Inside

32 Post Mortem...


Notas iniciais
POR FAVOR, LEIAM AS NOTAS FINAIS TAMBÉM! ^-^ Boa noite! Olha ao nível que cheguei, começarei pedindo desculpas, porque eu odiei esse capítulo e acho que ele tá bem porcaria, então tirem suas conclusões.. HUSAHUSUHAUH.. Bom, tenho bons e maus assuntos para debater... Ah, recado para quem favoritou a fic ou marcou nos acompanhamentos e nunca comentou: eu to vendo isso, e não gosto nem um pouco. Mas antes, quero agradecer a todos que comentaram no capítulo passado. Acreditem, vocês fizeram minha vida mais feliz... Enfim, é o seguinte, pessoal... Eu tenho procurado separar a vida pessoal da minha vida como autor... Digo, emocionalmente. Problemas de um não afetam o outro, se é que me entendem. Mas, ultimamente, não tá dando mais. Não to mais aguentando, sabem? Então, para o meu bem, e para o bem da história, vou dar um tempo da escrita, de novo. Eu preciso de um tempo pra aliviar a cabeça, porque ela tá pesando ao ponto de quase fazer com que eu cometa a maior bobagem de todas, se é que me entendem. Tá difícil. Peço desculpas, mas o próximo capítulo demorará a sair. Eu espero que me entendam, e que me perdoem. Não gosto de desapontar vocês, de verdade.. =/ MAS TEM COISA BACANA TAMBÉM, E SOBRE ISSO, FALAREMOS NAS NOTAS FINAIS! Vamos ao capítulo, o resto conversamos depois...

Divididos em alguns carros, o pequeno grupo partiu, a maioria para a mansão Namikaze. Sasori, em seu carro, levou Tenten para sua casa. Ela queria acender alguns incensos em nome do loiro falecido. O ruivo que dirigia estava exausto, então quando deixou a moça em casa, seguiu para a sua própria. Queria apenas dormir um pouco, e ele não era o único. Estavam quase todos no limite.

Já na mansão, Naruto hesitou em passar pela porta. Ficou algum tempo parado a um passo do interior da casa. Quando finalmente tomara coragem, vinda junto com um suspiro profundo, ele entrou e fez o mesmo na sala. Parou-se e fitou ao seu redor, em silêncio. Sem dúvidas, aquele lugar não seria o mesmo sem Minato. Por maior que fosse a casa, ela nunca parecia vazia quando o mais velho estava por perto. Agora, aos olhos do menor, estava tudo vazio e frio, como aquela sensação que fica quando uma grande nuvem cobre o sol.

– Tudo bem, Naruto? – Sasuke perguntou apreensivo, pondo as mãos sobre os ombros do menor.

– Tudo sim... – Respondeu avoado. – Só que... Será bem diferente sem ele. – Calou-se por alguns instantes novamente. – Eu vou dormir um pouco.

– É isso o que você precisa agora. – O moreno concordou. – Não quer comer nada antes?

– Não, tudo bem. – O menor murmurou, andando até a entrada do corredor. – Você vem? – Perguntou a Sasuke.

– Logo eu vou, sim. Não se preocupe.

Naruto apenas assentiu com a cabeça e foi rumo a seu quarto, onde tirou as roupas mais pesadas e deitou-se em sua cama. Se não fosse a exaustão, teria ficado pensando no acontecido por horas. Mesmo estando na metade da tarde, o loirinho apagou. Mei fez o mesmo. Sem dar muitas satisfações, foi até o quarto, que antes dividia com Minato, e trancou-se lá. Tsume compartilhou da ideia e se recolheu em seus aposentos. Não sozinha, mas com uma garrafa de uísque. Tinha certeza que se fosse o contrário, Minato faria o mesmo.

