Introspectana
13 Saga 2 Capítulo 3 - Grande Conflito...
Introspectana
Saga 2 Capítulo 3: Grande Conflito...
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-Finalmente... Chegamos a Los Pegasus... -.
Introspectana e Blitz dirigiam lentamente a carroça por uma grande rodovia, aos poucos vendo todas as atrações turísticas da grande cidade de Los Pegasus, especialmente o famoso letreiro “Applewood”. Intro continuava com o olhar sério de sempre, enquanto que Blitz apenas se prontificava a notar uma cidade nova, um jeito diferente em relação ao que estava acostumada. Era uma cidade litorânea, um pouco diferente do clima das regiões centrais de Equestria.
-Então Intro... O que faremos agora, sem bits e sem comida? -.
-Vamos trabalhar para conseguir, ué. E conheço o “mano” certo para a gente conseguir sobreviver por um tempo nesse lugar... -.
-E quem seria esse “mano”? O seu namorado ou algo assim? – Zuava a Pegaso, bastante entediada.
-Não... Imagina namorar um troço feio que nem ele Hahah... É um velho conhecido desta cidade. Ele irá nos dar algum “trabalhinho” para a gente ter alguma grana por enquanto, enquanto a gente tenta procurar pela Touch e pelo seu namorado... -.
-JÁ DISSE QUE ELE NÃO É O MEU NAMORADO, CARALHO! – Gritou a pegaso, brava.
-Dane-se... E... -.
-Além disso... – Novamente se colocando em posição de tédio — ... Eu já não tenho mais motivo algum pra viver. Até porque perdi justamente o emprego que era o meu talento, o que sou... -.
-Nada impede de você continuar sendo uma policial... Fora da lei, claro... -.
-Mas aí não faz sentido, Intro! Polícias devem estar DENTRO da lei -.
-Aham... Sei... – Ironizava – Matar testemunhas de quem os denúncia por corrupção é claramente um ato MUITO dentro da lei... -.
-Eu não sou esse tipo de policial... -.
-Mas isso não quer dizer que os outros não sejam... -.
A carroça pegava uma das várzeas, onde se direcionava para uma planície cercada de casas e prédios abandonados.
-Não me diga que estamos indo pra lá?! – Gritou a policial, perplexa.
-Qual é o problema? -.
-Lá é o bairro de Trove! Está zuando que nós vamos até lá, né?! -.
-Veja... – Se concentrou para também olhar para a pegaso – Nós já não estamos dentro da lei, tá? Simplesmente teremos que pedir ajuda mais “fora” do padrão que você se acostumou... -.
-Não me diga que... -.
-Sim, nós vamos agora ter de trabalhar para ganhar dinheiro sem origem... -.
-Ah não! Isso não! Eu não sou esse tipo de pegaso! Eu sou eternamente honrada com a polícia e o governo! – Disse, batendo com o casco em seu peito, demonstrando autoridade.
-Pois agora eles estão te traindo. Legal, né? Tipo... Se eles erram, você os perdoa. Mas se você erra, eles te fodem. É assim que funciona política, Blitz. Não existe lealdade... – Se concentrava novamente pra frente, com um olhar mais desconexo — ... Apenas existe o simples fato de sermos pra foder. É assim que eles nos tratam... -.
-Pois eu ainda não acredito em você! Eu ainda vou te provar que lealdade existe e ela é necessária! – Falou, com convicção.
-Só não se esqueça de olhar pra trás. Senão, quando você menos espera... – Saíam da várzea, indo para as vias locais, com a Introspectana olhando no retrovisor — ... Sempre terá um filho da servinte pra tentar te jogar pra fora do caminho... -.
-Se isso aí der tanto dinheiro quanto as metáforas chatas que você fala, até eu me torno uma criminosa... -.
-Se você se tornasse, só faltaria falar “e aí mano! Bora comprar o bagulho véio!” pra parecer mesmo uma... -.
-O que você está insinuando?! – Olhou pra ela, brava.
-Nada não... Só mostrando as suas qualidades como “policial”... – Dizia, disfarçando o seu riso da lateral de sua boca.
Intro diminui a velocidade, olhando para todos os lados. Estavam na região de Trove, cercada de casas antigas da época de ouro de Equestria e, algumas delas, eram feitas de nuvens, refletindo um belo branco ondulado se estendendo até as suas telhas. Algumas outras possuíam um certo visual que lembrava ponyville, embora a maioria mesmo tivesse uma arquitetura semelhante a de casas clássicas e telhados em V invertido.
