Is she a Barbie girl?
23 Capítulo 23
Notas iniciais
– Você comeu ela com os olhos!
– Não exagera, Mariana.
– Exagero?! To mentindo?
– Você ta fazendo tempestade num copo d'água.
– Vai desmentir que você ficou olhando a bunda da mulher? E não foi só uma olhadinha não, você secou aquela mulher.
– Mariana, eu sou homem, não adianta, eu vou olhar pra outras mulheres. O que não significa que eu esteja interessado.
– Caralho Rafael. Não me importo de você olhar, mas você secou! Comeu com os olhos! Aquilo foi um completo desrespeito a mim! — ela gritou
– Porra! Eu só olhei! — berrei de volta
– Você é muito babaca né, Rafael? Continua o mesmo escroto que sempre foi.
– Ta namorando comigo por que, então?
– Porque eu te amo, cacete.
Ataquei seus lábios. Não pela declaração, mas porque estava cansado de brigar e precisava dela.
Nossas línguas se entrelaçavam de uma maneira erótica e feroz. Segurei sua nuca e seu quadril, enquanto suas mãos apertavam meus braços. Andei para frente, a guiando para algum lugar que nem eu sabia qual era.
Batemos as pernas em sua escrivaninha. A levantei e a coloquei sentada na mesa, enquanto meus lábios desciam seu pescoço e eu ouvia seus gemidos baixos. Mariana abriu as pernas e eu me encaixei entre elas, encostando nossas intimidades e nos fazendo gemer. Minha boca sugava a pele de seu pescoço como um bebê sugava o peito da mãe, em busca de leite. Suas unhas arranhavam minhas costas por baixo da camisa. Ardia, mas era prazeroso ao mesmo tempo.
Nos afastamos por meio minuto para tirarmos as camisetas. Encaixei minhas mãos em seus seios e seus lábios encontraram meu pescoço. Procurei o feixe de seu sutiã e não o encontrei. Senti sua risada baixa em meu pescoço e estremeci.
– É na frente. — ela me avisou e eu, finalmente, consegui retirar o tecido que cobria seus seios
Os chupei e mordi os mamilos entumecidos, e Mariana gemia loucamente em meus braços. Senti suas mãos escorregarem por meu abdômen e abrirem a braguilha de minha calça, fazendo-a cair em meus pés. Ela passou a mão por meu pau, por cima da cueca ainda. Gemi e mordi sua barriga, a fazendo gritar.
– Ai filho da puta, vai ficar marcado.
– Assim todos vão saber que você é minha.
Ela me olhou com uma cara que seria engraçada, se não fosse medonha. Beijei seus lábios, a fim de fazê-la esquecer qualquer vingança que ela pudesse estar planejando.
Sua boca passou para o meu maxilar e então para meu pescoço, enquanto sua mão continuava acariciando meu pau por cima da cueca. Até que era segurou meu membro firmemente e mordeu meu pescoço. E não foi só uma mordida fraca, não, foi tão forte que achei que ela fosse tirar sangue.
– Você é uma vaca, né? — falei, me afastando um pouco com a mão no pescoço
– Agora todas vão saber que você é meu. — ela sorriu e pulou no meu colo, enrolando as pernas em meu quadril e os braços em meu pescoço
Apertei sua bunda em minhas mãos e ela gemeu sobre meus lábios. Andei até sua cama e caí, levando-a por cima de mim. Tirei sua calça e sua calcinha, enquanto ela tirava minha boxer.
Transamos até não aguentar mais. Acho que preciso comprar mais camisinhas... Mari está acabando com o meu estoque!
Acabamos deitados lado a lado, ofegando com um sorriso no rosto.
– Adoro sexo de reconciliação. — comentei, a fazendo rir
– Eu sei. Mas você ainda é um babaca.
– Eu sei. — ri — E você me ama.
– Eu sei. — ela riu também e deitou em meu peito
Suspirei alto e a abracei. Ela se ajeitou na cama, entrelaçando nossas pernas, deixando sua boca perto de meu pescoço.
– Desculpe por te deixar brava. Não foi minha intenção, mas você tem que entender que eu vou olhar para outras mulheres. Isso não diminui meu amor nem meu tesão por você.
– Sei disso. Mas você tem que entender que eu vou ficar brava de qualquer maneira.
Eu suspirei e a abracei mais forte. Beijei o topo de sua testa e acariciei seu braço.
