Intimacy

21 Capítulo 21


Notas iniciais
Gente, como foi fofinho o capítulo de ontem com a Clara toda família! Acho que vou escrever Cladu! hahaha Minha irmã me perguntou qual é o esmalte da Clara, que tem durado a novela inteira huahauha. Né?

– Claro que eu preferiria se meus pais ainda estivessem juntos. — Falou para Marina e então olhou pra Clara. — Mas vocês só brigavam e você não tava feliz, né, mãe? Mas eu também gosto da Marina.

Marina o abraçou. — Ivan, você não sabe como isso é importante para nós.

– Claro que eu sei. Agora que eu sou o homem da casa, você só pode namorar minha mãe porque eu dei minha benção. — Falou brincando.

– Isso mesmo, meu filho. Cuida da sua mãe. — Riram.

– Agora eu sei porque meu pai não gosta de você. — Passou a mão em seu rosto. — Mas vai passar.

– Meu filho, agora que você sabe, você tem que entender que seu pai vai tentar fazer você não gostar da Marina. Ele pode te dizer que coisas que não são verdades.

– Tipo o quê?

– Ah, não sei, Ivan. Mas ele pode tentar, aí você fala com a gente antes de qualquer coisa, tá bom?

– Tá bom.

– Agora vamos botar esse menino na cama, pelo amor de Deus! — Abraçou Ivan rindo. — Vamos lá.

Deitaram Ivan na cama e cada uma lhe deu um beijo de boa noite. Voltaram para a posição que estavam no sofá antes de Cadu aparecer.

– Deixa eu ver seu rosto.

– Eu tô bem, Clara. O importante é que o Ivan reagiu bem. — Sorriu e lhe deu um selinho.

– Reagiu melhor que todo mundo da família, meu bichinho. Mas não é de hoje que ele vem falando que percebe que eu sempre estou mais feliz quando estou com você. — Clara se aninhou em Marina novamente. — Você não vai embora, né? — Olhou para ela.

Marina fez uma carinha.

– Ah, Marina, fica. — Fez beicinho.

– Tudo bem, eu aguento um sofá.

– Que sofá? A gente dorme na cama.

Marina fez uma careta pensando em Cadu.

– Melhor não, né? — Riu. — Vem cá, eu faço uma cama improvisada, mas confortável, para nós aqui na sala. — Se levantou puxando sua mão.

Marina foi quem acordou primeiro, estava abraçada com Clara, de conchinha. Sorriu. Era muito bom finalmente não acordar sozinha, e, melhor ainda, do lado dela. Deu um beijo em sua cabeça e depois tirou seu braço levemente para não acordá-la. Virou para o outro lado, ficou pensando na noite que tinham vivido. Olhou as horas, já era tarde.

Ivan também já tinha acordado. Saiu do seu quarto de fininho e viu a cama improvisada na sala. A mãe dormindo e Marina virada para o outro lado. Era estranho não ver seu pai ali, com certeza sentiria muita falta disso, mas a presença de Marina não incomodava, e se fosse para todos serem mais felizes, tudo bem. Seu pai não estava feliz, claro. Mas passaria. Andou de fininho até as duas e se jogou na “cama”.

– Bom dia!

Clara se sentou assustada. — Ivan, que susto, menino. — Sorriu.

Marina rindo abraçou o menino e começou a lhe fazer cócegas.

– Bom dia, coisa linda. Quer matar sua mãe do coração? — Riu.

– Ah, já tava na hora de acordar, né, mãe? — Beijou seu rosto e a abraçou.

O resto do fim de semana foi tranquilo. Marina foi para casa logo após o café da manhã, os três se encontraram mais tarde para tomar sorvete, e não havia sinal de Cadu.

– Cadu, você perdeu a cabeça? — Nando falou.

– Perdi, Nando, perdi. Eu errei, reconheço, mas foi na hora da raiva misturada com álcool. — Passava a mão em seu rosto.

– Olha só, vou te dar um conselho como amigo e como advogado. Deixa isso de querer a guarda do Ivan de lado, pelo menos por enquanto. Deixa a poeira abaixar. Esse tipo de divórcio com briga por guarda é muito doloroso, principalmente para a criança. E você não tem um caso muito bom nas mãos.

– Como não, Nando? A Clara…

– A Clara diz que só ficou com a Marina mesmo depois de já ter falado com você, diz que não te traiu e não tem como você provar que traiu. Você tá começando o bistrô agora, nem tem horários definidos ainda. Já era meio avoado casado, como você vai cuidar do Ivan na sua casa sozinho? Tô do seu lado, mas a Clara é boa mãe, os horários dela são mais definidos. O Ivan é louco por você, você sabe disso, mas criança nessa idade, cara… é mãe. Não vai ser fácil pro Ivan sair da casa da mãe. Pensa no seu filho. Além do mais, agora depois dessa babaquice sua aí, se elas decidirem reportar….. O negócio vai ficar feio. Clara tem mais chances do que você, o juiz não vai te dar a guarda do Ivan só porque ela está com uma mulher. O mundo mudou. E como você mesmo disse, o Ivan gosta da Marina. O melhor para você é largar essa ideia de lado e combinar com a Clara, sem justiça no meio, como vocês vão dividir o Ivan. A Clara não vai sacanear com você. Parem de brigar, aceita, dá logo o divórcio pra ela, insistir agora vai ser humilhação. Escuta o que eu tô te dizendo. Na conversa é tudo mais fácil do que na justiça. Se você acha que Marina é má influência pro Ivan, e eu concordo, você pode até tentar alguma coisa depois. Mas depois. Depois desse tapa aí, você perdeu toda a razão, espere a poeira abaixar.

