Ironies Of Fate
1 Um lugar novo e cheio de desconhecidos... Ou não?
Notas iniciais
Avião!
Um avião, só deus sabia quão nervosa ela estava, tinha pavor de aviões, e se aquilo caísse? Como sua mãe vivia dizendo:
“Essa é uma coisa muito pesada para ficar no céu”
Sorriu com o pensamento, há quanto tempo não via a mãe? É claro, por web cam não contava, ela queria sentir os braços da mãe em volta de si, à cabeleira tingida de loiro platinado presa num coque perfeito emanando cheiro de rosas; os olhos azuis esverdeados sempre carinhosos e sorridentes, há quanto tempo Jessica não via a Sra. Stanley?
Suspirou antes que começasse a chorar; fazia bons dois anos que não a via, desde o divorcio, onde o único abrigo era a casa de sua mãe, onde foi correndo assim que soube que Mike a tinha traído com sua secretaria do escritório de advocacia onde era sócio em Seattle, na opinião dela a mulher não era nem sequer bonita, tinha cabelos castanhos lisos até o meio da cintura, olhos escuros, pele branca e um corpo razoavelmente curvilíneo, aquela mulher era bonita? Cindy o nome da infeliz que tinha feito questão de acabar com o resto da relação que ela tinha com Mike, não que fizesse questão de recuperar aquele casamento, a eras ele já estava destruído, na opinião dela assim que tinha começado já era para ter acabado, mais a Sra. Newton, sempre dando seus “bons concelhos” dizia que valia a pena lutar, que a maioria das pessoas não se casavam totalmente apaixonadas, e então, depois de menos de um ano Mike a tinha traído com a bela Cindy, a mulher que ele fazia questão de desfilar em Forks, segundo Lauren; o divorcio não tinha sido tão difícil não apenas pela falta de sentimentos, mais também pela falta de filhos, depois de algumas tentativas fracassadas Mike e ela procuraram um medico, e então souberam que ela era estéril, se a relação dos dois já era ruim, imagine depois daquela bomba como ficou?
Mike a tinha humilhado, pois segundo as palavras dele:
“Se você não ficar comigo, querida, não ficará com ninguém, afinal, que homem vai querer uma mulher que não pode lhe dar herdeiros?”
Namorados? Não tinha tido nenhum nesses três anos, afinal, quem ia querer um relacionamento com uma mulher que não pode dar herdeiros? Ninguém, a resposta era ninguém!
Respirou fundo se livrando das lembranças ruins e infelizmente se lembrou de que ainda estava num avião, num avião que segundo ela podia cair a qualquer momento!
A pergunta era, para onde Jessica ia se esconder, sim, Jessica não morava em um local, ela simplesmente se escondia da humilhação, ia morar em lugares onde ninguém a conhecia justamente para evitar qualquer olhar de pena ou remorso, pois ela simplesmente odiava esses olhares, o local? Aspem um lugar frio, onde provavelmente ninguém a conheceria, podia morar por pelo menos uns bons três anos lá, se aguentasse o frio, é claro, nunca se esquecendo de que o frio de lá – talvez – fosse pior do que o de Forks; e por que ela teve que se mudar da bela e ensolarada Califórnia? Simples, infelizmente estavam precisando de Psicólogos em Aspem, e ela, como não tinha filhos, marido, namorado, ou família, tinha sido exclusivamente mandada para aquele fim de mundo, com a desculpa de que aquilo era para o seu bem profissional, mais não tinha do que reclamar, Darcy – sua colega de trabalho – estava certa, ela realmente não tinha nada que a prendesse na Califórnia, ia ficar fazendo o que lá? Vendo pássaros voando, ou vendo os casais nas belas praias?
A vantagem? Tinha sido mandada para um bom consultório, na verdade, um dos melhores consultórios de toda a Aspem, apesar dela ter uma fixa desconfiança de que lá não existiam tantos consultórios, mais enfim, não tinha para que reclamar, além do frio em excesso, mais ela tinha crescido com aquilo, então qual era o real problema? Ela não tinha um pressentimento muito bom em relação àquele local; balançou a cabeça tentando espantar os pensamentos e respirou fundo para não entrar em pânico.
“Senhores passageiros, queiram, por favor, apertarem os cintos, estamos pousando”.
Assim que escutou aquilo soltou um gemido meio triste meio feliz, estava triste por já ter chegado á Aspem, e estava feliz por estar quase no chão; sentiu o avião fazendo uma leve inclinação e apertou as mãos e os olhos em nervosismo, poucos segundo – que para ela pareceram minutos – depois escutou novamente a voz da comissária de bordo.
“Bem vindos á Aspem”
Jessica reparou que a voz da comissária era afinada e delicada, uma voz de dar inveja, riu do próprio pensamento e abriu os olhos, reparando que não tinha escutado a ultima chamada da comissária, que provavelmente era que já podiam sair, pois já estavam formando quase uma fila apressada para ver quem saia primeiro daquele local fechado, revirou os olhos com a pressa das pessoas e se levantou calmamente, alisou a blusa de cetim lavanda, que contrastava com seus olhos azuis esverdeados como os da mãe e puxou seu casaco de lã preto pesado que tinha cuidadosamente posicionado ao lado da poltrona, olhou para baixo para ver se sua calça jeans de lavagem escura ainda estava boa e as sapatilhas pretas com caveiras douradas em lantejoula, sorriu pensando que talvez estivesse bonita e começou a vestir o casaco, pois estava vendo as pessoas se encolhendo e reclamando do frio de congelar os ossos, oque a fez lembrar da pequena maleta onde ela tinha colocado suas luvas e toucas, mais essa infelizmente não estava em suas mãos, pois não quis levar nada a não ser sua bolsa preta de couro como bagagem de mão.