Meu celular começou a tocar em cima da cabeceira. Me estiquei e atendi, sem nem mesmo ver o visor.
– Alô?
– Rafa. Vem pra casa. — minha irmã chorava ao telefone
– Miranda? O que foi?
– Vem pra casa, Rafa. Por favor.
– Mi, calma. Onde você ta? — me sentei e Mari me olhou, alarmada
– Acabei de chegar em casa. Vem logo, Rafa.
– O que aconteceu?
– Eu só preciso de você aqui. Por favor. — ouvia seus soluços e me desesperava cada vez mais
– Eu to indo. Fica aí, viu? Chego em dez minutos. — falei, levantando e desligando o telefone, sem esperar uma resposta
– Rafa? O que aconteceu? — Mari me perguntou enquanto eu me vestia
– A Miranda. Eu não sei o que houve, mas ela estava chorando e pediu pra eu ir pra casa. Desculpa, Mari, mas eu tenho que ir.
– Vou com você.
– Não precisa...
– Eu vou com você. Parece ser grave. Talvez ela precise conversar com alguém. — ela já estava se vestindo
Descemos correndo e fomos para minha casa. Quase arrombei a porta quando a chave não estava entrando, mas Mari foi mais rápida e abriu para mim. Subi correndo enquanto Mari procurava por Miranda no andar de baixo.
– Mi? — a achei em seu quarto, deitada na cama, chorando — Ei, o que foi?
Fui até ela e a puxei para meus braços. Deitamos juntos na cama, com ela em meu peito, molhando minha camiseta com lágrimas. Penteei seus cabelos embaraçados com os dedos.
– Conversa comigo. — pedi
Olhei para o lado e vi que Mari estava parada na porta, com um copo de água na mão. Fiz um gesto para que ela se aproximasse e me sentei na cama, segurando Miranda.
– Toma água, Mi. Se acalma. — falei, entregando o copo a ela
Ela bebeu tudo e secou as lágrimas das bochechas. Seus soluços tinham parado, mas as lágrimas ainda escorriam. Seu lábio inferior tremia. Era uma cena de cortar corações.
– Posso conversar com a Mari? — ela pediu, com a voz falhando
Olhei para Mari, meio pedindo meio surpreso. Ela assentiu, tanto para mim quanto para minha irmã. Se sentou na cama e eu me levantei. Ela logo tomou meu lugar, apoiando Miranda.
– Estarei no meu quarto. Se precisar. — avisei e Mari assentiu
Saí do quarto e fechei a porta, me escorando no batente do lado de fora. Tentei ouvir a conversa, mas percebi que Miranda tinha voltado a chorar.
Ouvi alguns chiados vindos de dentro do quarto, indicando que elas devem ter começado a sussurrar. Me levantei, e desci para a cozinha, tomar um copo d'água. Fiquei um tempo lá, encostado na bancada, pensando no que poderia ter feito minha irmã correr pro meu colo daquele jeito. A campainha atrapalhou meus pensamentos.
– Posso ajudar? — abri a porta, não reconhecendo o rapaz parado ali
– A Miranda está?
– E quem seria você?
– Meu nome é Douglas. Somos colegas de classe.
– Por que você está aqui?
– Eu precisava conversar com ela...
– Me diz uma coisa, você é o motivo de ela estar chorando?
O tal de Douglas não me respondeu. Abaixou a cabeça e suas mãos mexeram na barra da camisa, evitando meu olhar.
– Ô garoto. To falando contigo. — chamei sua atenção
– Não sabia que ela estava chorando. — ele falou
– Mas você é o motivo disso tudo?
– Talvez.
– Então te dou cinco segundos pra sair correndo daqui, antes que eu te castre. Entendido?
– Mas-
– Cinco.
– Preciso falar com ela.
– Quatro.
– Eu posso explicar.
– Três.
– Sério.
– Dois.
– Me deixa falar.
– Um.
– Douglas? — ouvi a voz embargada de Miranda atrás de mim e me virei
Ela estava com os olhos inchados e vermelhos, mas não chorava mais. Mari estava atrás dela, segurando-a pelos ombros, me olhando confusa. Dei de ombros sutilmente.
– O que está fazendo aqui? — Miranda continuou olhando o garoto
– Vim conversar com você.
– Eu não quero mais saber.
