Intimacy

30 Capítulo 30


Notas iniciais
Gente! Primeiro, eu quero dizer que nunca imaginei que essa fic fosse chegar no capítulo 30! Tudo graças à vocês! Muito obrigada. Eu estou adorando o Diogo, haha. E quando eu achei que Manessa (?) ia navegar... afundou! rs Tadinha da Vanessa, tadinha da Marina. Não tá fácil pra ninguém. Só não tenho dó da Clara mais haha. Vanessa abusada!

– Interrompi alguma coisa? — Perguntou ao vê-la de roupão.

– Não, mas...

Passou por ela e entrou.

Marina suspirou. — Está fazendo o quê aqui, Vitória? Pensei que já tivesse ido embora.

– Não iria sem me despedir apropriadamente. — Passou a mão em seu queixo. — Tive que fazer uma viagem. Negócios. Sentiu minha falta?

– Não.

– Ai, Marina. Você costumava ser mais divertida. Pode tirar essa carranca aí que não combina com você.

– Olha, Vitória, está tarde, eu já estava na cama, eu preferiria que você voltasse outra hora! Ou nem voltasse. — Falou baixinho.

Vitória olhou para ela sorrindo.

– Já estava na cama? Aposto que está usando uma daquelas suas camisolas maravilhosas. — Andou em sua direção com um olhar de desejo. — Sexy! — Pôs a mão no roupão, mas Marina a deteve.

– Quando você vai entender que eu não quero mais nada com você? Eu amo a Clara. — Falou lentamente e se afastou.

– Ela não combina com você, Marina! Eu sim.

– Vitória, você.. — balançou a cabeça. — Não vale a pena você se meter no meu relacionamento por causa de uma noite.

– E quem disse que eu só quero uma noite com você?

– Por capricho, seja o que for. Eu sei que não passa disso, e não vai rolar.

– Por causa dessa sua namoradinha?

– Namorada. Sim.

Riu. — Por favor, Marina! Vai mesmo me trocar por ela?

– Não estou vendo a graça.

– Porque o que nós tivemos foi muito mais intenso.

Foi a vez de Marina rir, dando lhe as costas.

– E porque eu sei. — Se aproximou de novo. — Que se você deixar eu te lembrar. — Mais perto. — O quão bom nós éramos juntas. — Pôs a mão em sua cintura puxando-a para si e beijando seu pescoço.

– Vitória, para! — Se virou, saindo do abraço dela, mas ainda próxima.

– Não resiste à mim, Marina!

– Nossa história já acabou ó há muito tempo. E agora eu preciso que você vá embora.- Quis andar para longe dela, mas Vitória puxou a fita do roupão abrindo-o e usou sua outra mão para empurrar Marina contra a parede e assaltar sua boca.

Marina tentava empurrá-la, mas a mulher, que era mais alta, a mantinha presa na parede.

– Marina! — Clara gritou na porta vendo tudo.

Marina aproveitou distração de Vitória, a empurrou para longe e olhou para Clara assustada e depois para si mesma, percebendo a encrenca em que tinha se metido.

– Clara... — Marina fechou o roupão andando em sua direção. — Não é nada disso que você está pensando. — Falava apreensiva.

– Eu não estou pensando nada. Eu vi! — Falou alto e olhou para Vitória.

– Mas você não tem vergonha mesmo! Saiu de lá do quinto dos infernos só para vir fazer safadeza com a Marina? Sabendo de mim? Aliás, você nunca se importou com a minha presença na vida dela, não é mesmo?

– Não, Clara.. — Marina tentou pegar nela, mas ela se afastou. — Deixa eu explicar, pelo amor de Deus. Ela avançou em mim.

– Avançou em você? Avançou em você a noite inteira? E aí você vestiu essa camisolinha e o roupão para ela vir avançar em você na sala?!

– Clara, para! Olha só para ela, ela acabou de chegar.

– Ou já estava de saída!

– Não.. — Marina começou a chorar. — Por favor, me ouve. — Tentou por as mãos em seu rosto, mas ela se afastou novamente.

Clara também chorou. — E eu abrindo meu coração, sobre as minhas inseguranças para você e você me disse que era besteira e ainda me fez sentir mal pela desconfiança para você estar me traindo com ela o tempo todo. Como você teve coragem? — Sua voz falhou.

– Clara, pelo amor de Deus. Você não pode acreditar nisso. Você sabe que é tudo para mim.

– Clara.. — Dessa vez era Vitória.

Clara se virou num acesso de fúria.

– VOCÊ NÃO FALA COMIGO! — Foi até ela. — Não fala comigo, SUA VAGABUNDA. — Voou nos cabelos dela puxando e estapeando. — Eu te odeio.

– Claraaa. — Marina correu e a puxou por trás, afastando-a de Vitória. — Para com isso.

Vitória teve intenção de retrucar, mas Marina não deixou.

– NÃO ENCOSTA NELA!

Clara se debatia para que Marina a soltasse, mas pensou que a frase tinha sido para ela.

– Você está defendendo essa mulher??

– Não estou defendendo ninguém. Clara, não vale a pena. Para. — Tentava segurá-la. — VITÓRIA, SAI DAQUI AGORA. — Não saiu. — Clara, por favor. Me deixa falar com você.

Clara se soltou dos seus braços empurrando-a.

– Ela não sai, saio eu. Fica aí com a sua amantezinha. Eu não acredito que eu larguei tudo por você. Vocês se merecem. — Saiu apressada.

