Inside

30 Contratos, rotina e choque...


Notas iniciais
Antes de tudo: LEIAM ESTAS NOTAS CASO ME VALORIZEM Agora sim, boa noite a todos. Antes de seguir, quero agradecer imensamente, do fundo do meu coração, a essas pessoas lindas que sempre me deixam um review, uma opinião, um incentivo para continuar com a história. Vocês não sabem o quanto me deixam feliz! Como eu já disse várias vezes, não costumo ligar para números. Autores não são movidos a números, mas sim, a opiniões. Eu vou usar essas notas para expressar minha chateação extrema. Pois bem, a última atualização da fic que eu fiz, foi no dia seguinte ao Natal. Passei a véspera e o Natal escrevendo, tudo pra não deixar vocês na mão e trazer-lhes algo bacana, um presente. Só no primeiro dia, 118 pessoas leram o capítulo, segundo o contador de acessos. Mas eu pergunto: sabem quantos reviews eu recebi nesse mesmo primeiro dia? 8. Agora eu pergunto novamente: tem como ignorar os números quando a diferença deles é tão gritante? Me digam, custa TANTO ASSIM deixar um review para um autor? E eu não estou falando só por mim, mas sim por muitos, senão todos os autores. Eu estive calculando, por cima, o tempo que levo para preparar um capítulo e digo, entre pensar, planejar, arquitetar, escrever e corrigir, menos de 15 horas não levei. Quinze horas da minha vida dedicada a vocês, sendo que a grande maioria de vocês não dedica nem 5 minutos a mim para deixar um comentário. Por acaso, a maioria de vocês pensa que eu estou aqui cumprindo com a minha obrigação? Porque eu não estou não. Ok, nenhum de vocês tem a obrigação de comentar também, eu sei, porém, às vezes é legal usar o bom senso. Muitos leitores daqui, são autores também. Vocês gostam de leitores fantasma? Me digam, gostam? Vocês deveriam parar e ler os comentários que ganho dessas meninas, que em todos os capítulos, gastam um pouquinho de tempo comigo, porque vocês tem que ser ETERNAMENTE GRATOS A ELAS, porque eu só continuo aqui por causa dela/deles. Eu sempre disse: sejam legais comigo, que eu serei legal com vocês, não disse? Desde quando isso virou algo unilateral? Poxa, eu quero e preciso do máximo de opiniões para que eu consiga fazer algo bacana pra vocês. Ajudem a mim que eu ajudarei a vocês. Façam o teste. Cronometrem 5 minutos e escrevam tudo o que conseguirem nesse tempo. Não só aqui, mas em todas as histórias que forem ler. Eu sou autor, me curvo aos meus leitores, mas tenho orgulho. Todos temos. Muitos leitores alegam preguiça ou 'vergonha' (o que não entendo, juro que não), mas pensem se eu, a KiiinN, o Cojiro, A Bay, a Ju, a Mary, a Saah e muitos outros, tivéssemos ou preguiça ou vergonha de vir aqui periodicamente postar? Não faz sentido.Eu peço encarecidamente para que, quem tem a intenção de me ajudar a continuar a história, deixe um comentário dizendo o que pensa de mim, da história, onde eu posso melhorá-la (não me venham com papo de SasuNaru, apenas), o que está legal e tudo mais. Quem me ajuda a construir Inside são esses leitores que me sempre, ou eventualmente, me deixam suas opiniões. Amo do fundo do meu coração cada um deles. Então, eu novamente proponho: SEJAM LEGAIS COMIGO, QUE EU SEREI LEGAL COM VOCÊS. Comentem, critiquem, elogiem, conversem, sugiram... Essas coisas! Não quero que a próxima atualização seja um aviso, pedindo a esses leitores que sempre me apoiam, que deixem seus e-mails para mim, para que eu possa enviar-lhes os novos capítulos de Inside, e apenas para eles. Eu, do fundo do coração, não estou bravo, apenas muito chateado. Não sabem o prazer que tenho em ver leitores novos nos comentários... Eu gasto meu tempo com vocês, e muito dele, e em troca, só peço alguns minutinhos seus. Eu digo isso em nome de todos os autores que conheço e tenho relação, e lembrem-se disso: Todos nós somos movidos a opiniões, elas nos inspiram. Reviews nos inspiram, recomendações nos inspiram. Cada leitor é único. Reviews NUNCA são em demasia. E PARA CONCLUIR EU DIGO: UMA BOA RELAÇÃO NÃO SE DÁ UNILATERALMENTE! .. Aos que continuaram até aqui, espero que gostem do capítulo. Está um pouco triste, mas conversamos melhor sobre ele nas notas finais. Não foi oficialmente betado, mas a linda da KiiinN deu uma olhadinha por cima pra mim.. ^-^ Aos costumes!

Mais um dia frio estava começando, e a casa dos Inuzuka ainda estava cheia. Como não havia uma só criatura que não houvesse bebido na noite passada, não havia como eles irem para casa, ainda mais se fosse considerar o clima e a neve, que tornavam a ideia de dirigir mais perigosa aquela noite. Então, todos dormiram por lá mesmo.

