Isabella e o Duque

17 Capítulo 17 PAIXÃO


Quando chegamos ao quarto, tudo estava em perfeita ordem, os lençóis haviam sido trocados, a cama estava feita. Minha vontade era de jogá-la na cama e fazê-la minha novamente, mas eu não podia assustá-la, afinal, mesmo Isabella tendo surpreendido e superado todas as minhas expectativas e sonhos, tudo era muito recente para ela, e eu, deveria dar-lhe tempo necessário para acostumar-se comigo, e até mesmo liberdade, para ela dizer algo que não a agradasse.

Ela havia retribuído todas as minhas carícias, não colocando obstáculos entre nós e eu... bem, eu havia adorado.

Sempre achei sexo fundamental num casamento, mas as mulheres de minha época, eram educadas para serem damas da sociedade, educadas para servir seus esposos... os comentários das rodas masculinas era a falta de emoção que as jovens recém casadas demonstravam com seus maridos... não as culpava, afinal sexo ainda era assunto para homens e meretrizes... um equivoco total.

Ter minha, por vezes doce, por vezes selvagem Isabella, era muito mais do eu esperava, porém ainda não estava plenamente feliz, afinal, nosso casamento havia começado com uma proposta nada decente... sentia-me mal por isso... Isabella não merecia ter sido pedida em casamento de uma forma tão ardilosa... eu era um canalha... e minha meta seria reverte, mostrar a ela os meus sentimentos... ainda não estava pronto para dizer que a amava, mas estava pronto para demonstrar todo o meu amor por ela, talvez com o tempo, ela também viesse a amar-me.

Se alguém entrasse em nosso quarto veria uma cena de lúxuria, digna da belle epoque... estávamos nus, eu sentado no sofá de dois lugares e Isabella sentada sobre meu corpo, nossos sexos absolutamente conectados... ajudava-a a subir e descer lentamente... no quarto não haviam palavras apenas o som dos nossos beijos e dos nossos gemidos... ela toda linda com sua face corada de prazer... apoiou-se no encosto do sofá, deixando os seios a milímetros do rosto... ao beijar seus seios com delicadeza, pude ver algumas marcas levemente arroxeadas nos contornos e na mesma hora amaldiçoei-me... eu era o culpado por marcá-la... ela era tão branca, tinha a pele tão sensível... por um momento lembrei de homens do passado, que por desconfiança de suas amantes, mandavam pintar seu corpo com delicados desenhos, a tinta não era líquida e sim em pó, um mero toque a marcava... Assim poderiam saber, se outro, tivera a audácia de tocá-la... sorri ao imaginar Isabella numa situação assim... é claro que minha Isabella jamais permitiria que um homem a subjulgasse.

Estava tão envolvido por ela, que comecei a falar o que estava pensando:

- Isabella como eu queria você aj........

- O que queria Edward?

Apenas neguei com a cabeça, ainda não poderia dizer... mas ela sorriu conspiratória e aproximou-se beijando meu pescoço e mordendo o lóbulo da minha orelha...

- Diga-me Duque... qual é o seu desejo? Se o senhor Duque não falar, vou sair desse quarto imediatamente...

Isabella

Senti Edward apertar ainda mais minha cintura, continuei provocando-o, invadi sua orelha com minha língua, já tinha percebido que ele adorava.

- Fale-me Duque, é sua última chance... diga-me Edward, diga-me...

Sem dizer nada, com os olhos turvos de desejo, ele levantou-se comigo no colo e colocou-me no chão, virou-me e instintivamente ajoelhei no macio sofá de veludo verde, segurando com as mãos o encosto, suas mãos apertaram meus quadris e senti seu sexo invadindo o meu com força.

- Perdoe-me Isabella, estou machucando você? Faça-me parar...

Ele mal conseguia falar, pois seus movimentos eram intensos, senti-lo totalmente dentro de mim, com tanta força, era estarrecedor... uma mistura de dor e prazer interminável... não tinha palavras... segurei ainda com mais força empurrando meu corpo contra o dele, toda vez que ele vinha intensamente dentro de mim... Edward acelerou os movimentos de uma forma que eu pensei não ser possível, todo meu corpo estava no limiar de transbordar, numa onda gigantesca e devastadora, quando vim as sensações ultrapassaram-me, pompoava Edward intensamente e ele gritou o meu nome com palavras desconexas aos meus ouvidos, derramando-se...

Não sei quanto tempo ficamos recuperando nosso ritmo cardíaco, Edward segurava com um mão meu corpo, enquanto encostava o seu em minhas costas, com a outra mão apoiava-se no encosto do sofá.

