Intimacy

31 Capítulo 31


Notas iniciais
E não é só Manessa que está afundando não, heim gente? Ai ai. T.T

Sílvia e Cadu jantavam juntos num restaurante.

– Eu me sinto mais aliviada, agora que está tudo resolvido, sabe?

Cadu só olhou para ela.

– Você ainda está com raiva da Clara, né?

Cadu suspirou. — Estou feliz de estar com você, Sílvia. — Pegou sua mão.

– Eu também estou feliz. Sem querer me meter, mas já o fazendo. Desiste de tomar o Ivan dela. Quanto mais amigáveis vocês se manterem, melhor pro Ivan. E uma disputa de guarda não vai ser nada amigável. Pensa no pequeno. Além disso, você pode ganhar, mas também pode perder. O acordo de vocês está ótimo do jeito que está. Vocês têm muito mais liberdade. Deixa assim. Você não vai ser menos pai dele por não morar com ele. E ele vai poder dormir na sua casa sempre. Vai poder passear com a gente. — Acariciou sua mão. — Não ponha seu filho no meio de uma vingança, Cadu. Você sabe que se trata apenas disso, sabe que Clara é boa mãe.

Cadu olhou para ela.

– Desculpa me meter.

– Não. Você está certa. Não posso confundir as coisas e querer disputar o amor do Ivan dessa maneira, de uma maneira que possa machucá-lo.

– Você não tem que disputar o amor dele. Ele te ama.

– Eu só.. ainda não passou a minha raiva pela Marina, sabe? Desculpa.

– Tá tudo bem. — No entanto, Sílvia claramente não gostava do fato de Cadu não ter superado totalmente o fim de seu casamento ainda. E ele percebia.

Cadu sorriu. — E acho que há males que vem para o bem mesmo, né? No meu caso tive que perder a esposa para outra mulher e quase morrer para te conhecer. E ainda tive que te disputar com dois! Mas que mulher difícil! — Riu.

Sílvia sorriu, acariciando seu rosto. — Muito difícil. — Beijou — o.

Assim que se aproximaram da casa, viram uma forma que Marina logo reconheceu como Vitória.

– Eu não acredito. — Disse suspirando.

Parou o carro e Clara já desceu em direção à ela.

– Calma. — Vitória colocou as duas mãos na frente, dando passos para trás. — Eu só fiquei para me desculpar.

Clara parou, mas continuava encarando-a, com seu tórax subindo e descendo rapidamente.

– Desculpa, Marina. Desculpa, Clara. Está mais do que claro agora que você é especial. Parabéns, e aproveite. Espero que sejam muito felizes. — Saiu.

– Nós seremos! Principalmente agora que você está indo embora, e eu espero que para sempre! — Clara gritou.

Marina entrelaçou seus dedos e entraram em casa.

– Sorte dela que eu parei para ouvir. Devia ter enchido a cara dela de tapas.

Marina riu e beijou seu rosto. Subiram para o quarto. Tirou seu roupão, chamando toda atenção de Clara para ela. Marina sempre conseguia estar mais e mais sexy, não importava o que usasse. Mas essas suas camisolas pretas sempre encantaram Clara.

– Ai, me conta! Como foi com a assinatura do divórcio?

– Hmm? Tudo bem, e adivinha só? Carlos Eduardo está namorando a doutora Silvia, médica dele.

– Jura?

Clara assentiu. — E se você me perguntar, eu acho que isso é mais velho do que a gente imagina. Mas deixa pra lá.

Marina ficou séria. – Clara, você se arrepende? De tudo, de ter deixado seu casamento, sua estabilidade?

– Não, meu amor, não. — A abraçou. — Desculpa ter falado todas aquelas coisas para você. Eu perdi a cabeça, mas eu não estava falando sério, eu só.. estava magoada, doeu te ver com ela. Doeu muito.

– Eu até te entendo. Também perderia a cabeça se te visse com outra, ou outro. Minha coisinha. — Acariciou seu rosto. — Eu sentia ciúmes do Cadu! Mesmo quando vocês ainda estavam juntos e eu não tinha o mínimo direito.

– Tinha sim, todo direito. Como você mesma diz, com nós foi um encontro de almas. — Marina sorriu.