As ruas esburacadas se complementavam com os postes elétricos de madeira velha, bastante desgastados e com algumas ferraduras penduradas em vários fios elétricos. Boa parte da frota de automóveis daquele local eram carroças velhas, bem maltratadas e feitas também de madeira.
Intro logo entrava em uma rua sem saída, estacionando calmamente no final dela. Levantando-se, ela seriamente olhou para a Blitz, que não estava prestando atenção.
-Então Blitz... Para não ocorrer problemas, tente falar a menor quantidade de besteira que puder... -.
-O que?! – Voltou o seu olhar para a unicórnio – Está me dizendo que falo besteira toda hora?! -.
-Não é bem isso... É mais por... Cê sabe... Policial... -.
-Que que tem a minha profissão por excelência?! -.
-O cara que vamos conhecer agora... Ele não gosta muito de policiais... Especialmente os da associação... -.
-E daí que ele não gosta de policiais?! Foda-se o que ele gosta, pois, gostando ou não, tem que obedecer a lei e... -.
-Er... Cê sabe... – Olhou para os lados – Já estamos fora da lei desde que saímos de Hoofington... -.
— ...Foda-se! Mas tudo bem... Tentarei falar o menos que puder... -.
Elas caminharam até uma casa antiga e envelhecida, com um cercado tímido separando-a das demais casas ao lado. Era relativamente grande, um sobrado com uma sacada de frente à rua. Intro chegou perto da casa e, com os cascos, bateu na porta.
-Ei, Playhoof P, sai daí mano! Sou eu, a Introspectana! -.
Cascos batendo preguiçosamente podiam ser ouvidos pelo lado de fora da casa. Aparentemente a madeira velha já não segurava bem, deixando os ruídos mais aparentes e os ecos mais profundos. De casco em casco, os sons se intensificavam até chegar à porta. A porta se abriu para dar de rosto com um burro de porte normal, com pelos marrons e uma crina branca, tal como os olhos pretos em contraste. Usava uma jaqueta preta com três listras amarelas na lateral, uma corrente de ouro grande e um boné preto de aba reta.
-Hey, Intro! Porra! Cê nem avisou que iria cair pra dentro meu! Como anda as manhas com os mano viado que usa aquelas porras chique? –Falou, com um sotaque tipicamente musical e ritmado.
-Tá falando da Mágia? Meh... Contratempos ocorreram... Agora tô voltando pra minha velha casa, aqui nos redores mesmo... -.
-Que sussa! Então cai aqui logo pra falar dos patrão e das treta que tu teve! -.
Enquanto a Intro já entrava, imediatamente ele barrou a Blitz de entrar.
-E essa paia gansa aí? Que essa joça mula aí tá fazenu no nosso território? -.
-Que que você me chamou, sua mula?! – Gritou pra ele.
-Eta porra calma! – Exclamou a unicórnio, separando os dois – Ela esta comigo! Não se preocupe... -.
-Firmeza... Acho... – Andou, continuando a olhar de cara feia pra Blitz.
Todos cavalgaram entre os corredores até chegarem a uma pequena sala de madeira, bastante marrom e sem tantos outros detalhes. As duas sentaram num sofá velho, enrugado pelo tempo e bastante rasgado, enquanto Playhoof se sentava numa poltrona adjacente, em uma postura largada e preguiçosa, tal como a sua face.
-Então, minha mana... Como anda as merda contigo? –.
-Como posso dizer... Polícia na cola, a Mágia agora me perseguindo, sem dinheiro nem lugar pra morar, enfim... Vou ter de voltar pra aquela minha velha casa... -.
-Mas tu ta beleza de ir voltar praquela porra? Sei não veia... Acho que tá tudo largado lá, com uns flanco-mole fumacê tudo num fogaréu... Tu tá mesmo em paz pra voltar praquilo? -.
-Sim... Acho... Foram tempos ruins aquele lugar... -.
-Foi mesmo, irmã. Foi mesmo... -.
-Mas... E como anda as coisas por aqui? -.
-Tá tudo transado, irmã! – Se aproximou, sorrindo – Acredita que finalmente consegui dar um rolê com uma cavala mó gostosa? Puta meu... Mas que flanco da porra de grande! Enredo das brabas! Mas o picho tá duro pra dar um rolê legal cum ela... -.
