Notas iniciais
E esse capítulo que não saia nunca, meu povo? Tou morrendo de sono e fome aqui, mas se não postasse hoje postaria só amanhã ou depois .-. Então se tiver algum erro gramatical, de concordância ou acentuação relevem por que me recuso a corrigir, shauihsauihsa. O capítulo está grande em relação aos outros porque não quis dividir os assuntos :~~ Boa leitura e bom domingo o/

Era bem cedo quando o celular de Clara começou a tremelicar incansavelmente sobre o criado mudo.
Espremendo os olhos depois de atingi-los com a claridade exagerada do celular, Clara retornou a ligação.
– Oi, mãezinha! – disse levantando da cama para não acordar Marina.
– Bom dia, minha filha. Ainda na cama?
– Ah, mãe! A Marina bagunçou minha vida e meus horários. Tudo bem por aí? Aconteceu alguma coisa?
– Não, só liguei pra convidar você e a sua... A Marina para vir jantar aqui em casa.
Clara olhou Marina que ainda dormia.
– Quem vai a esse jantar?
– Nós três e o Ricardo. Não quero tumulto. Quero conversar com essa moça que bagunçou a vida e os horários da minha filha mais nova, preciso saber quais são as intenções dela – brincou – Vocês virão?
– Preciso ver como está a agenda dela, te ligo mais tarde.
– Não liga muito tarde porque eu preciso saber o que fazer para o jantar. E outra coisa: ela come de tudo?
– Come – respondeu Clara achando graça da preocupação da mãe.
– Tudo bem, meu amor. Espero vocês. Beijo.
Clara voltou para cama e deitou-se atrás de Marina, beijando seu pescoço, acarinhando o braço nu, a espádua desenhada pelos ossos protuberantes. Escorregou a mão pelas pintas que se destacavam na pele clara e então Marina virou-se de frente, ainda com os olhos fechados suas mãos seguravam o rosto de Clara e suas bocas já tão íntimas, tocavam-se delicadamente, as salivas umedecendo os lábios ressecados, as respirações encontrando-se na troca, misturando-se.
Marina então abriu os olhos e sorriu quando Clara sorriu para ela.
– Bom dia – desejou a fotógrafa entre os lábios da amada.
– Bom dia – respondeu Clara levantando a camisola rendada de Marina.
Clara deslizou os dedos pela coxa ainda quente e Marina arfou em seu ouvido. Afastou a calcinha pequena para o lado e lentamente a penetrou. O barulho dos dedos trabalhando em Marina fez Clara gemer também.
Antes de sentir os prelúdios do orgasmo, Marina também adentrou Clara. A fotógrafa deitou-se sobre ela lambendo o pescoço, alternando o gesto com mordidas leves. Com a mão livre, Clara puxou Marina segurando seus cabelos, querendo aquela boca provocativa na sua com urgência.
Marina gozou primeiro, depois Clara e permaneceram naquela posição por alguns minutos. Marina deitou de costas de novo e Clara a abraçou pelas costas, formando uma concha que ainda estava em chamas.
– A gente tem que levantar, amor. Tem muito trabalho pelo que me lembro e temos um jantar pra ir.
– Jantar?
– Minha mãe nos convidou para jantarmos na casa dela.
Marina virou-se de frente para Clara seus narizes quase se tocando.
– Sua mãe nos convidou pra um jantar?
– Que cara assustada, vida. – disse Clara rindo.
– Fiquei tensa. Formalidades sempre me deixam assim. Quem vai a esse jantar? Compro flores, sobremesa...?
– Não precisa de nada disso. E não serão flores que vão conquistar a dona Chica, o jeito que você me trata, as suas palavras, o seu jeito é que a conquistarão.
– Então já ganhei a sogra. Porque eu cuido de você do mesmo jeito que você cuida de mim, com todo amor e carinho do universo.
Clara sorriu e a beijou.
– A Helena vai? – perguntou Marina.
– Não sei, por quê?
– Queria conversar com ela a respeito de vender umas joias pra casa de leilões. Não quero vender a casa, Clarinha. Estava pensando em alugar por um preço justo e quando a situação se estabelecer nós voltamos pra cá.
– Essa casa é o seu xodó, não é?
– Sim – respondeu Marina entristecida – Ela é o pedaço do paraíso.
– Tudo bem. Se ela não for ao jantar nós passamos na casa dela e vemos como fica, tá?