Cadu ouvia tudo pensativo. Não gostava, mas sabia que Nando tinha razão. E era humilhante. Não gostava nada de abrir a mão de tudo assim, sair perdendo tudo pra Marina, estava com o orgulho ferido. Mas não podia ferir Ivan também. Ivan era o mais importante nessa história toda. Uma lágrima rolou em seu rosto e ele correu em limpar. Não seria mais humilhado.

A semana começou normalmente, Cadu ainda não tinha dado sinal de vida, o que deixava Clara preocupada e Ivan com saudades. Até que ele resolveu aparecer. Clara e Ivan estavam chegando da escola e ele estava na porta.

– Pai.. — Ivan correu e o abraçou.

– Que saudade, meu filho. — Abraçou forte.

– Oi, Cadu. — Clara falou séria.

– Oi, Clara. Eu preciso trocar uma palavra com você. Vai ser rápido. — Pegou Clara pelo braço para se afastarem do Ivan.

– Você tem certeza disso? É isso que você quer?

– Tá falando do quê, Cadu?

– Você sabe. O divórcio, a.. fotógrafa, isso tudo. É isso que você quer?

– É. Já deixei isso bem claro.

– Depois você procura o Nando, então. Ele vai cuidar da papelada.

Clara estranhava esperando outra ameaça.

– Quero levar o Ivan lá na casa que aluguei, me ajudar com a mudança, quem sabe ele dorme lá hoje.

– Pode, mãe? — Ivan perguntou animado.

– A gente pode começar pelo seu quarto novo. — Cadu falou fingindo animação.

Clara ficou olhando para Cadu.

– Cadu..

– E depois a gente conversa sobre horários, essas coisas.

– Assim? Sem ameaças?

– Sem ameaças. Mas nós vamos discutir isso. — Abaixou a voz. — Eu ainda não acho que essa Marina seja boa influência para o meu filho. Vê se pelo menos vocês não ficam se esfregando na frente do menino. Nós vamos conversar. Eu ainda sou pai dele e tenho o que dizer sobre sua criação. — Se afastou. — E aí? Vamos lá, filhão? — Pegou no seu ombro.

– Ivan, espera. Tem que pegar roupas, cara. Vai lá fazer uma malinha. Não esquece escova de dentes.

Ivan entrou.

– Obrigada, Cadu.

– Espero não me arrepender.

– Não esquece o material do judô. — Clara gritou para Ivan. — Não vai. Não esquece…

– Não tô esquecendo.

– Vai ser melhor assim, você vai ver. — Pôs a mão em seu ombro, e Cadu se afastou.

– Vamos, Ivan.

Clara deu um beijo de despedida no filho.

Os dois saíram e, embora estivesse feliz com a mudança repentina de Cadu, não deixava de se preocupar depois de todas aquelas ameaças, mas sabia que no fundo Cadu era boa pessoa.

Clara chegou no estúdio dando um abraço de surpresa em Marina.

– Clarinha, que surpresa boa. — Virou para beijá-la. — Já estava com saudades. Cadê o Ivan?

– Você não vai acreditar. Cadu apareceu, levou Ivan.

Marina arregalou os olhos preocupada.

– Não. — Clara sorriu. — Não assim, né, Marina? Senão eu estaria aqui igual um furacão. Foi numa boa, disse que quer conversar sobre horários, essas coisas, levou Ivan para ajudá-lo com a mudança.

– Que bom, isso é bom. — Sorriu. — Quanto menos briga, melhor pro Ivan e o coitadinho já viu brigas demais.

– Pois é, foi todo animado arrumar seu quarto novo.

Clara a beijou novamente e Marina pôs a mão em seu pescoço.

– Hmm, sabe do que eu estou com saudades?

– Sei. — Clara disse sorrindo e empurrando Marina em direção ao quarto.

– Sei bem. — Clara repetiu jogando Marina na cama.

Clara começou a tirar sua roupa enquanto Marina observava da cama, com um sorriso no canto da boca. Quando ela estava só de lingerie, Marina não aguentou mais e a puxou pra cama também. Clara sorriu e elas se beijaram apaixonadamente.

– Sabe o que eu quero fazer hoje? — Clara falou baixinho enquanto a despia.

– Hmm?

Clara olhou para ela com um sorriso malicioso.

Quando Marina já estava na mesma situação que ela, abaixou-se para tirar sua calcinha, mas não sem beijá-la por cima da calcinha antes, demonstrando suas intenções.

– Tem certeza?

– Tenho. Quero provar, experimentar de tudo com você. — Beijou de novo e Marina se rendeu, deitando na cama de olhos fechados.

Clara estava nervosa, mas queria muito. E assim que encostou a boca em Marina, o nervosismo passou. Era bom, ela tinha um gosto bom. E melhor ainda era sentir e ouvir Marina gemendo e se contorcendo sob sua língua.

Notas finais
:(((((( Perdemos a superliga. Jogaço, minhas meninas, mas não deu. T.T Chorando pro resto dia, chateadíssima.