Inquietude

21 Família


Notas iniciais
Eu só queria agradecer aos inventores do Bluetooth e do tablet que permitiram que eu passasse a fic para o dispositivo, permitindo assim que eu escreva nos intervalos da minha nova rotina. Obrigada, gente. hahahaha o/ Person, ai vai uma prévia da sua primeira ideia. Enjoy it.

Algumas semanas depois...

Ivan agora morava com Marina e Clara.
Dias depois do sequestro relâmpago, Clara tomou a decisão e teve o apoio de toda a família, já que Cadu comportara-se de maneira inconsequente, tentando modificar um fato que era imutável: Marina e Ivan se davam bem.
Clara levava e buscava o filho todos os dias na escola e aos finais de semana fazia o mesmo quando o filho ficava com o ex-marido. Cogitava a hipótese de mudar Ivan de escola, mas como não saberia para onde iria quando Marina vendesse a casa, deixou do jeito que estava. Ela não queria que Cadu visse o filho, mas Ivan sentia falta do pai e Marina convenceu Clara de que ela estava sendo radical demais.
As demissões na casa de Marina começaram pela cozinha. Agora era Clara quem pilotava os fogões brigando vez ou outra com Marina que tentava, sem sucesso, cozinhar alguma coisa. O máximo que Clara deixava Marina fazer era cortar os legumes, ferver água, quebrar ovos ou misturar alguma coisa.
Ivan estava na sala jogando vídeo game, encantado com a televisão de 75 polegadas que deixava seu jogo muito mais real.
Enquanto Marina tentava desastrosamente cortar o bacon, Clara colocava o feijão para cozinhar na panela de pressão.
– Amor, quando você vai vender a casa? – perguntou Clara enxugando a mão no pano de prato e apoiando a lombar na pia.
– Acho que nunca – disse Marina com um sorriso amarelo – Não quero vender isso aqui, Clarinha. Eu tenho muitas lembranças aqui, umas boas, outras nem tanto, outras maravilhosas... E as melhores lembranças são suas.
Marina apoiou a faca na tábua e levantou-se para encostar seu corpo ao de Clara que passou o braço ao redor de sua cintura e beijou seu pescoço.
– Vou precisar conversar com o Cadu pra ver até quando ele vai ficar no apartamento. Assim que ele sair, já coloco à venda e te ajudo.
– Não! – rebateu Marina envergonhada afastando-se do abraço de Clara, mas com a mão em seu rosto – Você vai precisar desse dinheiro pra cuidar do Ivan, você também tem sonhos, Clarinha, não posso passar na frente disso.
– Meus sonhos agora são seus, Marina. Minha vida é junto com a sua. Somos uma só. – disse Clara beijando Marina.
– Você não existe! Eu te amo por isso e por todas as outras coisas boas que você me dá.
– Eu também te amo! Vou te amar mais se você terminar de cortar esse bacon que mais parece que foi batido no liquidificador, socorro! – disse Clara rindo e batendo com o pano de prato na bunda de Marina.
– Amor! Aproveitando o gancho da conversa, quando você... Quando você vai se separar do Cadu?
– Nós já estamos separados.
– Não, eu sei. Mas no papel? Não quero te pressionar, mas é só que agora é o momento perfeito pra isso.
– Nós já estamos separados, Marina. Eu e o Cadu não somos casados de verdade. Apenas juntamos as trouxas, como disse minha mãe, e fomos morar juntos.
– Sério?
– Lembra quando eu e o Cadu estivemos aqui, depois da sua exposição, e eu falei “O Cadu sabe o que eu penso sobre casamento”? E ele desconversou e se jogou na piscina?
– Lembro! Fiquei sem entender.
– Então...

FlashBackOn

– Mas porque você não quer casar na igreja? Toda mulher quer casar na igreja, Clara – dizia Cadu exaltado.
– Mas eu não quero, Carlos Eduardo. Pô, custa entender? Eu me lembro da minha irmã sendo deixada no altar e me dá um aperto horrível no peito. Sei que não tem nada a ver comigo, mas só me faz ter certeza de que casamento é muito mais que uma cerimônia bonita. O que vale é o dia a dia, a confiança, a lealdade, o amor... E nós temos tudo isso, Cadu. Não precisamos provar pra ninguém a nossa felicidade – rebateu Clara aproximando-se do futuro marido.
– Tudo bem, Clara. Tudo bem. Mas vamos então ao cartório e pronto. Sem grandes espetáculos. Pelo menos poderemos abrir uma conta conjunta, trocar nossos sobrenomes...
Aquelas possibilidades fizeram os pelos de Clara arrepiarem.
– Não quero mudar meu nome – disse Clara.
– Nem casou e já está pensando na separação – intuiu Cadu andando de um lado para o outro indignado.
– Não estou pensando em separação, Carlos Eduardo. É só... Nós já moramos juntos há mais de um ano, não vejo necessidade de oficializarmos nada porque já está oficializado. O nosso amor não precisa de provas, Cadu. Eu te amo muito, e se tem alguma prova do nosso amor é essa daqui – Clara passou as mãos na barriga esticando a blusa, mostrando a barriga protuberante de quem estava gerando uma vida.

