Inevitável

23 Pasta de Dente!


Notas iniciais
GENTEEEEEEEEEEE *o* Eu descobri hoje que meu celular vira roteador o/ Tenho internet novamente... Meio parca e extremamente limitada, mas tenho xD Caralho, como é triste estar escrevendo os últimos capítulos! Não sei se já disse para vocês, mas eu simplesmente AMO esses dois bakas, a vida deles é a minha vida... Sério! Eu vivo mais na pele deles do que na minha própria... Como vou fazer daqui pra frente? Aaaaaaaaaaaaaaaaaah T_T Desabafos a parte... Vamos ao capítulo! Boa leitura para vocês, meus anjos... Nos vemos nos comentários! AMO VOCÊS, SÉRIO!!!

Quinta-feira — 08 de Janeiro — 16h23min

~Kagami Taiga~

– Oito a cinco Daiki? – O ruivo sorriu triunfante quicando a bola no chão da quadra após enterrar mais uma vez. – Que vergonha!

– Vai se foder, Taiga! – O moreno exclamou irritado. – Manda logo essa merda pra cá!

– Encheu a boca pra falar que eu estava enferrujado... – O ruivo riu, passando a bola com força para Aomine, já indo novamente para a boca do garrafão. – Mas temos um campeão aqui!

– Não me irrite, seu filho da puta! – Ele estreitou os olhos enquanto secava o suor com a camiseta que usava.

– Vai ter Nigga passando roupa hoje! – Kagami sorriu, provocando-o. Assumiu uma postura defensiva no ato, sabia que depois daquilo Daiki começaria a jogar mais sério... Odiava ser chamado de Nigga.

– Não cante vitória antes do tempo! – Aomine rosnou, já preparando um ataque agressivo. – Mal começamos a jogar, Taiga!

***

17h42min

– Vai ter Teddy passando roupa hoje! – Aomine disse feliz, dando um tapa nas costas do ruivo assim que se dirigiam ao Magi Burguer do outro lado da rua.

– É Daiki, vai... – Kagami exclamou irritado, ajeitando a mochila nos ombros. – E vou enfiar o ferro quente na tua bunda!

– Temos um péssimo perdedor aqui! – O moreno ironizou, puxando-o pelos ombros para dar um beijo em seu rosto suado. – Relaxa amor, um dia você consegue me vencer de novo!

Kagami nada disse, apenas respirou fundo e contou até dez mentalmente. Daiki amava provocar, nem parecia ter 24 anos de idade.

Depois de tanto tempo sem jogar basquete, perder para Aomine no mano a mano não era uma grande surpresa... Mas quando estava na frente com o placar realmente achou que teria uma chance. Amaldiçoou-se por ter sugerido aquilo, "quem perder passa a roupa", odiava do fundo da alma aquele trabalho doméstico... Ócios do ofício!

– Só não fique com essa cara de cú ai! – Aomine pediu, cutucando levemente sua bochecha com o dedo.

– Vai sumir, já vai... – Kagami disse, tentando parar de remoer a derrota assim que entraram na lanchonete. Precisava apenas de mais alguns segundos para se conformar...

– "Já vai" você vai ver! – O moreno riu, juntando-se à pequena fila que se formava no balcão do estabelecimento. Virou-se para encarar Taiga, que vinha logo atrás.

– Pronto! – O ruivo sorriu da melhor forma que pôde, olhando-o com uma expressão menos agressiva. Venceria na próxima.

– Olha só, fica bem mais bonito assim! – O moreno disse satisfeito, dando-lhe um leve e cômico soco no queixo.

– Foi só nossa terceira partida mano a mano! – O ruivo sorriu, sentindo-se motivado. – Teremos a vida toda para eu te chutar a bunda.

– Ih, lá vem ele com as desculpas... – Aomine disse de forma displicente, erguendo as sobrancelhas.

– Você vai ver! – Kagami sorriu convicto, já abrindo a mochila para pegar a carteira.

O moreno apenas sorriu de canto e virou-se para olhar as opções de lanches. As promoções mudavam todos os dias e estavam sempre registrados em um painel enorme e iluminado acima do balcão.

Após escolher, Kagami desviou o olhar para os cabelos azuis e bagunçados em sua frente, podendo observar parte do rosto concentrado de Aomine. Teve que sorrir... O moreno insistia em tentar escolher algo diferente para comer, mas no final ela sempre pedia o mesmo lanche multiplicado por 20, o mesmo refrigerante horrível sem açúcar e uma batata frita pequena, que deixava para comer depois de terminar tudo!

Kagami andara reparando muito nele nos últimos dias, em cada pequeno detalhe, nos seus costumes, e principalmente em cada mudança que ele apresentava aos poucos. Daiki parecia estar bem mais solto do que na semana em que se reencontraram, isso animava demais o ruivo, sabia que ele estava feliz ao seu lado.

Cada vez que parava para pensar nas coisas, Kagami chegava à conclusão de que fizera a escolha mais certa de sua vida ao voltar para o Japão. Amava Aomine Daiki mais do que tudo no mundo, apesar de ele ser um idiota, orgulhoso, esquecido, desorganizado e teimoso... Como sempre fora!

– Psiu! – Kagami atraiu a atenção de Aomine. Sem hesitar, deu-lhe um selinho rápido e silencioso assim que ele virou.

– Oe... – O moreno sorriu surpreso. Nunca tinham feito aquilo dentro do Maji Burguer, mas como resposta deu outro um pouco mais demorado. – Você só me surpreende, Bakagami...

– Eu sei! – O ruivo sorriu feliz, olhando do rosto animado dele para a fila, que andou um pouco mais, já estava chegando a vez de pedirem.

Agora os habituais 20 lanches que costumava comer seriam novamente a quantia certa que seu estômago precisava.

***

20h49min

– Amor, onde eu coloco o dedo agora? – Aomine perguntou confuso pela milésima vez, ajeitando melhor a correia do baixo no ombro. Ele insistentemente tentava encontrar a próxima nota da música Hear Me, de Imagine Dragons. Não estava dando certo.

– Daiki, comece com uma música mais de boa! – O ruivo riu inconformado enquanto passava o ferro quente em uma jaqueta particularmente desgraçada.

– Pare de ser chato e me mostre aqui, Taiga! – Aomine reclamou, insistindo no mesmo erro com os dedos.

– Tá, antes de qualquer coisa tente ouvir na música! – Kagami disse, apoiando o ferro ao lado, e aproximando-se dele.

– Aí que tá, eu nunca sei onde está o baixo na música! – Ele fez uma careta concentrada.

– É a parte mais grave! Nessa música fica bem aparente! – O ruivo disse, passando a mão nos cabelos azuis assim que chegou ao seu lado no sofá da sala. – Ó, presta atenção!

Kagami recolocou a música e fez o som do baixo com a boca, batendo o ritmo no braço de Aomine para que ele encontrasse por si só.

– Sim, estou ouvindo bem agora... – Aomine sussurrou, cantarolando o ritmo também por alguns segundos. – Mas o problema é o lugar do dedo, eu sempre troco as cordas!

– Já disse para você começar com uma mais fácil, seu teimoso! – O ruivo falou de forma divertida, estendendo a mão para que ele o desse o instrumento. – Dá aqui! Vou te mostrar mais uma vez! Qual parte você quer?

– Do começo... – Aomine deu de ombros, voltando a música em seu celular.