Na sala de jantar, que sempre usavam para confraternizar, restaram Itachi, Sasuke e Konan, que passava café para todos, porque Kiba e Gaara também foram atrás de um pouco de descanso. O ruivo acompanhou o namorado até o quarto, onde tirou seus tênis e casacos. Também o deitou e o cobriu. Kiba precisava ser um pouco paparicado agora. Mas, Gaara sabia que quando o moreno estava instável, era melhor se afastar.

– Eu vou... Tomar um café, e meus remédios também. – O ruivo falou, inventando uma desculpa para ficar longe. O moreno era impulsivo, e provavelmente dispararia grosserias, como sempre, as quais ele não queria ouvir. Mas, Kiba sabia surpreender tanto quanto sabia ser grosseiro.

– Ok, mas não demore, por favor. – O moreno ditou com a voz um tanto abafada pelo travesseiro. – Preciso de você agora.

Gaara ficou estático por alguns instantes. Sorriu e assentiu, deixando o quarto, alegando que não demoraria. Na cozinha, anexada à sala de jantar, serviu um copo d’água e bebeu, ajudando os comprimidos a descer.

– Como está o Kiba? – Perguntou um Itachi, sentando-se à mesa com diversas pastas em mão.

– Ele vai ficar bem... – Respondeu em um murmúrio, virando-se para fitar Itachi, mas cruzando com um par de olhos castanhos, que lhe fitavam intensa e curiosamente. –Algum problema, Konan-san? – Dirigiu-se a dona dos tais olhos. Ela parecia um pouco avoada.

– Ah, me desculpe. Estou meio boba nos últimos dias. – Ela desculpou-se rapidamente, acordando de seu transe.

– Segundo ela, algo a incomoda... – Itachi manifestou-se sem se envolver muito, enquanto separava as pastas.

– Eu a incomodo? – Indagou confuso.

– Não, não é isso. De forma alguma. – A mulher explicou. – É uma sensação estranha.

– Ainda com isso na cabeça, Konan? – A voz de Sasuke se fez presente novamente, quando ele voltou ao recinto. Tinha ido ao banheiro.

– Sim... Sempre fui desconfiada, ou sei lá como isso se chame. – Rebateu em um suspiro. – Francamente, eu vou dormir um pouco, essa sensação incômoda tá me matando. – Despediu-se rapidamente, dando um selinho em Itachi antes. Depois, sumiu pelos corredores.

Em seguida, foi a vez de Gaara deixar o loca. Voltou para o quarto, onde se deitou com Kiba, para confortá-lo mais um pouco.

Ainda no outro cômodo, Sasuke observava seu irmão remexendo nas dezenas de pastas, e quem sabe centenas de papéis.

– Itachi, que monte de coisa é essa agora? – Sasuke perguntou, lendo alguns papéis por cima. Itachi bufou.

– Minato morreu, Sasuke. O que pertencia a ele tem que ter algum destino. – Explicou. – Naruto é seu único herdeiro, aparentemente, e ele ainda não tem idade para assumir os bens, então, alguém tem que gerenciar tudo isso.

– A tutora e guardiã legal do Naruto, Tsume, certo?

– O tutor e guardião legal do Naruto, Uchiha Itachi. – Corrigiu. – Seria uma sobrecarga para Tsume, então, no velório mesmo, mexi meus pauzinhos e arrumei papéis, os quais ela assinou de bom grado, que a faziam desistir do garoto, e só falta tudo ser autenticado. – Explanou irritado. – Saí no meio da madrugada para ir atrás de tudo o que precisava para a transferência, e estou aqui, tentando por tudo em ordem, enquanto meu irmão me aporrinha a paciência. – Alfinetou vendo Sasuke fazer um bico. – A Mei sempre está ocupada e viajando por conta do seu trabalho, então seria um problema assumir tudo isso, também. Então, de nada. – Finalizou irônico, vendo a cara do irmão.

– Itachi, você deveria consultar as pessoas antes de fazer qualquer coisa. – Repreendeu. – No que estava pensando?