Não havia quartos o suficiente, então todos se amontoaram e dormiram na sala mesmo, junto à lareira. Fosse no sofá, em alguma poltrona ou em colchões colocados no chão, para onde se olhava, tinha gente dormindo aconchegado com alguém. Aquele cômodo virou um mar de cobertores e mantas.

Quase que tradicionalmente, o primeiro a acordar foi Naruto. Estava espremido no chão entre Mei e Konan, e no sofá atrás de si, quem dormia era Sasuke. Foi complicado sair lá do meio sem acordar ninguém, mas conseguiu.

Calçou suas pantufas em forma de raposa e foi para o seu quarto, para pegar mais agasalhos. Distraído como só ele, acabou levando um susto quando foi cumprimentado pela figura parada na porta do cômodo.

– Você já foi mais atento, Naruto. – O moreno debochou. – O que faz acordado tão cedo?

– Bom dia pra você também, Sasuke. – Retribuiu o cumprimento anteriormente feito. – Eu vim esconder minhas pantufas de raposinha antes que você as visse, mas não deu certo. – Brincou, jogando-se na cama.

– Pantufas de raposinha são a sua cara. – Riu, jogando-se ao lado do menor. – Como tem passado?

– Bem, na medida do possível. Ainda fico preocupado com o Tou-san, mas é inevitável. – Respondeu fitando o teto. – E você?

– Estou bem, também. – Falou meio distante, também fitando o teto. – Estar naquele lugar destruído e ver aquelas pessoas me fez perceber que estou muito bem com a vida que tenho. Todos deveriam ver aquelas cenas, pelo menos uma vez na vida.

– Eu imagino... – Murmurou o loiro, para, então, ficar um silêncio incômodo.

– Quer falar sobre algum assunto em específico? – O moreno inquiriu, tentando chegar ao assunto que não queria calar.

– Quero, mas não sei o que dizer. – O loiro riu sem graça. – Aquilo que você disse naquela noite é sério? – Inquiriu receoso.

– Muito sério. – Maneou a cabeça positivamente. Ambos ainda fitavam o teto. Parecia mais interessante. – E o que você disse, também é sério?

– É... – Afirmou. – E é a partir daqui que não sei mais o que dizer. – Sasuke riu.

– Seria um relacionamento estranho. Somos homens e você ainda é menor de idade. Não que a diferença de idade seja muito grande, mas mesmo assim. – Divagou. – Primeiro: você quer um relacionamento?

– Acho que sim. Gosto muito de você. – Levou sua mão até a de Sasuke, onde ficou brincando com seus dedos.

– Público?

– Acho que não... – Murmurou. – Não me sinto pronto pra isso. Digo, o Gaara e o Kiba têm uma relação bacana, e não é totalmente pública.

– Entendo, e concordo totalmente. – Assentiu. – Até porque andar na rua de mãos dadas e essas coisas, não combinam nem um pouco comigo. – Naruto gargalhou e concordou.

– Estamos fazendo um contrato? – O loirinho perguntou, rindo juntamente com o outro.

– Algo do tipo. – Afirmou. – Então, vejamos algumas cláusulas. Eu posso ir te buscar na escola?

– Pode, apesar de eu gostar de ir andando.

– Programas como tomar sorvete, um chocolate quente, almoçar, jantar e essas coisas?

– Seria legal!

– Apelidos? – O moreno brincou.

– Nem pense nisso. Naru, no máximo. Você já me chama assim. Eu vou te chamar de Sasuke, mesmo.

– Certo. E quanto a dormir juntos?

– Não me importo, mas vamos com calma. Digo, você sabe...

– Entendo... Não pense que sou um tarado. – Riu. – Nós temos que falar com seu pai, antes de tudo.

– Avisar para ele, né, porque ele sabe que eu gosto de você, e disse que aprovaria um relacionamento. – O moreno o fitou rapidamente. Não sabia desses detalhes. – Temos que falar para o seu irmão também... E para os outros também, mas, não, hoje. Talvez só pro Kiba, mas não sei. – Falava mais consigo do que com o moreno ao seu lado.

– De acordo. – Pegou na mão do loirinho e a ergueu, sem nenhum motivo aparente. – E por falar neles, devem acordar logo. Eu levantei com a finalidade de fazer chocolate quente para todos, já que sou mestre nisso. – Gabou-se.

– Eu te ajudo. – Levantou-se, puxando o moreno consigo, caminhando pouco a frente dele.

– Naruto? – O moreno chamou, e quando o loirinho se virou para ver o que o moreno queria, teve seu rosto segurado por uma mão firme e seus lábios tomados pela boca gélida do moreno. Um beijo curto, para “selar o contrato”. – Nada, não. – Concluiu o moreno cinicamente, após concluir o beijo e ver a face avermelhada do loirinho.

O casal – ou as duas partes do mesmo acordo – foi para a cozinha, onde ambos reviraram os armários, em busca dos ingredientes necessários para a receita. Sasuke a preparava e Naruto estava encarregado de decorar as canecas com chocolate ralado, granulado, canela, marshmllow, chantilly e o que mais ele encontrasse na dispensa Estavam verdadeiras obras-primas.

