-la!

- Primeiro: eu não a beijei, ela me beijou. Segundo: ela estava completamente bêbada. Terceiro: ela tem um namorado. Quarto: nós ainda nem temos uma amizade estável. Quinto: você não tem nada a ver com isso. — Palmas para a maior sentença (desaforada) que você já disse para Santana Lopez.

Ela apenas te encara em puro choque.

- Fabray, você fala...

- Vá se fuder!

- Ok! Me desculpe por meter o bedelho no seu draminha de amor impossível com o Hobbit, mas veja pelo lado positivo: ela não se lembra!

E é com esta sentença que Santana é premiada com mais algumas pancadas.

- OK! SEM VIOLÊNCIA POR FAVOR, EU ESTAVA APENAS TENTANDO TE AJUDAR! — ela se levanta da cadeira e deixa uma boa distância entre vocês. — Vamos encarar alguns fatos Fabray: bêbada ou não, foi ela quem te beijou! E bebedeira não é sinônimo de loucura, logo podemos concluir que internamente ela possui o desejo de fazer isso, mas não possui a coragem! E o namorado é apenas um mero detalhe, pois não podemos chamar Finn Hudson de exímio partido e ''material para casar''. E ontem eu me lembro muito bem de ouvir o Hobbit reclamar do Troll a cada 5 minutos... E por último e mais importante: você não quer ficar na friendzone.

E você não tem realmente nada pra argumentar, pois tudo que Santana disse faz sentido (de uma maneira completamente louca).

XX

A Torre de Astronomia é até um lugar agradável nos dias em que o castelo está parcialmente vazio. Não há o desprazer de entrar no local e se deparar com casais no estado ''pré-coital''. E você ainda se pergunta como as pessoas tem coragem de se agarrar num lugar tão alto e pouco seguro como este, qualquer movimento em falso durante as atividades sexuais e você já era.

Seus devaneios sobre as utilidades da Torre de Astronomia são interrompidos pela entrada de mais alguém no local.

- Estou entediada... — Berry comenta.

Você sorri desconfortavelmente e volta seu olhar para a Floresta Negra. Toda vez que seus olhos pousam na grifinória, a cena do simples beijo inunda seus pensamentos.

- Que tal um daqueles passeios por Hogwarts? — ela sugere ao chegar perto de você no para-peito.

Você concorda levemente.

- Quinn, eu me lembro perfeitamente de tudo que fiz na festa. E com toda sinceridade, não me arrependo de nenhuma delas. — Rachel diz calmamente, seu olhar perdido a sua frente. — Minto, me arrependo de ter dançado a Dança dos Hipogrifos com aquele gordinho lufano, mas fora isso... Sem arrependimentos.

Sua risada escapa ao se lembrar da cena de Rachel e o gordinho tarado da Lufa-Lufa. Tudo bem que você não é ninguém para falar de ''atos inapropriados'' para com pessoas embriagadas, mas o gordinho passou dos limites.

- Você me odiava há pouco tempo, como é possível que isso tenha mudado tão facilmente? — E a pergunta que martelava em sua mente recentemente tomou voz.

Você sente que a grifinória se surpreendeu com a pergunta, mas depois pareceu relaxar.

- Eu não tenho uma resposta muito elaborada para essa questão, mas vou tentar te dar uma que seja satisfatória. Eu pensava que tinha motivos consistentes para te odiar só porque você é um Fabray e te julgava só por causa do seu sobrenome e do seu pai.

A leve menção de Russell te deixou tensa, mas você tenta disfarçar o desconforto apenas acenando.

- E também porque eu sempre me senti intimidada por você de certa maneira, seu sangue puro e sua atitude reservada e contida sempre me deram a impressão de que talvez você me odiasse ou se sentisse ultrajada pela minha presença. — ela confessa envergonhadamente.

Sua expressão de pura incredulidade fez a morena soltar uma risada nervosa e abaixar a cabeça em vergonha.

- Eu sei, um raciocínio um tanto bizarro. Mas fazia perfeito sentido na minha cabeça. E o motivo de eu ter mudado de ideia tão facilmente é que você é uma pessoa legal e diferente. Um diferente bom. É exatamente o oposto de tudo aquilo que eu pensava e achava que Quinn Fabray era. Não EXATAMENTE o oposto...

Você solta um risinho nasalado e se deleita com a maneira acanhada da grifinória.

- E depois a preconceituosa sou eu. — você brinca com ela.

Rachel fica mais vermelha ainda e te dá sua melhor expressão ''ultrajada''.

- Eu não sou nem um pouco preconceituosa, senhorita Fabray. Mas acontece que é bem complicado ter uma opinião positiva de uma pessoa que mal fala e anda sempre carrancuda.

