Inu-Yasha: A Saga após Kanketsu- Hen
7 As Coisas se Complicam
‒ Então quer dizer que ele finalmente conseguiu? ‒ Com os olhos arregalados, Sango pergunta enquanto dá mama para o seu neném.
‒ Felizmente!
‒ Você tinha que ter visto Sango! ‒ Shippou salta na cama da Sango e a olha impressionado com as imagens que lhe vem à cabeça ‒ O poço começou a brilhar do nada. Isso nunca aconteceu. Era uma luz tão densa, tão forte que Miroku e eu não conseguimos nem ver quando o Inu-Yasha voltou para a era da Kagome.
‒ Uma luz? ‒ ela olha para o Miroku sem entender.
‒ Eu também não entendi. Foi como se o poço estivesse reagindo aos sentimentos do Inu-Yasha. Como se eles estivessem se comunicando. Foi assustador certo momento por que a luz que fluía de dentro era extremamente pura e cristalina.
‒ Foi maravilhoso! ‒ Shippou corrige com um sorriso inocente.
‒ Será que eles estão conversando agora? ‒ Sango pergunta para Miroku.
‒ Ah, sim. Eles vão se entender. ‒ ele ri ‒ Sempre se entendem.
500 anos no futuro, não é exatamente isso o que está acontecendo. Inu-Yasha chegou à casa da Kagome, mas não o deixaram subir para vê-la.
‒ Mas eu não estou entendendo. O que está acontecendo com a Kagome?
Souta olha confuso para o seu avô e dá de ombros. Ele parece não entender também.
‒ Calmo homem cacho... Opa! ‒ Souta sorri sem graça ‒ Calma, Inu-Yasha. Espera minha mãe descer, aí você conversa com ela, está bem?
‒ Mas eu não quero falar com ela. Quero ver a Kagome. Ela está aqui. Eu sinto o cheiro dela. Eu vou vê-la! ‒ Inu-Yasha passa pelo Souta contra a vontade dele e sobe os primeiros degraus da escada, mas para, assim que percebe a senhora Higurashi descendo com a cabeça baixa e o olhar triste.
‒ Oi! ‒ confuso e surpreso com aquela expressão estranha, já que a mãe da Kagome está sempre de ótimo humor ele a segue com o olhar.
‒ Ah, é você! ‒ o rosto pálido e surpreso fita atentamente o Inu-Yasha‒ Como é bom vê-lo! ‒ ela sorri, mas é um sorriso sem vida.
‒ Me conta o que está acontecendo com a Kagome. Por que não me deixa vê-la? ‒ sentado com as pernas dobradas e as mãos firmes no chão como um cachorro, Inu-Yasha observa a reação da senhora.
‒ Inu-Yasha... Fala-me uma coisa.
Ele dá de ombros e gagueja antes de responder.
‒ Aconteceu alguma coisa grave entre a Kagome e você na outra era antes dela voltar para casa?
‒ Não. Não aconteceu nada entre a gente. Estávamos bem! ‒ Inu-Yasha se inclina na direção da mãe da Kagome. Mas ele dá de ombros outra vez ‒ Ou melhor... Eu achava que estava tudo bem. ‒ ele diz com ênfase na palavra.
‒ Por que achava?
‒ A Kagome mudou de repente logo depois que um parasita a atacou.
Com os olhos arregalados, a mãe da Kagome engole em seco.
‒ Um... Parasita? Co-como assim? ‒ tensa, ela gagueja.
‒ Um Youkai.
‒ Meu deus! ‒ leva as mãos tremulas para a boca.
Inu-Yasha teme o pior com a reação da mulher. Ele acha estranho o fato de não poder ver a Kagome até agora e a reação da mãe dela.
‒ O que... O que aconteceu com ela? ‒ o coração do Inu-Yasha está acelerado e suas mãos suadas com tanta angústia.
‒ Ela conseguiu enfim dormir um pouco. Estava muito inquieta e assustada.
‒ Assustada? ‒ Inu-Yasha dá de ombros.
Mas os dois param diante da porta do quarto da Kagome. Antes de abri-la, a mãe da garota fita profundamente os olhos do Inu-Yasha que fica tenso e cada vez mais impaciente.
‒ Inu-Yasha, a minha filha está se esquecendo de nós a cada minuto que passa. Antes ela tinha pequenas falhas nas lembranças, mas agora... Agora ela não se lembra de quem é o vovô ou o Souta.
Sem palavras e com um arrepio percorrendo todo o seu corpo, Inu-Yasha hesita por alguns minutos em abrir a porta.
‒ Ela já se esqueceu de você também? ‒ ele tenta não olha-la nos olhos.
‒ Esta quase. Às vezes ela demora a se lembrar. É necessário muita paciência e amor para dar confiança a ela.
‒ Não se preocupe. Vou fazê-la lembrar de todos vocês e tudo voltará ao normal. ‒ Inu-Yasha sorri confiante.
Mas assim que abre a porta, a senhora Higurashi segura o seu braço, o impedindo de entrar.
‒ O que?
‒ Ela... Não se lembra de você há muito tempo. ‒ seu olhar triste fica umedecido‒ sinto muito, Inu-Yasha.
O corpo do Inu-Yasha estremece e o medo toma conta de si.
Como assim? Como assim ela não se lembra de mim? Quer dizer que todo esse tempo em que eu estava sofrendo ela nem... Nem... As palavras são duras demais. Ásperas demais para ele conseguir pronuncia-las. Mas elas gritam desesperadas dentro da sua cabeça, que não entende o que aconteceu com a Kagome para se esquecer dele.
Assim que entra no quarto. O coração do Inu-Yasha é esmagado por uma dor afiada e fria. Como se tivesse levado uma facada no peito. Seu estomago fica gelado com a sensação que cerca o ambiente e a própria Kagome.
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