Conforme eles cozinhavam, o tempo passava, e conforme o tempo passava, os demais, um por um ou aos pares, iam despertando do sono, recebendo o mimo feito por Naruto e por Sasuke. Em pouco tempo, a casa estava barulhenta de novo e cheia de gente se deliciando com aquela receita calórica.

Riam e conversavam em um clima descontraído que o Natal lhes proporcionava. Kiba e Gaara estavam sentados lado a lado na escada, quando um engraçadinho, que atendia pelo nome de Uchiha Itachi, apareceu com um braço erguido e um sorriso matreiro no rosto – em sua mão, um ramo de alguma planta, cheio de pequenos frutos.

Os garotos não demoraram a perceber que era Visco; sabiam o que isso significava. O casal se entreolhou, dando de ombros, para em seguida trocar um beijo não muito demorado, apenas pela tradição... E claro, pegaram uma frutinha do galho.

A brincadeira não parou por aí, pois tinha uma criança solta pela casa com um galho daquela planta. Kurenai e Asuma trocaram um beijo apaixonado, típico de um casal. Sem saber de nada, e ainda no espírito de divertimento, Itachi parou-se entre Sasuke e Naruto, que se entreolharam e riram. Sasuke deu um beijo na testa do menor e uma piscadinha de olho discreta. Mei acabou atacando ferozmente a bochecha de Kiba por culpa do Uchiha mais velho. E a de Naruto também.

O loirinho roubou o galho de Itachi, erguendo a planta sobre os irmãos Uchiha, e o mais velho atacou a bochecha do mais novo, em um beijo desengonçado e um tanto molhado. Trocaram alguns tapas depois disso, mas tiveram que rir, assim como todos os presentes. Claro, houve mais beijos, tanto oportunos, como o selinho que Tenten gentilmente deu em Sasori, quanto inoportunos, como o beijo na bochecha que Konan deu em Naruto. O loirinho levou uns cascudos de Itachi depois.

Estava sendo um início de manhã bem agradável. Eles levantaram extremamente cedo, tanto que, mesmo após a rodada de chocolate quente, o sol mal havia nascido. Entretanto, todos tiveram a oportunidade para aproveitar melhor o dia.

Carpe Diem, é o que já diziam os antigos.

E nesta foi seguindo essa premissa arcádica, que Naruto se agasalhou bem e se arriscou a ir caminhar pela cidade, que agora, estava coberta de branco.

Tudo bem, não são todos que decidem sair caminhando em meio à neve.

Tá, nem Naruto. A vida real nunca é tão poética.

A verdade era que Toboe, o pequeno cão hiperativo, havia fugido e custou para que alguém notasse isso. Não era algo muito atípico, porque aquele cachorro fugia com frequência, mas só para garantir, Gaara, Naruto e Kiba saíram atrás do filhote.

Não seria difícil achar um Husky com toca de Papai Noel pelas redondezas.

Separaram-se e seguiram seus caminhos à procura do pestinha. Quando o loiro chegou na praça que havia ali perto acabou avistando o mascote em cima de um dos bancos do local, brincando empolgado com um rapaz que lhe dava atenção.

– Toboe! – Naruto gritou, chamando a atenção, tanto do cão quanto do rapaz. Correu até eles em seguida. – Você não deveria fugir assim! – O loirinho repreendeu o filhote. – Desculpe qualquer incomodo, ele é o mascote do meu amigo.

– Eu sei, seu idiota. – O garoto respondeu. Naruto iria repreendê-lo pela grosseria, e só quando resolveu fazer isso foi que reparou no rapaz.

– Neji?! – O loiro mais constatou que perguntou. – O que está fazendo por aqui? E a propósito, Feliz Natal.

– Obrigado, igualmente. – Sorriu fraco. Só então os olhos costumeiramente aguçados de Naruto perceberam a expressão abatida, o olho roxo, o corte no lábio e o hematoma na testa que o colega possuía. A julgar pelos olhos vermelhos, ele havia chorado também. – Eu vim esfriar a cabeça um pouco. O baixinho aí apareceu correndo por aqui tem um tempo.

– Andou brigando em pleno Natal? Isso até que é bem a sua cara. – Riu. – Está aqui desde quando?

– Ontem de noite. – O moreno riu falsamente e o loirinho se espantou.

– Como assim!? – Perguntou incrédulo. – É Natal e... E seu pai? Você não devia estar com ele?

– Foi com ele que eu acabei me desentendendo, e passamos dos limites desta vez. – Explicou. – Nem todos tem a sorte de ter um pai bacana como o seu, Naruto. E como ninguém gosta de tragédia em feriados, eu resolvi sair de casa... Aí acabei aqui.

– Mas, mesmo assim... Você não devia ter ficado aqui sozinho, ainda mais nesse frio! – Repreendeu. – Vem comigo até a casa do Kiba, tomar um chocolate quente e comer algo. Você deve estar com fome, e é feriado, as cafeterias não abrem hoje.

– Não vou incomodar? – Perguntou incerto. Normalmente se negaria, mas estava com o estômago vazio desde o dia anterior e este já doía.