– Tá – Marina beijou Clara com intensidade – Obrigada, meu amor.
– Pelo o que?
– Por me amar, por existir, por cuidar de mim, me entender... Por tudo.
– Me agradeça ficando comigo pra sempre.
– Será que eu aguento? – provocou Marina rindo.
Clara beliscou o braço de Marina que ria muito, afundando o rosto nos cabelos castanhos de Clara, beijando o pescoço.
– Eu te amo, boba. Amo muito – declarou Marina olhando Clara nos olhos e delineando o rosto moreno com seus dedos.
– Eu também te amo, mas só um pouco agora.
Marina ergueu uma sobrancelha e foi a vez de revidar o beliscão.
– Amor... Estou com vontade fazer uma coisa – disse Clara.
– Sexo, aposto.
Clara riu.
– Isso sempre – confessou Clara – Mas eu estou a fim de ir numa balada gay. Sei lá, agora que não devo nada a ninguém eu quero conhecer.
– Vamos então – topou Marina no mesmo momento – Podemos ir depois do jantar na sua mãe, que tal?
– Por mim pode ser. Eba! Quero me acabar de tanto dançar.
– E o nosso filho vai ficar com quem?
– Nosso filho... – repetiu Clara sorrindo abobada – NOSSO filho vai ficar com a minha mãe, ele adora aquele lugar e qualquer coisa ele vai pra casa da Helena.
– Impressão minha ou você quer se livrar do Ivan por hoje?
– Talvez.
– Clara, Clara... Sinto cheiro de surpresa vindo por ai.

Sem Vanessa o trabalho no estúdio estava num ritmo muito mais acelerado. Embora Clara já fizesse parte daquele universo com toda sua alma, algumas coisas ainda não se encaixavam naquele quebra cabeça que estava quase completo. Então Flávia ocupou o posto de Vanessa e Clara e Giselle se revezavam nas outras tarefas.
Clara ligou para a mãe avisando que chegariam atrasadas devido ao trabalho que se acumulara.
No caminho para o Leblon, Marina dirigia com uma mão no volante enquanto a outra repousava sob a mão de Clara. A mão branca e delicada estava gelada.
– Amor! O pior já passou, não precisa ficar nervosa assim – tentou tranquilizar Clara.
– É, mãe! A vó vai se amarrar na sua – disse Ivan apoiando as mãos no banco e dando um beijo no rosto de Marina.
Quando o semáforo ficou vermelho Marina rapidamente virou para trás e deu um beijo nos cabelos de Ivan..
– Tudo bem, tudo bem. Vocês me convenceram – disse Marina acelerando o carro.
Chegaram ao prédio de mãos dadas, o porteiro não tirou os olhos das mãos entrelaçadas.
– Dona Clara quanto tempo – disse o porteiro.
Clara nada disse, apenas sorriu e pegou o elevador.
Ivan tocou a campainha quando pararam à porta do apartamento. Marina respirou fundo e Clara apertou sua mão.
Ivan passou para o outro lado de Marina e repetiu o gesto de Clara.
– Calma – disse o menino dando um beijo na mão de Marina.
Quando Chica abriu a porta seu olhos, assim como os do porteiro, recaíram nas mãos unidas. Ela engoliu em seco e Marina esboçou um sorriso.
– Sejam bem vindas. E você neto mais lindo do mundo. Não vai me dar um beijo?
– Claro – Ivan pulou no colo da avó.
– Tudo bem, Marina?
– Tudo, tudo ótimo – respondeu a fotógrafa nervosa.
Clara e Marina sentaram no sofá enquanto Ivan brincava com Ricardo.
O vinho tinto descia como pequenos blocos de concreto. Não que fosse ruim, mas a tensão se transformara em fel na boca de Marina e mesmo que soubesse que Clara estava ao seu lado, que nada mais no mundo poderia separá-las, Marina se sentiu ameaçada e insegura. Mil possiblidades passando pela sua cabeça, e o sorriso aberto de Chica só conseguia deixá-la mais nervosa.
O aviso de que o jantar estava pronto veio em seguida.
À mesa todos conversavam tranquilamente. Clara e Marina trocavam sorrisos e beijos singelos nos rostos.