– Amor, sério, essa música tem umas rotações que você não vai conseguir fazer ainda. – Kagami riu, posicionando o instrumento em seu próprio corpo. – Começa com uma mais de boa. Rammstein tem umas legais, sei que você gosta.

– Cala a boca e me mostra logo! – O moreno riu, dando-lhe um tapa na orelha. – Vou conseguir sim!

– Idiota! – O ruivo sorriu, dando um leve chute na lateral do corpo do moreno ao mesmo tempo que recolocava a música. – Presta atenção nesses três dedos aqui! Você vai usar só eles para fazer os acordes!

E lá foi o ruivo tocar a música pela oitava vez naquela noite, mostrando para Aomine coisas que ele não iria pegar de primeira. Tinha a impressão de que ele fazia aquilo por querer, apenas para chamar sua atenção ou porque simplesmente gostava de vê-lo tocar. O rosto do moreno ficava completamente límpido e hipnotizado observando.

– Aqui você não vai conseguir fazer ainda... – O ruivo comentou novamente, realizando uma pequena rotação que tinha no refrão, enquanto batia continuamente na corda com o dedo indicador e o dedo médio.

– Chato, chato, chato! – Aomine disse, sem desviar o olhar do instrumento.

Kagami apenas continuou, revirando os olhos com um meio sorriso. Era um teimoso mesmo!

Assim que terminou de tocar, devolveu o instrumento para Aomine e voltou a passar as roupas. Ficou deliciando-se com a cena... O moreno se concentrava para impressioná-lo mais tarde. Daiki era sempre assim com tudo, chegava a ser fofo. Kagami tinha certeza que em menos de uma semana ele apareceria feliz com o baixo na mão tocando a música completa, ele era bem habilidoso e não desistia tão fácil das coisas.

Isso sem falar que Aomine Daiki estava extremamente sexy, com os cabelos úmidos do banho jogados de qualquer jeito por sua testa, vestindo uma camiseta velha do Ozzy Osbourne que Kagami geralmente usava para dormir, e "tocando" baixo daquela forma compenetrada... O ruivo tinha que se concentrar para não queimar alguma roupa que estava passando, pois também ficava hipnotizado vendo ele daquela forma.

– Ei Taiga, esqueci de te falar... – O moreno disse de repente, olhando para Kagami. – O Kuroko ligou pra gente ontem quando você estava tomando banho.

– É mesmo? – Kagami sorriu. Daiki realmente parecia ter lembrado daquilo do nada, jamais entenderia como a cabeça dele funcionava.

– Sábado que vem é o aniversário da Hina! – Aomine comentou, desligando o amplificador do baixo para evitar o barulho estridente da microfonia. – Vai ter uma festa e nós temos que ir!

– Claro que a gente vai! – Kagami sorriu satisfeito, pegando uma nova camiseta no cesto.

– Parece que vai estar todo mundo lá! – Aomine continuou. – O Kise, o Atsushi, talvez até o Akashi vá... O Shintarou com o Takao...

– Eles estão juntos ainda? – Kagami surpreendeu-se, olhando perplexo para Aomine.

– Sim, não tinha te falado? – O moreno ergueu uma das sobrancelhas, confuso.

– Não! – Kagami negou, ainda surpreso. – Porra, eles estão há uns oito anos juntos! É bastante tempo né?

– Sim! – Aomine reforçou com um aceno de cabeça. – Pra falar a verdade eu fiquei bem surpreso ao ver que existe alguém capaz de suportar o Shintarou por esse tempo todo!

– Pensei a mesma coisa nesse exato momento! – Kagami riu. – Mas voltando ao aniversário...

– Pois é, vai ser de tarde, perto das 15h! – Aomine continuou. – A Satsuki pediu para levarmos de presente um bichinho de pelúcia de unicórnio, ou um pônei, qualquer coisa quadrúpede e colorida...

– "Qualquer coisa quadrúpede e colorida" você vai ver! – Kagami riu, arrancando um sorriso dos lábios do moreno. – A gente pode comprar no sábado agora.

– Mas e a pintura? – Aomine fez a habitual expressão suplicante, franzindo a testa.

O ruivo precisou rir... Era sempre assim quando se tratava da pintura da casa. Aomine ficava muito bonitinho pedindo, era como uma criança mesmo, insistia naquilo com bastante afinco. E além de tudo já tinham combinado pintar as paredes neste fim de semana, só não o fizeram antes por causa da umidade da neve, que agora já nem existia mais.

– É verdade amor, tem razão! – Kagami sorriu convencido, já desligando o ferro. Foi sentar-se ao lado dele no sofá, abraçando-o pelos ombros. – Então vamos fazer o seguinte, como semana que vem eu começo a trabalhar, nós vamos comprar o presente da Hina amanhã de tarde e sábado a gente começa a pintar a casa!

– Fechado! – Aomine concordou satisfeito, dando-lhe um selinho demorado. – Ei, agora que você falou do seu trabalho... Você me contou tudo meio por cima, como vai ser mesmo?

– Então, como bem sabemos, consegui entrar no batalhão e fiquei com o turno da madrugada. – Kagami disse, satisfeito. Aquilo deixara ambos muito felizes, tanto pelo fato de ter passado sem maiores dificuldades nos testes de resistência e aptidão, quanto por conseguir o mesmo horário de Aomine. – Aí eu preciso do seu carro emprestado nas próximas duas semanas, porque vou fazer um curso de adaptação.

– É, até aí tudo bem, eu lembro que conversamos. Mas e esse curso aí? – Aomine perguntou curioso, puxando o ruivo para o meio de suas pernas, encostando-se no canto do sofá. – A gente não conversou direito depois de você ter me contado que conseguiu entrar.

– Verdade! É mais ou menos assim... – O ruivo começou a contar, acomodando-se no corpo de Aomine, cuidando para não derrubar o baixo. – Eu exercia uma determinada função lá no Corpo de Bombeiros em L.A., lembra que te falei? Que eu avisava os paramédicos sobre as fraturas da vítima, passava meio que um diagnóstico e tal?

– Lembro!

– Pois então, agora eu farei isso e ainda terei que ser Socorrista de Emergência! – Kagami continuou, mas decidiu explicar ao ver a expressão confusa do moreno. – Isso é, em certos casos eu vou fazer o curativo, ou "remendo" como a gente costumava chamar, antes de levar o paciente para a ambulância. E é exatamente por isso que vou fazer esse curso intensivo de enfermagem, teórico e prático... Para me habituar com o esquema do Japão, sabe?

– Então meu Teddy vai precisar estudar? – Aomine riu, dando-lhe uma mordida na bochecha. Quando ele o chamava de Teddy era para provocar.

– Sim! – O ruivo fez uma careta. – E aqui no Japão é tudo mais difícil... Então vou precisar me esforçar bastante.

– Você nunca me desaponta, Taiga, sei que vai conseguir! – O moreno o encorajou, abraçando-o com força. – Mas não era bem isso que você queria, não é?

– Ah, sabe né, eu queria me especializar mais na parte da ação mesmo, fogo, e essas coisas mais divertidas. E no final das contas estou praticamente virando um enfermeiro! – Kagami riu. – Mas gosto do que faço, então não tem problema. Eu ajudo as pessoas de qualquer forma e ainda ganho bem para isso!

– É irônico, não? – Aomine deu uma risada abafada. – Era para eu ter feito Medicina no começo, e quem acabou se metendo com isso foi você!

