Inquietude
8 Sua - 1ª Parte
Notas iniciais
Leia num local arejado ou tenha um extintor de incêndio por perto.
Boa leitura.
Marina levantou-se da cama apenas para fechar a porta e se certificar de que Vanessa não estava do outro lado bisbilhotando. Aproveitou e apagou algumas luzes, acendeu alguns abajures deixando o clima bem à vontade para não intimidar Clara.
Clara olhou para a mão esquerda e viu a aliança perder sua imposição em meio a pouca luminosidade do quarto. Retirou o objeto e colocou sob o criado mudo. Marina voltou e parou de costas para Clara que permanecia sentada na cama.– Abre pra mim, por favor – pediu a fotógrafa apontando para o botão do vestido. Clara levantou um pouco cambaleante, como se tivesse sob o efeito de álcool ou alguma droga alucinógena. Estava respirando tão descompassadamente que por um segundo cogitou a hipótese de estar à beira de um ataque cardíaco ou qualquer outra coisa que pudesse levá-la ao óbito. Os dedos trêmulos e frios da assistente atenderam ao pedido de Marina e sem permissão tocaram a pele branca e quente. Clara sentiu a pressão abaixar. Sem se mexer muito Marina fez o vestido cair aos seus pés. Virou-se encarando Clara que estava visivelmente assustada, mas parecia contemplar o corpo seminu à sua frente. Marina estava sem sutiã e seus seios denunciavam sua excitação. Marina deu dois passos à frente. Clara deu dois para trás. E assim seguiu até Clara sentir as pernas trombarem na cama. Caiu sentada visualizando bem de perto o contorno do corpo da fotógrafa. Marina estendeu a mão para que Clara se levantasse. Deu espaço dando um passo para trás.– Quero que você me sinta – disse Marina de maneira sussurrada no ouvido da Clara, pegando as mãos de sua amada e colocando em volta do seu pescoço. Clara fechou os olhos e sentiu suas mãos serem conduzidas do colo aos seios de Marina. Involuntariamente a inexperiente apertou-os levemente, a fotógrafa tombou a cabeça para trás sentindo-se embriagada pelos toques delicados e imprecisos de Clara. Marina soltou um gemido entrecortado e escorregou as mãos de Clara pelo seu abdômen, chegando à sua cintura. Clara engoliu em seco e suas pernas vacilaram quando sentiu Marina introduzir seus dedos por baixo do elástico da lingerie.– Tira! – disse Marina num tom baixo, porém imperativo mordendo o lóbulo da orelha de Clara. Clara já havia visto mulheres nuas diante de seus olhos, já havia tocado outros corpos femininos. Mas o contexto fora completamente diferente. Não tinha nem um terço do significado que aquele contexto tinha. Atendendo a mais um pedido de sua amante, Clara desceu a lingerie e para surpresa de Marina beijou sua cintura, descendo a boca por sua coxa. Ainda estava hesitante, mas a curiosidade começava a ficar cada segundo mais aguçada. Marina puxou Clara pra cima e a beijou com ardor.– Agora é a sua vez – disse Marina soltando um sorriso de lado. A mudez absoluta de Clara deixou a fotógrafa um pouco alarmada.– Está assustada? – perguntou Marina passando o dorso de sua mão no rosto de Clara.– Um pouco – respondeu Clara quase de maneira inaudível. Marina diminuiu a distância entre os corpos e sentiu Clara estremecer sob seu corpo nu quando eles se tocaram.– Não vou fazer nada que você não queira – garantiu Marina bem próxima ao ouvido de Clara. Clara ofegou.