FlashBackOff

– E então com a gravidez ele ficou satisfeito e não quis mais saber de casamento. Claro que sempre rolava umas piadinhas quando íamos a outros casamentos. A única coisa que leva o meu nome e o nome Cadu, na verdade não é uma coisa, é o meu bichinho e a aliança que eu usava.
– E dá pra registrar um filho sem os pais estarem casados?
– Dá sim, é só o pai assinar uma declaração consentindo a paternidade – respondeu Clara – Essa coisa de casamento, trocar sobrenome... Sei lá, nunca me vi nessa situação com o Cadu.
Marina terminou de cortar o bacon em silêncio. Ficou mexida com a possibilidade de Clara não querer oficializar o relacionamento das duas que só se solidificava a cada dia.
A fotógrafa também nunca pensou em casamento, troca de alianças ou sobrenomes. Mas com a Clara a vontade de expor o que ambas sentiam vinha crescendo, porém foi refreada pelo que Clara dissera minutos antes.
Talvez Clara mudasse de pensamento, talvez Marina também mudasse. E por não querer gerar uma discussão Marina ficou quieta ajudando, do seu jeito, Clara terminar o jantar.
A nuvem desagradável que permeou Marina desapareceu durante o jantar, que seguiu tranquilo.
– Vou tomar banho e vocês, por favor! Lavem a louça se não for pedir demais – disse Clara apontando para Marina e Ivan.
Clara subiu para o quarto enquanto Ivan e Marina tiravam a mesa.
– Tô com vontade comer um doce – disse Ivan.
– Hum... – resmungou Marina indo na geladeira vasculhar – Tem chantilly e morango, pode ser?
– Com certeza – disse o menino.
Marina pegou os morangos, achou um kiwi, encontrou meia barra de chocolate e misturou tudo com o creme branco adocicado e junto de Ivan sentaram no chão da cozinha, as costas apoiadas ao armário da pia.
Ivan espirrou chantilly na mão e passou no rosto de Marina. A fotógrafa devolveu o gesto lambuzando o nariz do garoto e quando deram por si estavam correndo pelo cozinha, brincando de pique pega, sujando tudo por onde passavam.
– Eu não acredito nisso! – disse Clara de braços cruzados minutos depois, o cenho franzido – Olha a bagunça dessa cozinha! A louça que é bom ninguém lavou, né? A gente não tem mais empregada, Marina e...
Marina puxou Clara pela cintura e selou os lábios dela com os seus tentando ser o menos sexy possível, afinal de contas Ivan estava ali.
– Vai tomar um banho agora, Ivan. E chega de doce que você deve ter comido metade essa embalagem de chantilly!
– Posso tomar banho na sua banheira? – perguntou o menino olhando para Marina.
– Ela é toda sua.
Aos pulos Ivan subiu.
– Não vem, não. Acabei de tomar banho – disse Clara tentando afastar Marina.
– Que pena, achei que gostaria de provar outro doce – respondeu Marina chupando os dedos lambuzados.
– Você não vale nada... – Clara tinha as mãos por dentro da blusa de Marina, apertava sua cintura.
– E eu sei que você gosta.
Clara tirou sua camiseta larga enquanto Marina tirava a dela. Pegou a mão lambuzada de Marina e passou a língua. Clara lambia toda a extensão da mão de Marina e seus olhos não desgrudavam dos olhos de Marina que sentia um vulcão interno querendo entrar em erupção.
A morena sentou a fotógrafa na pia e passou o dorso de sua mão sobre o tecido fino da calcinha que já estava úmida, exalando o cheiro agridoce que fez Clara salivar.
Clara apertou sua mão no sexo ainda coberto e Marina arfou. Pegou o chantilly e jogou na própria boca. Beijou Marina com urgência lambuzando-a do produto adocicado, espalhando-o pelo rosto, clavícula, seios.
Marina passou as pernas ao redor da cintura de Clara e essa, por sua vez, tirou a fotógrafa da pia e a deitou no chão frio da cozinha.
A morena tirou a calcinha da fotógrafa e deslizou o tubo de chantilly por sua intimidade. Marina se contorceu. Clara subiu e desceu o tubo mais uma vez e aumentou o ritmo do contato fazendo Marina morder os próprios lábios de excitação. Quando Clara achou que já tinha provocado a amada o suficiente emoldurou os mamilos de Marina com o chantilly e seus dedos a penetraram com força.
