Ironies Of Fate
2 De novo não, não comigo!
Notas iniciais
Nos vemos lá embaixo!!!
Dois dias tinham se passado, dois dias e Jessica estava trancada dentro de casa, como um cachorrinho medroso, medo de que? Dos Cullen, e se eles soubessem o que tinha acontecido? Lembrou novamente de sua mãe.
“A vida não se baseia em ‘E se’ meu bem, você sempre tem que ter certeza do que você quer, ou não chegará a lugar nenhum”.
Sua mãe tinha sempre os melhores conselhos, na verdade, sua mãe sempre tinha tudo de melhor, além de mãe era amiga; assim que se lembrou de sua mãe Jessica pulou da cama, lembrava-se vagamente de uma conversa por telefone que tinha tido com a mãe sobre ligar para ela quando chegasse a Aspem, e bom, ela já estava em Aspem, correu para achar o telefone mais próximo, mais assim que chegou á porta, notou um pequeno aparelho no criado mudo, que se encontrava ao lado da cama, revirou os olhos diante da própria burrice e andou calmamente até ele, sentou-se na beirada da cama e puxou o aparelho sem fio, discou o numero de sua mãe e esperou, esperou, esperou, e, finalmente, Sarah atendeu.
- Alô? – a voz calma e suave da mãe acalmou Jessica, que estava pronta para surtar.
- Mamãe? – perguntou ela com uma voz infantil que fazia sempre automaticamente quando ia falar com a mãe.
- Oh, Jessica, eu estava preocupada, disse que me ligaria assim que chegasse a Aspem mais não ligou, seu voo atrasou querida? – a voz de Sarah continha um leve tom de alivio, mais ainda assim parecia preocupada.
- Não mamãe ele... – ia continuar mais Sarah a interrompeu, se Jessica estivesse em Forks, riria de sua mãe, andando de um lado para o outro com o aparelho na mão, os cabelos loiros soltos e emaranhados, o rosto levemente inchado, pois tinha acabado de acordar, o roupão de moletom amarrotado e suas pantufas pretas de pele sintética batiam nervosamente, Sarah realmente estivera preocupada com a filha, estava cogitando ligar para o consultório onde a moça trabalhava para saber se tinha acontecido alguma coisa de errado, mais Jessica, por sorte, tinha lhe evitado constrangimento.
- Foi cancelado? Você desistiu? Você mudou de emprego? Mandaram-lhe para outro lugar? – Sarah a bombardeava de perguntas, mais ela estava tão feliz com aquilo, pois aquilo era tão... Sua mãe, por alguns segundos deu a si mesma a privilegio de rir do nervosismo da mãe, mais quando não ouviu a risada da mesma parou e decidiu explicar seus motivos.
- Não mamãe, o voo não foi cancelado, eu não desisti e nem mudei de emprego, por que mudaria? – perguntou achando a pergunta estranha.
- Não sei você às vezes gosta de mudar, mais me explique o motivo de toda sua demora em me dar noticias. – Sarah tentou inutilmente parecer brava, mais uma risada escapou no final da frase, fazendo Jess rir junto.
- Bom, eu não saio de casa há dois dias e... – começou a se explicar mais novamente Sarah a interrompeu.
- COMO NÃO SAI DE CASA HÁ DOIS DIAS? JESSICA, OQUE DIABOS ACONTECEU? — preocupada a mãe começou a gritar do outro lado da linha, fazendo Jess se lembrar de algumas vezes, quando era adolescente sua mãe gritando com ela por estar preocupada, não resistiu e sorriu, era bom saber que alguém ainda se preocupava com ela.
- Mamãe, me deixe explicar, eu... Eu... Eu estou morrendo de vergonha mamãe, eles estão aqui. – Jess falou baixinho, sabia que a mãe não estava do seu lado, mas isso não evitava fazer as mesmas coisas que fazia quando a mãe estava.
- Eles? Eles quem? Não me fale que é o infeliz do Newton e sua namoradinha. – Sarah disse acida e preocupada, pois se fosse aquilo, Jess desmoronaria.