Do outro lado da mesa Chica olhava tudo com um aperto no coração. Via uma felicidade genuína no rosto de Clara, mas não conseguia entender como a felicidade estava acontecendo ali, naquele contexto tão destoante de sua realidade.
E o Ivan? Fazendo brincadeiras com Marina. Tão íntimo. Tão à vontade... Chica só desejou que por um minuto tivesse a inocência do seu neto.
– Marina, ficou sabendo que estão procurando uma fotógrafa para dar aulas lá no Galpão Cultural? – Chica puxava assunto com Marina pela primeira vez.
Clara observava assim como Ricardo que lhe deu uma piscadela cúmplice e confiante.
– Sério? – questionou Marina – Que coisa boa de ouvir. Preciso mesmo arranjar um novo meio de ganhar dinheiro. O meu trabalho é excelente, mas não é sempre que se tem dinheiro, ainda mais com as contas infinitas que eu tenho – disse abaixando os olhos.
– Desculpa a intromissão, mas... O que está acontecendo? – perguntou Chica preocupada mais com Clara do que com Marina.
A mão de Marina sobre a mesa foi coberta pela de Clara que sintetizou os problemas financeiros e familiares de sua amada.
– Vamos até nos mudar pra um apartamento menor enquanto as coisas não melhoram – finalizou Clara – Mas tudo vai dar certo, você vai ver – arrematou olhando docemente para Marina.
Marina controlou a vontade de beijar os lábios de Clara e resignou-se a beijar a mão.
A sobremesa foi posta à mesa e Ivan foi o primeiro a se servir.
Marina pediu licença e perguntou onde era o banheiro. Ricardo indicou o caminho.
Quando a fotógrafa saiu do banheiro percebeu uma luz que não estava ali minutos antes. A porta de um quarto estava aberta e sentada na cama estava Chica com uma caixa quadrada sobre o colo e algumas fotografias esparramadas pelo colchão.
– Entra – disse Chica gentilmente percebendo a presença de Marina.
– Desculpa, não queria me intrometer – disse Marina timidamente ainda no limite da porta.
– Marina! – agora o chamado de Chica era exigente e seus olhos estavam na fotógrafa – Senta aqui.
Vacilante Marina entrou, sentou ao lado de Chica. Reconheceu Clara em algumas fotos. Não se conteve e pegou uma em que Clara estava abraçada à Helena, ambas sorriam com a boca toda.
– Elas são assim desde sempre, grudadas, unidas... – disse Chica tomando a foto da mão de Marina sutilmente – São muito diferentes, mas o coração enorme, a vontade de ser feliz as duas tem em comum. Porém a Clara é mais sonhadora, nossa...! Desde pequena lia romances e ficava voando.
Marina sorria olhando as outras fotos.
– Nessa foto ela tinha cinco anos.
– Linda desde sempre – disse Marina.
– Mãe coruja que sou tenho que concordar. A Clara é linda, um ser humano maravilhoso, uma filha exemplar e uma mãe excepcional. E por essas e outras razões é que eu preciso te pedir uma coisa Marina.
Marina deixou a foto que observava de lado e encarou Chica. A tensão voltando a correr em suas veias.
– Cuida da minha caçulinha! Ela ainda não perdeu o ar sonhador da infância. Ainda não consigo entender muito bem o que vocês têm, e te peço desculpa pelo modo como falei com você aquele dia no estúdio. Muita coisa aconteceu ao mesmo tempo e não soube lidar.
– Eu entendo Chica.
– Então – Chica pegou as mãos de Marina e segurou entre as suas, as lágrimas começando a descer por seu rosto – Cuide dela como se ela fosse sua vida. A Clara largou uma vida de quase onze anos pra ficar com você por achar em você o amor que ela sempre procurou. Por achar que você é quem vai fazê-la feliz pra sempre. Então não a decepcione, não me decepcione. Eu amo e protejo meus filhos igualmente, mas com a Clara... Deve ser por ela ser a mais nova, mas não sei... Ainda sinto ela aqui debaixo das minhas asas.
Marina e Chica sorriram entre as lágrimas.
A fotógrafa limpou o rosto que já estava molhado e apertou ainda mais as mãos entre as mãos de Chica.
