Intimacy

22 Capítulo 22


Notas iniciais
Que gracinha a Clarinha pensando na Marina ontem! Não sei qual das duas me define mais: a Marina com preguiça de sair da cama ou a Clara reclamando da corrida! hhauhauhaha FELIZ PÁSCOA, GENTE!

Ivan ajudava seu pai a desfazer algumas caixas de mudança.

– Ó, seu quarto vai ser aqui.

– Da hora, pai.

– Só que eu ainda tenho que comprar uma cama pra você, então hoje você dorme comigo.

Ivan assentiu.

Os dois trabalhavam juntos. Se bem que Ivan mais assistia do que ajudava, na verdade.

Assim que terminaram de montar o quarto de Cadu, ele parou e ficou olhando com uma expressão triste. Ivan o abraçou.

– Pai..

– Oi?

– Não fica triste. Sabe o que eu acho? Que se a mamãe e a Marina estão tão felizes, o senhor vai ser também.

Cadu se afastou.

– Não quero falar dessa mulher, Ivan.

– Eu queria que vocês não brigassem mais. — Falou cabisbaixo.

Cadu olhou para o filho se lembrando da sua expressão quando o viu esbofetear Marina.

– Filho, é.. é complicado.

– Eu sei. Mas olha só hoje, você e a mamãe não brigaram e foi bom, até vou dormir aqui. Já estava com saudades. Não briga mais com a minha mãe, ela promete que também não briga se você não brigar.

Cadu sorriu com a inocência do filho e recebeu outro abraço.

– Tenho certeza de que se ninguém brigar, a gente pode todo mundo ser feliz de novo.

– Todo mundo? Eu aqui sozinho, Ivan?

– Não tá sozinho, ué. Eu vou vir sempre aqui, e tenho certeza que o senhor arruma namorada logo. Aí, eu posso ter dois pais e duas mã… — Parou. — Um pai e três mães. — Falou franzindo o cenho e deixando Cadu incomodado.

– Não quero falar sobre isso. — Passou a mão na testa. — Vamos lá, vamos arrumar a sala agora.



Clara e Marina estavam nuas, abraçadas na cama.

– Nunca na minha vida eu imaginei que fosse ser tão bom assim ficar com uma mulher.

Marina sorriu. — Ficar com uma mulher, não! — Beijou-a. — Ficar comigo, só comigo que é bom assim. — Beijou-a de novo, sorrindo.

– Isso é ciúme, dona Marina Meirelles? — Clara ria.

– Só serviço de informação.

Clara beijou seu ombro. — Sua boba.

Marina acariciava seu braço.

– Amanhã nosso horário aqui no estúdio está bem leve, quase não tem o que fazer. Você já tem algum outro compromisso? — Clara perguntou.

– Não, por quê? Vai me convidar para alguma coisa? — Falou animada.

– Vou. Amanhã tem tipo uma competição na escola de judô do Ivan. Ele vai lutar.

– Sério? — Marina olhou para ela sorrindo. — Que legal, ele deve estar super ansioso.

– Tá muito animado. É a primeira da faixa dele.

– Ah, mas não sei se eu devo ir não, Clara. O Cadu vai estar lá.

– Vai. Mas, vaaaamos, Marina. — Falou dengosa. — O bichinho vai amar te ver lá. O Cadu que te engula. — Riu. — Vamos?

– Tá bom. — Riu. — Eu também vou adorar.

Clara sorriu comemorando e subiu em cima de Marina de novo beijando seus lábios e pescoço.

– Gostou?

– Amei. — Sussurrou e beijou Marina de novo.

Durante o beijo, Marina a surpreendeu tocando seu sexo que estava bem molhado.

– Hmmm, tô vendo que gostou mesmo.

Clara sorriu tímida se escondendo em seu pescoço e dando uma mordidinha.

Marina penetrou Clara com seus dedos, que gemeu em seu pescoço.

– Aah, Marina…. você me enlouquece. — Mordeu sua orelha.

Não foi difícil para Clara chegar lá. O toque, o olhar de Marina era intoxicante. Permaneceu naquela posição, colada em Marina, sentindo o sono chegar.

– Que delícia dormir com você. — Se aninharam.

– Bem que podia ser todo dia, né?

Clara olhou para Marina.

– O quê? É verdade. — Sorriu e fechou os olhos.

Clara ficou pensando nas palavras de Marina. "Todo dia."



– Acorda, dorminhoca. — Clara beijava sua mandíbula.

– Hmmm.. — Marina resmungou sorrindo.

– Acorda, meu amor.

– Muito cedo. — Falou quase em outra língua, virando de lado.

Clara riu. — Muito cedo, mas a gente tem compromisso, esqueceu?

Marina se levantou de uma vez. — A luta do Ivan! A gente não pode perder. Vem! — Já estava fora da cama.

Clara olhou para ela com uma cara que dizia ‘Não era eu que estava dormindo até dois segundos atrás’. Sorriu e a seguiu.

No caminho, Marina dirigia com uma mão só no volante enquanto a outra segurava a mão de Clara. Trocavam sorrisos a viagem toda. Pararam no sinal, Clara olhava o movimento na rua e Marina baixou os olhos para as pernas da morena, que estavam de fora. Teve uma ideia. Subiu sua mão pela coxa de Clara subindo um pouco o vestido. Imediatamente, Clara ficou vermelha, tirando sua mão.

– Tá doida, Marina?

Marina riu do seu nervosismo e Clara beijou sua mão.

Chegaram na escola de judô e foram direto para a área da competição. Imediatamente Clara escaneou a quadra procurando por seu filho. Quando não o encontrou, procurou de novo, e nada.

– Ué, cadê….

– O Ivan não está aqui, Marina. — Foi interrompida. Clara olhou o relógio e começou a ficar nervosa. O evento já tinha começado e todos os outros alunos já estavam lá. Ela levava Ivan todos os dias, os conhecia bem.

– O Ivan não está aqui. — Clara estava nervosa. — Ele não tá aqui. — Falou um tom mais alto.

Marina percebeu a perturbação na sua voz.

– Calma, deve ter sido o trânsito….

Clara não conseguia ouvir as palavras de Marina, só ouvia Cadu: “Se você insistir nisso, eu tiro o Ivan de você. E você nunca mais vai ver o seu filho.” Seu coração batia audivelmente no peito. Não estavam lá. Devia ter desconfiado da mudança repentina no comportamento de Cadu. Seu filho não estava lá. Marina viu que Clara estava entrando em pânico e quis ajudar, mas não sabia o que fazer.

– Clara. — Marina tentava fazê-la olhar para ela.

Clara olhou para Marina assustada com os olhos se enchendo de lágrimas.

Notas finais
Feliz aniversário de novo, Alice. :)