- Não. Mike e Cindy aqui em Aspem? De onde você tirou isso? – perguntou meio curiosa esperando a resposta, mas viu que a mãe não ia responder – Os Cullen. – disse um pouco mais baixo, quase como um sussurro, ouviu um suspiro do outro lado da linha, um suspiro um tanto atônito.
- Ignore-os. – Sarah disse apenas aquilo e ela sabia de alguma forma que deveria seguir.
- Me sinto tão humilhada, e se eles souberem de alguma coisa? – ela disse estalando os dedos e do outro lado da linha sua mãe escutou, sabia que ela sempre fazia aquilo quando ficava nervosa ou envergonhada.
- Já disse para você não basear sua vida em ‘e se’, mas se eles souberem qual o problema? A vida é sua, e mais, se você ignora-los não vai precisar passar por qualquer tipo de humilhação. – a mãe disse num tom de voz tão confiante que Jess fechou os olhos e sentiu o reconforto tomando conta de seu corpo, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa escutou algumas batidas do outro lado da linha, provavelmente alguma visita de Sarah.
- Atenda mamãe, eu vou... Arrumar algumas coisas. – Jess tentou arrumar uma desculpa, pois precisava pensar em algumas coisas.
- Tudo bem, mais me ligue sempre. – Sarah praticamente mandou aquilo, fazendo ambas rirem – Eu te amo meu pequeno anjo. – a mãe disse um pouco mais baixo, fazendo Jess se lembrar de quando era criança e ela dizia isso toda vez quando iam se deitar.
- Eu também te amo mamãe. – disse baixo contendo as lagrimas que ameaçavam cair, e em segundos escutou o famoso ‘tu, tu, tu’.
Levantou-se da cama sentindo as lagrimas caindo, tentou enxuga-las o mais rápido possível, mais sabia que era inútil, depois de deixar cair à primeira cair às outras sempre rolariam facilmente; foi em direção ao banheiro, entrou sentindo o frio dos azulejos azuis do lugar simples e bem decorado, caminhou até a pia e se abaixou lavando o rosto, aquilo normalmente funcionava com ela, em menos de dois minutos, ou melhor, com menos de três litros de agua ela conseguiu parar de chorar.
- Você é forte. – ela disse olhando seu reflexo no espelho; o cabelo castanho emaranhado, os olhos inchados e vermelhos, o nariz meio vermelho, e mesmo assim, estava com um aspecto fofo, como se fosse uma criança, era impossível resistir, como sua mãe dizia; sorriu e se afastou, indo direto para o box, assim que terminou de fazer sua higiene matinal, penteou o cabelo, fazendo um coque mal feito, vestiu uma blusa vermelha de mangas compridas e uma calça de veludo preta e calçou suas pantufas de gatinho, foi a passos largos – nem tão largos assim, já que era baixinha – até a cozinha, fuçou algumas coisas na geladeira e achou o leite, foi direto para os armários de madeira cor de mogno e puxou – depois de pular muito – uma caixa de cereais, a quanto tempo não comia cereais?
Quando ia começar a comer, seu celular, que ela tinha descido com ela, começou a tocar, provavelmente uma mensagem, puxou o celular e viu o nome da pessoa na tela ‘Darcy’, sorriu e abriu.
“E então, como é Aspem? Tão ruim quanto você achou?”
Jessica não tinha visto muita coisa, não tinha saído mais se fosse para dizer o que tinha visto, diria que era um lugar bonito.
“Nem tão bom, nem tão ruim, ainda não sai de casa, tive que resolver algumas coisas, mas pelo pouco que vi é um local bonito”.
Uma mensagem pequena e com poucas mentiras, poucas mentiras mais ainda assim mentiras; normalmente mentia para Darcy com uma frequência incrível, e se sentia culpada com uma frequência mais incrível ainda, mais não podia fazer nada, falar a verdade lhe causaria grande desconforto, afinal, estava em um local cercado de psicólogos que provavelmente iam querer examina-la; alguns minutos depois o celular novamente tocou.