– Pode confiar em mim Chica. Eu não baguncei a vida da sua filha pra me divertir. Baguncei porque sabia que organizaria, porque sabia, e sei, que é com a Clara que eu quero passar até o fim da minha vida – disse Marina não contendo a emoção novamente – Penso e desejo fazer sua filha feliz desde o dia em que a vi na exposição. Eu amo a sua filha, Chica. Amo como nunca amei ninguém nesse mundo. A Clara... – Marina deu um longo suspiro buscando adjetivos à altura de Clara – Ela é tudo pra mim. Não sei descrever em palavras. Mas sei sentir. E o que sinto por ela é o amor mais forte, mais bonito e mais sincero. Então fique tranquila, eu não vou desapontar você ou a Clara. O nosso amor é maior do que qualquer coisa.
– Posso... Posso te dar um abraço? – perguntou Chica já com os braços abertos.
Marina não respondeu em palavras. Afastou as fotos para não amassar e se aproximou de Chica aconchegando-se nos braços da sogra. Seus olhos transbordaram duas vezes mais quando sentiu no abraço da Chica algo familiar. O abraço que a mãe daria caso estivesse presente naquele mundo.
Elas não sabiam, mas Clara acompanhou metade daquela conversa do lado de fora. Tão emocionada quanto elas. Antes de Marina e Chica saírem, Clara foi mais rápida e quando ambas chegaram à sala Clara e Ricardo já haviam retomado a conversa.
– A lá, as duas deveriam estar falando mal da gente – brincou Ricardo quando Marina e Chica adentraram a sala.
– Claro que não – respondeu Chica sorrindo – Estava oficializando a Marina como minha terceira filha. Agora tenho quatro filhos. Um filho lindo e três filhas maravilhosas.
Clara levantou do sofá e abraçou a mãe.
– Obrigada, você é a melhor mãe do mundo – disse Clara abraçada à Chica – Te amo demais, dona Chica. Filho, você quer dormir aqui na vovó ou na tia Helena?
– Ué, achei que fossemos embora juntos – disse Ivan.
– Eu e a sua mãe vamos sair, não temos hora pra voltar.
– Mãe? – perguntou Chica olhando Clara.
– É, vó. Eu tenho duas mães – disse Ivan abraçando Marina pela cintura.
– E eu tenho o filho mais amoroso do mundo – disse a fotógrafa retribuindo o abraço.
– Mãe, eu quero ficar com o meu pai – disse Ivan – Falei que estávamos vindo pra cá e então eu quero dormir com ele.
Marina e Clara se entreolharam.
– Tudo bem, mas amanhã bem cedo eu venho te buscar – disse Clara.
– Mãe, amanhã é sábado! Não vou acordar cedo.
– Amor – disse Marina puxando Clara para mais perto – Para! O Cadu errou sim, errou feio. Mas ele já deve ter aprendido a lição. Relaxa!
Mesmo contra a vontade Clara concordou.

A fila da boate não estava tão grande quanto Marina pensou. As duas esperavam encostada à parede. Clara estava encostada em Marina disparando olhares severos quando alguém admirava Marina.
Não muito tempo depois Marina e Clara já estavam dentro da boate.
O lugar era grande. Luzes coloridas dançavam nas paredes e nos tetos. Espelhos se exibiam em algumas paredes e a pista de dança começou a encher.
Enquanto Clara caminhava admirando o local, Marina voltava do bar com dois copos generosos de vodca com suco. Brindaram à noite, à vida e ao amor e então Marina puxou Clara para o meio da pista.
Moviam seus corpos de um lado para o outro, encostando-se, provocando-se.
Clara rodeava Marina e com as costas coladas descia no ritmo da música.
O dj tocava do pop mais atual, aos mais antigos, pescando alguns que estavam no meio do caminho, misturando indie e alguns remixes.
Paparazzi da Lady Gaga começou a tocar e Clara se assustou quando um gay bem afeminado, magrelo e de calça roxa gritou ao seu lado:
– EU AMO ESSA MÚSICA!
Clara olhou para Marina rindo.
Marina começou a provocar Clara com sua dança. Pegou a morena pelas mãos e as colocou em sua cintura fina. Movia a cintura para a direita e para esquerda, para frente e para trás chegando bem perto de Clara. Suas coxas se encaixaram e ambas desceram quase encostando no chão. Subiram com as bocas coladas e logo encontraram um pilar para se apoiarem.
Marina e Clara pareciam insaciáveis uma da outra.
– Gente, vocês são muito lindas! – disse um gay com cara de espanto cômica e a mão quase cobrindo a boca em O – Olha pra elas, bee – cutucou o amigo ao lado – Parecem duas bonecas.