– Não, não tem problema. Eu garanto. – Naruto sorriu e Neji assentiu. Levantou-se e seguiu com o loiro e Toboe até a casa dos Inuzuka.

A maioria dos outros convidados já havia ido embora, restando apenas Sasuke, Itachi e Konan, se não contar Tsume, dona da casa. A irmã de Kiba havia ido ao hospital, porque mesmo sendo Natal, ele não fechava. Kiba iria lá de tarde também para visitar as crianças.

Naruto chegar lá com mais alguém, além de Toboe, foi uma surpresa, ainda mais pelo fato do outro alguém ser Neji.

Ninguém questionou Naruto, pois viram o rosto do moreno e entenderam que havia algo por trás disso. Sasuke lhe fez uma xícara caprichada de chocolate quente e Tsume lhe ofereceu alguns croissants com os mais variados recheios, que foram prontamente aceitos pelo garoto de cabelos compridos. Konan se ofereceu para cuidar dos ferimentos do garoto, que aceitou.

Naruto ficou conversando com ele por algum tempo, até ele estar alimentado e com os devidos curativos feitos. Ele não era uma pessoa ruim, apenas era incompreendido. Gaara e Kiba se juntaram a dupla para jogar conversa fora.

­­– Gaara... – Kiba chamou. – Fluoxetina. – O moreno falou, olhando no relógio, lembrando Gaara de tomar um de seus remédios. O ruivo bufou e foi até o quarto tomar um comprimido.

– Ele toma antidepressivo? – Neji perguntou curioso.

– Aham. – Kiba confirmou. – Faz bastante tempo, já. Achei que soubesse, já que vocês eram amigos.

– Talvez ele tenha comentado, mas não lembro... Só sei que ele tem alguns problemas. – Murmurou bebendo um gole do seu chocolate. – Eu tenho problemas com insônia e ansiedade, mas não acho remédio para isso sem receita médica, porque sou menor de idade. Meu pai não quer comprar pra mim. Diz que é frescura.

– São problemas sérios. – Sasuke se meteu na conversa. – Sem querer ser intrometido nem nada, mas se quiser, posso marcar uma hora pra você na segunda. Nós conversamos e se eu achar que é de fato necessário, posso prescrever receitas pra você. – O moreno ofertou. – Não vou cobrar por isso, não se preocupe.

O garoto de cabelos compridos agradeceu e disse que iria sim, em seguida, agradeceu por tudo e se despediu, pois tinha compromisso marcado. Ninguém questionou.

Após isso, passaram o resto da manhã sem fazer muita coisa. Almoçaram e a tarde cada um seguiu seu caminho. Itachi e Konan foram ter uma tarde romântica, Gaara e Kiba foram levar doces para as crianças no hospital e Sasuke e Naruto foram até a prisão visitar Minato. Muitos presos ganharam o direito de ir para casa passar o feriado com a família, mas, por algum motivo desconhecido, isso foi negado a Minato.

E como tal privilégio foi negado ao loiro, seu Natal fora bastante comum. Acordou com ressaca do uísque barato da noite passada, foi tomar seu café da manhã, que era o mesmo de sempre e passou o resto da manhã na cela com Yahiko. Ao meio-dia almoçaram e, surpreendentemente, a comida estava mais caprichada. Depois disso, voltou para seus aposentos. Como sabia que era dia de visita, estava ansioso para isso. Sabia que seu filho viria.

Na hora marcada, um guarda apareceu para chama-lo, porém, desta vez, algo fora do normal acontecera: Ele não fora o único naquela cela a receber visita. Surpreendendo a ambos, Pain também tinha alguém que queria lhe ver. Devido ao histórico do ruivo, a visita não seria livre, mas mesmo assim, era uma visita.

Foram algemados e seguiram um para cada lado, Minato para onde as visitas eram mais intimistas e Pain para onde o contato era restrito.

O loiro sabia que a visita do filho era sagrada, e só o que mudava era o seu acompanhante, geralmente sendo Mei ou Itachi, mas fora a primeira vez que viu o filho acompanhado de Sasuke no local. Imaginou que poderia vir algo sério por aí. E não estava enganado.

Sentaram-se junto a uma mesa, com Naruto e Sasuke de frente para Minato. O loirinho explicou sobre o relacionamento – ou contrato – em que os dois haviam ingressado, o que não lhe causou espanto Naruto já havia contado sobre seus sentimentos para com o moreno, e sabia também que Sasuke os correspondia. Era tudo questão de tempo.

Claro, Sasuke falou formalmente com o mais velho dos loiros, respondendo a todas as suas perguntas de forma firme e coerente. O que o, então, encarcerado poderia fazer senão dar sua aprovação? Se os dois estavam felizes, o mais velho estava também. Não tinha nenhuma recomendação em especial a fazer, porque ninguém melhor para saber as limitações psicológicas de seu filho que Sasuke, seu psiquiatra.

