Notas iniciais
MUITO OBRIGADA às novas pessoas que estão acompanhando e favoritando a história. Isso é realmente importante pra mim :') Obrigada também àquelas que estão comentando capítulos anteriores e os novos. Beijo, beijo s2

Chica foi embora ainda com o pensamento um pouco bagunçado, mas com a certeza de que se a filha mais nova não estivesse feliz, ficaria em breve. O brilho nos olhos que surgiu quando falou do amor que sentia por Marina havia deixado a mãe arrepiada.
Clara, Marina e Ivan estavam à mesa tomando café, enquanto Flávia e Vanessa ajeitavam o cenário para o ensaio que aconteceria logo mais.
Clara olhava encantada o entrosamento entre o filho e Marina. Não poderia imaginar que a fotógrafa levava tanto jeito com criança. Lembrou-se de quando Marina disse que queria ter uma chinesinha correndo pela casa, riu da lembrança.
– Filho, vamos lá pra fora? A mamãe quer conversar com você – chamou Clara quando o café terminou.
Sem contestações Ivan se levantou e antes de seguir a mãe beijou Marina no rosto, que se derreteu tanto com o carinho que o abraçou e o mordeu várias vezes fazendo o garoto rir.
A fotógrafa jogou um beijo para Clara e desejou um “boa sorte” sem som. Clara piscou e foi com o menino para a beira da piscina. Sentaram com os pés na água e Clara então perguntou:
– Você gosta da Marina?
– Muito. Ela é muito legal e engraçada. Por quê?
– Por que a mamãe vai morar com ela.
– Por quê? Você e o papai... Vocês vão se separar?
– Eu e o seu pai, meu filho, nos separamos por que... A mamãe ama a Marina.
Ivan franziu o cenho e Clara pode jurar que viu vários pontos de interrogações ao redor da cabeça do filho.
– Você não ama mais o papai?
– Amo, mas a mamãe ama mais a Marina. Amo o seu pai como um grande amigo agora. E nós, eu e a Marina, estamos juntas, somos um casal.
– Hum... – murmurou Ivan olhando os pés na água.
– Tá pensando em que?
– Vou ter que chamar a Marina de mãe?
Clara riu da inocência encantadora do filho.
– Não... Pode chamá-la de Marina mesmo.
– Agora vou ter duas casas? Vou ter que escolher com quem quero morar? Vou te ver só nos finais de semana?
– Se eu pudesse te traria pra morar comigo – disse Clara puxando o filho para os braços – Mas o seu pai precisa de você agora. Mas se você quiser, posso ir te buscar na escola todos os dias, você pode vir aqui quando quiser, não só nos finais de semana.
– Vou poder ver a Marina fotografando?
– Claro.
– E vou poder nadar nessa piscina enorme?
– Com certeza.
– Urrul – comemorou Ivan abraçando a mãe.
Querendo matar a curiosidade, Marina foi até o exterior de sua mansão e se encantou quando viu mãe e filho abraçados. A conversa parecia ter sido muito boa.
– Minha mãe me contou que vocês são um casal, igual ela era com o meu pai... Você ama a minha mãe? – perguntou Ivan quando Marina sentou-se ao lado de Clara.
A fotógrafa pousou sua mão sobre a mão de Clara e respondeu:
– Amo – seus olhos encontraram o de Clara e elas abriram um sorriso.
– Cuida dela, tá? – pediu Ivan.
– Pode deixar.
Marina se levantou e foi para trás de Ivan, abaixou-se ficando da altura em que ele estava e disse em seu ouvido bem baixinho:
– Quer nadar?
Ivan virou-se radiante balançando a cabeça de maneira afirmativa e então viu Marina dando uma ponta e chamando-o com a mão.
Minutos depois Ivan subia nos ombros da fotógrafa e chamava a mãe.
– Não! Gente! Marina – dizia Clara rindo – Daqui a pouco as modelos chegam e você ai toda molhada.
– Eu me troco rapidinho, vem Clarinha! A água tá uma delícia.
Clara negou com o dedo.
