Is she a Barbie girl?
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Nova fic na área! HAHAHAHAHA
Espero que gostem!
Novamente me peguei olhando para ela. Para seus cabelos longos, lisos e loiros. Seu rosto fino com olhos grandes, verdes. Seu corpo magro, porém com curvas. Ah, qual é? Quem eu quero enganar? Aquela garota é linda e gostosa pra caralho.
Não sou clichê, muito menos romântico. Gosto sim é de aparências e foda-se quem me julgar. E, pra você que me julga: larga a mão de ser hipócrita e admite que ama uma garota linda.
- Para de encarar a menina, Rafael! — ouvi Gabriel gritar para mim, de modo que a sala inteira se virou para me olhar, inclusive Mariana
Fuzilei meu melhor amigo e ele riu, fazendo a sala toda cair na risada e Mariana ficar vermelha, notando que eu olhava para ela.
- Ei, ei, a aula é aqui, gente! — o professor chamou a atenção da sala e todos voltaram a se virar para frente
Meus amigos ainda riam da minha cara e eu mandava todo mundo pra puta que pariu. Mariana voltou a conversar com as amigas. Elas estavam sempre rindo e se divertindo. Seu sorriso é lindo.
Gabriel pegou sua nova revista na mochila. A Playboy do último mês. Vi a oportunidade perfeita para me vingar e não hesitei.
- Guarda essa Playboy, Gabriel! — gritei para que todos ouvissem
Novamente, todos se viraram para nós e começaram a gargalhar. O professor olhava para Gabriel com os olhos arregalados, como se não acreditasse no que estivesse vendo. Mariana também ria, mas percebi que ela se controlava. Ela não é o tipo de garota exibida como a maioria das suas amigas.
É linda, maravilhosa, gostosa, sabe disso mas não se aproveita dessas características. Isso me intriga sobre ela. Quer dizer, ela conhece bem seu efeito sobre nós, garotos, mas nem por isso sai ficando com todo mundo. Na verdade, não conheço um único macho nesse colégio que já tenha tido a honra de beijar aqueles lábios vermelhos.
Tudo nela é natural. O rebolado quando anda, a sensualidade quando morde o lábio, a inocência quando sorri. Eu amo admira-la.
Devo dizer que nunca fui de ficar fixado em uma única garota. Deve ser porque sempre tive todas aos meus pés, fazendo fila para me beijar e até transar comigo. Canso delas muito rápido. Depois de alguns beijos, já acham que mandam na minha vida e são minhas donas. Elas só não entendem que sou um espírito indomável.
Fico com todas que quero, transo com todas que tenho vontade e olho quem passar na minha frente. Todas as garotas me querem e isso já é natural. Ninguém nunca realmente prendeu minha atenção por mais de uma semana, até ano passado, quando Mariana entrou no colégio.
No momento em que ela pisou dentro da sala de aula, todas as garotas foram falar com ela, e todos os garotos ficaram babando por ela. Ela se enturmou facilmente com um grupo de garotas vadias (as quais já peguei todas). Digamos que são as "populares" da turma. Não sei definir o meu grupo de amigos, mas já ouvi coisas do tipo "pegadores", "babacas", "gostosos"... Enfim, é isso aí.
Sento no fundo da sala, com meus amigos ao redor. Gabriel senta na minha frente, Rodrigo, atrás de mim, Pedro, à minha esquerda com Lucas na sua frente e Roberto atrás.
Cintia senta na frente de Gabriel. Jaqueline, na frente de Lucas. Mariana senta na frente de Jaqueline e ao lado de Jéssica. Vanessa e Bianca sentam-se, respectivamente, na frente de Mariana e Jéssica. E o grupinho está completo.
Nunca realmente conversei com Mariana. Às vezes saímos juntos porque meu melhor amigo (Gabriel) está querendo pegar a melhor amiga dela (Cintia). Mas raramente nos falávamos. Não sei se era porque ela é tímida, se é porque fica intimidada com a minha presença, se é simplesmente porque não gosta da minha companhia... Sei lá, mas sei que não conversamos. O que não me impede de admira-la.
O sinal toca, indicando o intervalo. Levantei e fui em direção à porta, sendo seguido por meus amigos. Mariana vinha atrás também, conversando animadamente com Cintia. Ela é imponente. Por onde passa, chama atenção. Anda com confiança e destemor. Como eu disse, sabe o efeito que tem em todos, mas não se aproveita disso.