– No melhor para o Naruto, Sasuke, coisa que você deveria fazer com mais frequência. – Rebateu ríspido. – Escuta, otouto, no momento, eu estou administrando os negócios de Minato, e isso praticamente sozinho, porque as pessoas daquele lugar, incluindo nosso pai, são um bando de cobras. Eles querem os meus órgãos internos dentro de uma jarra de algum ritual satânico sinistro, mas eu estou lá, tentando manter tudo de pé. Não por mim, mas por Minato e pelo filho dele. – Ralhou. O sono junto dos problemas lhe assassinava a paciência. – Agora, eu vou administrar todo o patrimônio que era dele até o Naruto for legalmente capaz de fazê-lo. A fortuna de Namikaze Minato, seus carros, suas posses, não podem ficar a Deus dará. Não vou mexer em nada sem o consentimento de seu pequeno namorado, Sasuke, apenas guardar tudo, e também, responder legalmente por ele. – Respirou fundo para recompor-se. – Basicamente, ele manda, eu obedeço.

– Tudo bem, Itachi, faça como quiser. Se for o melhor para o Naruto, que assim seja. – Também respirou fundo, coçando os olhos na sequência. – Eu vou dormir um pouco. Continue com essas suas... Coisas. – Resmungou, se afastando para o corredor.

– Sasuke, da família, você é o gênio e eu sou o estrategista. – Ditou ainda antes de seu otouto sair do local. – Mas não é só por isso que optei em jogar tudo sobre meus ombros... Sabe, eu daria a minha própria vida se fosse para o bem do Naruto, Sasuke... – Murmurou já mais calmo, e também, mais terno. – Eu vejo você nele. Eu não pude te ajudar quando você precisou, mas farei o que for preciso por ele, para tentar me redimir. – Falou firme. – Durma bem, maninho.

O Uchiha mais novo ficou estático no lugar em que estava por alguns segundos. Itachi não costumava ser assim e nem falar aquelas coisas, mas em seu ponto de vista, deveria o fazer mais vezes. Sasuke suspirou e deu de ombros e seguiu seu caminho, tentando manter sua pose estoica, o que fez Itachi rir de canto. O Uchiha mais novo seguiu até o quarto que atualmente dividia com Naruto, e lá, deitado na cama e envolto em cobertores, estava o loirinho, já dormindo profundamente. Ficou parado fitando o menor por algum tempo. Perguntava a si mesmo o que seria dali para frente. O que aconteceria com ele, o que aconteceria com Naruto... O que aconteceria com ele e Naruto... Sabia que sentia algo muito forte pelo menor, e que era recíproco, mas não sabia se só isso seria capaz de deixar tudo bem novamente. Não seria fácil, mas não sairia do lado do loirinho.

Como não queria acabar acordando o loirinho, não se deitou na cama com ele. Em uma atitude bastante nostálgica, acomodou-se com alguns travesseiros e cobertores na poltrona reclinável do quarto, de onde ficou velando o sono do menor, até que ele próprio fosse apanhado pelo cansaço. Foram tantas as vezes que esse ato se repetira que era quase um hábito. Sentia-se bem, com isso. Figurativa e também literalmente, estava zelando por Naruto. Sasuke sabia o que era ficar desamparado, sem ninguém olhando por si, e não queria isso para o menor.

Ficou pensando e divagando consigo mesmo, até render-se ao sono, que naquela tarde, parecia mais sedutor que nunca.

O outro Uchiha da casa também ansiava dormir, mas uma série de coisas não o deixaria pegar no sono tão cedo, então preferiu dedicar-se à burocracia. Nas horas que passaram, a pilha de pastas e papéis bagunçados sobre a mesa, foi se tornando apenas um único monte milimetricamente organizado. Todos os papéis preenchidos, telefonemas dados e assinaturas devidamente feitas. Tudo impecável. Custaram-lhe horas e mais horas, mas tudo estava devidamente encaminhado. Ao invés de remoer a morte do amigo, resolveu concentrar-se em algo mais produtivo.