-Bicho, que bicho? – Perguntava a pegaso, estranhando – E se está duro, não é assim que as potras gostam? -.
-Meu... Quem é a sapata aí, afinal? – Reclamou o burro.
-Quem você chamou de sapata, sua mula?! – Gritou retoricamente.
-Eu sou burro, sapata! Não uma mula, porra! -.
-Tá! Chega cês dois! E você, Blitz, fica quieta! Assim não atrapalha, tá? -.
E ambos se acalmaram. O clima ficou bem quieto e conflituoso após a confusão. Intro deu a iniciativa para continuar.
-Então... Tá precisando de dinheiro? -.
-Eu não preciso de picho, mana. Não sou bambi que fica dando pra ficar sobrevivenu. E se tu disse que tá precisano de grana, só contribuir aí pra gente ter tudinho... -.
-E o que preciso fazer? -.
Ele calmamente se aproximou da Intro, que estava sentada perto dele enquanto a pegaso olhava estressada para outro canto.
-Veja, mana... – Aproximou o rosto – Eu tenho alguns flanco-mole que tão dando uma de coió em mim, devenu umas grana pra mim. Tu vai lá e vai fazê tudo lá me paga as porra que me devem. Bando de afanados... Acham que podem dar uma de bidraque comigo! Ninguém me dá coice não, porra! – Se exaltou.
-Relaxa, Playhoof... Eu vou lá pegar a sua grana então... E quem seriam os devedores? -.
-São tudo das origem aqui mesmo... Um é um garanhão que faiz quenga prus açougue daqui mermo, então é aqui do lado que tu já acha. O outro é um boy que não pagou a proteção. Ele está agora lá na esquina, perto do açougue também... -.
-Tudo bem... Nós iremos pra lá e... -.
-Que raios é esse negócio de... Açougue? Quenga? É tipo lugar que prepara carne pra vender? – Perguntou a pegaso, estranhando.
-Uh... É tipo isso... Só que... Meu... Uh... – Hesitava o burro, não sabendo definir a palavra.
-Só que a um nível mais elevado de compreensão... E dizem que é uma carne deliciosa que eles cortam e preparam... – Disse a Intro.
-Só que bem véia e fudida... E bem borocochô também... – Completou o burro.
A pegaso continuava a estranhar, mas tendeu a esquecer a dúvida e continuar a prestar atenção.
-Então é isso? Preciso apenas ir lá e cobrar deles? -.
-É... É as treta que tu precisa manjar. Bom... Vai lá... Vô vê uns treco que andu tenu com uns porre de racistas que dão prus cavalo de aço... -.
-Como assim... Dão pros cavalos de aço? Seriam tipo pôneis que andam de cavalo feito de ferro? -.
-É moto, Blitz... É moto... – Respondeu a Intro, tentando calar ela.
-Porra, Intros! Tu manda essa ôta calar essa porra de boca, meu! -.
-O que?! – Levantou a pegaso, encarando o burro.
-Calma, Blitz. Fica na sua, tudo bem? – Impediu — Vamos lá pra fora fazer o que ele quer! O Playhoof é gente boa, mas você precisa parar de fazer pergunta boba... -.
-Hunf! -.
E a Intro se levantava lentamente, voltando ao seu semblante sério enquanto que Blitzfire olhava pra trás e continuava a encarar aquele burro.
“Não confio nessa mula! Ele com certeza está tramando alguma coisa!” Pensou a potra das labaredas.
E seguiram pela calçada da rua, em um meio-dia bem evidente e clareado. Nada ali precisava se esconder pois tudo era comum. E pra elas, isso ajudava a terminar logo o que precisavam fazer. O cinza foi substituído por um monocromático amarelo do sol, refletindo um tom amarelo seco e deserto por onde atingia. Mas mesmo as sombras se rendiam ao poder da cor única e sem variedades.
As ruas estavam tranquilas, porém relativamente movimentadas. Os pôneis cavalgavam muito rápido, provavelmente evitando uns falar com os outros, parecendo que tanto ali com o em qualquer outro lugar falar com outros parecia falar em outros planetas, galáxias. Parecia algo de outro mundo de tão estranho e medroso era tal ato.