- Ei, cara. — chamei Gabriel
- Fala.
- Conversa com a Mariana?
- Eu? Não, nunca conversei. Mas Cintia fala bastante dela. Por quê?
- To afim de pegar.
- Ih, de todas, você escolhe bem a mais difícil? Mano, ela ta no colégio há mais de um ano e nunca ficou com ninguém. E não é por falta de pretendentes.
- Eu to ligado, mas sei lá. Ela me intriga.
- Quer pegar ou conhecer?
- Primeiro, eu pego. Depois vejo o que eu faço.
- Ta, vou tentar te ajudar. Mas não fode pro meu lado, falou?
- Valeu, cara. Pode deixar.
Fomos nos sentar na nossa mesa de sempre. Percebi que o lugar ao lado de Mariana estava vago, então me sentei lá. Ela olhou para mim quando puxei a cadeira, mas logo se voltou para Cintia que estava na sua frente. Gabriel se sentou ao lado de Cintia e puxou papo com ela, fazendo com que Mariana ficasse sozinha.
- Oi. — falei, olhando-a
- Oi, Rafael. — ela respondeu, gentil porém seca
- Qual é o seu problema comigo? — disparei
- O que quer dizer? — ela ficou confusa
- Você nunca conversa comigo, mesmo quando eu tento falar com você. Então me diz, qual é o seu problema comigo?
- Nenhum. Mas nós não somos amigos, Rafael. A relação deles — ela apontou para os dois em sua frente — não tem nada a ver com a gente.
- Não somos amigos, mas podíamos ser. — falei, olhando-a com desejo
- O que você quer? — ela é desconfiada, hum
- Ser seu amigo.
- E por quê?
- Preciso de um motivo?
- Cara, não me subestime. Todo mundo tem um motivo.
- Se isso é verdade, qual é o motivo da Cintia, por exemplo?
- Ela começou a falar comigo por causa da minha aparência.
- Está a chamando de fútil?
- Não, de superficial. Todos vocês são.
- Ah, e você não é?
- Nunca disse isso. Não coloque palavras na minha boca. Me importo sim com aparência. Mas vocês só se importam com isso. Não ligam para a personalidade de ninguém, por isso não têm uma personalidade própria.
- Está dizendo que não somos autênticos?
- Exatamente. Vocês se baseiam em personalidades alheias para tentar criar uma identidade própria, mas, na verdade, sua identidade não é nada além de pedaços de personalidades diversas.
- Você tem ideias malucas. — bufei
- Não são ideias, estão mais para teorias. Que um dia podem se tornar teses.
- Quer cursar o quê?
- Psicologia. E você? Pensa em fazer faculdade?
- Em um futuro distante, talvez. Mas agora estou mais focado no basquete.
- Típico.
- O que quer dizer?
- Quero dizer que é típico de vocês, garotos, confundirem um hobby com uma profissão. O ramo de esportes é muito concorrido e você não pode ter certeza de que se dará bem.
- Mas eu nunca vou saber se não tentar.
- E quando pretende descobrir? Quando tiver 40 anos, ainda morando com seus pais, sem estudos e sem emprego?
- Você é muito pessimista.
- Eu sou realista. Pé no chão.
- E eu sou sonhador?
- Até onde eu posso ver, sim.
Bufei novamente e dei uma risadinha, cruzando meus braços em cima da mesa. Ela se sentou ereta na cadeira dura do refeitório, com as pernas cruzadas e as mãos em seu colo.
Mariana olhava para o lado oposto do refeitório. Decidi fazer o que faço de melhor, e ganhá-la com meu charme.
Coloquei a mão em seu joelho, me inclinando para frente e fazendo a minha melhor cara de inocente. Ela me olha, assustada.
- Apesar das suas teorias loucas sobre mim, te acho muito interessante. — falei, olhando em seus olhos verdes
- Deixa eu te contar uma coisa, Rafael. — ela se inclina para frente, aproximando nossos rostos e sussurra — Eu posso até andar com as meninas, mas isso não significa que eu seja igual a elas. Não caio no seu jogo. Então te aconselho a parar de tentar.
Ela dá uma piscadela, volta a se sentar ereta e tira minha mão de seu joelho. Estou boquiaberto. Como assim? Uma garota havia acabado de negar a mim? A mim?!
Notas finais
Gostaram? Devo continuar?
Não se esqueçam de comentar!
Beijos, até a próxima
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