Clara a estocava com agilidade e Marina gemia contida, mas sua vontade era de gritar. Abocanhou um seio lambuzado e Marina respondeu ao toque espremendo os dedos de Clara com seu interior pulsante.
Marina apertou os seios de Clara e desceu suas unhas curtas pelo abdômen dela. Enquanto Clara estava de quatro por cima dela, a beijando e enlouquecendo, Marina tocou Clara, masturbando-a. O clitóris inchado escorregava em seus dedos.
– Isso, Clara... Vai com força, vai, mete! – pediu Marina já sentindo o orgasmo querendo tomar conta de si.
A fotógrafa arqueou a coluna e gozou. Minutos depois o gozo de Clara lambuzava seus dedos.
Com as pernas um pouco bambas Clara abriu a geladeira e tirou do congelador uma forma de gelo. Virou a forma ali mesmo, fazendo alguns cubos caírem no chão.
– Sou sua cobaia? – Perguntou Marina com uma sobrancelha erguida.
Clara deslizou o cubo pelos lábios entreabertos e pela extensão do seu corpo. Estava em pé diante de Marina o gelo derretendo em sua pele quente. A trilha formada pelo gelo derretido arrepiando toda a pele de Clara.
Ela então deslizou o cubo pela barriga de Marina. Contornou o umbigo, fez um zig-zag até chegar aos seios. Passou o gelo em cada mamilo com sagacidade. Assoprou os mamilos enregelados, chupando-os em seguida com a boca toda. Marina a prendia pelos cabelos e gemia em seu ouvido apertando com a mão livre, a lateral do corpo de Clara.
Marina ergueu o corpo e tomou conta da situação. Deitou sobre Clara e deslizava o corpo molhado para cima e para baixo.
Sua coxa encontrando o sexo encharcado de Clara.
– Quero te chupar inteira – disse a fotógrafa roçando os lábios na orelha de Clara – Mas quero que você me chupe também.
Marina deitou e gesticulando com os dedos pediu que Clara virasse de costas para ela.
– Deita! – ordenou a fotógrafa.
A intimidade encharcada de Clara aguçou os instintos de Marina e ela afundou seu rosto entre a intimidade de Clara e a sugou. Clara rebolou em seu rosto e moveu seu quadril para cima e para baixo, conduzida por Marina que segurava em sua bunda com força.
Clara separou os grandes lábios com os dedos de uma mão e tocou o clitóris rosado com a ponta do dedo, Marina gritou tendo o som abafado pelo sexo de Clara que estava em sua boca.
Lembrando-se do prazer que tivera dias atrás, a fotógrafa passou sua língua por todo sexo de Clara. Indo um pouco mais além
Quando chegou ao ponto intocado e enrugado da amada sua língua o rodeou e Clara estremeceu, mordendo a coxa de Marina.
– Marina... – gemia Clara apoiando as mãos nas coxas da fotógrafa – Oh...
Marina umedeceu o local com sua saliva quente, seus dedos afundavam na vagina lubrificada e com a outra mão, Marina tocava o ponto sensível introduzindo o dedo até a altura de sua unha. Clara rebolava e estocava Marina no mesmo ritmo que era tocada.
– Rebola pra mim, delícia. – disse Marina – Geme vai...
Marina apertava a bunda de Clara, a espalmava com tapas que enlouqueciam Clara. Clara não tinha mais forças.
– Bate! – Pedia Clara rebolando mais rápido.
Obediente Marina batia. As palmas de suas mãos ardiam e a bunda de Clara se tornava vermelha e mostrava o desenho das mãos da fotógrafa. Marina mordia e apertava, tão enlouquecida quanto Clara.
– Isso, continua – implorava Clara.
Clara gozou guardando o grito que queria dar no fundo da garganta. Saiu de cima de Marina e deitou com as costas no chão.
– Vem! – chamou ela – Agora sou eu que vou te comer, do jeito que você gosta.
Marina permaneceu deitada. Mas Clara negou com um ruído e o dedo balançando em negativa.
Aqui – disse Clara apontando para os lábios – Quero você sentada aqui.
Marina levantou-se. Afastou os cabelos de Clara e emparelhou um joelho de cada lado da cabeça. Desceu devagar e Clara segurou sua bunda.
Clara sugava todo o desejo de Marina, que quase pingava em seus lábios.