Papelada da empresa em dia, papelada da herança do menor bem resolvida e papelada sobre a guarda de Naruto bem encaminhada. Poderia dormir tranquilo. Poderia, julgando que já estava no meio da madrugada, mas não conseguia. Resolveu render-se aos vícios e pegou uma garrafa de vinho, junto de uma taça e voltou a sentar-se à mesa, num processo de encher e esvaziar a garrafa. Era o único acordado, e como não conseguiria dormir, precisava passar o tempo.

Mas, quanto a ser o único acordado, estava equivocado.

– Itachi? – Um loirinho sonolento chamou com a voz embargada, coçando os olhos e forçando a vista.

– Bom dia, chibi... Eu acho. – Murmurou fitando seu relógio de pulso, que marcava perto das quatro da manhã. – O que faz acordado?

– Dormi quase o dia todo... Sem contar que estou morrendo de fome e levantei pra lanchar. – Passou a mão pela barriga, que já doía, clamando por comida. – Às vezes eu encontrava o tou-san bem como você está agora, sentado e bebendo. – Contou com nostalgia andando até a mesa e sentando-se próximo ao moreno.

– Acredite, eu também já o encontrei diversas vezes nessa situação. “A noite está muito convidativa para beber vinho.” É o que ele me dizia. – Naruto riu fraco, concordando com o maior. – E vou preparar algo pra você comer. – Foi até a geladeira para averiguar. – Sanduíche e chocolate quente? – Fitou o loirinho de forma curiosa, e o mesmo assentiu.

– O que são todos esses papéis, Itachi? – O menor indagou, referindo-se a pilha de pastas.

– Várias coisas... – Respondeu sem muita atenção, enquanto preparava o lanche do garoto. – Papéis da empresa e coisas relativas a você, resumindo. – Olhou-o por cima do ombro. – Como você é menor de idade, a burocracia é grande e tem muita coisa para resolver, e eu resolvi tomar a liberdade de assumir toda essa responsabilidade. Talvez eu tenha errado em não te consultar, mas penso somente no seu bem.

– Isso quer dizer que você vai assumir todos os assuntos relativos a mim, incluindo minha guarda? – Questionou o mais novo, querendo saber se seu raciocínio estava correto. Confirmou isto quando Itachi assentiu com a cabeça.

– Exato. Porém, faço apenas o que for de sua vontade. Você manda. – Riu para o loirinho, recebendo um sorriso fraco de volta. – Você ou a Mei. A herança de Minato pertence a vocês dois, esporadicamente. Ela e seu pai não se casaram, então, tecnicamente, não é dona da fortuna. – Itachi explicava entre gestos e mexidas na bebida que preparava para Naruto. – Tecnicamente, todo o patrimônio do seu pai, ainda é seu, mas, tecnicamente, você será meu quando os papéis forem oficializados e quem manda sou eu. Ou seja, tudo pertencerá a mim também. Todavia, como será você quem mandará e desmandará nesses bens, e tudo ainda será seu, inclusive eu e você mesmo. Compreendeu? – Itachi riu. Queria fazer Naruto rir também, e quebrar o clima pesado. E funcionou, pois ouviu uma gargalhada sonora do loiro.

– Obrigado por fazer isso por mim, Itachi. – Agradeceu, tanto pela iniciativa quanto pela comida que lhe fora preparada pelo mais velho. – Você me lembra bastante... Ele, sabe? – O moreno engoliu grosso ao ouvir estas palavras. Não queria chorar ali. – Vai ser bom ter você por perto. Parece que Uchihas tendem a serem protetores. – Disse jocoso, atacando a sua refeição da madrugada. – Sasuke dormiu me cuidando, de novo. Não quis acordá-lo. – Itachi teve de rir.