– Claraa! — Marina sentiu uma mágoa imensa ao ouvir aquela frase e quis ir atrás, mas Vitória não deixou, segurando seu braço.

– Marina.

– ME SOLTA. — Chorava muito agora. — VOCÊ NÃO TEM ESSE DIREITO. — Empurrou -a para longe, se soltando. — SOME DA MINHA VIDA. Eu não quero te ver nunca mais. — Passou as mãos no cabelo , desesperada. — Você não faz ideia do que foi conquistar essa mulher! Eu a amo! Um amor que nunca havia sentido por ninguém. O que nós tivemos não chega nem perto do que eu sinto por ela. — Apontava o dedo para ela. — Você já quebrou meu coração uma vez, não vai quebrar de novo tirando a Clara de mim. — Saiu correndo.

Marina olhou pela porta, mas não via Clara em lugar nenhum. Correu para dentro e pegou o carro dirigindo em direção ao bairro dela. Ela não podia estar muito longe, não poderia ter conseguido um táxi assim do nada, só podia estar correndo. Tentava dirigir e expulsar as lágrimas ao mesmo tempo tentando enxergar melhor, já que estava tão escuro. Não demorou muito e viu a figura de Clara.

Freou o carro de uma vez parando quase no meio da rua e correu até ela.

– Clara, meu amor, por favor. — Pôs a mão nela.

– ME DEIXA, MARINA. — Bateu em sua mão.

– NÃO! — Gritou assustando-a. — PAROU! Chega. — Segurou seus braços com força. — Clara olha para mim! Olha para mim!

– Como você pôde fazer isso comigo? — Deixou as lágrimas rolarem.

– Como você pode acreditar que eu faria? Pelo amor de Deus. Eu sei o que você viu, mas você só chegou na hora errada.

– Erradíssima! Aliás, desculpa interromper.

– Não. Para. Você vai me ouvir agora! — Falou com autoridade, o que fez com que Clara se calasse. Nunca tinha ouvido Marina falar naquele tom.

– Ela me atacou. Eu estava de roupão porque já estava deitada e me disseram que alguém tinha chegado, eu pensei que era você e disse que eu mesma receberia. Ela chegou e foi para cima de mim. Eu não queria, não queria. Clara olha para mim. — Chorava novamente. — Depois de tudo que eu fiz por você, depois de tudo que eu fiz para te conquistar. De tudo que eu aguentei, de todas as vezes que você falava no Cadu, de todas as vezes que ele me agrediu, não só verbalmente. Depois de todas as vezes que eu estampei meu amor por você para todo mundo ver mesmo quando vocês dois ainda estavam juntos! Como você pode achar que eu jogaria tudo no lixo por qualquer pessoa que fosse? Clara, eu te amo!

Clara chorava ouvindo suas palavras.

– Eu fiquei sem ação na hora, foi tudo muito rápido. Mas antes daquele beijo nós estávamos discutindo. Eu estava justamente dizendo à ela que não queria ninguém além de você na minha vida. Porque eu te amo. Eu sou louca por você desde a primeira vez que te vi, eu sou sua desde então. — Agora que Clara não tentava fugir mais, soltou seus braços e levantou seu rosto para que ela olhasse nos seus olhos.

– Olha nos meus olhos e diz que você não vê que meu amor é verdadeiro? Você é a mulher da minha vida. Eu quero.. eu quero você aqui em casa todos os dias, o Ivan, mais filhos, quem sabe uma irmãzinha? A gente pode engravidar, adotar, seja como for. Eu quero você fotografando comigo. Eu quero criar com você, quero envelhecer olhando para você. Eu quero você na minha vida completamente, para sempre. Você é a minha vida. — A abraçou. — Vocês são minha família agora, e eu quero muito muito mais. Com você, ninguém mais. Acredita em mim! — Pediu chorando.

Clara olhou para ela se acalmando. — Isso foi.. — limpou a garganta. — isso foi.. um pedido de casamento? — Falou meio brincando e meio séria.

Marina riu, ainda chorando. — Não era pra ter sido. Não assim — Jogou as mãos pro ar — no meio da rua, no meio da noite, esbravejando. E nem agora porque você mal saiu de um casamento, eu não sei.. não sei se você já quer se jogar em outro assim. Mas.. — respirou fundo, tentando controlar as suas lágrimas. — É claro que eu quero me casar com você, Clara Fernandes. — Olhou para os lados.

Clara puxou seu rosto e a beijou de forma suave e desesperada ao mesmo tempo.

Marina soluçou abraçando-a forte.

– Não duvide do meu amor. Não sai correndo de mim novamente, por favor.

Clara a segurava forte. — Desculpa, desculpa.

Marina assentiu.

– Vamos embora, vem! — Pegou sua mão.

– Não sei, acho melhor eu não ir pra sua casa, depois aquela mulher ainda está lá.- Já estava se exaltando novamente.

– Não é possível que ela não tenha um pingo de decência. Depois dessa confusão que ela causou, depois de tudo que eu disse… Não deve estar.

– Se estiver… eu quebro a cara dela, Marina! Você não venha me pedindo para não tocar nela, não.

– Foi pra ela que eu disse isso, sua boba. Não queria que VOCÊ — segurava seu rosto — se machucasse. — E não vale a pena fazer com ela, o que o Cadu fez comigo. — Falou triste. — Mas se ela ainda estiver lá, eu te dou uns dois minutinhos antes de apartar a briga de novo. — Riu. — Agora vem, por favor. — Fez beicinho. — Eu preciso de você.

Notas finais
Ceninha típica de novela, eu sei! Mas faz parte, haha.