Prontamente as duas, primeiramente, já na esquina da rua sem saída notaram um pegaso amarelo, com crina vermelha longa e os olhos azuis-claros, com jeitos um pouco afetados, tentando parar algumas carroças velhas e desgastadas que passavam naquele local.
As duas se aproximaram dele, com a Introspectana de frente. O tom interno e externo da unicórnio mudava completamente naquela ocasião, sendo prosseguida de sum semblante desleixado no rosto.
-Ei, boy! Vem cá, malandro! -.
-O que? O que que você quer, menina? – Disse, com um jeito afeminado.
-Tu tá devendo grana pro Playhoof, né não bambi? – Se aproximava, encarando.
-Eita lá, mana! E-eu posso explicar! Eu ainda não tenho a grana pra vocês! -.
-Então vai ter que pagar com o corpo! -.
-Como assim? Não sabia que o Playhoof gostasse de potros! -.
-Não, seu viado! Tu tá é fudido, ôta! -.
Introspectana ativou o seu chifre, lançando uma pequena rajada de magia num dos cascos do potro amarelo, deixando-o com uma queimadura.
-Aí! Putz, mana! Urgh... Argh! Tá queimando! -.
-E VAI QUEIMAR MAIS AINDA SE TU NÃO PAGAR PAU AGORA MESMO! -.
-Por favor... Eu estou sem dinheiro! Sério mesmo! AAARH! Shhh... AAAí!-.
A pegaso olhava estranhando a situação, não compreendendo algumas coisas que andavam ocorrendo ali, enquanto o garanhão amarelo se debruçava no chão tapando o casco dianteiro esquerdo e gemia de dor.
-Blitz... Dá uma cascada nesse bambi aí! –.
-Uh... Intro... Tem algo de errado... -.
-E o que seria, Blitz? – Perguntava, tornando 0 seu olhar pra pegaso.
-Por que precisamos bater nele? Não me parece fazer muito sentido... -.
-Pra ele pagar a porra, caralho! – Exclamou, irritada.
-Mas... Se pra pagar ele precisa do corpo pra fica dando uma de servinte... Como é que ele vai nos pagar depois se não vai ter como conseguir a grana? -.
-O... O-olha que ela tem razão... – Disse o potro.
-Cala a boca você e... É... Faz sentido... Entretanto... -.
E ela mais uma vez lançou uma magia no potro deitado no chão, desta vez queimando o outro casco dianteiro.
-AAARGH! Por que fez isso, porra?! -.
-Crimes não fazem sentido. Bom... Acho que tu tá avisado e direi pro Playhoof que você já recebeu o recado. Vamos, Blitz... -.
-Foi mal aí, champz! Não deu... – Disse a pegaso, tentando conformar.
As duas tornaram a direção vagamente até o edifício velho da esquina, onde se percebia um aglomerado de potras com a aparência que julgavam ser de “Servintes”. Relativamente, havia um aglomerado de carroças na frente do edifício, esperando para que essas potras demonstrassem vontade de continuar sobrevivendo em meio à obrigação de felicitar os outros.
Algumas tinham um semblante convincente, demonstrando um grande safar pro próprio ser, enquanto outras demonstravam um olhar distante, perturbando a si mesmas com uma robótica interiorana se remexendo contra a própria vontade. E outras, mais novas, se sentiam inseguras, imaturas e muitas vezes não conseguiam nem olhar direito para as carroças. E por último, haviam as indiferentes, algumas delas fumando um cachimbo musical, tudo em nome de alimentar a própria musica desesperada, a sinfonia que almejam ouvir sempre, nem que pra isso se desesperem calmamente com a música em seus ouvidos. Era a calma enlouquecedora drogática.
As duas olhavam para todas elas e, num instinto natural, ambas ficavam condolescentes por elas, muito além da tentativa de ter pena. Apenas e simplesmente, naquele momento, se viam tudo na mesma altura, na mesma merda. Jogaram lixo em todas elas, agora elas compartilhavam desse lixo da ponydade. Era o lixo invisível, intoxico, porém letal.
O lixo se alastrava não só nas ruas, mas também nos corações e nas mentes daquelas potras sem calma e desespero. O edifício era feito de lixo, mas não elas sendo um lixo, mas um descartado ser de tudo. Era o que descartado fosse para os Deuses que pudessem cuidar. Um dia sonhavam que aquele lixo gerado seja uma oportunidade para uma amizade brotando do estrume na terra.
