Ironies Of Fate
12 Pobre Jess!
Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS FINAIS!
– E então, você e Adam? Uh? – a loira jogou um pouco de farinha no rosto da amiga e riu, mas queria saber o que acontecera entre Jéssica e Adam, já fazia dois meses, era impossível não ter acontecido nada.
– E então, você e David? Uh? – repetiu a pergunta da amiga e riu jogando água no rosto de Darcy.
– Não responda minha pergunta com outra pergunta. – fez bico e jogou mais farinha – Mas vocês dois...? – arqueou as sobrancelhas descontroladamente, insinuando tudo, e ao mesmo tempo nada, queria que Jéssica dissesse de uma vez por todas o que estava acontecendo entre os dois, mas aquilo parecia perdido, já que a mesma parecia um tumulo.
– Estamos namorando. – deu de ombros sem se importar muito com aquilo, e viu Darcy pular, jogando farinha por todos os cantos da cozinha; revirou os olhos ignorando o surto da amiga e continuou amassando a massa para pizza.
– EU SABIA! – gritou pulando e abraçou Jéssica, obrigando a mesma a se juntar a ela e pular descontroladamente.
– Chega Cycy, já está bom. – parou Cycy com um toque no ombro e continuou amassando a massa; sabia que ela e Adam não tinham o mínimo futuro juntos, mas ele a ajudara tanto, a fizera mais feliz, e ela em consequência não estava nem um pouco disposta a abrir mão dele.
– David me disse que Adam já foi casado. – empurrou de leve o ombro de Jess, que apenas revirou os olhos e retribuiu o gesto.
– Sim, ele se casou, com Janeth. – murmurou sem dar muita importância, mas sabia que Adam ainda sentia algo pela ex-mulher, mesmo que tentasse negar, não era como ela e Mike, pois a única coisa que Jess sentia por Mike era piedade.
– Se você me disser que ela não o traiu vou começar a acreditar que o impossível realmente acontece. – olhou incrédula para Jess, que apenas fez um gesto de razoável com as mãos.
– Acho que foram duas vezes. – deu de ombros e riu – Janeth era realmente uma galinha. – completou e Cycy riu concordando.
– Ela namorou David. – fez careta e deu um murro na massa – Acho que David ainda gosta da ex. – olhou tristemente para a amiga, nenhuma das duas tivera sorte, a queda desde a época da universidade não fora suficiente para fazê-los esquecerem das ex.
– Assim como você ainda gosta de Benjamin. – virou-se para encostar as costas na bancada de mármore.
– Sabe Jess, às vezes, quando estou com Dave, fecho os olhos o sentindo afagar minhas costas e imagino que seja Benjamin. – fechou os olhos e imaginou a cena, era como se o próprio Benjamin estivesse ao seu lado, respirando pesadamente em seu ouvido e apertando sua cintura – Eu juro que não é de proposito. – abriu os olhos para encarar Jéssica, que não parecia nem um pouco disposta a abrir a boca.
– Eu sei. – afirmou com a cabeça, e ela se fato sabia, não precisara sentir as mãos de Edward em seu corpo para compará-lo com Adam.
– Me sinto uma inútil. – abaixou a cabeça e soltou o ar pesadamente, sentia falta de Benjamin, não podia negar, aquilo estava explicito em tudo o que fazia, todos os dias, todas as horas, David já sabia daquilo, os dois, assim como Jess e Adam, estavam apenas se enganando.
– Não deveria. – balançou a cabeleira ruiva e voltou à posição original, começou a dar leves murros na massa, mas a campainha soara, provavelmente era Adam – Eu me esqueci de desinstalar essa porcaria. – resmungou indo em direção à porta, mas antes puxou um pano que estava por perto e limpou um pouco as mãos.
– SEM PROBLEMAS. – gritou da cozinha e voltou a esmurrar a massa, imaginando que aquela era a face morena de Benjamin, o homem que a magoara repetidas vezes e ainda dizia que a amava; bufou com aquilo, amor, ela não precisava daquilo.
– Você? – ofegou recuando, o que ele estava fazendo em sua casa? Ou melhor, como ele soubera onde era sua casa? Tomara um cuidado que na época achara ser desnecessário para evitar exatamente aquilo, mas seu pior pesadelo estava acontecendo.
– Sentiu saudades, querida? – sorriu ameaçador e adentrou a casa sem se importar com o olhar matador de Jéssica sobre si.
– Não acho que seja justo. – Adam andava de um lado para o outro, enquanto David apenas o olhava de relance, nem um pouco interessado naquela conversa.