Conversaram por mais algum tempo, até serem forçados a se separar. Como Naruto estava de férias na escola, estava com mais tempo livre e poderia visitar seu pai mais vezes. Minato se despediu de Sasuke com um singelo “cuide bem dele”, sendo respondido com um maneio de cabeça e um sorriso sincero. Poderia ficar tranquilo, pois seu filho estava em boas mãos.

Já de volta à sua cela, estava sozinho. Pain não havia voltado ainda, mas também, não demorou em fazê-lo. Quando chegou, estava com uma expressão séria e um pouco avoado. Estava pensativo. Sentou-se em sua cama e continuou fitando o nada e isso chamou a atenção do loiro. Não era algo normal.

– Ei, o que houve? – O loiro chamou a atenção do outro, que o fitou, mas parecia não prestar muita atenção. – Você tá meio avoado. Aconteceu algo? Quem era sua visita?

– Ninguém importante... – Murmurou. – Mas e você, como vai seu filho? – O ruivo inquiriu fugindo do assunto.

– Namorando...

– Oh, isso é bom!

– Um cara... – Minato riu.

– Oh... – O ruivo murmurou. – Isso é bom?

– Ele está feliz, então, acho que sim... É um cara muito bacana. É uma pena eu não poder estar perto dele...

– Se eu sair daqui antes de você, eu fico de olho nele. – O ruivo gargalhou, seguido de Minato.

– Obrigado, eu acho. – O Minato agradeceu. – Quer jogar cartas?

O ruivo e o loiro iniciaram uma série de partidas, de diversos jogos que utilizassem um baralho, já que, mesmo nas celas, era lhes disponibilizado um por pessoa. Claro, Minato, após ganhar algumas partidas, ensinou a Pain alguns truques os quais ele era mestre.

Enfim, os dias passaram e trouxeram consigo um novo ano. Um ano que ainda lhes reservaria muita coisa.

Para começar, Mei foi descartada como suspeita na investigação. A mansão Namikaze, que há algum tempo estava desabitada, ganhou vida novamente quando ganhou moradores novamente.

A casa dos Inuzuka passaria por obras, então Tsume, Kiba e Naruto foram para a mansão. Ganhou uma inquilina a mais também, porque Mei, que ficava em hotéis ou na casa de Kurenai, se juntou a eles também, em definitivo. Mesmo com a ausência, a presença de Minato ainda permanecia intacta, pois seu cheiro estava espalhado por todos os cômodos do local.

Como estavam em período de férias e o frio ainda imperava, programas mais caseiros nunca faltavam. Filmes, pipoca, jogar vídeo game, jogos de tabuleiro... Tudo bem pacato.

Mei continuava com seus trabalhos como modelo, assim como Kiba. Os dois estrelaram na mesma campanha de inverno para uma marca famosa, o que lhes rendeu mais reconhecimento e, é claro, dinheiro. Gaara sempre ia junto aos ensaios, não, que não confiasse em Kiba, bem pelo contrário, mas não confiava em modelos com muitos hormônios e pouca vergonha na cara.

Enquanto Tsume e Mei adoravam fazer “programas de mulheres” juntas, os demais preferiam o clima de amor, obrigado. Não foram poucas às vezes em que, tanto Gaara e Kiba quanto Sasuke e Naruto, ficaram embaixo das cobertas, apenas passando um tempo juntos. Antes que a dúvida surja, o loiro e o moreno contaram sobre seu relacionamento para as pessoas da casa. Gerou pouca surpresa, mas muitos “tô de olho” para Sasuke.

Neji, por muitas vezes, pôde ser visto pela casa também. Sasuke teve outros encontros com o garoto, e a depressão na qual o Hyuuga estava entrando poderia ser grave, então ele pediu para Gaara, Kiba e Naruto interagirem mais, para que fizessem companhia a ele.

Neji era um garoto extremamente sozinho. Não tinha amigos, só as más companhias da escola. Era triste. Ninguém se negou a ajudá-lo. No começo, o próprio Hyuuga se negara a manter contato com os garotos, mas quando a solidão foi mais forte, voltou atrás.

A vida, para todos, corria muito bem. E quando eu digo para todos, é para todos mesmo.

Em uma sala de algum prédio aleatório da cidade, duas pessoas conversavam, ou melhor, tramavam.

– Você está envolvendo muito o seu lado pessoal nessa história. – Um homem ditou com voz séria. – Isso vai atrasar as coisas, e eu gostaria de por as mãos naquele dinheiro o mais rápido possível.

– E você vai. – Retrucou a mulher, de forma seca. – Cale a boca e espere, porque sou tão legal que darei, ao invés de uma, duas cabeças. Francamente, pare de reclamar e espere!

– Você devia fazer mais do que assustar garotinhos indefesos mandando fotos de palhaços, Kushina. – O homem ditou. ­

– Eu não tenho mais o que fazer por ora, Nagato-nii. – Kushina respondeu. – Cuide, você, da sua parte, irmão, que eu cuido da minha. Apesar de isso estar saindo caro demais.

– Vai chorar pro seu marido e pro seu filho... Opa, eles te odeiam! – Nagato zombou, no alto de sua ironia.