– Ah, mas não passo nem perto de ser médico! – Kagami riu do que ele dissera. – E nenhum médico iria se meter nos buracos que eu me meto pra ver sangue e tripas.

– Que nojo, Taiga! – O moreno riu com uma careta, puxando-lhe os cabelos de forma cômica.

– Só falei verdades! – Kagami deu de ombros, dando-lhe um beijo na bochecha. – Mas vamos falar de coisas mais legais então!

– Tipo...

– Tipo sobre você não esquecer de trazer os jornais da delegacia nessa semana! – Kagami o lembrou. – Como você quer pintar a casa sem forrar o chão?

– Ah, é mesmo! – O moreno disse, coçando a nuca em um sinal de nítido esquecimento. – Já está separado lá, mas nunca lembro de colocar no carro...

– Vou te mandar um Whats pra te lembrar mais tarde. – O ruivo comentou, afagando os dedos do moreno.

– OK, obrigado! – Aomine sorriu, apoiando a cabeça na do ruivo. – Ei Taiga, você quer saber de uma coisa bem massa?

– O quê? – O ruivo perguntou, erguendo as sobrancelhas.

– Eu te amo! – Ele disse de forma sussurrada em seu ouvido.

– Eu também te amo, Daiki! – O ruivo sorriu, dando-lhe um beijo demorado e carinhoso nos lábios.

Após se afastarem, ficaram se encarando com um sorriso bobo por alguns instantes. Foi então que Kagami conseguiu perceber uma intenção suspeita por trás dos olhos de Aomine. Apenas esperou ele falar...

– Posso te pedir uma coisa? – O moreno começou, daquela forma manhosa que sempre convencia o ruivo.

– Depende! – Kagami fez-se de difícil.

– Toca "Hear Me" pra eu ver a posição dos dedos de novo?

– Ah Daiki! – Kagami reclamou de forma sofrida fechando os olhos. Como um sinal de protesto e preguiça, soltou o peso do corpo inteiro, ficando mole por cima de Aomine, como se estivesse morto.

– Só mais uma vez, Taiga! – Aomine riu de sua reação, abraçando seu corpo com força enquanto dava alguns beijos em seu pescoço. Aquilo causava deliciosos arrepios. – Não te encho mais o saco com isso, juro.

– Ainda acho que você deveria começar por uma música mais fácil! – O ruivo fez uma careta, mas já havia sido convencido. – E tem cifras na internet, posso te ensinar a ler também!

– Obrigado amor, você é foda demais! – Aomine disse, divertido, dando-lhe um novo beijo nos lábios. – E saiba que você fica um gostoso tocando baixo... Vai lá e me mostra de novo, vai!

– Você vai me recompensar depois? – Kagami perguntou de forma marota, encarando os olhos azuis.

– Mas com certeza! – Aomine sorriu de canto, mordendo o lábio inferior de Kagami. – Não precisava nem pedir!

– Bem... Nesse caso eu toco! – Kagami sorriu, beijando-lhe antes de se levantar e posicionar o baixo no corpo.

Pela nona vez, Kagami teve que tocar a música, mas o olhar feliz de Daiki era o suficiente para fazer aquilo pelo menos mais uma décima, uma décima primeira... Até uma vigésima vez se precisasse.

***

~Aomine Daiki~

Sexta-feira — 16 de Janeiro — 18h19min

O moreno não sabia o que o indignava mais naquele momento... Se era o fato de nunca ter lido O Senhor dos Anéis antes, ou se era o fato de Peter Jackson ter ocultado mil coisas importantes nos filmes. Ainda estava no primeiro livro da trilogia, mas ficara tão compenetrado na leitura que nem vira a hora passar.

Aomine estava deitado confortavelmente no sofá, comendo a última caixa de chocolate que ganhara de Kagami, sendo rodeado pelos dois tons de azul que agora compunham as paredes da sala e desfrutando do cheiro químico de tinta, que insistia em permanecer no apartamento. Mas esses detalhes foram se esvaindo conforme virava as folhas do livro. A história era viciante, apesar de já conhecer de cabo à rabo!

O moreno não era nem de perto um maníaco por leitura, na verdade mal lia vinte páginas quando pegava um livro na mão, mas hoje estava sendo diferente. Sentou-se para ler perto das 14h30min, após acordar, almoçar e tomar um banho... Agora já estava escurecendo lá fora e Aomine nem sequer levantou para ir ao banheiro!

Provavelmente estava sendo assim porque Kagami não estava em casa, a presença dele fazia muita falta. Desde o começo da semana Taiga saía para trabalhar as 22h, junto com Aomine, mas só retornava perto das 18h30min, quando o curso intensivo acabava. Ele vinha para casa muito cansado, porém mal tinha tempo para dormir. Daiki sentia dó ao ver as olheiras no rosto dele, mas Kagami insistia que era por um bom motivo e que já estava acabando.

– Cheguei Daiki... – O ruivo resmungou assim que entrou pela porta e deixou a chave no aparador.

– Oi amor! – Aomine cumprimentou feliz, inclinando o rosto para trás. Até mesmo de ponta cabeça conseguia ver a expressão cansada do ruivo, parecia um verdadeiro zumbi. – Tudo bem?

– Tudo sim! – Ele sorriu ao encará-lo, deixando os sapatos na entrada enquanto soltava a mochila sem cerimônia nenhuma no chão mesmo.

– Vem... Deita aqui! – O moreno sorriu, sentando-se mais no canto do sofá e abrindo as pernas para ele se acomodar entre elas. Aquela posição já virara quase um costume deles.

– Obrigado! – Ele disse com uma expressão realmente agradecida, aproximando-se e aconchegando-se em seu corpo. Ele deu um carinhoso beijo em seus lábios antes de continuar: – Tudo bem com você?

– Tudo bem sim! – O moreno sorriu, abraçando-o assim que deixou o livro de lado, marcando cuidadosamente a página. – Como foi seu dia?

– Cansativo! – Ele disse, piscando os olhos enquanto se apoiava melhor no corpo de Aomine. – No trabalho teve bem pouca coisa, alguns acidentes de trânsito, nada trágico. Já o curso foi bem interessante, começou a parte mais prática! Se hoje fosse teoria eu não iria aguentar...

– Só mais uma semana! – O moreno o tranquilizou, apertando-o de leve. – E amanhã já é sábado, vai poder dormir um monte!

– É o aniversário da Hina amanhã! – Kagami sorriu, inclinando o rosto para olhá-lo.

– Ah, é mesmo! – O moreno exasperou-se, olhando na direção do enorme pacote de presente que estava no sofá à sua frente. – Mas é só as 15h, dá para dormir um monte ainda...

– É! – O ruivo sorriu, dando-lhe mais um beijo antes de fechar os olhos. – E você, o que fez hoje?

– Hoje prendi um cara que estava vendendo drogas na saída de uma festa. E só. – Aomine começou a contar, acariciando a nuca de Kagami para que ele dormisse. – Quando eu cheguei de manhã, eu lavei a roupa e dei uma varrida na casa. Depois dormi, almocei, e comecei a ler Senhor dos Anéis!

– Hm, e o livro... É bom? – Ele bocejou, ainda de olhos fechados.

– Sim... Muito bom! – Aomine sorriu, vendo-o cochilar e despertar com um pequeno pulo ali mesmo em seu colo. – Quer deitar na cama amor? Assim vai doer seu pescoço.

– Aqui no seu colo está bom. – O ruivo sorriu, sem abrir os olhos.