Mas nada disso importava... O que se via eram as mesmas potras, de novo... Todas naqueles tempos, os tempos do objeto defecado. Os cascos não estavam sujos, e por isso se sentiam mais nojentas do que nunca, porque era a limpeza que qualquer macho adorava de uma potra. Agora era hora de uma entrar... Era a hora de demonstrar mais limpeza do que apenas limpar uma casa. No final, continuaria limpa, mas sentindo-se nojenta.
As flores mortas do jardinzinho ao lado da entrada do edifício... Nunca pareceram tão moles como antes... Eram tão moles quanto a música amolecendo e acalmando os corações daquelas potras indiferentes. Talvez estas estivessem já mais conscientes e desiludidas, mas certamente se surpreendiam: Regurgitavam constantemente a própria dor.
Cavalgaram lentamente... Introspectana deu uma espiada distante numa janela do edifício, percebendo algumas movimentações nada especificadas. Subiram os degraus e entraram na porta. Era tudo tão frio quanto uma negociação, inclusive a campainha de loja na porta, com um sininho tocando imediatamente que entraram. O açougue estava realmente aberto...
Parecia uma bancada com caixa registradora ali na frente. Alguns enfeites de ferraduras pendurados na bancada e nas paredes complementavam. Em especial, havia um curioso quadro de uma pônei mostrando o flanco, com roupas íntimas. Intro olhou de um lado pro outro, procurando o potro que precisavam encontrar. Era o único potro dali, provavelmente.
Nem precisaram esperar: Ouviram cascos em chão e, num dos arcos, aparecia um potro gordo e velho, de crina amarelada e pelos marrom-sujo, complementados por olhos pretos e secos. Marca registrada: Um sifrão em frente de uma sombra de potra. O seu rosto marcava um semblante eternamente frustrado e safado.
-O que temos aqui... Seriam mais duas éguas para a cavalaria? – Falou, bem maliciosamente — ...Exceto por você, loirinha. Tu tá meio véia... Vai precisar meter os peito em dobro, viu? -.
-Não viemos pra essa porra pra nos abonar, velho tarado! -.
Tendo autoritariamente dito isso, a unicórnio partiu pra cima dele, dando um coice no rosto dele e o derrubando no chão, praticamente sentado como humano.
-Humm.... Tá especialista em dar prazeres exóticos, né safadinha? Tu vai ser mermo uma boa servinte, apesar de tu tá um museu, hein... Carne di segunda... -.
-Não entendeu o recado, né? Bom... Acho que Playhoof vai dar umas bela duma treta contigo se tu não pagar o picho dele! –
-Tá louca, meu? Eu pensei que aquela cavala que dei pra ele serviria de paga-picho, porra! -.
-Não me interessa. Apenas pague e... -.
-Não vou pagar, porra! Nem fudendo! – Interrompeu.
-Vai pagar sim, senão eu falo pra ele e... -.
-E o que ele vai fazer? Vai mandar tu pra me matar? Uma múmia veia que nem tu? -.
-É... E quem sabe preparar uma carne especial... De você... -.
A unicórnio apontou o seu chifre e correu, estocando o seu chifre na barriga dele, levando a um segmento de sangue passando pelo seu chifre e chegando à sua cabeça. Ele tinha ficado sem reação, mas respirando rapidamente.
-Urgh... Uh... ... u.... Ar.... – Gemia de dor.
-Eca... Carne podre e cheiro de merda de cavalo. Tu tá ruim, viu? – Ironizava a unicórnio – Blitz... Aproveita e pega a faca ali em cima do balcão enquanto seguro essa mula aqui! -.
A Pegaso andou até o balcão, pegando a faca. Nada respondia, mantendo aquele mesmo olhar distante desde que vira as potras servintes. Segurava de forma assassina a faca, olhando diretamente pro gordo caído.
-Então meu... Acho que agora tu vai pagar, né? Ou não?-.
-Você? Acha que vou pagar pra uma quenga que nem tu? Tu tá de zuera! Não pago mas nem fudendo! Tira esse chifre de mim! – Gritou, tentando fazer força para tirar-la — ... Caralho! Tu é forte, porra! -.
-Urgh... Vamos, Blitz... Crave a faca na sola esquerda dele antes que... Não consiga... – Falava, fazendo muita força contra o gordo.