– Jura? – Rebateu em mesmo tom. – Acho que você devia ir contar isso para o seu amigo! Não! – Interrompeu-se de súbito. – Espera, não dá! Você o apunhalou e jogou ele num buraco, apenas por ganância. – Debochou de seu irmão assim como ele acabara de fazer. – Vai brincando e desfrute de sua solidão enquanto ainda pode, porque eu tenho que dar uma saída. – Dito isso, virou-se e foi embora, deixando seu irmão, alguns anos mais novo, sozinho.

– Vadia. – Murmurou para si mesmo. – Ela está inventando coisa demais... Isso vai dar errado... – Divagava consigo mesmo.

Uzumaki Nagato, irmão mais novo de Kushina. Alto, tão ruivo quanto a irmã, cabelos levemente compridos e o principal: tão detestável como a própria Kushina. Tinha alguns negócios no submundo, mas nada que o classificasse como um dos mestres do crime.

Quando mais novo, era um jovem rebelde e um tanto problemático. A parte do problemático não havia mudado. Minato conviveu pouco com o cunhado, mas as poucas vezes em que se viram, foram mais que o suficiente para criar uma antipatia entre os dois.

Yahiko e o loiro estavam, mais uma vez, em um jogo de cartas animado. A vida estava tranquila lá dentro e o tempo passara de maneira bondosa para eles. Nada fora do normal, exceto o fato de Pain estar extremamente pensativo nos dias e semanas que decorreram. Vivia em silêncio, fitando o nada e refletindo silenciosamente sobre algo que lhe tirava o sono e o deixava inquieto.

Apesar de o ruivo manter silêncio sobre o que lhe afligia, a amizade dele com Minato havia apenas aumentado. Não foram poucas as vezes em que Pain protegeu o amigo de alguns brutamontes, assim como não foram poucas as vezes em que o loiro sentou para aconselhar o ruivo. Assim como fizera com Kiba, havia adotado o colega de cela como uma espécie de filho. Minato não era tão velho assim, mas ainda era bem mais velho e mais experiente que Yahiko. Era uma boa relação.

Quando acabaram a partida que disputavam, os guardas do local vieram avisar que havia visita. Novamente, não somente para Minato, mas para Pain também. Mais uma vez, os dois se separaram, indo um para cada lado, sendo o loiro para ter uma visita mais íntima e o ruivo para ter uma mais restrita.

Dessa vez, Kiba havia vindo com Naruto, pela primeira vez. Também sentia saudade do mais velho. Os três ficaram juntos, conversando em meio a risos e brincadeiras. Sempre que o faziam, faziam como se fosse a última vez. Minato não fazia cerimônia para dizer o quanto amava os dois garotos e vice-versa. Era totalmente recíproco.

Já no caminho contrário ao que o loiro mais velho tomou, a conversa que rolava era muito mais séria. Uma conversa em tom baixo, por entre uma parede de vidro blindado, porém séria. Os guardas que estavam por ali, não pareciam interessados naquele papo.

– Vai aceitar a oferta, ou não? – A moça que fitava o ruivo perguntou de forma direta. Pain respirou fundo e pensou por alguns segundos.

– Aceito, com uma condição. – Impôs.

­– Excelente! – Ela comemorou. – E qual seria esta condição?

– Gasolina. – Falou seco. – Quero gasolina. Não vai deixar vestígios e vai ajudar a encobrir minha fuga. – Falou de forma séria, mas em tom baixíssimo. – Agora, me fale como vai funcionar.

– A gasolina vai estar em uma das cabines do banheiro comunitário, não se preocupe. – Ela lhe respondeu entusiasmada. – E é o seguinte: amanhã durante o horário de recreação de vocês, no banheiro comunitário, você faz o seu serviço. – Falou sem enrolações. – Faça o que quiser com a gasolina e depois vá para o canto menos vigiado da prisão. Lá, você pula o muro. A cerca elétrica não estará funcionando e terão alguns apoios para te ajudar na escalada. Mas eu não entendo... – A mulher divagou. – Por que você me pediu para te arrumar um parceiro?

– Apenas não quero agir sozinho... – Pain respondeu de forma desinteressada. – Não gosto de agir só. E como eu posso, gostaria de dar a liberdade para mais alguém.

– Pois bem, seu parceiro estará esperando nos arredores, então. – Informou-lhe, vendo Pain assentir em um agradecimento mudo.

– E quando eu sair daqui, você fará como o prometido?

– Sim. Darei as pistas que tenho para que consiga a sua vingança, meu caro. – Ela sorriu. Um sorriso que escorria veneno.

O ruivo nada mais disse. Apenas levantou-se e disse para os guardas que já tinha acabado e podia voltar para a cela. Lá, ficou refletindo sozinho, em silêncio, até a chegada do sempre sorridente Minato.

– Você tem estado muito sério ultimamente, Yahiko. – O loiro comentou, jogando-se na cama.

– Sou uma pessoa séria. – Sorriu fraco. – Mas e você, quem veio te ver?

– Meu filho e aquele minha espécie de filho adotivo de quem lhe falei... Como sinto saudade desses garotos. De acordar com eles, sabe?

– Sei... Você os ama muito, pelo visto. –Comentou, vendo Minato assentir com a cabeça. – Você faria tudo por eles...

