Innocent girl
12 Capítulo 12 – Morte
Notas iniciais
POV REGINA
Como estava correndo muito, demorei cerca de 25 minutos para chegar no local indicado por Ruby. Estacionei o carro longe da casa, não queria que Neal escutasse o carro chegando e fizesse algo com Emma. Realmente era uma espécie de fazenda, procurei por alguma iluminação perto da casa, mas só havia escuridão, a única luz no local era a da casa de Neal, que pelo jeito era a única por ali, se houvesse outra fazenda, provavelmente estaria a quilômetros dali, o que fez meu medo crescer um pouco.
Andei apressadamente até chegar na casa, quando me aproximei diminui o passo, e comecei a andar com cautela, para não fazer nenhum barulho, escutei um barulho vindo de algum dos cômodos e fui até lá, avistei Neal pela janela, ele pegou uma garrafa de vinho tinto em uma adega localizada em uma porta de vidro em um dos armários da cozinha, colocou sobre a mesa, abriu a porta de madeira do lado da adega e pegou duas taças. Que diabos ele está fazendo? Será que tem mais alguém com ele? Como vou conseguir bater em duas pessoas?
Meus pensamentos foram interrompidos, quando o vi pegar uma tesoura e algumas velas e uma das gavetas, ele pegou as taças, as velas e a tesoura e saiu por uma porta, esperei até que ele sumisse e adentrei a cozinha, pela porta dos fundos, que para minha sorte estava aberta, peguei a garrafa de vinho, que provavelmente ele não levou porque suas mãos já estavam cheias, e o segui, vi quando entrou por uma porta, que ficava localizada ao lado da escada que provavelmente levava aos quartos, a porta era de madeira, como todas as outras que vi por ali, porem menor, provavelmente o porão que Emma citou ao telefone.
Esperei alguns segundos até que ele descesse, abri a porta cuidadosamente, e para minha surpresa, havia uma escada e logo abaixo outra porta, tentei abrir a segunda porta, mas sem sucesso, estava trancada. Sai dali com cuidado, e procurei pela janela do porão fora da casa. A encontrei, porém não dava para ver muito bem o que estava acontecendo lá, pois a janela estava absurdamente suja, abri o vinho joguei um pouco na janela e usei a manga do meu casaco para limpar, porém ainda não dava para enxergar muita coisa, pois estava escuro, quando eu ia me levantar para ir arrombar a porta, o local se iluminou, Neal estava acendendo as velas.
Meu coração despedaçou quando vi Emma amarrada, com os olhos e rosto muito vermelho, provavelmente de tanto chorar, e uma fita silver sobre a boca, ambos estavam em completo silêncio, Emma porque estava impossibilitada de falar e Neal porque estava concentrado em acender as velas.
Neal terminou de acender todas as velas e foi pra cima de Emma, o que me fez desesperar, ele usou a tesoura para cortar a blusa e calça dela, enquanto ela chorava desesperadamente, e eu a escutava nitidamente, porém eu não podia arrombar a porta agora, Neal estava com um tesoura e provavelmente ainda iria buscar o vinho, seria minha oportunidade, então sai dali e retornei para a segunda porta do porão.
— Não chora minha princesa, sorria. – Escutei Neal dizendo, fazendo Emma chorar mais ainda. – Cala a boca sua puta – Dito isso, escutei gemido de dor de Emma. Provavelmente Neal tinha batido nela, desgraçado, eu vou acabar com ele. – Amor, se você se comportar eu não sou obrigado a ser grosseiro com você, estou terminando de te limpar e vou buscar nosso vinho, para brindarmos o nosso amor.
Assim que ele abriu a porta eu o acertei com a garrafa de vinho, o fazendo cair no chão desacordado. Corri até Emma, que me olhou assustada, ou aliviada não sei bem, não soube decifrar seu olhar. Emma... sempre um grande mistério para mim. Quando fui desamarrar suas pernas, percebi que havia um cadeado, olhei pra Emma e ela tentava falar algo. Nossa que burra, eu esqueci da fita, que arranquei de sua boca fazendo-a suspirar de dor.