Marina tocava os próprios seios, apertando-os. Passava a língua nos lábios que ainda guardavam o gosto de Clara
A morena usava a língua com uma lentidão deliciosa para Marina. Clara às vezes a sugava, puxando todo o clitóris para sua boca e o soltava, deixando Marina às avessas.
Já perdendo as forças, Marina jogou o corpo para frente e apoiou as mãos no piso frio. Clara a penetrou e seus batimentos cardíacos ficaram descompassados.
Marina gozou e Clara continuou a tomar para si todo o líquido viscoso.
A fotógrafa estava deitada a centímetros de Clara. Arfando lentamente sentindo arrepios.
Clara aproximou-se beijando o joelho de Marina.
– Não, amor.., Tá ardendo – disse Marina rindo – Espera um pouco.
– Calma! – pediu Clara rindo – Não sou nenhuma ninfomaníaca.
Clara subiu mais alguns centímetros e abraçou Marina. Entrelaçando suas pernas.
– Os ativistas do meio ambiente nos odiariam se vissem isso agora – disse Marina apontando para a porta da geladeira que estava aberta. Ela bateu a mão e fechou.
Marina sentou e apoiou as costas na geladeira. Clara sentou em seu colo acariciando os cabelos bagunçados, limpando o suor do rosto da amada.
As duas começaram a se beijar lentamente, saboreando seus gostos, sorrindo, deslizando as mãos nos corpos nus, massageando os seios, sugando seus lábios e línguas. Um ritmo calmo e compassado.
Marina esqueceu-se do que dissera minutos antes. O desejo começava a fazer pulsar seu sexo que estava ainda mais molhado.
– Deita – pediu ela – Não estou aguentando mais.
Clara sentiu seu sexo contrair algumas vezes, imaginando a língua de Marina brincando ali. Mas para sua surpresa, a fotógrafa passou a perna esquerda por cima da perna de Clara e a direita por baixo da outra. Seus sexos se encontraram e Clara sentiu como se uma corrente elétrica passasse pelo seu corpo. Marina aumentou o contato e seus clitóris roçaram.
– Continua – pediu Clara mordendo o dorso de sua mão. –Aaaaaaaah...
Ainda num ritmo calmo Marina começou a rebolar, tocando os seios de Clara, descendo a unha por seu abdômen.
Ambas começaram a gemer em uníssono. Clara arqueo1 o corpo e sentiu seu sexo em chamas.
Marina rebolava agora mais rápido. Suas mãos espalmadas sobre Clara que se sentia sendo transportada para outra dimensão.
Gozaram juntas. Exaltas abraçaram-se sem condições alguma de falar qualquer coisa.
Ouviram um estralo e pensaram que poderia ser Ivan. Levantaram correndo, rindo, sentindo-se duas adolescentes cometendo alguma ilegalidade.
Pegaram as roupas espalhadas e saíram correndo para o anexo atrás da cozinha, se vestiram e quando se deram conta de que não havia nada nem ninguém riram. Trocaram um beijo e subiram para o quarto. Ao olhar na cama, Ivan dormia como um anjo entre os travesseiros.
Chegaram no banheiro e tiraram as roupas. Enfiaram-se debaixo do chuveiro e tomaram banho em meio a carícias, beijos e orgasmos silenciosos.
Secaram seus cabelos e foram para a cama. Clara deitou do lado esquerdo de Ivan e Marina do outro lado. Simultaneamente deram um beijo no pequeno. Beijaram-se com ternura e se prepararam para mais uma noite de sono.
– Mãe, você tá com cheiro de chantilly – disse Ivan de olhos fechados.
Clara riu e aconchegou-se ao filho.
– Você também, mãe – disse novamente o menino.
Marina olhou em meio ao breu para Clara.
Acendeu a luz do abajur. O coração acelerado.
Clara levantou a cabeça encarando Marina com o mesmo ponto de interrogação em órbita em sua cabeça.
– Você... Você me chamou de mãe? – perguntou Marina.
Ivan abriu os olhos um pouco impacientes e olhou para Clara e depois para Marina.
– Achei que eu tivesse duas mães agora – disse o pequeno visivelmente cansado, os olhos se fechando sem esforço.
Marina tinha pequenas lágrimas nos olhos e Clara um sorriso imenso.
Então aquilo era uma família, concluiu Marina deitando-se e dando um novo beijo em Ivan que recomeçara a pegar no sono.
– E você tem, meu anjo. Você tem – confirmou Marina aconchegando-se a seu filho e sua amada.