– Ele estava exausto... Deixe a princesa dormir, mesmo. – Brincou. – Seu pai me falou certa vez, em uma noite como essa, que uma das melhores sensações da vida é fazer alguém que você gosta se sentir bem. Hoje eu o entendo. – Falou distante... – Mas enfim... – Desconversou. – Seu pai chegou a lhe contar alguma história sobre mim?

– Eu acredito que não... – O loirinho respondeu puxando pela memória.

– Pois bem. – Pigarreou. – Sabe, Minato frequentava nossa casa desde que eu era criança, mas eu o via como inimigo.

– Inimigo?

– Sim. Meu pai sempre estava ocupado para me dar muita atenção, e muitos de seus afazeres, envolviam seu pai. Eu achava que a culpa disso era de Minato, e cresci com esse pensamento bobo. – Naruto riu anasalado junto com o maior. – Com o tempo vi que não era bem assim – Silabou amargo. – Enfim, não ia com a cara dele e fazia questão de demonstrar isso. – Ajeitou-se na cadeira, servindo mais vinho para si. – Um dia, na minha pré-adolescência, como a maioria dos garotos, eu quis impressionar uma garota.

– A Konan?

– Não. Conheci a Konan tempos depois, em algumas aventuras que tive por aí. Mas isso é outra história... – Cortou, retomando o ponto em que parara antes de ser interrompido. – Bom, então eu convidei a garota para sair, dizendo que a levaria no restaurante mais chique da cidade. Eu queria que ela me notasse, me admirasse, sabe? – Naruto assentiu, demonstrando interesse no conto. – Na noite do jantar, eu me arrumei do melhor jeito que pude. Ela queria conhecer o local onde eu morava, então marcamos de ela vir até minha casa e de lá irmos para o restaurante. Então...

Flashback

A noite era amena. Itachi estava impecável. Calça social preta, camisa da mesma cor, adornada com um colete elegante de cor grafite. Formal, mas ainda assim, despojado. Cabelo preso de forma desleixada e extremamente perfumado. Seria seu primeiro encontro.

Pouco antes de sua garota chegar, andou apressado pelo corredor de sua grande casa, se dirigindo ao escritório onde seu pai estava em reunião com Namikaze Minato. Aquele loiro alugava demais o seu pai, e isso lhe irritava. Andou até a grande porta de madeira e bateu, entrando logo em seguida. Estava sem tempo, pois a garota já estava a caminho.

– Com licença. – O garoto murmurou, espiando apenas com a cabeça dentro da sala.

– Fale com os Hyuuga, Minato. – Fugaku cortou a própria fala ao ver o filho. – O que quer, Itachi? Já não disse pra não vir encher o saco enquanto estou ocupado? – Ralhou sob o olhar indignado do loiro.

– Desculpe. – Pôs-se para dentro da sala. – Eu só vim me despedir. Logo estou de saída. Tenho um encontro. – Esperava que seu pai o parabenizasse e que ele se gabasse para Minato, mas não aconteceu.

– Ok, já pode ir. – Gesticulou com as mãos, como se tocasse um cão. – Os motoristas foram dispensados, então se vira. E não volte tarde.

– Como? – Indagou com certa indignação. – Eu te avisei que precisaria de um hoje!

– Eu não me lembrei e, francamente, não ligo. Pegue um táxi, eu lhe dei dinheiro. – Rebateu com descaso.

– Mas... – Tentou argumentar, mas foi cortado.

– Some daqui, Itachi. Não me importo com o que vai fazer, apenas suma! Não vê que estou ocupado? – O fuzilou com os olhos. – Pegue essa vadiazinha exploradora e vá logo!

O peito de Itachi estava repleto de ódio. Iria discutir com seu pai ali mesmo, mas não o fez porque a campainha tocou. Ele fitou seu progenitor com amargura e saiu da sala, batendo a porta, não sem antes ouvir Minato resmungando que a reunião acabava ali.