— Desculpa, mas eu precisava tirar.
— Regina, você veio até mim. – Disse ele começando a chorar.
— Shiii, está tudo bem, eu vou tirar a gente daqui – Disse passando a mão em seu rosto — Você sabe onde está a chave?
— No bolso. – Disse ela apontando a cabeça para Neal caído no chão.
Fui até Neal, encontrei a chave, abri todos os cadeados. Ajudei Emma a se sentar, mas antes de conseguir levantar ela para sairmos dali, senti um empurrão, me fazendo bater com força na parede, quando me virei vi Neal dando um tapa em Emma e vindo para cima de mim.
— Quem é essa puta, Emma? – Perguntou ele nervoso, me dando um soco na cara. Claro que eu não iria permitir esse tipo de comportamento, dei um soco na cara dele também, o que fez ele me derrubar no chão e vir para cima de mim.
POV EMMA
Quando Neal tirou minha roupa, me deixando apenas com as peças intimas, meu coração parou, ele estava falando sério. Mas quando menos percebi, Regina estava ao meu lado me desamarrando, o que me fez respirar aliviada e agradecida, porém esse alívio não durou nem 3 minutos, foi tudo muito rápido, quando percebi Neal já estava acordado e batendo em Regina que gemia de dor, a cada soco que ele disparava contra ela. Meu coração parecia que iria pular do meu peito a qualquer minuto. Avistei a tesoura que Neal usou para cortar minhas roupas na mesa com velas ao meu lado, então mesmo fraca peguei a tesoura e enfiei em umas de suas pernas, fazendo-o cair ao lado de Regina, gritando de dor.
Regina se levantou rapidamente com uma certa dificuldade e bastante sangue no rosto.
— Me desculpa por te meter nisso. — Eu estava me sentindo realmente culpada por ver um rosto tão perfeito daquela maneira, porém ainda lindo. Como ela fazia isso?
— Emma, não fale besteiras, isso aqui não é culpa sua. E graças a Deus você me meteu nisso sabe-se lá Deus o que esse psicopata iria fazer com você – Disse ela enquanto me tirando dali rapidamente. – Toma, se cubra com meu casado. – Ela me deu o casado, ao perceber que eu tremia de frio.
— Onde estamos indo?
— Para o carro.
Quando nos afastamos um pouco da casa, escutei Neal gritando meu nome irado.
— EMMA, SUA VADIA, EU VOU MATAR VOCÊ E ESSA PUTA QUE SAIU DO INFERNO PARA ESTRAGAR MEUS PLANOS.
— Droga, droga, droga, por que estacionei tão longe? – Disse ela nervosa.
— Calma, vamos conseguir, eu disse tentando andar mais rápido, porém meu corpo todo doía a cada vez que eu pisava no chão. – Olhei para trás e vi que Neal estava bem perto. – Regina, ele vai nos alcançar – Disse a fazendo olhar para trás.
— Toma, pega e vá para o carro, eu vou atrasá-lo para que você consiga fugir. – Ela disse me entregando a chave do carro.
— Não Regina, ele está com uma faca, você está louca?. – Talvez ela não havia notado esse detalhe, que aliás, fazia grande diferença.
— Eu sei Emma... – Disse ela me encarando triste, enquanto caminhávamos com dificuldade. – Mas vá, farei o que for necessário, e não adianta discutir comigo. Não vou desistir dessa ideia, disse ela me soltando, pegando um pedaço de madeira no chão e caminhando rapidamente em direção a Neal.
— REGINA!!!! – Gritei, mas ela fingiu nem me ouvir. Que mulher teimosa, não adiantaria contestá-la, fui em direção ao carro, já conseguia vê-lo, vou entrar nele e atropelar esse maldito.
Quando consigo chegar até o carro, olho para trás e vejo Regina tentando acertar Neal com o pedaço de madeira e ele se esquivando com facilidade, apesar de manco. Entrei no carro rapidamente, mas antes mesmo de liga-lo, escutei três tiros, fazendo mais uma vez meu coração parar e olhar para a direção de Neal e Regina, vendo o corpo de ambos no chão e dois policiais se aproximando deles.
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