– Vem, eu fico lá com você, Taiga!

O ruivo apenas concordou com a cabeça e caminhou junto com Aomine pelo corredor, ele parecia realmente exausto. No exato momento que desabou na cama ele dormiu, com roupa e tudo o mais, sem comer, escovar os dentes ou dizer alguma outra coisa além de um "eu te amo" bem baixinho.

– Também te amo, Taiga. – Aomine sorriu, acariciando a nuca do ruivo, do jeito que ele sempre gostou, desde quando eram mais jovens.

Kagami parecia realmente estar precisando daquele sono, aquelas olheiras não pertenciam ao rosto dele. Aomine sabia que enfrentaria um verdadeiro desafio quando fosse acordá-lo depois, para irem trabalhar novamente... Mas era o último dia da semana deles, Kagami teria bastante tempo para descansar no domingo, pois sábado seria bem corrido.

***

Sábado — 17 de Janeiro — 14h10min

– Taiga... Está na hora! – Aomine controlava-se para não rir enquanto o balançava na cama, na tentativa de despertá-lo.

– Hm... – O ruivo resmungou, encolhendo-se um pouco nas cobertas, virando de barriga para cima.

– Amor, acorda! – Aomine falou mais alto em seu ouvido, dando-lhe um beijo extremamente cuidadoso nos lábios. – Temos que ir no Kuroko!

– Uhum... – Ele gemeu de forma manhosa, movendo-se um pouco mais. – Já vai...

O moreno já estava preparado para o pior ao vê-lo despertar aos poucos, espreguiçar-se e bocejar. Mal conseguia controlar a risada, Taiga estava muito engraçado daquele jeito, com certeza iria matá-lo.

– Daiki... – Ele murmurou perigosamente, parando de se mover no ato, mas sem abrir os olhos. –- Se esse cheiro for o que eu estou pensando então é bom você correr!

Aomine não aguentou mais... Ver o rosto de Taiga com desenhos brancos, verdes e azuis feitos com pasta de dente estava sendo hilariante, precisou rir como nunca, já não conseguia mais segurar! Levara menos de cinco minutos para fazer uma verdadeira pintura surrealista na face dele... Tirou várias fotos para registrar o momento de desatenção do ruivo, uma delas já virara inclusive o papel de parede de seu celular.

Aomine Daiki jamais perderia uma oportunidade daquelas... Fazia a sacanagem da pasta de dente nos tempos da Teiko, e geralmente a vítima era Kise.

– Nigga, suma da minha frente antes que eu parta essa sua cara! – Kagami exclamou, passando o dedo no rosto e olhando para Aomine com uma expressão realmente de dar medo.

Daiki simplesmente saiu correndo, mas foi perseguido por Taiga na hora. Ele vinha vestido apenas com uma cueca preta e com a fitinha azul em sua perna, e claro, com a maldita corrente no pescoço. Ainda estava consideravelmente frio para andar só com aquilo, mas a raiva que ele tinha superou até isso, pois vinha em disparada atrás de si... Nem parecia ter acabado de acordar.

– Aomine Daiki, eu vou te socar! – Ele exclamou de mau-humor, contornando a bancada da cozinha, mas o moreno corria pelo lado oposto, rindo como um retardado.

– Relaxa Taiga, você ficou lindo assim!

– Você gastou minhas pastas de dente pra ficar bancando a criança idiota! – O ruivo disse de forma irritada e inconformada. – Meu caralho que vontade de te enfiar um chute no meio da boca!

– Eu não fiz nada! – Aomine sentiu as bochechas doerem de tanto rir. – Hoje cedo você chegou tão cansado que se lambuzou sozinho de pasta de dente antes de dormir.

– Daiki, é sério, não me provoque! – O ruivo exclamou em voz alta, contornando novamente a bancada numa intenção de alcançá-lo, mas o moreno foi rapidamente para o lado oposto.

– Eu também te amo, Taiga! – Aomine sorriu, assoprando um beijo para ele. – Amiguinho?

Kagami nada disse, apenas permaneceu sério por alguns instantes, fitando-o pacientemente.

O ruivo desistiu de persegui-lo e foi silenciosamente até o aparelho de som, colocando qualquer coisa para tocar em um volume bem, BEM alto... Aomine não conhecia a banda, mas era um som pesado, parecia coisa da Nick. Sem sequer olhar para trás, Kagami dirigiu-se ao banheiro e quase quebrou a porta quando a fechou. O baque surdo ecoou pelo corredor, mais alto que o volume do som.

A sensação de culpa bateu na hora. Aomine teve a certeza absoluta de que fizera merda...

***

14h38min

A música estava se tornando quase agradável, pois foi a única coisa capaz de distrair Aomine enquanto Kagami estava trancado no banheiro. Distrair não era a palavra certa, apenas fazia parte do cenário da culpa que enchia sua mente...

O que fizera não foi algo tão grave para ele dar um chilique daqueles, não é?

Apesar de que Taiga era cuidadoso ao extremo com as pastas de dente, tinha uma para cada dia da semana e demorou quase dez minutos para escolhê-las no mercado... Aomine ainda por cima usara três tipos diferentes para fazer desenhos coloridos, e não usou pouco... Isso sem falar que Taiga estava extremamente cansado, mal dormiu durante a semana inteira... E quando conseguiu tempo para dormir um pouquinho mais, foi acordado de forma estressante e idiota.

– Ok, fiz merda! – Aomine murmurou para si mesmo, soltando um longo suspiro pesaroso. Sentia seu estômago apertar, e o nome disso é remorso.

Aomine colocou-se no lugar do ruivo naquela situação. Deduziu que Kagami o mataria, ou no mínimo daria um gelo de uma semana... Ou até terminaria o namoro dos dois!

Caralho, fazia aquela sacanagem com as pessoas no ensino fundamental! Porque teve essa brilhante ideia com 24 anos de idade??? E ainda por cima com Taiga... Agora tudo foi por água abaixo com um gesto idiota e infantil que rendeu apenas umas risadas bestas.

– Puta que pariu, eu sou um burro! – O moreno murmurou preocupado, batendo o pé insistentemente no chão. Deixaria todo o orgulho de lado e se desculparia o mais rápido possível, realmente fez uma cagada.

Depois de quase meia hora dentro do banheiro, Kagami finalmente saiu com uma toalha enrolada na cintura, deixando para trás o cheiro de sabonete e o vapor do banho quente. Ele não olhou para Aomine na sala, foi direto para o quarto.

Com o coração na mão, o moreno também foi vagarosamente até o local. Já não se importava mais com o horário do aniversário ou qualquer outra coisa... Andou silenciosamente até a porta do quarto e viu o ruivo terminando de vestir uma cueca branca enquanto procurava alguma roupa no armário.

– Taiga... – Chamou, já esperando o pior.

– Hm? – Ele respondeu, olhando para trás com a testa franzida.

– Desculpa...

– Relaxa Daiki! – Ele deu um sorriso de canto que não convenceu. Sem esperar resposta, virou-se para tirar uma calça jeans escura e uma camiseta também escura das prateleiras. Pelo menos ele não estava mais tão puto da vida.

Aomine andou até ele e o abraçou carinhosamente pelas costas, sentindo-se realmente culpado e infantil. Os braços do ruivo envolverem os seus, o que foi um certo alívio na verdade.