– Olha o que eu fui arrumar pra minha cabeça, duas crianças – disse Clara rindo enquanto observava Ivan e Marina rindo e brincando.

Já fazia três semanas que Clara havia se mudado para a casa de Marina. Adaptou-se com facilidade, afinal de contas havia meses que aquele lugar já se tornara sua segunda casa.
Ivan, para a infelicidade de Cadu, ia praticamente todos os dias visitar a mãe e para a felicidade de Clara, o filho e a amada se davam cada dia melhor.
Marina tinha um pequeno machucado no joelho depois de brincar de pique e pega com Ivan e cair ao tropeçar na escada. Não se importava. A felicidade que sentia era maior que qualquer coisa.
Clara e Cadu mal se viam, pois todas as vezes que Clara ia buscar Ivan ele estava na casa de Helena. E quando se viam, Cadu se limitava a não ir além de um olá seco e amargurado.
No estúdio tudo ia maravilhosamente bem.
Clara ganhava cada vez mais intimidade com a câmera, tirando fotos tão boas que Marina se arriscava a escolher algumas para os seus trabalhos. Mas pouco confiante no potencial, Clara ainda não permitia.
Marina havia se esquecido de tirar a pulga atrás da orelha com Vanessa. Eram tantas emoções boas e novas nos últimos dias que aquela pulga tinha sumido.
A ruiva por sua vez não mencionou nada. Apenas acompanhava de camarote a troca de carinhos entre Clara e Marina. Soltando seu veneno vez ou outra como de costume.
Mais um dia no estúdio ia se findando.
Marina pediu que Clara terminasse o ensaio com as modelos, pois estava muito apertada para ir ao banheiro. Quando a fotógrafa voltou ainda viu Clara se divertindo por trás da câmera, mas agora sem as modelos.
Giselle e Flávia acompanharam as modelos até o exterior da casa, enquanto Vanessa arrumou qualquer outra coisa pra fazer. Não conseguia ficar no mesmo espaço que Clara sem sentir o estômago se rebelar.
– Tá tirando foto do que agora, sua doida? – perguntou Marina apoiando as mãos na cintura de Clara.
– De nada, só estou me adaptando ao foco. Demoro horas pra ajustar essa coisa – respondeu Clara deixando a câmera de lado e colocando os braços ao redor do pescoço de Marina.
– Mas você está indo muito bem, sabia? Sempre soube que você tem o feeling pra fotografia, se continuar assim poderemos abrir um estúdio só nosso futuramente – profetizou Marina arrancando um sorriso de Clara.
– Exagerada.
Clara deslizou o braço até sua mão chegar ao rosto de Marina. A fotógrafa entendendo o recado inclinou-se de olhos fechados para os finos lábios que se ofereciam para os seus.
Marina subiu sua mão até o rosto de Clara, pressionando o caminho por onde passava, demorando-se um pouco mais no seio.
Clara foi andando colada ao corpo de Marina até prendê-la numa das estruturas que sustentava o pequeno anexo superior do estúdio.
– Deixa eu trancar a porta – disse Marina entre os beijos e mordidas de Clara – As meninas podem voltar a qualquer momento.
Clara deu espaço para que Marina se afastasse, mas assim que a fotógrafa virou de costas a morena prendeu seus dedos no cabelo de Marina, por baixo da nuca, bem firme para que a fotógrafa não se afastasse.
Era muita insanidade correr tal risco, mas Clara estava pouco se importando e Marina estava perdendo todos os sentidos para poder lutar contra.
Clara encaixou seu corpo ao de Marina que agora estava de encontro a estrutura metálica. Marina gemeu baixo quando sentiu o roçar dos corpos, os seios de Clara tocando a pele nua que o decote da blusa mostrava.
– Tá louca? – perguntou Marina sentindo a calcinha ficar cada vez mais molhada.
– De tesão – respondeu Clara descendo suas mãos pelo corpo de Marina enquanto sua boca mordia e lambia o pescoço da fotógrafa.
Marina estremecia e suas mão apertavam o metal.