– A vida não é justa. – sorriu sarcástico vendo o amigo cada vez mais desesperado.
– Dave, elas confiam em nós. – parou bruscamente e virou na direção do amigo, mirando os olhos castanhos.
– Não são obrigadas. – deu de ombros e olhou para o teto, ele nunca obrigara Darcy a confiar nele, a mulher que era tola e carente e caíra direitinho no seu plano.
– Acho errado, estou engando Jéssica. – murmurou caindo no sofá, quando ele e Jéssica estudavam juntos, ele realmente sentia algo, mas agora, ele não sentia nada, ou melhor, sentia e ignorava, aquilo parecia mais uma vingança sem fundamento, assim como ele se vingara de Janeth.
– Não, não está, lembra-se daquela garotinha que vivia lhe dando foras? Isso não lhe motiva? – aguçou o instinto vingativo do amigo, que apenas concordou com a cabeça.
– Sim. – fechou os olhos e soltou o ar pesadamente – Mas ela já teve o que merecia, não acha? – perguntou apoiando o cotovelo na coxa esquerda.
– Aquela Isabella... – ignorou a pergunta do amigo e continuou – Acho que ela fará um serviço melhor que o nosso. – disse lembrando-se do olhar mortal da mulher para Jéssica – Acho que ela seria capaz de matá-la. – deu de ombros e fitou o teto sem um interesse real naquela conversa.
– Não me sinto contente em saber disso. – balançou a cabeça negativamente – De certa forma Jéssica me ajudou. – completou quando notou o olhar intrigado do amigo.
– Se você queria sexo só precisava de uma... – foi interrompido por Adam, que bufou afundando o rosto nas mãos, às vezes o amigo era tão neurótico que o estressava.
– Não foi isso que eu quis dizer. – a voz soava dura como aço, não nutria sentimentos por Jéssica, mas não gostava que dissessem aquelas coisas dela – Quis dizer que ela me ajudou a superar Janeth. – completou mais calmo e olho de relance para Dave, que o olhava entediado.
– Pensei que fosse isso. – deu de ombros – Mas para mim Darcy só serve para isso. – completou balançando a cabeça, zombando da loira – Quer trocar comigo? Eu fico com a ruivinha e você com a loirinha? – arqueou as sobrancelhas e levou uma almofada na cara.
– Não. – levantou da poltrona e foi andando lentamente em direção ao quarto, mas parou quando notou que a porta estava aberta – DAVE? – berrou retornando a sala.
– Eu? – não mexera nenhum musculo, apenas abaixou os olhos para fitar Adam.
– Você entrou no meu quarto? – colocou as mãos nos bolsos para ter certeza de que não perdera a chave, mas a mesma ainda continuava ali, não tinha como ninguém entrar em seu quarto sem a chave.
– Se não lembra, eu tenho um quarto quase igual. – revirou os olhos e fechou os mesmos, como se mandasse o amigo calar a boca.
– A porta do meu quarto está aberta. – explicou lentamente, como se estivesse falando com uma criança, às vezes Dave era tão imbecil, que chegava a impressioná-lo.
– Está com medo? Tudo bem, donzela indefesa, lhe levo até lá. – levanto lentamente e sorriu inocente para Adam, enquanto agarrava a mão do mesmo e entrelaçava os dedos, como se fossem namorados e o empurrou em direção ao quarto do mesmo.
– Você é tão ridículo David. – murmurou soltando as mãos e andando até o quarto.
– Já ouvi isso antes. – deu de ombros e adentrou o quarto rapidamente, caco de vidros espalhados pelo chão à cama de madeira estava totalmente despedaçada, papeis jogados e rasgados por todo canto, aquilo parecia uma zona de guerra – O que você fez aqui Adam? – virou para encarar o amigo, mas quando viu aquilo recuou e arregalou os olhos, estava horrorizado – Adam... – murmurou perdido e distante.
– Dave, por favor... – a voz não passava de um murmúrio fraco, sentia os dedos do homem que o agarrara pelo pescoço se apertando, o fazendo ficar sem ar.
– Eu... Solte-o... – passou as mãos pelo cabelo e viu o loiro rir, parecendo achar graça daquilo, do desespero dos dois.
– Porque devo soltá-lo? – perguntou tentando fingir interesse – Tenho que dizer que vocês são espertos. – tirou a mão do pescoço de Adam, o jogando em cima de Dave, que tropeçou e quase caíra, mas se agarrou na parede e puxou o pulso do amigo, que se tremia todo, humanos, tão fáceis de controlar, bastavam deixá-los assustados e faziam tudo que você desejava.