– Sério Taiga, me desculpe! – O moreno pediu novamente, dando-lhe um beijo carinhoso no ombro. – Eu não pensei antes de fazer...

– Ei, Daiki, olha pra mim! – Kagami pediu com a voz bem calma, virando-se para encará-lo. – Eu não vou brigar com você... Ok?

– Quase preferia que brigasse... – O moreno arriscou dizer.

– Mas eu prefiro que a gente nunca brigue, por isso fiquei no banheiro até esfriar a cabeça! – Kagami finalizou com um selinho. – Deixa isso pra lá, ok? Não foi nada de mais... Temos um aniversário para ir agora!

– A gente vai se atrasar! – Aomine falou, coçando a nuca assim que ele se afastou e começou a vestir a calça.

– A culpa foi minha dessa vez, certo? – Kagami deu de ombros. – Se falarem algo pode deixar que eu assumo.

Ok, ele estava estranho. Aquela dúvida se a coisa estava bem mesmo começava a torturar Aomine. Não iria aguentar...

– Taiga, eu não vou conseguir ir nesse aniversário se a gente não conversar! – O moreno lançou, não conseguindo conter a aflição.

– Ok! – Kagami disse, terminando de colocar uma blusa, sentando-se na cama em seguida. – Então diga...

– Não, diga você! – Aomine começou, sentando-se em frente ao ruivo e segurando sua mão. Estava evitando a muito custo olhar para o travesseiro cheio de pasta de dente a poucos centímetros da calça preta de Kagami. Se ele encostasse ali iria manchar a roupa, e a chance de Daiki perder um dente – ou o namorado – era grande.

– Não tenho o que dizer, ok? – O ruivo sorriu de canto novamente, apertando seus dedos. – Sei que você não fez com uma intenção totalmente ruim, foi só uma piada infantil que eu não gostei. Não vou ficar mais pensando nisso, porque já passou. Quem está paranoiando agora?

– Ah Taiga, é que me senti culpado e idiota! – O moreno suspirou, um pouco mais aliviado. – O jeito como você saiu da cozinha, colocou a música alta e entrou no banheiro me deu calafrios.

– Você deveria ter se preocupado se eu tivesse ficado ali! – O ruivo sorriu, um pouco mais normal. – Eu saí para não brigarmos, porque eu ia realmente te dar um soco! Na hora fiquei muito puto, mas seria inútil!

– Desculpa, Taiga! – O moreno pediu novamente, abraçando-o e puxando seu corpo para longe da pasta de dente do travesseiro, antes que desse outra merda. – Não vou mais fazer isso... Prometo!

– Sei que não! – O ruivo disse, dando-lhe um beijo no pescoço. – Está tudo bem, ok?

– Está mesmo? – Aomine perguntou, apoiando o rosto do ruivo entre suas mãos, encarando-o de perto.

– Claro que sim! – Kagami sorriu de forma divertida. – Mas vai estar melhor quando você me comprar sete pastas de dentes novas e lavar a fronha do meu travesseiro.

– Ai, Taiga, quase morri do coração! – O moreno admitiu com uma risada nervosa, dando-lhe um novo abraço forte. Quase chorou depois daquilo, o alivio foi imenso. – Achei que você ia me dar a conta...

– Ah, capaz mesmo que vou fazer algo assim por tão pouco! – Kagami riu, retribuindo o abraço. – Eu nunca vou "te dar a conta", Aho! A menos que você realmente mereça!

– Então por favor, diz que me desculpa! – Pediu num ato desesperado, apertando-o mais contra si.

– Claro que desculpo, seu idiota! – O ruivo sorriu, dando uma fraca mordida em seu pescoço. – Mas não vai ter sexo até você lavar a minha fronha e comprar as pastas! E isso é sério... Está de castigo!

– Ok, ok! – O moreno disse acenando com a cabeça. Deu-lhe um selinho, e mais um, e mais outro. – Vou colocar para lavar assim que voltarmos, pode usar meu travesseiro por enquanto. E vamos no mercado hoje mesmo, depois da festa da Hina.

– Exagerado! – O ruivo sorriu, dando-lhe um soco leve no queixo.

– Fiquei com medo de te perder Taiga, agora deixa eu te bajular! – Aomine admitiu, acariciando o rosto do ruivo.

– Não precisa disso Daiki! – O ruivo sorriu, dando-lhe um beijo carinhoso nos lábios. – Vamos?

– Acho que sim! – Aomine sorriu. – Quer dirigir?

– Amor, não precisa me bajular! – Kagami riu novamente, agora mostrando os caninos, o que era maravilhoso de ver. – Está tudo bem, pode dirigir.

– Ah, Taiga! – Ele sorriu, abraçando-o mais uma vez. – Eu te amo, te amo!

– Daiki, seu palhaço! – Kagami riu, retribuindo o abraço. – Eu também te amo, muito mesmo!

Aquilo foi música para seus ouvidos.

Sorte que pelo menos Kagami Taiga era maduro no relacionamento! Aomine teria remoído aquela sacanagem por um bom tempo e com certeza a situação só pioraria se levasse um soco do ruivo. Pelo menos agora aprendera a lição, e pensaria MUITO bem antes de fazer qualquer coisa que poderia dar merda. Não desapontaria Kagami Taiga nunca mais!

***

~Kagami Taiga~

O clima da festa de Hina estava extremamente agradável. Não era um dia tão frio, já tinha até um tímido sol aparecendo por entre as nuvens. Diversas mesas estavam dispostas e bem organizadas no grande jardim coberto que havia nos fundos da casa de Kuroko. Satsuki se encarregara da decoração, e ela tinha realmente o dom para isso... O tema era arco-íris, então estava tudo bem bonito e colorido, mas nada enjoativo de olhar.

A pequena Hina estava fazendo quatro anos, e parecia muito feliz correndo para lá e para cá com outras crianças. Kagami descobriu que gostava muito dela... A pequena veio correndo para abraçá-lo assim que chegou com Daiki, lembrou seu nome e tudo o mais. Hina realmente era a junção de dois grandes amigos, era impossível não gostar.

Foi uma tarde extremamente agradável, apesar de ter sido bizarro reencontrar os velhos rostos... O mais bizarro ainda foi a reação desses rostos ao vê-lo chegar de mãos dadas com Aomine Daiki! As expressões variavam entre surpresa e incredulidade, mas o ruivo já estava acostumado com isso. Na verdade foi bem recebido por todos que eram próximos e importantes de alguma forma, conversara com muita gente.

Como Taiga suspeitava desde os tempos da Seirin, Riko Aida e Hyuuga Junpei estavam casados, inclusive tinham um menino de três anos que corria com Hina pelo gramado. Kagami sempre soube que eles gostavam um do outro, mas foi apenas na formatura que eles decidiram assumir na frente de todo mundo... Hyuuga continuou com a barbearia da família e Riko se formara em Arquitetura e Urbanismo. Surpreendentemente ela se tornara a melhor amiga de Momoi, e o que mais assustou Kagami foi o fato de elas serem realmente íntimas, pois trabalhavam na mesma empresa há anos... Chegava a ser cômico e estranho depois de tanta birra no ensino médio.

Teppei não aparecera, como previsto. Depois da cirurgia do joelho que fez na América, ele não voltou mais para o Japão, parece que terminou os estudos por lá e depois encontrou alguém... Foi o que Hyuuga dissera, mas de forma meio vaga e triste. Kagami estranhou um pouco, mas preferiu ficar neutro sobre o assunto, pois Riko não gostou da conversa e mudou de assunto bem rápido.

