Isabella e o Duque

16 Capítulo 16 MEDO DE SOFRER


Coloquei minha mão sobre seus lábios.

- Você, minha leoa selvagem, não sabe o quanto me faz feliz. Eu tinha certeza, no meu intimo, mesmo não querendo admitir, assim que a vi... se você soubesse Isabella o que sinto por você...

Meu coração acendeu-se imediatamente, o que ele queria dizer? Será? Será que sentia o mesmo que eu? Uma chama de esperança iluminou meus olhos... eu precisava saber.

Olhos nos olhos... Edward olhava-me com adoração, bem, provavelmente o meu olhar era o mesmo para ele. Meu coração estava em chamas, já que ele estava expondo seus sentimentos... por um momento pensei como seria difícil para ele admitir o que sentia por mim, algo além de atração física, da mesma forma que era difícil admitir, para ele, que o amava... vendo sua dificuldade, selei o silêncio, com um doce beijo, que iniciou-se doce, mas aos poucos foi ganhando força e paixão, ao ponto da respiração ficar entrecortada...

- Eu lhe quero de novo, minha linda esposa...

- Eu também lhe quero... senhor Duque...

- Não... senhor Duque não... Edward, adoro quando chama-me pelo meu nome...

- Edward...

Num movimento rápido, virou-me, deixando-me sobre ele, era agora que eu iria aproveitar as oportunidades oferecidas.... desci minha boca até sua orelha, penetrando minha língua e recebendo em troca gemidos ardentes, dei uma leve mordida no lóbulo, e continuei minha viagem erótica... pelo pescoço... pelo tórax... beijando e mordendo levemente sua carne... quanto mais eu investia, mais Edward perdia o controle... tive a nítida sensação, que ele pensou que eu não iria tocar seu sexo... ledo engano... era o meu alvo... como uma boa menina, coloquei seu pênis, completamente ereto, em minha boca e seguindo as orientações de Victória, comecei a sugá-lo, inicialmente numa tortura lenta e depois com mais rapidez... nessa altura meus cabelos já tinham sido agarrados com força... que gosto bom... perfumado e salgado... como um alimento essencial a sobrevivência... quando percebi que ele gozaria, Edward num gesto rápido puxou-me para cima, segurando meus quadris e encaixando-se a mim...

- Ainda não Isabella... ainda não estou pronto para acabar em sua boca.

Por um momento o pânico atingiu-me, o que eu teria feito errado... creio que ele percebeu minhas dúvidas e esclareceu.

- Você minha linda, para uma ex virgem recente, está assustando-me... não ria Isabella... eu quero tudo de você, tudo... mas vamos com calma... preciso tê-la assim..

Dizendo isso, ele mais uma vez penetrou-me... ah como era bom... muito, muito bom... apoiei meu joelhos e comecei a cavalgá-lo lentamente, honestamente estava dolorida, além do quê, ele era grande pra mim... porém a dor foi dando passagem para o prazer e logo o ritmo foi ficando acelerado... suas mãos estavam cravadas na minha cintura, o que certamente deixaria marcas, começaram a auxiliar-me nas investidas, duras e certeiras... seus olhos navegavam entre minha boca e meus seios...

- Vem Isabella, libere-se para mim... eu quero muito você...

Num gesto ainda mais ousado, que juro não foi premeditado, peguei sua mão e levei até meu sexo, que ele logo começou a acariciar... meu mundo explodiu em cores, sentia meu sexo apertando Edward com força, o que levou-o ao mesmo nível que eu.

Caí sobre seu corpo, onde fui amparada por seus braços, num abraço de amor... será? Será que ele sentia amor por mim, da mesma forma que eu sentia por ele?

Nos amamos mais duas vezes, com muita paixão... notei que Edward tentava ser mais delicado... creio que não queria machucar-me, era como se o desejo ditasse as regras, mandando a razão para outro plano... adormecemos.

