Irmãos Potter's
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Will embora soubesse que já era dia, permanecia com os olhos fechados e deitado em sua cama. Definitivamente ele estava perdido em seus pensamentos, não estava ouvindo Isabelle do outro lado batendo na porta do seu quarto e o chamando para tomar o seu café. Ele não queria sair dali, poderia muito bem fingir que não havia ninguém batendo em sua porta, poderia fingir que não havia escutado aquela historia sobre ser órfão e possuir um irmão, poderia, mas ele não vai, por dois motivos: 1- ele não conseguia controlar a sua curiosidade e sua raiva pela a pessoa que matou seus pais e, 2- Porque Isabelle nunca o deixaria desistir de nada, sempre estaria com ele, pois um pertence ao outro, era isso que sempre viviam dizendo para eles próprios.
Quando abriu os olhos, percebeu que Isabelle estava ao lado de sua cama olhando para ele como se quisesse matá-lo ali mesmo. Will pensou que de certa forma ele merecia aquele olhar, pois ele sabia que uma das coisas que Isabelle mais odiava era que as pessoas a ignorassem.
—Levante-se daí agora Willian Shoner ou prefere que o empurre ate as escadas?-o som da voz de Isabelle não era nem um pouco amigável.
Will sabia muito bem que ela teria forças para lhe emburra ate as escadas. Então escolheu a opção mais segura naquele momento.
— Muito bem, bom menino.- disse Isabelle sorrindo um sorriso amarelo.
—Como você conseguiu entrar no meu quarto? Pelo que me lembre, nunca lhe dei nenhuma copia da chave dele. –Perguntou Will indo para o banheiro tomar banho, mas parou no meio do caminho para escutar o que Isabelle tinha a lhe dizer.
—Não precisava você me dar chave alguma, sua mãe tem copia de todas as chaves da casa, o que eu só pedi a do seu quarto.
—Por que será que não me surpreende nem um pouco? — disse Will ironicamente e revirando os olhos.
— Vá logo tomar seu banho, estarei esperando na sala- disse Isabelle fechando a porta do quarto atrás dela.
Will foi para o banheiro tomar o seu banho. Sempre fazia ele se sentir bem. Deve ser a água fria correndo pelo o seu corpo que lhe faz se sentir bem. Demorou mais ou menos uns 30 minutos debaixo do chuveiro. Não queria sair. A sua vida estava sendo destruída e reconstruída de uma forma que ele nunca pensou que fosse um dia. Claro que ele também conseguia ver o lado bom dessa nova vida que estava lhe esperando. Ele, agora, tem um irmão, iria finalmente embora da escola que sempre odiou e nunca mais ver aquelas pessoas.
Saiu do banheiro e desceu as escadas. Isabelle como tinha lhe dito estava esperando na sala para tomar café juntos. Ela se levantou quando viu Will descendo as escada e foi ao encontro dele.
—Por acaso você já fez as sua malas? — perguntou Isabelle tentando puxar assunto.
—Ah, claro que já fiz elas, esta tudo pronto... -Will iria continuar com o seu tom irônico, mas viu a cara que Isabelle fez e então resolveu parar — Não, mas estou na metade do trabalho, já que as roupas já estão no chão.
—Engraçadinho- disse Isabelle revirando os olhos.
—Eu queria lhe pergunta uma coisa. Por que não respondeu se sabia disso tudo?- perguntou olhando para ela.
—Deve ser porque eu não sabia. Na verdade só sabia que seus pais estavam mortos e que era bruxo.
—Você também... é uma bruxa?
—Sou- disse Isabelle começando a caminhar para a cozinha- Nós dois temos duas coisas em comum, sabia? Somos bruxos e órfãos.
Will engoliu seco nessa ultima parte. Sabia que havia acontecido algo com os pais de Isabelle, já que ela vivia com o padrinho, mas ela nunca lhe disse nenhuma palavra sobre eles. Will encarou ela e lhe perguntou:
—Seus pais estão mortos?
Isabelle parou, e fixou seus olhos em seus sapatos.
—Remo nunca me disse muito sobre eles. Só isso. Não sei seus nomes, nunca vi nenhuma foto, nenhum objeto que pertencia a eles, nada.
—Mas por que? — perguntou Will com o olhar fixo em Isabelle que continuava olhar para os sapatos.
—Não sei- disse Isabelle e na mesma hora sentiu os braços de Will entorno do seu corpo. Ela retribuiu o abraço, mais logo se afastou. — Enfim, vamos comer, você ainda tem que arrumar suas coisas.
—Não estou com fome. — disse Will.
—Mas você precisa comer e você vai comer, nem que eu tenha que colocar a comida em sua garganta abaixo. – Disse Isabelle com um olha ameaçador.
—Acho melhor eu colocar, senhorita.
—Não me chame assim seu retardado.
—Seu retardado preferido. O único na verdade. — disse Will com um olha maroto e um sorriso bobo.
Isabelle apenas revirou os olhos e foi sentar em uma cadeira para tomar o seu café.
Logo após de tomar seu café, Will foi direto para o seu quarto fazer suas malas. Isabelle lhe ofereceu ajuda, mas ele negou.
Will organizou suas roupas, suas HQ e livros em um malão e uma mochila. Não possuía muita roupas, não por não condições, sua mãe sempre lhe tava tudo que ele queria, mas porque ele nunca via necessidade de ter varias roupas.
Depois de tudo organizado, desceu as escadas e viu que Remo esta lhe esperando no sofá da sala tomando uma xícara de café. Sua expressão de cansaço estava pior que a noite passada, parecia que ele não havia dormindo há anos.