Outra surpresa foi o fato de ouvir Mitobe abrir a boca para falar pela primeira vez.. Aquilo realmente deixou Kagami perplexo, ainda mais depois de descobrir que ele se tornou um professor de Língua Japonesa com especialização em Oratória, ironicamente. Lecionava em uma renomada faculdade local, o que era bem impressionante. Koganei, sempre fiel amigo ao lado dele, não mudara absolutamente em nada!

Izuki também casara e tinha uma filha pequena. Ele assumira a parte administrativa de uma empresa de médio porte do distrito. O ex-armador da Seirin tinha uma ampla visão de negócios, o que era uma forma interessante de uso para seu Eagle Eye. O problema é que seu telefone não parava de tocar, o que o impediu de conversar direito... Na verdade ele passou ali apenas para não fazer desfeita, o trabalho o chamava.

Os antigos membros da Geração dos Milagres também tinham as suas surpresas...

Kise Ryouta continuava o mesmo de sempre: Louro, afeminado, escandaloso, modelo... E piloto de avião! Aquilo foi uma coisa bem inesperada. O louro trabalhava com isso quando não estava fotografando. Mas mesmo com essas duas profissões populares ele reclamava constantemente da solteirice, pois as pessoas só se aproximavam dele por interesse.

Atsushi Murasakibara foi a revelação do dia para Kagami! Não sabia dizer o que era mais estranho ali: Ele ter encontrado uma esposa tão alta quanto poderia ser uma mulher, ou ele ter virado um famoso confeiteiro, que inclusive fez os doces magníficos da festa. Outra coisa bem inesperada foi Murasakibara perguntar insistentemente sobre Himuro Tatsuya, irmão de Kagami. Até onde o ruivo sabia eles eram próximos e mantinham contato após o ensino médio, mas parece que eles brigaram por algum motivo e não se falavam há anos... Kagami preferiu não se meter, até porque se distraiu com a expressão de Aomine quando tocaram no assunto "Himuro"... O moreno tinha ciúmes, vivia ameaçando engolir o anel que usava em seu pescoço.

Até mesmo Akashi Seijurou apareceu na festa, mas apenas o cumprimentou de longe com um aceno de cabeça. Ele continuava assustador à sua maneira. Trocou algumas palavras com Midorima e Kuroko, do contrário sempre ficou em seu canto na companhia de Furihata... Ok, era outra coisa bem estranha, mas eles pareciam bem próximos. Kagami preferiu ignorar... Não queria olhar muito para aqueles lados, decididamente não gostava de Akashi.

Midorima Shintarou continuava o mesmo insuportável de sempre. Cara fechada, item patético da sorte pendurado no bolso e faixas na mão esquerda cobrindo a aliança dourada que trocava com Takao... Kagami simplesmente não ia com a cara de Midorima! Apesar dos apesares ele se tornara um médico renomado e nas horas vagas fazia pequenos recitais de piano, o que era algo interessante.

Já Takao era uma pessoa totalmente oposta: Bem alegre, espontâneo e esperto! Tornara-se um excelente Artista Plástico na faculdade de Belas Artes... Provavelmente ele era o passivo, foi o que Kagami pensou, e Aomine pensou o mesmo, pois o olhar que trocaram durante a conversa deixou aquilo bem claro! Midorima e Takao estavam bem felizes pelo que parecia, estavam até mesmo casados! Kagami tentou especular sobre como eles conseguiram aquilo no Japão, mas não teve muito sucesso nas duas tentativas! O casal estava inclusive em processo de adoção de uma criança há mais de um ano, o que era extremamente complicado... Essas coisas jamais passaram pela cabeça de Kagami até o momento.

O ruivo mal teve tempo de conversar com o resto das pessoas, a hora passava muito rápido e todos tinham seus afazeres, Kuroko e Satsuki não pararam um minuto sequer. A festa já chegava ao fim, já era quase 19h30min e o sereno gelado já começava a atrapalhar.

Agora Kagami e Aomine sentavam-se à mesa com Takao e Kise.

– Taiga, quer mais bolo? Vou lá buscar. – O moreno perguntou, olhando para Kagami com uma expressão que quase não pertencia e nem sequer combinava com seu rosto. Era doce demais... Ele estava assim o dia todo!

– Quero sim, obrigado! – Kagami evitou dar um sorriso maior que o necessário. Entregou o prato para o moreno e recebeu um selinho em troca.

– Aominecchi fez merda hoje, não fez? – Kise perguntou divertido, olhando meio estupefato para o moreno, que já se aproximava do bolo. – Só pode!

– Ele fez! – O ruivo precisou rir, balançando a cabeça.

Kagami ficou até com dó de Aomine quando ele veio se desculpar no quarto, mais cedo... Chegava a ser engraçado o remorso enorme que ele sentiu por tão pouco, não foi algo tão sério assim para ele se preocupar tanto. Com certeza o ruivo ficou extremamente puto ao acordar e sentir o cheiro da pasta de terça, quarta e sexta-feira em seu rosto... Odiava aquelas infantilidades do fundo da alma e sinceramente não estava esperando uma coisa tão besta vinda de Aomine, ainda mais nessa semana extremamente cansativa. Kagami pensou realmente em socar a cara de Daiki, principalmente quando seus olhos começaram a arder por causa da química da pasta de dentes, mas seria a escolha mais errada e infantil de sua vida. A melhor coisa que fez foi ficar de boa no banheiro para esfriar a cabeça, tomar um banho demorado e ouvir Amon Amarth. Resolveu... E agora estava sendo bajulado como nunca em toda sua vida.

– Nunca vi o Aomine-chan assim! – Takao falou, erguendo uma das sobrancelhas. – Mas o Shin-chan age igualzinho quando faz cagada.

– É mesmo? – Kise perguntou, mal escondendo a risada ao ver Midorima olhar de solsaio para a mesa onde estavam sentados. Ele conversava com Akashi e Furihata na mesa do canto. – Como você aguenta ele, Takaocchi?

– Tirou as palavras da minha boca! – Kagami não resistiu à deixa, olhando interessado para Kazunari ao seu lado.

– As vezes faço a mesma pergunta para mim mesmo! – Ele sorriu meio bobo, ajeitando uma mecha de cabelo. – Ele é bem difícil de lidar às vezes. Mas eu amo o Shin-chan, acho que é por isso! Você conhece a sensação Kagami-chan...

– É, conheço sim! – O ruivo sorriu de canto, dirigindo o olhar involuntariamente para a direção de Aomine, que se ocupava em cortar um pedaço de bolo exageradamente grande para cada um dos dois. Amava aquele idiota...

– E qual merda ele fez, Kagamicchi? – O louro perguntou com uma curiosidade indiscreta, recebendo um olhar de desaprovação de Takao.

– Brincou de Salvador Dali com as minhas pastas de dente, mas usou minha cara como tela. – O ruivo deu de ombros de forma divertida. – E então ele me acordou para admirar!

– Ah, que nojo! Eles faziam isso comigo nos tempos da Teiko! – Kise disse indignado, cruzando os braços. – Eu poderia socar cada um deles, mas era sempre ideia do Aominecchi! Parece que não amadureceu nada desde aquele tempo!

– Aí que está! – Kagami ergueu as sobrancelha. – Ele amadureceu sim. Não sei de onde veio isso hoje. Mas já está tudo bem, agora ele está na fase de mimar por causa do remorso.