Quando acordei, podia ver a luz do dia entrando pelas cortinas do quarto, olhei para o lado e por um momento, em não ver Edward do meu lado, tive vontade de chorar... ele já havia levantado... a contra gosto, sentei-me na cama, sentindo meu corpo dolorido, porém plenamente satisfeito... as lágrima já enchiam meus olhos, quando olhei para a mesinha lateral à cama e vi uma rosa vermelha sobre um bilhete...

“ Minha Isabella,

Não quis acordá-la, há uma banho quente aguardando-lhe e eu estarei esperando para tomarmos o café da manhã juntos.

Edward”

Edward

Chocado? Não. Extasiado. Sabia que seria bom ter minha doce menina mulher, mas não estava preparado pela noite de núpcias que tivera. Em tudo, ela surpreendeu-me para mais... como diria o poeta: “Nada é melhor que mais”.

Maravilhosa

Perfeita

Ousada

Quando já estava pronto para derramar-me em sua boca, dei-me conta que eu precisava de mais tempo, mais intimidade com minha, doce e selvagem, tímida e ousada, Isabella. Tanto, que quando acordei, fiquei maravilhado, olhando-a dormir ao meu lado, fui invadido por sentimento que tomou todas as células do meu corpo, toda a aura de minha alma... eu seria dela e somente dela para todo o sempre... eu a amava.

Fiquei tão perplexo com essa constatação, que saí do quarto, pois se ficasse mais, com certeza, lhe acordaria e passaríamos o dia na cama, eu precisava dar-lhe tempo... meu ego inflou, quando ao levantar-me via a mancha de sangue sobre o lençol branco... minha... o sentimento de posse apoderou-se do meu ser, certamente reminiscências do homem pré histórico... no fundo ainda éramos selvagens...

O que os meus amigos diriam? Provavelmente zombariam de mim... eu um homem feito, caído de amores...

Estava na sala olhando pela janela, perdido em pensamentos... apesar de não ouvi-la, pude sentir seu perfume... sorri intimamente... ela estava próxima.

- Edward?

Ela estava linda, com um vestido azul que marcava lindamente seu corpo, os cabelos soltos, apenas preso, levemente, nas duas laterais... percebi tardiamente, que minha inspeção, deixou-a sem jeito... sua face ficou levemente ruborizada... adiantai-me e peguei sua mão, beijando-a...

- Isabella, você dormiu bem? Estava aguardando-a para tomarmos o café da manhã.

- Estou bem.

- Venha, a Sra. Willians, deixou a mesa preparada para nós.

Tomamos café tranquilamente, como se fosse um hábito de anos de convivência... depois levei-a para ver os cavalos... era além da música, algo que gostávamos... cavalos... prometi que no outro dia a levaria para uma cavalgada... seus olhos chegaram a brilhar... quando voltamos a casa, não resisti e tomei-a nos braços... ela retribui sorrindo lindamente, quando de repente, senti-a enrijecer...

- Estamos sozinhos? E os empregados?

- Fique tranqüila, eles estão proibidos de entrar na área social da casa, somente quando chamados.

Sem pensar em mais nada, subi as escadas com ela em meu colo, indo em direção ao nosso quarto, e mais uma vez, o meu lado racional pesava os prós e os contras, de eu declarar-me para ela. Na verdade, eu era um covarde, tinha medo, que ela, a mulher de minha vida, não me amasse, como eu a amava, que para ela, eu era apenas uma novidade... um duque arrogante, e que ao dizer que a amava, fosse rejeitado. Não poderia esquecer, que eu havia forçado o casamento e, na tentativa de salvar sua família, ela acabou aceitando minha imposição. Talvez ela nada sentisse por mim, a não ser desprezo... e agora o que seria de mim? Um duque bobo e apaixonado.

Notas finais
Quem já não passou por isso? O que será que o "outro" sente?
Vamos ver qual será o mais ousado e dirá primeiro um "eu te amo".
Beijos lindas pelos comentários :)