O moreno marchava a passos duros fazendo o caminho de volta pelo corredor. Parou na metade, voltando-se para a parede e socando ela, tentando de algum jeito se acalmar. Tentava ser sempre o melhor possível para seu pai, e era assim que ele o retribuía. ‘Pegue um táxi’, ele disse. Com a esmola que recebera, mal podia pagar o jantar. Pensar nisso lhe dava mais asco. Apenas parou de esmurrar a parede quando ouviu seu nome ser formalmente chamado.

– Mas que diabos vo... – Reconhecera a voz de Minato e estava pronto para descarregar suas frustrações no homem, mas foi desarmado quando viu o loiro parado, com a carteira na mão e lhe estendendo algumas notas de alto valor. – Mas o que...?

– Pegue. – O mais velho insistiu esticando ainda mais o braço. – Acho que dá pra pagar um belo jantar com isso. Fique com o troco. – Sorriu para o garoto de expressão confusa. – Depois me conte como foi, certo? – O mais velho depositou a quantia nada modesta de dinheiro no bolso do menor, que apenas assentiu. – Agora vamos, me deixe orgulhoso.

O loiro correu na frente, porque Itachi ficou ali parado por alguns instantes, ainda devaneando. Ele ouvira de outro homem tudo o que queria ouvir de seu pai. Sorriu involuntariamente. Voltou a si quando ouviu o loiro, nada discreto, gritando algumas coisas do hall de entrada.

– Oh, você é a acompanhante do Itachi-Sama? – O loiro exclamou. – É ainda mais bela do que ele havia dito! Sou Minato, o vosso motorista esta noite. É um prazer.

O primogênito dos Uchiha apenas teve que gargalhar. Minato não era tão ruim.

Correu em direção à porta da casa, onde saudou sua companhia.

Fim do Flashback

– Teu pai nos levou até o restaurante, e nos buscou também, no próprio carro. – O moreno ditou com nostalgia. – Depois disso, muita coisa mudou. Aprendi muito com ele, e sabe de uma coisa? – O loirinho, que encarava a mesa, voltou a fixar os olhos avermelhados e marejados no mais velho. – Você será um homem tão bom quanto ele.

Naruto apenas assentiu com a cabeça, em um agradecimento mudo pelo elogio. Depois disso, apenas disse ao outro que iria dormir mais um pouco. O loiro estava querendo se manter firme, mas sabia que não conseguiria tão cedo. Quando acordasse, seria apenas o primeiro dia do resto da sua vida sem o seu pai. Não seria fácil, pra ninguém.

O Uchiha, depois de organizar mais algumas coisas, resolveu deitar-se também. Teria mais chance de repousar deitado em uma cama do que sentado em uma mesa, bebendo.

Deitou e não custou a apagar, deixando a casa totalmente silenciosa. Porém, não por muito tempo.

Algumas horas depois, o dia já estava clareando, e aos poucos, rostos amassados e cabelos bagunçados despontavam pelas portas. Mei, Kiba e Gaara, mais precisamente, foram os primeiros. A mulher estava com uma aparência deplorável, com olhos inchados e vermelhos, mas era compreensível.

Os três foram juntos até a sala de jantar, onde encontraram a mesa devidamente posta, com pães, bolos e térmicas com café e leite, já quentes. Também sobre a mesa, estavam papéis devidamente endereçados à Mei e a Sasuke. No da mulher, Itachi havia explicado tudo o que fizera a respeito de Naruto. Ela achara um bom plano. No que era para Sasuke, Itachi pedia um favor ao seu irmão; que ele levasse todos os documentos para serem autenticados.

Trocando poucas palavras, os três sentaram-se à mesa para dejejuar. Como de costume, Kiba chamou por Toboe e não demorou para o cão vir correndo, com o rabo abanando. O moreno estranhou quando viu algo preso na coleira do bichinho. Era um pedaço de papel qualquer em que dizia “Carpe Diem!”, com a assinatura do Uchiha mais velho logo abaixo. Uma mensagem para todos. Por mais difícil que fosse, deveriam aproveitar o dia ao máximo. Se não por eles mesmos, por Minato, que não gostava de baixo astral.