Então delicadamente, ele retirou-se de mim, pegando-me no colo e levando até a cama, onde deitamos abraços. Somente nesse momento, percebi que meu rosto estava inundado por lágrimas... as sensações que tinha descoberto à pouco tinham sido devastadoras... tudo tinha sido completo... era exatamente assim que sentia-me, completa. Minha mente foi invadida por uma sensação de conquista, de liberdade, de poder, que eu jamais poderia supor existir. Como eu tinha que aprender, como eu queria aprender...

- Isabella sei que você não irá perdoar-me. Perdi a razão e o controle, perdoe-me meu anjo...

Será que ele não percebia que eu tinha adorado, como podia ser tão inteligente, ele não via que eu amava-o? Coloquei meus dedos sobre sua boca, silenciando-o.

- Não diga nada Edward. Você não percebe? Sei que sou jovem e inexperiente, mas quero tudo com você, tudo. Sei que não podemos alterar o nosso passado e sei também, que você já esteve com muitas mulheres, não é minha intenção competir com nenhuma, afinal não posso competir com mulheres que sabem muito mais do que eu, mulheres que já estiveram com vários homens...

Foi a vez dele de silenciar-me, segurou meu rosto docemente.

- Jamais diga isso. Jamais compare-se a outras mulheres, que eu dia estive. Elas não representam nada no meu presente, nada, sequer lembro de seus rostos. Você é minha esposa, a mulher que escolhi para viver todos os dias, para o resto de minha vida, e eu quero, tudo com você, tudo. Somente com você meu amor.

Como era bom ouvir tais palavras, mais uma vez ele chamou-me de amor. Cansados dormimos um dos braços do outro.

Quando acordamos já era um pouco tarde para o horário do almoço, mas Edward pareceu não importa-se... assim passaram-se os dias... doces e selvagens... leves e intensos... após alguns dias, tínhamos que voltar, pois Edward tinha negócios à cuidar... nossa lua de mel havia sido maravilhosa.

Edward

Após uma semana de lua de mel, tínhamos que voltar. Meu amigo Lorde Holmes estava cuidado de tudo em minha ausência, mas minha presença era importante. Queria selecionar o quanto antes o novo administrador para nossas terras e acompanhar negócios que minha família tinha fora da Inglaterra.

Nessa semana, meu amor por Isabella consolidou-se totalmente, em todos os aspectos. Ela tinha sido minha companheira em tudo... nos passeios a cavalo, nas leituras próximo a lareira... quando a olhava, nua e corada, lembrava-me que ela ainda era uma menina mulher, seria sempre minha menina mulher... quando fossemos ficar em Londres com algum tempo, teria que ter atenção redobrada com outros cavalheiros, tinha certeza que ela despertaria a atenção de rábulas, de crápulas e afins.

Ao chegarmos de volta ao palácio de Sheffield, fomos recebidos por uma esfuziante Alice, meu pai também estava feliz com nosso retorno... logo vi minha esposa ser afastada por minha irmã em direção ao quarto, querendo saber, provavelmente, de todos os detalhes de nossa lua de mel.

Sentado com meu pai, saboreando um brandy, conversávamos na biblioteca.

- Não preciso perguntar se está feliz meu filho, basta olhar seus olhos, Isabella e você formam um magnífico casal, tenho certeza que serão muito felizes juntos.

Nesse instante, uma leve batida na porta, e Lorde Holmes entra. Parecia extremamente abatido, suas olheiras eram perceptíveis. Abraçou-me com alegria, dando-me as boas vindas, meu pai retirou-se, tinha um compromisso na cidade. Assim que ficamos sozinhos, perguntei-lhe:

- Meu amigo, o que aconteceu? Vejo que está com ar preocupado. Creio que tem sido minha culpa, já que ficou sobrecarregado com várias obrigações, enquanto estive fora.

- Não meu amigo. Eu é que peço desculpas, basta olhá-lo e ver o quanto está feliz e acredite, fico muito feliz por você, afinal sua decisão em casar com Lady Isabella, apesar de surpreender-me, pela rapidez de sua decisão, posso ver que foi acertada. Desejo-lhe tudo de melhor. Eu é que estou num drama de consciência dos mais graves.

- Fale-me Holmes? O que houve de tão grave?

- Perdi minha compostura, minha educação... o que minha família pensaria se soubesse? Edward, inconsequentemente, envolvi-me intimamente, com a senhorita Annie Swan. Estou agora num drama de consciência dos mais graves. Sei que o certo, é pedi-la em casamento o mais rápido possível, porém sei que não serei feliz nesse casamento.

- Calma, vamos pensar juntos. Explique-me, como aconteceu?

Enquanto Lorde Holmes preparava-se para explicar, meus pensamentos voaram para Isabella. Qual seria sua reação? Afinal, a senhorira Annie Swan era sua prima mais próxima.

Notas finais
Meninas fofas, queridas e amadas... obrigada por todos os comentários, fico muito feliz. Leio todos com muito carinho :)