– Com certeza. Se for para o bem deles, eu até mataria ou morreria...

Eles passaram o dia em outra daquelas conversas quase infindáveis, indo dormir apenas quando estavam praticamente exaustos. Na mansão Namikaze, não foi diferente. Tomaram café todos juntos e só foram dormir quando estavam acabados. Sasuke agora dormia com Naruto.

No outro dia, Naruto havia acordado com a sensação de que algo lhe sufocava. E não eram os cobertores pesados ou o braço do moreno que lhe abraçava. Era algo diferente. Ruim. Mas, apesar de tudo, não deu muita bola pra isso. Passou boa parte da manhã velando o sono pesado de Sasuke.

No presídio, a manhã havia iniciado calma. Muito mais que o normal. Minato estava com uma sensação agoniante. Algo em seu âmago lhe afligia. Pain estava extremamente calado. Apenas trocara uma saudação de bom dia com seu colega, e mais nada.

Aquele não era um dia de visitas. Logo após o almoço, os presos foram liberados para o período de recriação, conhecido como banho de sol, apesar da neve dominar a paisagem. Muitos homens foram malhar, outros se dedicaram a esportes e alguns estavam apenas aproveitando o ar puro e frio. De longe, Pain observou um homem parado próximo à entrada do banheiro comunitário do pátio da prisão; seu cúmplice.

O ruivo estava incerto e inquieto, mas assim que viu o seu alvo entrar no banheiro, foi atrás. Já havia ido lá antes para conferir se o seu pedido fora atendido e encontrou a gasolina que havia solicitado. Como aquela maldita mulher havia feito galões de gasolina entrar em uma prisão, ele nem imaginava, mas ela havia o feito.

Pain lançou um olhar para o cúmplice, que entendeu e o seguiu para o interior do grande banheiro, que teve sua porta fechada. Havia três pessoas lá dentro. O ruivo, seu companheiro e a vítima desavisada, que não havia notado a entrada dos outros homens. Quando terminara de lavar as mãos foi que, em um susto, o loiro percebeu as demais presenças.

– Me assustou, Yahiko. – O loiro sorriu, mas ao ver que não fora correspondido, ficou sério novamente. – Aconteceu algo?

– Aconteceu sim. – O ruivo falou duro. – Lembra que eu lhe contei sobre minha vingança? – Ditou de forma direta.

– Lembro... – O loiro murmurou e maneou com a cabeça positivamente.

– Lembra que eu disse que eu faria qualquer coisa para alcança-la?

– Lembro...

– Há algum tempo, uma mulher me procurou me oferecendo o que eu tanto queria. A oportunidade que eu precisava. – Ele falava firme, apesar de estar inquieto. – Ela só me impôs uma condição... – Ele continuou de forma fria, deixando uma barra de aço escorregar pela manga de seu uniforme. Minato suspirou.

– Fico feliz por você... – O loiro novamente murmurou, sorrindo fraco, de forma conformada. – Qual seria esta condição? – Ele perguntou, já imaginando a resposta. Na verdade, ele sabia a resposta. Queria apenas ouvi-la de seu amigo.

– Ela pediu para que eu matasse Namikaze Minato... – Sua voz, por um segundo, oscilou.

– Entendo... – O loiro respondeu. Novamente sorriu, ajoelhando-se no chão. – Adiantaria algo eu clamar por piedade? Dizer que poderíamos sair daqui juntos?

– Creio que não. – Outra falha na voz. – Me desculpe.

– Não se desculpe, Yahiko. – O loiro falou baixo, voltando seus olhos para o ruivo. – Vá atrás do que você tanto almeja. Faça justiça. – Falou de forma verdadeira e confiante. – Prove que você é um bom homem, apesar de tudo.

– Eu farei isso...

– Talvez você nunca tenha a chance para isso, mas posso pedir algumas coisas? Em nome da nossa amizade...

– Quantas coisas quiser. – Empunhou o bastão metálico.

– Entregue essas fotos e esse relógio ao Naruto. – Puxou um par de fotografias e um objeto prateado do bolso e estendeu ao ruivo, que pegou e as guardou consigo. – Diga a ele que eu o amo, e sempre vou amar. Que ele é a coisa mais importante da minha vida. Que com um sorriso dele, ele pode ter a certeza de que eu estarei bem e feliz.Peça desculpas a ele por mim, pelo fato de eu não poder mais ver o crescimento dele de perto. Por não poder ver o grande homem que tenho certeza que ele se tornará. Mas, diga que eu sempre, sempre vou estar com ele. Seja como for... Ele sempre será meu bem mais precioso. – Concluiu deixando lágrimas rolarem pela face. – Diga a Mei que ela é a mulher da minha vida. Que eu nunca esquecerei todos os momentos bons e felizes que tivemos. Do nosso primeiro beijo, depois do nosso encontro... Mas claro, quero que ela seja feliz, sozinha ou acompanhada de alguém. E peça para ela nunca deixar de ser a mãe que ela acabou se tornando para Naruto.

– Minato...