– Eu quero – respondeu Clara sentindo a boca secar – Muito – ratificou. Marina afastou e então se permitiu liberar Clara das roupas que vestia. Cada peça ia sendo jogada em qualquer canto daquele imenso quarto. E cada pedaço de pele que ia sendo exposta, era beijada por Marina que controlava sua ânsia de devorar Clara por inteira. Agora que ambas estavam completamente nuas, Marina pegou a mão de Clara e a conduziu até sua cama. Clara deitou de costas. Marina colocou os cabelos de Clara sobre os ombros dela e beijou sua nuca, descendo a boca pelas costas e ouvindo a respiração de Clara falhar. Marina desceu a boca pelas nádegas, as contornou com sua língua úmida e fez o caminho de volta trocando os beijos por mordidas. Com o coração já batendo a mil, Clara virou de barriga para cima e tinha sobre si o corpo de Marina. Sentia suas peles se tocando e se arrepiava. Marina roçava os corpos como se quisesse esquentá-los. Subia e descia lentamente. Clara vibrou quando os mamilos enrijecidos se tocaram e abafou um gemido rouco. Marina saiu de cima e deitou de lado, contemplando aquela pele morena que entrava num contraste perfeito com a sua. Clara começava a sentir o ar rarefeito e silenciosamente tentou se acalmar, senão não aguentaria o que estava por vir. Deitou-se de lado também e surpreendeu Marina com um beijo pervertido. Desceu as mãos pelas costas da fotógrafa e antes de Marina conduzir uma delas para os seus seios, Clara já havia feito. Estava sendo descoberta, mas também queria descobrir. Clara mordeu o lábio inferior de Marina e teve o seu sugado da maneira mais profana e provocativa que conhecia. Marina digladiava com sua língua na boca de Clara e pouco depois desceu sua boca pelo queixo e pescoço, enquanto uma de suas mãos apertava a cintura de sua amada. Se sentindo um pouco mais a vontade, Clara desceu a mão pela lateral do corpo de Marina até atingir a nádega, a apertou trazendo Marina para mais junto.
– Clara... – gemeu Marina baixo e abafadamente. Marina afastou um pouco os corpos e tateou um seio de Clara, segurando o mamilo entre o dedo indicador e o dedão. O seio tinha o tamanho perfeito da sua mão. Clara afastou as bocas desesperadas para soltar um gemido baixo e ainda tímido.– Se solta, Clarinha... Seja o que você quiser, faça o que você quiser comigo, com você. Não sinta vergonha de nada. Apenas se entregue – disse Marina enquanto descia a mão pela barriga já suada de Clara. Clara tentou não fazer associações, ainda mais naquele momento onde o tesão dominava cada célula do seu corpo. Porém, foi difícil não pensar na monotonia que era transar com Cadu e em como ele era conformado com o básico. E em como queria inovar, mas sentia-se desmotivada quando o marido usava do seu desejo para fazer piadas sem graça. Agora, Clara estava livre para experimentar o novo, com um corpo que era igual ao seu, mas que pouco conhecia e ali aprenderia um pouco mais sobre si. A assistente foi tirada de seus devaneios quando sentiu os nós dos dedos de Marina passearem em sua virilha. Seu coração deu uma única batida forte e seus olhos encontraram os olhos sempre provocadores de Marina. Clara flexionou a perna encaixando-a entre as pernas de Marina e então, Marina viu naquele sinal o consentimento para dar a Clara o começo do prazer que merecia. A fotógrafa gemeu junto de Clara e sentiu-se encharcar quando introduziu um dedo no lugar mais íntimo de Clara que por sua vez, cravou as unhas nos ombros de Marina. Marina introduziu um dedo, depois outro e percebeu que estava no caminho certo. Clara estava assustadoramente excitada, os dedos de Marina deslizavam sem esforço algum. Querendo facilitar a atitude, Clara passou a perna por cima do quadril de Marina, prendendo-a. Marina a estocava levemente, sentindo as contrações sobre seus dedos. Clara começava a movimentar seu quadril no ritmo dos dedos de Marina enquanto a fotógrafa descrevia círculos em seu clitóris com o dedão. O ritmo foi aumentando e Clara estava sentindo-se desfalecer aos poucos. Sem se importar com as possíveis marcas que surgiriam, mordeu o ombro de Marina, o pescoço, a orelha e enlouqueceu a fotógrafa com os gemidos cada vez mais altos que proferia. Clara gemia e trepidava tanto nos braços de Marina, que a fotógrafa interrompeu os movimentos por alguns segundos. Clara segurou Marina pelo pulso impedindo que ela retirasse sua mão.