Innocent girl

13 Capítulo 13 - Morte (parte 2)


Notas iniciais
Boa leitura.

POV EMMA

Depois de escutar os tiros, ver o corpo de Regina no chão ao lado do de Neal e os policiais se aproximando deles, esqueci completamente que estava com dor e corri até Regina, ela estava desacordada e parecia tão frágil.

— REGINA! — Gritei balançando levemente seu corpo, não queria machucá-la.

— Emma! — Ela surrou meu nome, abrindo os olhos com dificuldade e sorrindo levemente. — Emma, você está bem. — Disse abrindo mais o sorriso.

— Sim, e você? Algum tiro te acertou, o que está doendo? — Disse isso descendo os olhos pelo seu corpo e me desesperando ao ver que uma de suas mãos estava coberta com sangue e pressionando o abdômen. — VOCÊS ESTÃO LOUCOS? POR QUE ATIRARAM NELA? ELA SALVOU MINHA VIDA. — Disse tentando dar socos em um dos policiais que havia chegado até nós.

— Mocinha, se acalme. Não atiramos na sua amiga, apenas no rapaz, temos treinamento. Recebemos a ligação da sua amiga, senhorita Luccas que nos relatou que a senhorita Mills veio te salvar, ainda bem que chegamos a tempo, porque parece que ele conseguiu ferir ela. — Disse olhando para a mão de Regina no ferimento.

— Meu Deus, vocês chamam isso de chegar a tempo? Olha pra ela. — Agachei novamente ao lado de Regina. — Regina, não durma, fale comigo, não feche os olhos. — Disse em desespero ao perceber que ela estava quase fechando os olhos.

— Emma, ele conseguiu me atingir com a faca, mas você está bem — Disse ela, sorrindo ainda mais fraco do que da ultima vez. — Eu disse a Ruby que te salvaria, nem que precisasse morrer para isso, não se sinta culpada, foi uma escolha minha e o importante é que você está bem. — Ao terminar de falar, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ela desmaiou.

— REGINA!!! Regina, acorda, por favor? Não faz isso comigo. Não me deixe — Disse em lágrimas — Sua idiota, por que você tinha que voltar? você é uma idiota sabia? A minha vida não vale a morte de ninguém, muito menos a sua. Por favor, acorda.

Era como se eu tivesse perdido completamente meu chão. Ela estava morta? Por que ela se arriscou a esse ponto por mim? Eu estava envolvida em um bolha, sentada no chão, com Regina descordada e sangrando no meu colo, nem percebi quando paramédicos se aproximaram de nós, na verdade nem percebi que haviam chegado até a fazenda.

— Se afastem. — Disse para mim a para os policiais.

— Eu não vou sair de perto dela. — Disse com raiva.

— Você tem que se afastar, para podermos ajudá-la. Temos que prestar socorro aos feridos, inclusive você mocinha. — Disse uma paramédica já me levantando e levando até a ambulância e cuidando das minhas feridas.

— O rapaz está morto, temos que ligar para o IML realizar a pericia e retirar o corpo dele do local, a moça está gravemente ferida, não sei se ela vai sobreviver, mas faremos de tudo, temos que levá-la urgente para o hospital. — Disse o paramédico para o policial que estava coletando meu depoimento.

— Eu vou com ela. — Falei me levantando e entrando na outra ambulância.

— Tudo bem, pode acompanhá-la. Vocês são parentes?

— Não, ela é... — Disse olhando para o rosto de Regina, que parecia está dormindo calmamente, nesse momento eu não fazia a menor ideia do que ela era minha, mas apenas professora estava fora de cogitação, talvez uma amiga, ou uma protetora.

— Ela é? — Perguntou o paramédico impaciente.

— Meu anjo da guarda, eu acho. — Ele me olhou confuso.

— Senhorita, preciso saber se vocês duas são parentes, e se há alguém que possa ir até o hospital encontrar com vocês.

— Não, não somos parente. Tem a minha mãe e a mãe dela, mas eu não tenho mais meu celular.

— Tudo bem, preencha essa ficha com seus dados que encontraremos sua mãe.

Preenchi a ficha, que pedia meu nome completo, endereço e nome dos meus pais. Coloquei apenas o nome da minha mãe, não queria que meu pai fosse comunicado.

O caminho até o hospital pareceu uma eternidade, ao chegar lá, tiraram Regina da ambulância com cuidado e adentramos o hospital.