– Pode dizer ao Kiba que ele é o meu segundo filho? – O loiro interrompeu. – Que eu o amo muito, e que por amar ele tanto eu fiz uma poupança pra ele, onde depositei algum dinheiro, para caso ou quando ele precisar. É bastante, mas ele não deve parar de trabalhar e ganhar a vida como modelo. Ele é bom nisso. Ah, claro! Mande ele cuidar bem do Gaara, sim? Se ele não fizer isso, eu... Eu... – Suspirou fundo, segurando o choro. – O que eu tô falando? – Perguntou para si mesmo. – Você não os verá...

– Minato, eu... – O ruivo não conseguia falar. Pela primeira vez em anos, estava sem palavras para algo. Verdadeiramente. Sentia-se um monstro. E talvez fosse um. Mas estava focado no seu objetivo, e mesmo que isso o ferisse um pouco por dentro, faria o que fosse preciso.

– Não precisa falar nada, por favor. – O loiro interveio. – Esqueça essas coisas, sim? Siga sua vida, meu amigo. Eu te agradeço, do fundo do coração, pelo tempo de amizade que você dividiu comigo. Foi muito divertido. –Fitou o ruivo e sorriu entre as lágrimas que lhe escorriam pelo rosto. – Só te peço uma coisa. Em nome da nossa amizade, pode fazer isso acabar rápido? Eu... Não gostaria de sentir dor, então, por favor, acabe com isso de uma vez só. – Olhou para Pain, que maneou positivamente com a cabeça. Em seguida, Minato desviou o olhar. – Adeus, meu parceiro. Te desejo sorte, meu bom. Espero que não nos vejamos tão cedo. – Suspirou fundo. – Bom, se cuide. Se puder, cuide de Naruto e dos outros, de algum jeito. Amo todos vocês. – Pronunciou-se de forma sincera e, surpreendentemente, tranquila. – É aqui que as cortinas do meu espetáculo se fecham. Pode apagar as luzes.

O que veio a seguir foi um impacto. O impacto certeiro que tirou a vida de um homem, tendo como testemunha, outro. Um impacto que manchou tudo de sangue. Sangue inocente. De um homem que não precisava morrer e que tinha muito a viver, mas que por conta de uma trama elaborada, acabou perdendo a vida. Um sorriso contagiante que se apagou. E se apagou sem dor alguma, como queria.

Pain jogou pedaço de ferro em qualquer canto e verificou se o homem caído estava de fato morto. Dera uma pancada forte na cabeça, matando-o instantaneamente. Quando constatou a morte do colega, foi até a gasolina e a jogou por todo o ambiente. Trocou algumas palavras como o cúmplice que o acompanhava, e depois, com um pouco de cerimônia, sacou um isqueiro, o acendeu e jogou em qualquer canto banhado por aquele líquido volátil que, instantaneamente, se acendeu. Para facilitar a identificação do corpo, jogou o relógio que pertencia ao loiro junto ao cadáver.

O ruivo, junto de seu companheiro, deixou aquele cômodo que aos poucos era tomado pela chama. Deixou-o sem olhar para trás.

Aos poucos, a fumaça negra delatou o incêndio que acontecia. Todos ficaram agitados e a correria foi inevitável. Os guardas tentavam controlar os presos e também as chamas, o que foi em vão.

Se aproveitando desse tumulto, Pain e o outro homem correram para o lugar marcado, onde havia alguns apoios para escalarem a grande muralha que cercava o local. Não foi difícil fugir. Já estavam em terra firme, e estavam livres.

– Sua liberdade custou a vida de um homem. – O ruivo ditou sério, falando com o cúmplice. – De um homem bom. Não se esqueça de agradecer e rezar por ele todas as noites. – Ordenou, vendo o homem para quem dera a chance de escapar assentir de forma sentida.

Em menos de meia hora, as manchetes denunciavam o que ninguém esperava. Em todos os lados, em todos os meios de comunicação... Tudo! Tudo denunciava o pandemônio que ocorrera no presídio, atingido por um incêndio catastrófico.

Uma hora e o fogo estava apagado. A direção do presídio anunciara publicamente, em um boletim ao vivo, três baixas causadas pelo incêndio, mas só um corpo carbonizado encontrado. Ao lado deste, totalmente danificado, um relógio de bolso com a inscrição “Naruto”.

A notícia era triste... Em pouco tempo, manchetes que retratavam uma tragédia estavam estampadas nas mídias. Manchetes que calaram milhões. Uma das mais tristes notícias que teve de ser escrita.

Era o fim de um grande homem.

O fim de um grande nome.

O fim de um pai.

O fim de um amigo.

O fim de um guerreiro.

O fim de uma grande história.

Era o fim.

Era o fim de Namikaze Minato.

Notas finais
Pois é, é isso aí mesmo... =/ Espero que, apesar de tudo, tenham gostado... Registro aqui que ainda tenho muitos planos para Inside, fiquem de olho... E que tal serem legais comigo? :) Espero que nos vejamos nos reviews. Com essas notas iniciais e esse capítulo, vão ter bastante coisas a me dizer, então, por favor me digam... Beeeijos do Tio Killua! :3 Até! o/