Remo levantou para ajudar Will com o malão que não estava tão pesado assim, mas Will aceito de bom grado.
—Obrigado – disse para Remo, que fez uma aceno com a cabeça. –Cadê Isabelle?
—Foi ao banheiro, mas já deve esta voltando – nesse mesmo momento Isabelle pareceu na porta da sala. Seus cabelos ruivos estavam molhados como a suas roupas. Sua cara era de espanto.
—O que aconteceu Isabelle?- perguntou Remo preocupado com a aprecia de Isabelle.
—A torneira do banheiro quebrou — disse com um tom de voz de culpa – Desculpa, Senhora Shoner.
—Não tem problema querida, ela já estava dando problema à semanas, mas sempre esqueço de chamar um encanador – disse Marise- Venha vou lhe ajuda a secar.
—Enquanto isso, eu e Will vamos tentar resolver o problema. – disse Remo olhando para Marise que concordou com a cabeça.
—Will lhe ira mostrar onde estão as ferramentas — disse Marise saindo com Isabelle enchacarda
—Por aqui, Remo – disse Will indo ate um quartinho que havia produtos de limpeza e pegando um maleta vermelha e entregando Remo.
Os dois foram para o banheiro que estava cheio de água. A torneira estava tampada por um pano. Will percebeu que Isabelle teve que retira umas das meias para colocar ali. Remo já estava de joelho tentado desliga o registro.
—Nunca fui bom em consertar coisas – disse Remo
—Eu também não, mas se você precisar de ajuda posso ate tentar – disse Will torcendo para que isso não aconteça. – Remo posso lhe pergunta uma coisa?
—Claro que pode – disse Remo se levantado para ver se havia conseguido fechar o registro.
—Por que nunca falou dos pais de Isabelle? – Will percebeu que no mesmo momento que ele lhe perguntou isso, Remo ficou com uma postura rígida.
—Bem, nunca quis que a Izzy sofresse, mesmo sabendo que era um direito dela saber sobre os pais, mas se eu contasse sobre eles para ela, Isabelle iria querer saber mais, iria começar a querer ver fotos e possuir algum objeto para lhe transmitir uma forma de afeto. Eu não tinha como lhe oferecer isso. Ela sempre me perguntava quando era menor, eu sempre mudava de assunto. Ate chegar ao ponto dela não me fazer mais nenhuma pergunta. Eu sei que um dia ela vai descobrir sobre eles e espero que seja por mim...
—Se você espera que seja você então por que não contou a ela?! – Will não queria alterar o tom da sua voz, mas foi quase impossível. Era Isabelle, sua Isabelle, a Isabelle que jamais teve nenhuma informação sobre seus pais e a que sofria em silencio e ele nunca percebeu. Agora mais que tudo, queria ajudar ela e iria.
—Will você não entende, não poderia entender...
—Será que sou eu que não entendo? Ou talvez seja você?! –Will novamente não queria parecer rude, Remo sempre foi uma representação paterna para ele, assim como para Isabelle.
—Will, por favor – disse Remo virando para encarar Will –Vamos terminar essa conversa depois, certo? Com mais calma, talvez...
—Por que não terminamos agora? –perguntou Will que continuava encarar Remo.
—Porque nos não temos tempo, conseguir consertar a torneira, vamos para sala, precisamos ir para o Caldeirão Furado, la eu lhe prometo contar a historia dos pais de Isabelle.
Will aceito a proposta, já seria alguma informação sobre os pais de Isabelle, já teria um pequeno avanço na sua investigação.
—Esta bem, mas você não ira contar somente a mim, mas também para Izzy- disse Will.
—Certo, tenho certeza que você iria contar para ela de qualquer jeito mesmo, melhor que seja por mim.
—Isso mesmo – concordou Will.
Os dois saíram do banheiro indo direto para sala. Quando chegaram Isabelle já havia trocado de roupa. Agora estava com um jeans e uma blusa preta, seus cabelos estavam soltos e caiam pelos seus ombros. Will estava a encarando quando foi chamada pela a mesma.
—Will por que diabos você esta me encarando desse jeito? – perguntou Isabelle confusa.
—Ah, nada estava apenas pensando – disse Will voltando dos seus pensamentos.
—Eu poderia saber no que? –perguntou Isabelle.
Sempre curiosa. Pensou Will.
—Claro que não – disse indo a direção de Marise.
Isabelle apenas revirou os olhos.
—Meu menininho, prometa me manter informada à cada cinco horas quando estiver la –Disse Marise apertando Will em um grande abraço.
—Mãe. Estou. Ficando. Sem. Ar. –Marise o soltou e Will conseguiu respirar – Mãe é impossível eu lhe deixar informada a cada cinco horas.
—Ah me desculpa, só pensa na possibilidade de não lhe ver por um ano é muito dolorosa sabia? –disse Marise com suas mãos no rosto de Will. –Você esta levando tudo que precisa certo?
—Sim mãe – disse Will revirando os olhos.
—Eu te amo. Você sempre será meu menininho – disse Marise abraçando Will novamente, mas agora mais calmamente.
—Eu também te amo, mãe. – falou Will se soltando do abraço – Ate mais , Senhora Marise.
—Ate, meu pequeno. – disse acenando para os três na varanda. Will poderia jurar que ela estava chorando pela sua partida, ele não poderia fazer nada.
—Meu menininho – disse Isabelle como um sussurro para Will. Tirando o pensamento a imagem de sua mãe.
—Cale a boca Mckinnon.
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