– Não... – choramingou Clara nos lábios de Marina – Continua, por favor, não para. Marina soltou um sorriso puramente malicioso e contra o protesto de Clara tirou seus dedos.– Eu vou continuar sim, meu amor – respondeu Marina olhando para aqueles olhos pedintes – Mas agora... – E então Marina passou sua língua nos dedos lambuzados com o prazer de Clara e sentiu a assistente perder um pouco mais de suas forças – Vou continuar de um jeito diferente. Sem perder o contato visual, Marina introduziu novamente os dois dedos, dessa vez em um só lance, indo mais fundo que podia. Marina se desvencilhou de Clara e começou a sugar seu pescoço, alternava lábios, dentes e língua. Quando achou que não poderia mais ser surpreendida, Clara estremeceu ao sentir Marina abocanhar um de seus seios e passar a ponta da língua no mamilo antes de usar toda a língua. Clara agarrou nos cabelos encaracolados de Marina e a sentia descer com a boca por seu abdômen que se contraia. Marina afastou as pernas de Clara delicadamente e se deparou com brilho de excitação que o sexo inchado demonstrava.– Meu Deus, Clara... – disse Marina mordendo o lábio inferior com força. Marina beijou o sexo de Clara e em seguida passou a língua por toda extensão, debaixo para cima, de cima para baixo e então adentrou aquele espaço, separando os grandes lábios com um dedo só e sentindo o clitóris inchado pulsar. A fotógrafa pressionou o clitóris de Clara com o dedo indicador e a ouviu gemer baixinho e puxar um pouco mais os seus cabelos. Olhou para cima e sorriu mordendo o lábio inferior em seguida. Marina começou então a saborear Clara. Separou os grandes lábios e provocou a amada usando apenas a ponta de sua língua. Clara se contorceu. Uma, duas, três vezes e Clara estava a ponto de enlouquecer quando Marina usou toda sua boca para apoderar-se de sua intimidade. Sua língua era macia, morna e deslizava delicadamente, por enquanto. Marina fazia movimentos verticais e horizontais, descrevia círculos. Segurava Clara pelo quadril e a sentia movimentar-se bruscamente na cama. Clara retirou as mãos do cabelo de Marina por questão de segurança. Agarrou-se aos lençóis e arqueou o corpo, jogando-o no colchão em seguida repetidas vezes. Nunca havia presenciado um exorcismo, mas sentia como se uma força muito poderosa quisesse sair do seu corpo. Quanto mais Clara gemia, mais Marina se excitava e parecia sentir algo inédito acontecer, teria um orgasmo sem qualquer tipo de contato. Retirou uma das mãos que segurava Clara e tocou a própria intimidade. Encharcada. Pulsante.– Marina... – ofegava Clara pela boca entre aberta – Ah... Meu Deus... Marina introduziu três dedos de uma só vez e Clara gritou. Gritou tão alto que sentiu a garganta arder.– Isso, Marina... – dizia Clara sentindo o cabelo colar ao rosto molhado pelo suor – Estou quase... Oh... Oh... Oh... Hummm... Marina também gemeu um pouco alto. Clara delineava linhas de fogo em suas costas com as suas unhas agora. Ardia de uma maneira deliciosamente provocante. Clara passou uma perna pelas costas de Marina e rebolava na mesma intensidade que a língua da fotógrafa trabalhava. Marina então afundou o quanto pode seus dedos e sentiu o gozo de Clara ir de encontro a eles. Clara respirava puxando todo o ar que conseguia e soltava devagar, completamente exausta. Sentia como se tivesse ido para outro universo, outra dimensão. Ainda sentia pequenos espasmos e não podia acreditar no quão prazeroso havia sido. Marina beijou o interior das coxas de Clara e subiu pelo corpo dela disparando beijos e lambidas. Deitou com a cabeça em sua barriga, enquanto sentia a amada acarinhar seus cabelos.
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