Involuntariamente, tiveram de esboçar sorrisos. O luto era doloroso, e não sumiria tão rápido, mas enquanto ocupassem a mente, ficariam bem.

Mei tirou o robe de seda e calçou as luvas de boxe. Tinha muita coisa para botar pra fora. Seu namorado sempre dizia: “Sentar e chorar não vai resolver seus problemas.” E ele tinha razão.

Já os outros dois vestiram roupas pesadas, prenderam o pequeno husky na guia e saíram para caminhar um pouco e espairecer.

Nessa caminhada, duas coisas incomodavam Gaara: as garotas que paravam os dois na rua por causa do cão, mas que aproveitavam para dar em cima principalmente de Kiba e também a estranha sensação de estar sendo observado.

Notas finais
É, eu sei. Bem podrinho... HUASHUASUH.. Então assim, por ora, darei um tchau, sem saber quando darei olá novamente para vocês. MAS, DISSE QUE TENHO COISAS BOAS PRA VOCÊS! Deixarei de lado Inside, por enquanto, mas estarei em outro projeto, não sei se como escritor oficial ou se apenas como ajudante, mas terá dedo meu na coisa. A menina que tem um crush por mim, Bay Valentine, está trabalhando em uma nova fic e pediu minha ajuda, e como bom amigo, darei uma mão. Hohoho! Terá bastante drama, então vocês sabem o porquê dela querer meu help.. HUASUHSAHU.. Espero ver vocês por lá, e quando der, pedirei um espacinho nas notas para falar. :) A outra, é uma coisa que eu já pensava tem muito tempo. Eu escrevo Inside há algum tempinho, e nos comentários, sempre vejo algumas coisas, algumas ideias que me chamam a atenção e tudo mais. Então eu pergunto a vocês: TEM ALGUMA CENA QUE VOCÊS GOSTARIAM DE VER EM INSIDE? Vale ressaltar que não estou pedindo opiniões de como eu devo seguir a história, mas sim ideias de cenas, acontecimentos, reviravoltas. Sabe, eu gosto disso! Conversem comigo nos reviews.. :D Alguma cena cômica, algum tema que querem que eu aborde, alguma coisa diferente, sabe? Coisas criativas! Dividam comigo as coisas que vocês pensam! Vocês acompanharam a fic, sabem que coisas inusitadas não faltam, então né! As ideias que mais me agradarem e me chamarem a atenção, procurarei enquadrar na fic! E se for, digamos, muuuuuito bacana mesmo, quem sabe, gere até uma side fic de Inside.. ^-^ Ah, salvo que: se me cobrarem lemon SasuNaru, o caldo vai engrossar. Obrigado... Eu sei que vocês já pensaram "Poxa, seria tão legal se acontecesse tal coisa com tais personagens! Se eles fizessem tal coisa!" e etc. Estou dando a liberdade de dividir comigo :D Espero que tenham gostado da ideia, e que cooperem, porque eu amo a mente louca de vocês! HUSAHUASUH.. Por enquanto, é isso pessoal. Desculpem pelo capítulo meia-boca. Espero que a ideia tenha agradado... :D Falem comigo nas MP's também, só Deus sabe como eu adoro receber um alô dos leitores! Atualizei meu perfil também, talvez queiram ler. Ah, a lyyyyyyyyyynda da Kessy está betando a fic todinha, e em breve, estará tudo ó: maravilhoso. Hãn...É, acho que é só! Comentem, sugiram, recomendem, conversem comigo! Darei mais detalhes de tudo para quem quiser saber... Um beijão do Tio Killua pra vocês! Nos vemos logo mais! Jaa ne! ^-^