Inu-Yasha: A Saga após Kanketsu- Hen
6 Inu-Yasha de volta para a selva de pedra!
Notas iniciais
‒ Vamos mana! ‒ Souta agarra o braço da Kagome e tenta guia-la.
‒ Mas Souta... Eu não estou brincando. Prefiro ficar em casa, aqui estou bem.
‒ Mas Kagome, essa febre não é normal, filha.
Kagome olha surpresa para a sua mãe que já está na porta com um cachecol e luvas para ela.
‒ Mamãe, é só uma gripe. ‒ ela sorri.
‒ Ah é mesmo? ‒ Souta solta o braço da Kagome e a fita seriamente ‒ Então, diga- me. Quem é Inu-Yasha?
Confusa, Kagome pisca várias vezes sem entender. Esse nome estranho era bizarro para ela.
‒ Viu? ‒ Souta coloca os braços na cintura e olha preocupado para a sua mãe.
‒ Souta, querido. Deixa-a. Se ela não quer falar sobre ele, não vamos incomodá-la.
‒ Falar sobre quem? E que história é essa de Inu sei lá o que? ‒ Kagome fica impaciente e alterna o olhar entre os dois varias vezes.
Souta suspira e abaixa a cabeça como se tivesse se rendido.
‒ Tudo bem. Você não quer ir ao médico, mas... ‒ com o olhar sério e tenso ele encara Kagome ‒ Faça isso por mamãe e eu.
‒ Mas...
‒ Filha, estamos preocupados.
Kagome suspira e concorda com a cabeça, não querendo preocupar ainda mais sua família com bobagem.
‒ Eu vou. Mas assim que o doutor disser que eu não tenho nada vocês prometem que não vão mais ficar tão preocupados?
Souta e sua mãe balançam a cabeça.
‒ Maldição! Maldição! ‒ mesmo com as mãos feridas e sagrando, Inu-Yasha não desisti de cavar cada vez mais a terra do poço Come Ossos com a intenção de abrir o portal e chegar à era da Kagome.
‒ Inu... Yasha! ‒ Do alto, Shippou olha preocupado e triste para o amigo desesperado.
‒ Ei, Shippou. Ele ainda está ai dentro? ‒ Miroku se aproxima com o seu neném no colo e sorridente como sempre.
Shippou confirma com a cabeça sem tirar os olhos do Inu-Yasha.
‒ Sango e eu estávamos conversando sobre a mudança repentina da senhorita Kagome e lembramo-nos de algo muito intrigante.
Shippou olha surpreso para o Miroku, desviando a atenção do Inu-Yasha.
‒ Será que aquele Youkai... O Youkai de cérebros foi destruído realmente?
Com os olhos arregalados e o coração disparado, Shippou se vira completamente para o Miroku, sentando na beirada do poço.
As orelhas do Inu-Yasha ficam em alerta enquanto ele continua cavando.
‒ Quer dizer, não chegamos até essa dedução à toa, é claro. Porém... O Inu-Yasha já havia matado esse Youkai antes, certo? E mesmo assim ele conseguiu se regenerar, voltar e atacar a senhorita Kagome.
‒ Mas... ‒ Shippou tenta debater, mas não encontra justificativa.
‒ Esse Youkai é fraco demais. Porém é um parasita. A partir do momento que ele invade o corpo de um Youkai ou até mesmo o de um humano ele tem o total controle da mente do sujeito.
‒ Então, será que foi por isso que a Kagome mudou de repente e voltou para a casa dela?
Mas... A casa dela é aqui agora. Comigo! Inu-Yasha pensa, com os punhos fechados.
‒ Bom, não temos certeza se foi isso mesmo. É só uma hipótese, é claro. ‒ Miroku ergue seu neném e brinca de fazê-lo voar.
‒ Não...
Shippou e Miroku se surpreendem e olham para o fundo do poço.
‒ Não vou deixar a Kagome fazer isso comigo. ‒ Inu-Yasha fala consigo mesmo e mal percebe que está pensando alto ‒ Ela não pode ir embora e me deixar assim.
Ele soca a terra e se inclina para frente. A quantidade de socos aumenta assim como a força que fica cada vez mais violenta.
‒ Não! ‒ ele grita enquanto tenta controlar a lagrima que ameaça pular para fora.
‒ Nunca vi o Inu-Yasha assim. ‒ Shippou murmura.
‒ É ele está desconsolado. Não é pra menos. Lutamos tanto para ganharmos a nossa tão desejada paz. E esses dois, mal conseguem ficar juntos e já são separados.
‒ Será que é o destino o Inu-Yasha e a Kagome ficarem juntos? Afinal... Ela não pertence a essa era, não é?
Destino. Inu-Yasha ri assim que sente a lagrima deslizar pelo seu rosto. A Kagome é a minha vida. Eu vivo apenas pra ela. Eu morreria por ela... Eu...
O coração do Inu-Yasha está martelando pesadamente, sua respiração agitada faz seu corpo queimar. Eu... Necessito de você, minha Kagome. Meu amor. Assim que se dá conta da última palavra que veio a sua cabeça, Inu-Yasha para de socar o chão e se ajoelha.
‒ Eu amo você Kagome! Não... Não me deixa! ‒ a dor é insuportável.
Inu-Yasha sente falta das lutas e quando ficava gravemente ferido. Pelo menos a dor física não chegava nem perto daquela dor emocional de pensar como seria a vida sem a sua Kagome.
‒ Minha... Kagome!
Uma única lagrima escorre pelo rosto do Inu-Yasha, contorna seu queixo e pinga na terra fofa.
Um pequeno brilho nasce no meio da escuridão, ganhando a atenção do Shippou e do Miroku no alto do poço.
Os olhos do Inu-Yasha estão fechados e sua cabeça baixa, mas de repente ele se surpreende com o mar de luz cristalina sob seu corpo.
Shippou se arrepia ao ver a magnifica luz cálida que preenche cada canto obscuro do poço até o topo.
‒ Nossa! ‒ Miroku se afasta com o seu filho com as mãos protegendo seus olhos ‒ Mas é muito forte!
‒ Eu não enxergo nada, Miroku! ‒ cambaleante Shippou vai até o Miroku e se esconde atrás de suas roupas.
‒ Essa energia que irradia da luz é extremamente pura.
‒ Ei, Inu-Yasha! ‒ Shippou grita, mas mal consegue olhar na direção do poço.
‒ Isso é... ‒ com as mãos nos olhos semicerrados, Inu-Yasha tenta enxergar qualquer coisa no meio da claridade que arde seus olhos. Mas ele sente uma queimação terrível e logo os fecha.
‒ Inu-Yasha! ‒ Miroku e Shippou chamam juntos.
Mas eles nem imaginam que o Inu-Yasha já não esta mais entre eles. Pelo contrário, o meio-youkai já está a caminho do seu verdadeiro objetivo.
Aos poucos a ardência perde efeito e o Inu-Yasha se atreve a abrir os olhos lentamente. Ele está lá. No mesmo poço, ajoelhado sobre a terra fofa.
‒ Maldição... Eu continuo aqui... ‒ mas algo lhe chama a atenção.
O nada. Nenhum som de pássaro ou do vento.
E então, lentamente ele olha para cima e percebe o teto de madeira que cobre o poço.
Um sorriso de leve nasce no canto da sua boca, mostrando um canino brilhante.
‒ Kagome... Eu vim busca-la! ‒ ele diz confiante e salta para fora do poço.
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