Sua expressão ofendida faz a morena se divertir ainda mais.

- Sim, você anda o tempo todo com essa testa franzida e uma carranca no rosto!

- Não julgue o livro pela capa. — você murmura.

- Nós vamos passear ou não?

XX

Os feriados de fim de ano passam mais rápido do que você deseja e logo as aulas retornam, assim como os outros estudantes. Sua ''bolha Rachel'' é estourada com a volta do Troll Das Motanhas Finn Hudson e seus dias voltam ao tédio habitual.

Emeline também está de volta e parece cada vez mais persistente com a ideia ''vamos tornar nossas cópulas oficiais'' ou como os trouxas costumam dizer: namorar.

Uma semana se passa sem que você fale ou até mesmo encontre com Rachel, apenas alguns olhares furtivos durante as aulas que suas casas compartilham. Seu incomodo maior é saber se agora com a volta de Hudson e dos outros estudantes, sua ''amizade'' continuará a mesma ou evoluirá. Afinal, Rachel confirmara que se lembra perfeitamente de tudo que fez na festa (incluindo beijar você e dançar com o gordelícia Fredward) e que ela estava perfeitamente OK com isso.

Sem gritos, sem confusões, sem ''patadas'' ou outras atividades hostis. Vocês apenas caminharam por Hogwarts e se divertiram ao som de ''So Happy Together'' — na sua cabeça.

- Pensando na morte do trestrálio, Q? — Puck aparece do nada na sua frente.

Você apenas o encara confusamente e volta sua atenção aos seus devaneios Berryanos.

- Os treinos recomeçam essa semana, não se esqueça. E Emeline está te procurando. — e com isso o garoto sai correndo.

Assim como você faria se tivesse visto Emeline Parkinson no outro extremo do corredor, mas já era tarde demais.

- Hey Q! — ela diz toda animada e te dá um beijo na bochecha.

Você apenas sorri brevemente e seus olhos procuram no corredor — praticamente vazio — uma desculpa para sair correndo.

- Gostou do presente?

Seu sorriso triplica ao notar quem se aproxima de vocês e Emeline pensa que é resultado de sua apreciação pelos livros.

Rachel vem caminhando um pouco apressadamente, mas diminui a velocidade dos passos ao notar você e a outra sonserina conversando. Seus olhos voltam a se focar em Parkinson, pois parece que ela acaba de te perguntar alguma coisa e está esperando uma resposta.

- E então...? — ela questiona esperançosamente.

Você nunca tinha notado como os olhos dela possuem uma cor singular, uma mistura entre cinza e azul.

Sem saber exatamente o que responder, sua única saída é concordar com qualquer coisa que ela tenha dito. Então seu aceno positivo faz com que a menina solte um pulinho de alegria e te beije. Mais precisamente: te beije na boca e na frente de Rachel Berry.

Sua surpresa te faz permanecer inerte até que Emeline termine o beijo e se retire.

Por algum motivo de força maior, você não consegue levantar o rosto e encarar a grifinória, mas sabe que ela está te observando.

Quando toda sua coragem é reunida e sua face se levanta, Rachel permanece no mesmo local, ainda te encarando.

- Oi. — seu murmúrio é praticamente inaudível, mas o suficiente para fazer a grifinória soltar um sorriso estranho e responder.

- Emeline Parkinson, hum? Eu não sabia que você ''jogava nos dois lados''... — Rachel comenta ao se aproximar, ela tenta adquirir um tom e uma postura despreocupada.

- Hã? — você está ligeiramente confusa.

Jogar dos dois lados? Hã?

- Que você é versátil, Quinn. — ela tenta explicar.

Sua confusão cresce mais.

- Bissexual. — ela finalmente se expressa corretamente.

- Até aonde estou informada, só ''jogo para um lado''.

- Oh! Então você é lésbica?

- E isso importa porque...? — você pergunta ligeiramente curiosa.

Rachel parece desconcertada e um pouco atrapalhada.

- Eu tenho dois pais. E eles são gays... Juntos.

Ótimo! Vamos formar um clube!

A morena parece um tanto exasperada à procura de algum outro argumento para utilizar nesse breve diálogo de temática homo afetiva.

- Kurt está me esperando na biblioteca, então acho que vou indo. — ela se despede agitadamente.

Aceno positivo com a cabeça e um leve tchauzinho. Rachel apenas sorri e sai andando pelo mesmo lugar que veio e que, por algum acaso, não é o caminho da biblioteca.

Notas finais
Sim, eu assisto iCarly. Ou assistia, pois acabou.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.