Infernum
4 Proditor
Notas iniciais
Ginny
Depois de um minuto, a única coisa que eu consigo ouvir é o choro de Lena, o que é meio estranho porque eu realmente nunca imaginei ela e Garth juntos.
A morte de Garth não é uma coisa inesperada, sinceramente, que tipo de pessoa é idiota o suficiente para se soltar de um cano a vinte metros de altura?
Se você estiver pensando "Nossa, que garota insensível, o amigo dela morreu e outros dois estão na beira da morte e a não demonstra nenhuma emoção!"
O que posso fazer? Convenhamos, não vou me desesperar por burrice alheia. Se eu preciso ser a última sobrevivente para sair daqui viva, então é o que eu vou fazer.
Agora esse papel de coitada com medo de morrer só está me ajudando com isso. Russel me trata como uma bonequinha de porcelana que pode quebrar a qualquer momento.
Deixe seus amigos por perto, e os inimigos mais perto ainda.
Vou até Gerth, e vejo Lena se debruçando sobre seu corpo sem vida.
– Lena... — sussurro — vamos. Temos que ficar com Charlie e Henri.
Ela levante, tremendo, e vamos até os corpos desacordados de Henri e Charlie.
Sem muito o que fazer, sentamos ao redor da vela, esperando o próximo desafio, que logo aparece:
"Ginny Swan, você deixou um desconhecido morrer.
Se tornando cúmplice.
Hoje, você deixará de ser cúmplice e se tornará o assassino."
Uma gaveta se abre mostrando uma pistola.
" Pegue esta pistola. Mate aquele que você mais gosta nessa sala.
Pense bem. "
Vou lentamente até a pistola e destravo a arma. Não tenho problema em matar ninguém, meu problema é: quem matar?
" Quem você mais gosta nessa sala" Olha, eu não gosto de ninguém aqui. Acho que posso matar Russel, sempre achei ele bonitinho. É, deve servir.
Vou andando até ele, observando os olhares assustados dos meus dois supostos amigos. Eles pensam que sou uma garota com medo da vida e traumatizada com o passado. Eles acham que não sou capaz de fazer isso.
– Ginny... Você não vai fazer isso, vai? — Pergunta Lena, entre soluços.
– Desculpa Russel, eu tenho que ganhar esse jogo. Mas veja pelo lado bom, você ganhou o privilégio de ser quem eu mais gosto nessa sala!
Então eu aperto o gatilho.
A bala atravessa sua cabeça, espalhando sangue na parede atrás dele.
Sento na frente da vela, esperando pelo desafio de Lena, enquanto ela grita coisa como: " COMO VOCÊ PODE? " ou " ACHEI QUE VOCÊ ERA NOSSA AMIGA!". Coisas idiotas desse tipo. A vela volta a escrever:
" Escolheu mal, garota. E você sabe disso.
Você nunca gostou de nenhum desses garotos.
Faça a escolha certa.
Você só tem mais uma chance. "
Então eu sei o que tenho que fazer. Eu não vou ganhar esse jogo. Eu não posso. Se eu não realizar o desafio, eu vou morrer. Isso é certeza.
Carrego a arma mais uma vez, destravo o gatilho e aponto para a minha cabeça.
– Parabéns Lena, você está duas pessoas mais perto de ganhar Infernum.
Então eu aperto o gatilho.
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