– Aliás, eu vim aqui com uma surpresa para você.

– Hmm, adoro surpresas! — Sorriu animada.

– Senta aí, na cama.

Marina se sentou olhando para ela ansiosa.

Clara olhou no fundo de seus olhos e abriu os botões do sobretudo lentamente. Marina intercalava entre olhá-la nos olhos também e olhar para o que estava prestes a ser revelado. Assim que Clara abriu o sobretudo, Marina ficou boquiaberta.

Por um tempo não conseguiu falar. — Meu Deus, Clara. — Olhava para ela com desejo e admiração. — Linda. Você.. está linda!

Marina já ia se levantar, mas Clara sinalizou para ela permanecer. Terminou de remover o sobretudo, soltou seu cabelo e andou até ela. Marina sentia sua boca ficando seca, absorvendo toda aquela visão de Clara usando a lingerie preta com cinta liga. Assim que chegou mais perto, estendeu suas mãos puxando-a pelo quadril.

– Você está maravilhosa! — Beijou sua barriga e deslizou suas mãos para sua bunda.

Clara passou a mão no seu cabelo sorrindo.

– Gostou?

– Demais! — Falou passando o dedo em seu abdome, causando contrações involuntárias.

Clara mordeu o lábio inferior, ainda sorrindo e subiu na cama sentando em seu colo.

Marina subiu as mãos para suas costas, trazendo Clara mais para perto para poder beijar sua clavícula e depois passou a língua em seu pescoço até a orelha.

– Marina..

Cochichou em seu ouvido. — Vai me enlouquecer só de olhar para você! — Afundou as unhas em suas costas, puxando para baixo. — Minha gostosa.

Clara passou as mãos em seus ombros puxando as alças da camisola para baixo, deixando os seios de Marina descobertos. Mas não por muito tempo, pois logo substituiu o tecido por suas mãos e gemeu ao sentir seus mamilos eriçados.

– Me beija!

Clara abaixou seu rosto dando-lhe um beijo cheio de paixão.

– Te amo.

– Te amo. — Marina lhe deu um beijo de esquimó antes de beijá-la novamente.

Clara forçou seu corpo deitando Marina.

– Espera. Fica aqui! — Marina se levantou, deixando que a camisola saísse e saiu do quarto.

– Ah! Mari.. — Já tinha saído.

– Me deixa registrar você. — Voltou com uma câmera. Subiu em cima dela, com os joelhos ao lado do corpo de Clara e fotografou.

Clara sorriu e começou a fazer caras e bocas sedutoras para ela, passando a mão em seu corpo.

Marina se abaixou beijando seu rosto, seu pescoço e tirando várias fotos das duas, terminando com um beijo apaixonado, durante o qual pôs a câmera de lado.

– Minha linda. Tá linda. Mas agora.. eu quero tirar tudo isso. — Sentou Clara na beirada.

Marina saiu da cama e, lentamente, tirou as sandálias de Clara e beijou seus pés. Puxou a cinta liga para baixo vagarosamente e subiu beijos pelas suas pernas, passando também as unhas. Clara passava as mãos em seu cabelo sorrindo e se sentindo cada vez mais excitada. Os lábios de Marina finalmente chegaram até sua virilha e ela fechou os olhos em antecipação, tombando a cabeça para trás, mas nada aconteceu.

Abriu os olhos e Marina estava lá com um sorriso encantador, a encarando.

– Palhaça! — Sorriu. — Fica brincando comigo!

– Desculpa, amor. — Riu e beijou seus lábios. Se abaixou novamente e finalmente fez o que Clara tão queria. Beijou seus lábios maiores e usou a língua para separá-los.

– Hmmm, Marina.. tão bom. — Clara se deitou e abriu mais as pernas para receber sua língua.

Marina movia de baixo para cima lentamente e então penetrou-a com sua língua, sentindo Clara agarrar em seu cabelo com mais força, puxando-a mais para si.

– Marinaa.. — rebolava agora.

Substituiu sua língua por dedos e dedicou a atenção de sua boca ao clitóris de Clara, mantendo um ritmo torturante.

– Maiss, maiss

Colocou mais pressão na língua e sentiu Clara tremer toda. Acelerou seus movimentos e não parou até que sentiu Clara gozando em sua boca, enquanto gemia descontroladamente. Sugou todo o líquido que pôde e se levantou.