“Blah, você precisa sair um pouco, o lugar é frio, eu sei, mais pense pelo lado bom, você não está no Alasca”.
Riu da mensagem, imagine se estivesse no Alasca? Provavelmente já teria se suicidado, pois seu corpo já reclamava do frio de Aspem, imagine o frio do Alasca?
“Eu vou sair, quando arrumar um tempo! E é tão reconfortante saber que existem lugares piores do que Aspem você não imagina”.
Tinha sido sarcástica, mais não tinha sido ignorante, pelo menos assim ela esperava; Darcy era sua única amiga na Califórnia e consequentemente, sua única colega de trabalho, na verdade, a única com quem conversava; olhou para o celular e desligou-o, não queria falar com ninguém, queria pensar; colocou a tigela cheia de leite e cereal na pia, não estava com fome e não ficaria cutucando o prato, subiu as escadas, entrou em seu quarto e avistou uma poltrona preta de couro que ficava atrás das portas de vidro de uma varanda que ela nem tinha notado a existência, colocou as mãos na cintura pensando se o frio estaria tão congelante que ela não conseguiria ficar sentada ali com as roupas que estava, saiu da posição e foi até o closet, girou, girou e girou até encontrar o lugar onde ficavam os edredons, mas o lugar era muito alto, se abaixou e saiu procurando uma escada avistou uma fina escada que estava dobrada em um canto jogado, puxou-a e a levou até a prateleira, subiu e puxou um preto com alguns desenhos de flores em cinza, chutou a escada em algum canto e arrastou o edredom até a poltrona, abriu as portas e sentiu o frio bater em seu rosto, fazendo seu nariz ficar gelado e seus olhos lacrimejarem, puxou a poltrona um pouco mais para frente, para ter a vista completa e viu quão lindo o lugar era, arvores, plantas, neve, não como a de Forks que não era nada atraente, o lugar era uma paisagem, sentou-se puxando o cobertor até o queixo e se encolheu olhando para frente, tinha se esquecido completamente do que a fizera ir até ali, os pensamentos eram relacionados a paisagens, todos como “Espetacular”, “Maravilhoso”, não que ela estivesse errada, longe disso, o lugar era realmente maravilhoso, mas uma coisa ainda a atormentava, apesar de não querer pensar sobre aquilo, e evitar ao máximo olhar para os lados como uma louca, ela se sentia sendo observada, era estranho e paranoico, mais era verdade.
Suspirou puxando uma mexa do cabelo e lembrou-se do que Ângela dissera da ultima vez que as duas se viram:
“Há duas coisas que você pode obter através da dor: Pode deixar ela te destruir, ou pode usá-la para ficar mais forte”.
Qual das duas coisas escolheria? Bom, ela já tinha experimentado um gostinho da destruição que a dor poderia causar, mais estava na hora de ver como ela a deixaria mais forte; sorriu animada, há quanto tempo ela não sorria animada? Oh, a um bom tempo!
Ser forte, ela seria forte, não pelos outros, mas por si própria, ela precisava daquilo.
Desviou os olhos do chão, que no momento era seu ponto fixo, olhou para as arvores e viu ele; lá estava Edward Cullen, saindo do meio das arvores com o cabelo cheio de neve, onde algumas gotículas de neve derretida pingavam, a roupa impecável contrastava em sua pele, o que a fez perceber que jeans e suéter vermelhos caiam muito bem nele, mas então congelou, ele virou o rosto para ela e sorriu, provavelmente notando que Jessica estava... Deslumbrada?
“Oh não, dessa vez não”.
Jess pensou mais sorriu educadamente enquanto desviava os olhos da figura pálida de olhos dourados, repetindo seu novo mantra em sua mente.
“De novo não, não comigo!”
Notas finais
Postei rapido nao é? Recebi os comentarios rapidinho tbm!
Mais enfim, como eu disse no capitulo passado, só com 5 comentarios, meus amores!!!
Beiijos
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