— Emma, minha filha, o que aconteceu? — Minha mãe estava bastante abalada, dava pra ver que estava chorando a algum tempo já. — Me ligaram falando que Neal te sequestrou e tentou abusar de você.

— Nossa, mal dei meu depoimento para o policial e ele já te passou o relatório completo?

— Emma, não seja grossa, eu estou preocupada, você está bem? Ele te machucou?

— Não mãe, mas eu preferia que machucasse a mim do que ela, disse olhando para os médicos entrando com Regina por uma das portas do hospital — Tenho que ir até lá não posso deixá-la sozinha.

— Emma, espera.

Peguei na mão de Regina e fui caminhando junto com a maca que estava sendo empurrada pelos médicos.

— Você só pode ir até aqui.

— O que? Não, eu vou entrar.

— Senhorita, meu nome é Whale, eu serei o médico de Regina, ela sofreu um ferimento grave e terá que passar por uma cirurgia, temos que parar o sangramento e você só pode ir até essa porta, porque a partir daqui apenas pessoal autorizado, prometo que farei o possível e o impossível para salvá-la e você será a primeira a saber noticias dela.

— Ok, obrigada, cuida dela por favor, ela me salvou.

— Tudo bem, sua heroína terá o melhor tratamento possível. — Disse sorrindo confiante e desaparecendo pela porta.

Sai dali atordoada por não estar perto de Regina, e por não saber que diabos estava acontecendo dentro daquela sala de cirurgia.

Vi Cora entrando atordoada e apressada no hospital e vindo diretamente até mim.

— Emma Swan, só podia, no que você meteu minha filha? Onde está Regina? — Ela estava furiosa, mas aquele comportamento não me abalava, afinal ela sempre estava furiosa, mas as palavras dela me atingiram como um soco no estomago.

— Me desculpa, Cora. Eu nunca deveria ter pego aquele telefone e ligado para ela. Eu que deveria estar naquela sala de cirurgia.

— Hey, quem você acha que é pra falar assim com minha filha? Nada disso é culpa de nenhuma delas, ambas são vítimas — Nunca vi minha mãe tão brava daquela maneira, nem quando descobriu que papai tinha outra família, parecia uma leoa protegendo um filho.

— Mãe, o Neal está morto. — Disse abraçando-a e segurando o choro.

— Neal? O desgraçado que tentou matar vocês? Ainda bem que ele está morto, se não eu teria que cometer um assassinato.

Cora estava certa, mas de certa forma eu estava triste pela morte de Neal, o conhecia desde criança, nunca imaginei que nossa história terminaria dessa maneira, nunca vou entender porque ele fez isso, talvez tenha sido minha culpa, talvez eu tenha feito tudo errado e por minha causa, Neal estava morto e Regina entre a vida e a morte. Eu nunca me perdoaria se ela morresse.

...

Já tinha cerca de 4 horas que não tínhamos nenhuma notícia de Whale, já havia questionado a recepcionista umas 15 vezes, mas ela apenas pedia para aguardar o Dr. Whale, pois apenas ele seria capaz de me passar as informações sobre Regina. Mamãe estava sentada no sofá, conversando com Cora, que parecia bastante abatida, mas já havia se acalmado.

— Senhoritas?

— Sim? Ela está bem? Deu tudo certo? Me diz que ela está bem, por favor? — Disse forma rápida e angustiada.

— A cirurgia foi um sucesso, demorei avisar pois precisava que Regina acordasse para eu fazer os teste e ter certeza que estava tudo bem.

— Ela acordou? Posso vê-la? Sou mãe dela.

— Sim, todas poderão vê-la. Porém quero que sejam rápidas, pois Regina precisa repousar. Entrará uma por vez, pois muita gente e muitas perguntas podem deixá-la cansada e confusa.

— Certo, então eu posso ir? Tenho que ver como minha filha está.

— Sim, mas depois da senhorita Emma. É Emma certo?

— Sim, Emma Swan, sou eu.

— Que? Eu sou a MÃE de Regina, Emma é só uma aluna, e causadora de tudo isso, por que ela iria primeiro?

— Regina acordou perguntando por ela, disse que quer vê-la. Pode me acompanhar senhorita Swan? — Disse o Dr. Whale, ignorando completamente Cora.

— Sim, claro. — Disse emocionada por finalmente poder ver Regina.