– Gostosa. — Falou usando seus dedos para limpar seus lábios, e subiu em cima de Clara que sem cerimonia alguma a penetrou, deixando que ela ficasse por cima.

Marina abriu a boca num "o" com o prazer repentino.

– Já te disse o quanto você é ainda mais linda assim? Com essa carinha de desejo.

Marina rebolava em seus dedos enquanto apertava seus seios. Clara se sentou, ainda segurando Marina e se beijaram várias vezes, separando os lábios apenas para respirar.

Clara começou a estocá-la com mais força e ela não aguentou, colou seus corpos se agarrando nos braços de Clara.

– Ai, meu amor. — Marina mordeu seu pescoço chegando ao seu clímax.

– Te amo.

– Te amo mais. — Marina falou.

– Não ama não!

Marina riu.

Deitaram, ainda na mesma posição, e permaneceram assim por algum tempo, curtindo a sensação de estarem nos braços uma da outra. Clara lentamente desenhava padrões com seus dedos nas costas de Marina que estava completamente imóvel. Já estava quase amanhecendo.

– Marina? Tá dormindo?

Marina roçou o nariz em seu pescoço. — Unhum.

Clara riu. — Você estava falando sério?

– Mais provavelmente que sim. Sempre falo sério, mas sobre o quê, Clarinha? — Riu.

– Sobre.. sobre passar o resto da sua vida do meu lado.

– Claro que sim. — Se levantou. — Você ainda pergunta? É tudo que eu mais quero.

Clara abriu um sorriso imenso, puxando-a de volta para seus braços.

– E você?

– Hmm?

– Posso considerar aquele beijo.. um sim?

Clara ajustou seus corpos para poder olhar em seu rosto.

– Sim. Sim. Sim. Sim. Mil vezes sim. — Beijou-a de novo até que sentiu um gosto salgado no beijo. Marina estava chorando.

– Não chora. — Enxugou suas lágrimas.

– Lágrimas de felicidade! — Passou a mão em seu rosto e se levantou. — Vem cá. Puxou os lençois cobrindo as duas. Vem ver o dia chegar.

Foram até a sacada e viram a cor do céu se transformando.

Clara olhava para Marina que estava completamente perdida na paisagem.

– Sabe que eu nunca tinha visto o sol nascer assim?

– É muito mais bonito nascendo do que se pondo. Quer dizer, eu adoro aquela mistura de cores do fim da tarde, da noite se aproximando. Mas, assim é o nascer de um novo dia, uma nova esperança, uma nova chance.

– Uma nova vida. — Clara pegou sua mão.

Ficaram em silêncio contemplado o resto do fenômeno.

– Espere aí. — Marina se afastou, mexeu em uma de suas gavetas e voltou com um sorriso bobo no rosto.

– Que foi?

– Já que eu não consegui me segurar mesmo. — Olhou para cima zombando de sim mesma. — E já que você já disse sim mesmo. E olha! — Passou a mão em seu queixo. — Agora não tem mais volta, heim? Meu coração tá aqui, ó. — Tocou no peito de Clara. — E eu não aceito devoluções.

– Nem eu quero devolver. É meu. — Clara desceu a mão pelo seu braço para entrelaçar seus dedos, mas acabou encontrando um objeto no meio do caminho. Olhou para baixo.

– Comprei há alguns dias atrás. — Mordeu seu lábio inferior e se ajoelhou.

– Marinaa.. — Clara falou docemente sentindo seus olhos se encherem de lágrima.

Marina abriu a caixinha.

– Casa comigo? Me faça a mulher ainda mais feliz do mundo. — Sorriu.

Clara se abaixou também, se jogando nela, e as duas quase caíram, rindo.

Marina pegou uma das alianças e pôs em seu dedo.

Clara, que agora chorava, repetiu a ação.

– Pra sempre?

– Pra sempre!

Trocaram um beijo carregado de emoções.

Notas finais
Pessoas lindas, muitíssimo obrigada por acompanhar a história e me animar com os comentários de vocês. Foi muito importante para mim! :) Termino a fic por aqui. Beijinhos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!