Ela virou para subir novamente, mas Mari a segurou. Sussurrou algo em seu ouvido e deu-lhe um sorriso de lado. Miranda virou lentamente para nós de novo, e deu outra olhada para Mari, que assentiu, a encorajando. Minha irmã veio caminhando até nós e vi Mari fazer um gesto para que eu saísse dali.
– Não se esqueça do que eu falei. Pode ter certeza de que eu vou cortar suas bolas com um alicate de unha se eu ver minha irmã chorando novamente por culpa sua. — ameacei num tom de voz baixo e fui atrás de Mari
A encontrei sentada na cozinha. Sentei-me ao seu lado e esperei que ela começasse a falar.
– Então...? — perguntei, já que ela não se movia
– Você tem que me prometer que não vai surtar.
– O quê? Por quê? O que aconteceu?
– Promete?
– Ta, prometo. Agora me fala.
– A Miranda ta grávida.
– O quê? — gritei
– Calma.
Ameacei levantar, mas Mariana me segurou pelos braços.
– Me ouve, ta? Calma. — assenti, meio a contra gosto — Ela disse que suspeita, mas que ta com medo de fazer o teste. E, pra ajudar, quando ela foi falar pra esse tal de Douglas, o cara tava todo de amores com uma outra menina.
– Me solta, Mari. Vou castrar esse bosta.
– Não, Rafa, calma. Deixa eles se resolverem.
– É a minha irmã, porra! — gritei e levantei, ignorando suas mãos que tentavam me segurar
Fui para a sala, pisando duro. Miranda e Douglas estavam na porta, conversando baixo.
– Rafael Gutenberg. Volta aqui, agora! — Mariana gritou, atrás de mim
Ignorei seu chamado, mas minha irmã virou para ver o que estava acontecendo. Deve ter se assustado com a minha expressão, porque saiu da minha frente. Acertei o maxilar de Douglas com meu punho direito e ele foi direto para o chão.
– Colegas, né seu bosta? Colegas não fazem filhos, puta que pariu! — gritei
Ia partir pra cima dele, mas alguém me segurou.
– Chega, porra. Larga a mão de ser estúpido, Rafael. To avisando, se você não parar sozinho, vou fazer você parar. — Mariana me ameaçou
– Vai fazer o que, caralho?! Me segurar?! — falei, sarcástico
– Não sei se você lembra, mas eu tenho um irmão militar. Então abaixa a bola aí, ô gostosão, e senta na porra do sofá pra conversar comigo. — cada palavra sua estava carregada de veneno
Miranda estava parada num canto, me olhando assustada. Ela nunca tinha me visto assim, tão fora de controle. Bufei e subi para o meu quarto. Ainda queria matar o filho da puta que engravidou minha irmã, mas não tinha como fazer isso agora.
Não que eu tivesse medo do Victor... Ta bom, talvez um pouco. Mas o jeito que minha namorada me tratou, como se estivesse defendendo aquele pirralho... Me estressou.
– O que foi, agora? — perguntei, ácido
Ouvi a porta se fechando e me virei. Vi que Mariana estava parada, em pé, fumegando, parecendo querer me matar com o olhar.
– Sério, Rafael, você tem que parar com isso. Que ódio. Eu cansei de brigar contigo, mas você vive me dando motivos pra isso.
– E qual foi o motivo, dessa vez?
– Eu pedi pra você deixar os dois conversarem. Pedi pra você não surtar.
– E como você queria que eu reagisse?!
– Porra, Rafael! Já ta feito. Matar o garoto não vai adiantar. Se ela ta grávida, ta e pronto. Não tem o que fazer. Agora os dois assumem esse filho e cuidam dele juntos. Não vou dizer que não entendo sua reação, mas você deveria ter me ouvido.
Sentei na cama, com o rosto entre as mãos. Senti mãos em meus ombros.
– Olha, eu sei que você não tava esperando por isso. Eu também não, eles também não. Mas aconteceu. E eu já garanti à Miranda que eu vou ajudar no que for. — suspirei — Amor, não se preocupa. Vai ficar tudo bem.
Assenti, ainda escondendo o rosto com as mãos. E se fosse Mariana que estivesse grávida? Como eu reagiria? A culpa me atingiu em cheio.
– Me desculpa. — pedi, a olhando nos olhos
– Ta tudo bem. — ela sorriu para mim e eu retribuí
– Te amo.
– Também te amo.
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