– Essa sempre é a melhor parte! – Takao sorriu animado, olhando para Midorima na outra mesa.

– Sim! – O ruivo teve que admitir, vendo o moreno se aproximar.

– Aqui! – Aomine sorriu, sentando-se novamente ao seu lado e colocando o prato em sua frente.

– Obrigado Daiki! – Kagami sorriu, dando-lhe um selinho discreto e um afago nos cabelos como forma de agradecimento. Ele também precisaria ser mimado depois daquela paranoia desnecessária que teve durante a manhã.

– Ai... Queria que o Shin-chan fosse assim comigo também! – Takao disse desanimado, apoiando o rosto nas mãos enquanto observava os dois. – Mas na frente das outras pessoas ele age bem de outra forma!

– Tsundere! – Kise explicou dando de ombros, voltando o olhar para Kagami e Aomine. – Mas deixe-me ser um pouco mais indiscreto com vocês dois agora, faz tempo que não conversamos! Ainda estou me acostumando a vê-los juntos... Sério mesmo que vocês já namoravam na época de escola?

– Sim, começamos a namorar um pouco antes do Interescolar, no segundo ano de escola! – Aomine disse com a boca cheia, concentrado no bolo.

– Eu nunca desconfiei... – Kise coçou o queixo, parecia pensativo com alguma coisa.

– Eu, por outro lado, sempre soube! – Takao se meteu na conversa, olhando triunfante para o casal. – Deduzi desde a final do Interescolar, quando vi vocês dois sentados juntos e rindo, mesmo depois de terem perdido. Era algo extremamente improvável de acontecer... Então foi só ligar os pontos!

– Você só percebeu porque é esperto! – Kagami deu de ombros, comendo o oitavo pedaço de bolo do dia, estava bom demais. – A gente era bem discreto, para falar a verdade.

– Mas vocês começaram a namorar no ano que o Kagamicchi foi embora! – O louro murmurou, ainda pensativo. – Vocês brigaram?

– Não, nunca brigamos. – O ruivo respondeu distraidamente, colocando outra garfada do bolo na boca. – Digamos que aconteceram alguns problemas familiares, então tivemos que nos separar por um tempo.

– Ah! Então por isso você correu como um louco no aeroporto quando ele foi pra América, não é Aominecchi? – O louro perguntou, como se tivesse feito uma grande descoberta. – Você provavelmente se atrasou para a despedida... Eu até estranhei sua reação exagerada naquele dia, não sabia que vocês eram namorados. Mas agora tudo faz sentido!

– Como assim? – Kagami olhou confuso de um para outro.

– Kise, seu idiota! – Aomine exaltou-se, fazendo um pedaço de bolo acidentalmente voar para longe.

– Ai, Kagamicchi não sabia que você foi até o aeroporto? – O louro perguntou, arregalando os olhos ao perceber a expressão confusa do ruivo. – Desculpe Aominecchi... Eu...

– Cala a boca, Kise! – Takao pediu irritado, dando um tapa na cabeça do louro. – Você é um boca aberta! Sempre com esse costume de se meter na vida dos outros!

– Daiki? – Kagami perguntou lentamente, olhando para Aomine esperando uma explicação. Impossível ele ter ido até o aeroporto aquele dia. Teria visto ele, desistiria da viagem na hora...

– Vamos para lá seu idiota, acho que eles precisam conversar! – Takao irritou-se, puxando Kise pela gola do moletom bordô. – E ainda reclama por estar solteiro!

– Eu... – O louro olhou suplicante de Taiga para Daiki. – Não briguem, por favor. Desculpa, desculpa...

– Daiki? – Kagami ignorou o louro que já se afastava. Precisava ouvir aquilo de Aomine. – O que foi isso?

– Ai Taiga, isso estava incluso naquelas coisas que eu te contaria quando estivesse preparado. – Ele disse com uma expressão séria, encarando-o um pouco preocupado.

– Entendi... – Kagami disse em um tom compreensivo, segurando as mãos de Aomine entre as suas. – Mas agora eu preciso saber se você foi no aeroporto aquele dia, Daiki!

– Fui. – O moreno admitiu sem graça, acariciando os dedos de Taiga. – Mas você não me viu, já estava lá dentro quando eu apareci.

– Daiki, é sério isso? – O ruivo fez uma expressão culpada.

– Sim! — O moreno respondeu com um sorriso tranquilizador. — Mas já passou, não é?

– Passou... Mas como você foi até o aeroporto? – O ruivo perguntou confuso. – E Seiko, Ethan...?

– Eu fiz umas promessas sem fundamento para Seiko me levar. – Aomine deu de ombros. – E foi tudo sem Ethan saber.

– Daiki... – Kagami sussurrou aflito, apertando os dedos do moreno.

– Olha só, a paranoia retornou ao seu verdadeiro dono! – O moreno riu.

– Idiota! – O ruivo sorriu fracamente, dando-lhe um peteleco na mão. – Caramba, eu não sei nem o que dizer! Eu desistiria da viagem... Por que não me chamou? Eu voltaria pra você na hora, Daiki!

– Eu chamei. – Aomine admitiu sem jeito, fazendo uma careta. – Mas você já estava muito longe, não iria me ouvir e nem conseguiria mais voltar. Acabou sendo melhor assim.

– Caralho, Daiki, me desculpa! – O ruivo pediu, sentindo-se realmente mal. Um pequeno embrulho passeava por seu estômago depois de descobrir aquilo.

– Ei, nada a ver você me pedir desculpa por um troço desses! – Aomine riu, encarando-o de forma cômica. – Não foi culpa sua, seu idiota! Era exatamente por isso que eu estava relutante em te contar as coisas...

– Ah, mas...

– Mas nada! – Aomine disse, puxando os cabelos de sua franja ruiva em uma tentativa de animá-lo. – Se você for se lamentar por cada coisinha, então eu não vou te contar mais nada!

– Ok, Daiki, ok! – Kagami se deu por vencido, sorrindo de canto. – Não é como se pudéssemos voltar no tempo e mudar as coisas, certo?

– Esse é o espírito! – O moreno sorriu satisfeito, ajeitando-se na cadeira. – Tenho muita coisa pra te contar ainda, mas quero que seja uma coisa leve e até divertida se possível... E não que você fique se culpando, lamentando ou chorando pelos cantos durante um mês seguido.

– Ok, pode deixar! – O ruivo riu da hipérbole na frase do moreno.

– Quando formos para casa eu vou te contar cada mínimo detalhe!

– Ei, mas não precisa se forçar a isso só porque Kise foi um boca aberta! – Kagami disse com as sobrancelhas levantadas, indicando o louro com um aceno de cabeça.

– Não é por isso Taiga! – Aomine disse, encostando a perna dos dois embaixo da mesa. – Já estamos morando juntos há quase um mês, estou me sentindo completamente bem ao seu lado... Não tem porque eu te esconder, certo? Além do mais, isso é a única coisa que me prende lá no passado, então está na hora de deixar para lá!

– Certo... – Kagami sorriu satisfeito, dando-lhe um rápido e silencioso selinho. Havia muita gente da família de Kuroko e Satsuki ali, precisavam ser discretos.

– Em casa eu contarei tudo para você, prometo! – Ele disse, passando os dedos entre os seus cabelos. – Só vamos comprar suas pastas de dente antes!

– É, vamos sim! – O ruivo afirmou incisivo, mas de forma engraçada. – Eu te amo, seu besta!