Assim que colocou os pés para fora do avião sentiu a onda de frio congelar até a raiz de seus cabelos castanhos que caiam perfeitamente lisos pelos ombros; suspirou esfregando os braços e sorriu para um senhor que tinha esbarrado nela.
– Desculpe-me senhorita. – ele disse num tom tão gentil que fez Jessica se lembrar de seu pai, que tinha morrido quando ela ainda era criança.
– Não foi nada. – ela respondeu num tom suave e voltou a caminhar, tentando sair daquele local cheio e agitado, finalmente tinha chegado à saída, depois de minutos esbarrando nas pessoas e pedindo desculpas; as malas? Essas ela tinha mandado antes, pois não queria nada a interrompendo de chegar cedo em sua casa e se deitar sem ter hora para acordar, do jeito que Jessica estava cansada só acordaria na próxima semana, pois era quando voltava a trabalhar.
Saiu do aeroporto sentindo o vento ricocheteando os cabelos, a fazendo sentir como se fossem pequenos tapas no rosto; acenou para um taxi que rapidamente parou, se sentou e disse o endereço ao motorista, assim que o carro começou a se movimentar tombou a cabeça no acento e relaxou, provavelmente dormindo.
Sentiu-se sendo sacudida, levemente sacudida, e escutou uma risada masculina, rapidamente abriu os olhos, focando o motorista do taxi, sorriu sem graça e se sentiu corar.
– Me desculpe, eu não... – o homem a interrompeu com um gesto das mãos e riu.
– Tudo bem menina. – ele disse balançando a cabeça e ela desceu do carro, puxando algumas notas da carteira e deu á ele.
– Obrigada. – ainda sem graça ela disse e viu-o acenar rindo, viu o taxi se afastar aos poucos e se virou para ver onde seria o seu novo lar, quase caiu, a casa era linda, realmente surpreendente, sorriu e foi saltitando até a porta, onde tentou abrir e estava trancada, olhou surpresa para a fechadura e novamente puxou, estava ela na casa errada?
Escutou uma risada seguida de um “hey”, se virou rapidamente, vendo uma garota que era provavelmente uns trinta centímetros mais alta que ela, cabelos ondulados e acobreados, olhos castanhos, pele clara, e corpo escultural, uma garota realmente linda.
– Você é Jessica Stanley? – a garota que ela não fazia ideia do nome perguntou e ela sorriu afirmando.
– Sim, sou eu. – sorriu sem graça colocando as mãos nos bolsos do casaco.
– Sua chave. – a garota balançou a chave no ar e Jessica suspirou aliviada.
– Oh, você não sabe como me alivia ver você com elas. – disse e riu de alegria, como uma criança numa manhã de natal, fazendo a garota de cabelos acobreados inclinar levemente a cabeça e examinar Jessica.
– Bom, entregaram a chave ao papai, mais se esqueceram de dizer o nome da Srta, então voltaram e disseram para mim, e eu fiquei com a chave para entregar a você. – a garota disse com um sorriso suave nos lábios e chegará finalmente a uma conclusão quanto a Jessica “Bonita, jovem e só”.
– Obrigada, muitíssimo obrigada. – Jessica disse indo em direção à garota que tinha estendido as chaves e deixado cair na palma da mão dela, que estava aberta, Jessica riu, a garota deveria ter no máximo uns vinte anos – Eu sou Jessica, Jessica Stanley, como você já sabe, e você é? – perguntou curiosa e ao mesmo tempo morta de cansaço.
– Renesmee, mais eu prefiro Nessie, Nessie Cullen. – o coração de Jessica parou por um instante, ou pelo menos ela sentia como se tivesse parado, Cullen? Oh, não, estava fugindo de conhecidos e encontrou logo os senhores perfeitos?
– É um prazer conhece-la. – ela disse e estendeu a mão quando viu que Nessie estava se abaixando para cumprimenta-la com beijinhos no rosto.
– O prazer é todo meu. – a garota disse prendendo o riso e tocou a mão de Jessica suavemente; Jess respirou fundo e sorriu novamente e acenou com a cabeça enquanto se virava desnorteada para entrar em sua nova casa, assim que destrancou a fechadura escutou um grito do outro lado da rua, um grito um tanto feminino, provavelmente de Nessie, se virou preocupada e viu que não era nada mais nada menos que Edward Cullen com Nessie nos braços girando e a garota ria, provavelmente sentindo o olhar de Jess queimando nele se virou e soltou Nessie suavemente, parecendo atônito.
– Jessica Stanley? – ele perguntou arqueando as sobrancelhas e oferecendo um sorriso forçado, Jess engoliu em seco tentando não correr dali e responder educadamente ao invés de ficar parada morrendo de vergonha.
– Edward Cullen. – ela disse notando que ele não tinha mudado absolutamente nada, sorriu sem graça e entrou batendo a porta atrás de si deslizou chegando ao chão e apoiou a cabeça nos joelhos, pensando o que de tão mal ela tinha feito para merecer tanta humilhação.
Notas finais
Bom, vou avisar como funciona meu sistema, não posto até receber pelo menos cinco comentários, nada de um ou dois, nada contra leitores fantasmas, mais eu preciso saber se vocês estão gostando da historia, onde precisa ser melhorada, essas coisa!
Beijo e espero vocês no próximo capitulo!
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