– Espertos? – a voz falha de Adam soava com um medo palpável.
– Ora, sim, enganar Jéssica e a amiguinha dela. – balançou a cabeça e fechou a porta com um estrondo – Mas estou curioso para saber o motivo por trás disso. – inclinou levemente a cabeça para o lado, demonstrando curiosidade.
– Nós... Uh... Não sei do que você está falando. – Dave sempre negava tudo, tinha sido criado daquela forma, não seria um ladrão metido a esperto que mudaria aquilo.
– Posso matar os dois antes mesmo de piscarem, acho melhor me contarem logo. – tentou falar como Aro, ao invés de soar ameaçador, soara amigo, aquilo sempre funcionava, os deixava mais amedrontados ainda.
– Quem lhe mandou aqui? – Adam, que sempre fora o mais esperto, notara aquilo logo de cara, um ladrão normalmente roubaria e iria embora, não ficaria fazendo perguntas desnecessárias como aquelas.
– Já ouviram falar de Isabella e Alice Cullen? – arqueou as sobrancelhas e suspirou acenando com a cabeça, fingindo tristeza.
– Já ouvi falar. – a voz de Dave soara firme, apesar de estar se desmanchando de medo por dentro, sempre o ensinaram de que devia se mostrar forte.
– Pois é, foram elas, mas como sou bonzinho vou dar uma previa do que tenho guardado para vocês... – sorriu sentando no assoalho velho do apartamento – Tenho que extrair o máximo que posso dos dois, e depois... Descartá-los. – deu de ombros e sorriu animado, já sabia de tudo que precisava, só jogaria um pouco com os dois – Ótimo, não? – arqueou as sobrancelhas – Adoro fazer isso. – levantou limpando o jeans – Então... Por quê? – virou as palmas das mãos e encarou os dois, que se encolhiam num canto da parede, como se quisessem se fundir na mesma.
– Nós... – Adam olhou para Dave, que apenas concordou com um aceno de cabeça – Na verdade, fazemos isso com todas as que nos rejeitam, e Jéssica parecia uma boa escolha. – deu de ombros e respirou fundo, torcendo para que o homem de olhos vermelhos acreditasse naquilo.
– Acha mesmo que acredito nisso? – gargalhou alto dos dois – Vocês são dois... Merdas na vida, que não tem o que fazer e os dois ficam fazendo isso com garotas inocentes, ficar dando golpes, que coisa mais feia. – balançou a cabeça, repreendendo os dois – Jess, pobre Jess, uma garota que sofreu tanto, não merecia isso. – aproximou-se lentamente dos homens – Mas olhem pelo lado positivo, vocês podem até morrer, mas nenhuma das duas vai saber quão cafajestes e imprestáveis vocês foram. – colocou as mãos em volta do crânio de Adam e David – Últimas palavras? – perguntou gentilmente arqueando as sobrancelhas.
– Eu... Uh... – Adam começou desajeitado, ia falar que realmente gostava de Jess, e que se tivesse sido justo desde o inicio com seus sentimentos, talvez não estivesse prestes a morrer, mas escolhera dar um golpe ao invés de ter sido fiel aos seus sentimentos, mas Dave como sempre, o interrompera.
– Pelo amor de Deus Adam, nem prestes a morrer você deixa de ser tão... Frutinha? – deu um safanão na cabeça do amigo e soltou todo o ar que estava preso nos pulmões, tinha certeza de que morrer seria melhor do que viver a vida que tinha.
– David... – começou a risada do loiro o interrompeu.
– O tempo de vocês está esgotado. – sorriu carinhosamente para os dois e chocou o crânio de ambos, fechou os olhos escutando os ossos dos dois de espatifarem e sorriu largando os corpos já sem vida no chão – Pobre Jess. – sorriu macabro admirando as estrelas pela janela quebrara há poucos minutos; teria que correr para encontrar as próximas vítimas que tiveram o desprazer de se meterem no caminho de Alice e Bella.
Notas finais
Bom, deixem eu me explicar, não fiz um Adam durando muito porque odeio triângulos amorosos, ou a personagem principal ama um, ou ama outro, os dois não dá, e, não sei se perceberam, mas o lance de Jess e Adam era apenas atração mutua, apesar dele ser um tremendo cafajeste, mas, enfim, achei também que seria chato colocar meio que um intruso na fic, porque era isso que o Adam seria, a fic se trata de um recomeço de ambos os lados, de Jess e Edward, então colocar novamente o passado de Jess só ia fazê-la se sentir 'mal', porque Mike também pertence ao seu passado.
Ah, bom, Darcy também resolveu 'recomeçar
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