Clara desceu a boca pelas costas de Marina e quando chegou a cintura, abaixou saia e calcinha de uma só vez e mordeu com um pouco mais de força que queria a nádega branca e arrepiada.
A assistente subiu pelo corpo da fotógrafa mais uma vez, com uma mão segurava o cabelo com força e a outra a penetrava por trás, umedecendo todo o sexo pulsante com o próprio líquido de Marina.
As pernas de ambas quase não sustentavam seus corpos. O sexo de Clara roçava à bunda de Marina fazendo-a sentir tremores tão intensos quanto os da fotógrafa.
Clara gemia junto de Marina deixando a fotógrafa ainda mais excitada e descontrolada, ela tentava gemer baixo, mas quanto mais tentava mais agudo e alto o som saia.
A bunda empinada de Marina deu uma visão privilegiada de toda sua intimidade. Arriscando-se, Clara deslizou os dedos para fora da intimidade que escorria desejo e umedeceu o anel rosado e apertado que ficava ali perto.
Penetrou dois dedos em Marina e apertou o anel entre as nádegas com o seu dedão.
Marina bateu as mãos na estrutura, agarrando-se aos vãos. Sentindo o sangue sumir de suas veias com aquele toque delicioso e vulgar.
Vendo que havia acertado Clara intensificou o toque. O toque era perigosamente delicioso. Deliciosamente obsceno.
Clara sentiu a boca salivar. Ainda não tinha conseguido ultrapassar o limite do receio para provar o sabor de Marina. Sentia-se insegura. Mas aquela visão deixara seu instinto aguçado.
– Eu vou gozar, Clarinha... Oh... – disse Marina baixo e sofregamente.
– Só se for na minha boca – disse Clara virando com força o corpo de Marina.
Era o tesão que falava e a vontade de saborear aquele líquido viscoso que escorria por seus dedos.
Clara ajoelhou-se de frente para a fotógrafa e colocou a coxa direita dela sobre seu ombro.
Clara segurava Marina pela bunda enquanto sentia a fotografa rebolar em seu rosto conforme sentia a língua da assistente devorando toda a extensão de seu sexo.
Marina gozou, mas pedia por mais por que gozaria de novo.
Clara a penetrou sem dó. Indo tão fundo quanto Marina poderia aguentar e sentiu Marina desfalecer sob si.
Marina chegou ao orgasmo pela segunda vez. Tossiu sentindo a garganta raspar. O coração a mil fazia a blusa tremer sob o peito arfante.
Puxou Clara para cima e a beijou com ardor.
– Louca – disse Marina entre os lábios de Clara.
– Gostosa – respondeu Clara lambuzando as coxas da fotógrafa com o gozo ainda quente – Coloca a roupa, vai.
– E você acha que eu vou deixar isso barato? – perguntou Marina trocando de posição com Clara.
– Marina! Marina! – ouviu a voz de Giselle chamar.
Marina bufou e provocou Clara adentrando a calcinha com sua mão ainda trêmula e quente.
– A gente ainda não terminou – avisou a fotógrafa no ouvido de Clara.
Marina pegou as peças do chão e ajeitou a blusa que parecia ter sido mastigada por uma vaca.
Clara prendeu os cabelos bagunçados num coque frouxo. E Marina ajeitou os seus num rabo de cavalo baixo.
– Oi, Gi! O que... O que está acontecendo?
– Você tem visita – disse a prima não conseguindo não olhar para a cara de culpa das duas.
– Oi, filha – disse o homem parado à porta com as mãos nos bolsos de sua calça social.
O coração de Marina continuou batendo rápido, mas ao invés de sentir o corpo esquentar, sentiu como se tivesse água de geleiras correndo nas veias.
– Pai?
Clara limpou os cantos da boca com os dedos e permaneceu estática olhando a figura sisuda à sua frente.

Notas finais
Gente! Eu não esqueci o acerto de contas entre Marina e Vanessa, ok? Person, essa não é aquela ideia que você me deu sobre o capítulo hot. Calma, rs.