Elas sorriram e riram agradecendo o elogio.
Clara puxou Marina pela mão e voltaram para o meio da pista.
Diamonds da Rihanna começou a preencher os ouvidos de todos. E novos gritos histéricos competiram com a música alta.
De um jeito muito particular e até engraçado, Clara começou a mexer sua cabeça de olhos fechados. Marina achou aquele momento tão dela que não quis interferir, Clara parecia se libertar. As mãos nos cabelos, os olhos fechados, um sorriso largo.
E Clara se sentia livre como há muito tempo não sentia.
Ela subia e descia as mãos pelo corpo, rebolava.
Uma negra alta, com um black power cacheados aproximou-se de Clara. Marina acompanhava os movimentos como uma cobra pronta a dar o bote.
A negra parou em frente à Clara que permanecia de olhos fechados. Quando abriu a negra sorria para ela. Aproximou a boca do ouvido de Clara, mas antes de Clara entender o que a mulher dizia Marina apareceu ao lado dela, puxando-a pela cintura.
A mulher se afastou sem graça.
Marina girou Clara em suas mãos e a beijou com todo o desejo que sentia.
O indie do Capital Cities começou a tocar e Marina começou a pular como um canguru. Segurava Clara pela mão girando e fazendo-a girar.
Cantava a música olhando em seus olhos e mesmo sem entender Clara sorria e a beijava.
Num dos rodopios animados Clara parou completamente. Puxou Marina pela mão sem desgrudar os olhos do que parecia estar a sua frente.
Já atrapalhando a diversão da amada, Clara deu a volta no meio da multidão e foi para o canto.
– O que foi? – perguntou Marina sem entender.
– A Flávia e a Vanessa estão aqui – disse Clara.
– Normal, elas sempre me acompanhavam em baladas, vamos voltar pra pista, Clarinha.
– Não, você não está me entendendo. Olha direito, Marina.
Quando Marina acompanhou a direção que Clara apontava, seu queixo atingiu o chão.
Flávia e Vanessa se beijavam com tanta intensidade que Marina quase foi até elas colocar uma placa de +18.
– Você sabia disso? – perguntou Clara não desgrudando os olhos da cena.
– Não.
– Caraca! Caraca! Não estou acreditando – disse Clara rindo – Que mundo louco.
Flávia agora dançava Beyoncé colada ao corpo de Vanessa. Suas mãos firmes seguravam na cintura da ruiva e seu sexo roçava à bunda. A morena alta afastou os cabelos cor de fogo e grudou os lábios no pescoço de Vanessa ainda mexendo o corpo no ritmo que a ruiva comandava.
Vanessa virou o corpo e foi conduzindo Flávia para o balcão do bar, bem no canto para não atrapalhar o trânsito.
A mão da ruiva estava por dentro da blusa de Flávia, tocando a barriga suada.
– Vanessa... – disse Flávia passando a língua e os lábios no ouvido da ruiva.
– Que foi, meu anjo?
Flávia gemeu e apertou Vanessa com força suficiente para marcar o corpo dela.
– Você tá me deixando molhada – confessou Flávia já sentido as pernas fraquejarem.
– Tô, é? Quer resolver isso? – provocou a ruiva cravando seus dentes no pescoço de Flávia.
– S-sim – respondeu Flávia.
Vanessa então desceu a blusa de Flávia e a puxou pela mão.
Entre Clara e Marina o clima também esquentava. As duas já suadas e cansadas se beijavam até cansarem suas mandíbulas e seus lábios.
Seus lábios se moviam no ritmo de Kids do MGMT. As mãos apertavam os corpos e puxavam os cabelos.
– Me leva pro dark room – pediu Marina enquanto Clara passava o dedo no elástico de sua saia.
– Não... – respondeu Clara prendendo as mãos de Marina atrás do corpo da fotógrafa – A partir de agora sou eu que mando e o meu primeiro comando é irmos embora, por que o que é seu está te esperando lá em casa.

Notas finais
Flanessa, Flanessa, Flanessa o/ o/ o/ Sabe os extintores que sugeri no capítulo "Sua"? Sobrou alguma coisa? Se não, adquiram para o próximo capítulo. Ou agendem um cardiologista ou já deixem seus leitos reservados na UTI, muahahahahaha