Blitz rodopiou a faca no ar e, em milésimos, pegou a faca, levou para baixo e cravou profundamente ela na sola do casco do garanhão. Ele imediatamente gritou alto, sentindo uma forte dor e uma grande sensibilidade, dando vários choques em sua perna diante do trauma.
-AAAAAAAAí!... SHHH... AAAAAAAAAHHH CARALHO PORRA!!!!!!!!!! AAAAAAAARGHHH... SSHHH... AAAAAAAHH! -.
-E agora, vai PAGAR OU NÃO, SEU VIADO GORDO?! – Gritou a Intro, forçando o seu chifre contra ele.
-ESTÁ BEM! EU PAGO MEU! EU PAGO, MAS ME DEIXA EM PAZ AGORA! Que dor... Ahn... Shh... Ahn... – Começava a chorar um pouco.
Intro calmamente tirava o seu chifre, deixando a origem do sangu escorrer do seu chifre até o seu rosto, mostrando-se agora com um semblante sério, até mesmo de desprezo. Já a pegaso continuava a estar em puro desprezo todo aquele tempo, repugnando até.
-Vamos, Blitz. Vamos cair fora daqui antes que... Blitz? -.
A pegaso continuava a encarar aquele potro gordo, que estranhava que a potra das labaredas continuasse na mesma posição, com um dos cascos em cima da faca.
-O QUE FOI? VAI! PODE IR! EU VOU PAGAR PRA ELE DEPOIS! NÃO VOU MAIS ATRASAR! -.
Ela então deu pisão fundo na faca crava, virando-a pro lado e tornando o garanhão a gemer de dor, agora se contorcendo e cobrindo com os cascos a sua perna.
-AAAAAAAAAHHHH! VADIA! POR QUE FEZ ISSO?! AAAAAAAÍ! -.
-Pior do que a falta de lealdade, é a traição. Traição contra quem você deveria estar é ajudando por te ajudarem... Pior traição que alguém pode cometer... – Falou ela, bem baixo e brava.
E as duas caminharam para fora do estabelecimento, com todas as potras olhando elas, sem falarem algo. Agora a sujeira continuava na mesma, estagnada como nunca foi, mas já tendo sido. Os lixos se espalharam ainda mais, menos concentrado e se abriram para morrerão.
A morte instantânea era pior que macarrão ressecado em fogão de lenha: Era uma tentativa inútil de tentar reproduzir uma justiça inadimplente. Inadimplente porque, talvez, jamais aquilo tudo representaria o que a imagem mostrava. A imagem injusta, das potras injustas, mas também dos cafetões injustos.
Matarão a pedra com a pena. Talvez por isso Blitz continuava nesse seu macarrão interior: Era dura, leal, mas ainda sim, reprodutora de mortes e pôneis. Não se sabia se o que via era um sentimento instantâneo ou uma gozada de milésimos de segundo na dor inadimplente.
Talvez ela queira uma harmonia à sua forma...
E era assim a caminhada daquelas potras: Morreu daqui a pouco. E antigamente, continuando pestanejar persistente. Surpreendiam-se as flores mortas: Esquivaram do sangue carnal da porta derrubada, mas voltavam pelo viagem.
Viagem do sofrimento.
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-VAMOS, TOUCH! Que foi? Vai dar mole agora?! Vamos! Continue! -.
Era noite, chuvosa. As ruas estavam calmas, mas os ventos brigavam com os pôneis que estivessem à sua frente, especialmente a terrestre cinza, que estava a dar cascadas e coices no Clyaton, ambos brigando.
-Não importa se é macho ou fêmea, todos do clube tem que saber lutar! Vamos! – Gritava o presidente.
-Vamos, vadia! Tente me bater! – Provocava o terrestre roxo.
Touch se levantava do chão, bem machucada e com o casaco um pouco maltratado, e correu de novo pro terrestre, numa tentativa de cascada. Ele foi mais rápido: Deu um coice no rosto dela, fazendo-a voar e sair sangue do seu nariz.
-Que foi?! Tá ficando mole agora? Vai amarelar agora, é? Luta, porra! – Continuava a gritar o Plume.
“Que, por amor de Celestia, eu consiga esquecer a Intro dentro dessa minha nova vida um tanto quanto estranha... E dolorosa... Acho que não tenho outra escolha senão continuar com eles...”.
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