– Também te amo, seu sarna! – Aomine respondeu satisfeito.

– Exagerado! – Kagami continuou com os xingamentos.

– Babaca! – O moreno riu, entrando na brincadeira.

– Estúpido!

– Estressadinho! – Aomine sorriu, estreitando os olhos.

– Infantil! – O ruivo falou de forma firme e julgadora, erguendo as sobrancelhas.

– É, sei que fui... – O moreno fez uma careta, mas continuou. – Preguiçoso!

– Bêbado!

– Tarado! – O moreno lançou em voz mais baixa.

– Pauzudo! – Kagami sussurrou com um meio sorriso. Sabia que iria ganhar se falasse aquilo.

– Oe... – Aomine balbuciou tímido, ficando sem reação.

– Ganhei de novo! – O ruivo sorriu satisfeito, passando a mão na coxa dele de forma discreta e safada. – Estou ficando com a língua bem afiada!

– Mas isso não valeu, foi completamente fora de hora! – Daiki sorriu malicioso, olhando ao redor para ver se ninguém havia percebido.

– Só falei verdades! – Kagami sorriu de canto ao perceber o desejo nos olhos dele.

Aomine era facilmente provocável, não precisava de muito para deixá-lo, no mínimo, empolgado. Isso sem falar que Daiki adorava acima de qualquer coisa ter o ego inflado... Não custava nada elogiar o que ele tinha entre as pernas.

– Eu sei que você gosta! – O moreno disse em voz baixa, encarando-o como se o avaliasse.

– Claro que gosto! – Kagami concordou em um sussurro malicioso. – Gosto tanto que poderia te levar agora mesmo ali no banheiro e te pagar um boquete bem gostoso.

– Concordo que você é safado, mas não faria isso! – Ele estreitou os olhos, lamebendo os lábios inconscientecemente. Com certeza não estava esperando aquela proposta.

– Quer apostar? – O ruivo blefou, sentindo uma leve pontada em seu baixo ventre. Adorava provocá-lo, ficava excitado com isso.

– Claro que sim! – Ele sussurrou, um pouco ofegante, tentando manter a expressão natural. – Mas é meio arriscado, não é?

– Aí que está a graça! – O ruivo continuou com o blefe, apesar de que estava realmente com vontade de fazer aquilo. – Eu engoliria tudo e ninguém iria suspeitar de nada... Fazemos bem rapidinho! Quer?

– Quero, Taiga! – Ele disse, mordendo os lábios.

– Pena que você está de castigo porque passou pasta de dente na minha cara hoje de manhã, não é? – O ruivo deu de ombros triunfante. Era a sua cartada final.

– Ah, cacete Taiga! – Ele desabou ali mesmo, coçando a nuca de forma desacorçoada. – Como você é cruel...

– Isso é calúnia da sua parte! – O ruivo sorriu, vendo a expressão desanimada dele. – Mas eu te libero quando chegarmos em casa!

– Ok! Eu sei esperar, Kagami Taiga! – O moreno estreitou os olhos, com um sorriso de canto.

– Eu sei que sabe! – O ruivo sorriu, dando-lhe um selinho discreto. – E vai valer a pena esperar, porque vai ter muito mais do que um singelo boquete te esperando lá.

– Você me deixa com tesão muito facilmente, Taiga! – Ele suspirou fundo para se acalmar, olhando para o volume entre suas pernas. – Agora o que mais quero nesse mundo é ir para casa!

– Eu compartilho a mesma vontade. – O ruivo admitiu. – Já vamos... Mas antes vamos socializar um pouco mais.

– Como você quer que eu saia daqui desse jeito? – Aomine perguntou com a voz baixa, vendo o ruivo levantar-se. – As pessoas vão notar que estou de pau duro!

– Coloca a jaqueta por cima, assim como eu sempre faço... – Kagami sorriu, já indo em direção à mesa onde Kise e Kazunari estavam sentados. – Apesar de que a jaqueta não vai esconder tudo isso aí. Não é?

– Safado, Taiga! – Ele sorriu, ajeitando a roupa da melhor forma possível enquanto se dirigiam à mesa dos outros, de mãos dadas.

Pronto, agora Aomine também estava bem mimado.

***

~Aomine Daiki~

– Que molhado, Daiki... – O ruivo sussurrou com um sorriso malicioso, dando mais uma lambida em seu pênis, limpando o líquido que saía pela glande.

– Vai logo Taiga! – Aomine murmurou enquanto apertava os cobertores, mal aguentando aquela tortura. Kagami estava ali há alguns longos minutos, brincando apenas com cabeça de seu pênis usando a língua.

O castigo do ruivo nem fizera sentido, já que o travesseiro com pasta de dente ainda estava na cama, ao lado do rosto de Aomine... E mesmo assim estavam ali, prestes a fazer sexo.

– Ah... Taiga... Que delícia... – O moreno sussurrou, ao senti-lo colocar o pênis na boca de uma só vez, repentinamente.

Kagami chupava muito bem. Seu membro era consideravelmente grande, Aomine sabia disso, mas mesmo assim Taiga conseguia colocá-lo inteiro na boca sem grandes dificuldades... O ruivo não fazia ideia de como aquela cena era enlouquecedora.

Daiki precisou morder os lábios enquanto Kagami engolia seu pênis, movendo a cabeça vagarosamente e aumentando a velocidade ao poucos, até chegar ao máximo que conseguia. Era bom demais! Taiga era safado, sem vergonha, completamente pervertido e másculo... Como amava isso nele.

– Deixa eu te comer! – Aomine gemeu, apertando-o pelos cabelos.

O ruivo apenas o encarou com um sorriso silencioso e negou com a cabeça. Continuou insistentemente com o boquete, que estava delicioso... Mas Aomine queria Taiga! Precisava... Não queria gozar tão rápido.

– Senta logo no meu pau, Taiga! – Insistiu com um gemido, enquanto o ruivo diminuía a ritmo com a boca.

– Você pedindo desse jeito eu não resisto! – Ele disse com a voz rouca, engatinhando para beijá-lo nos lábios sem pudor algum.

Durante o beijo, o ruivo pegou o lubrificante e passou pelo pênis de Aomine, arrancando gemidos abafados de sua garganta. Taiga nem parecia ter ficado a semana inteira sem descansar, pois estava completamente desperto e não parecia ter a intenção de dormir tão cedo.

– Hoje vai ser diferente... – Ele sorriu malicioso, dando uma última mordida em seu lábio inferior antes de virar-se de costas para Aomine.

– Ah, Taiga... Você é muito foda! – O moreno gemeu ao vê-lo sentar-se lentamente sobre seu membro, fazendo-o deslizar para seu interior de uma vez.

Ele sempre surpreendia! SEMPRE! Já transaram mais de mil vezes, mas Taiga sempre tinha alguma coisa guardada que deixava o moreno estupefato. Ele era incrível no sexo, não existia ser humano capaz de chegar perto do que Kagami era... Hoje foi isso, essa posição deliciosa.

A visão das coxas grossas e abertas dele, uma para cada lado de seu quadril... Aquele traseiro gostoso que ele tinha... As costas largas e musculosas subindo e descendo lentamente em sua frente... A sensação de ter seu pênis engolido por aquele canal apertado...

Aomine jamais teria a ousadia ou coragem para fazer metade aquilo, sentar-se daquela maneira em cima de Taiga e se mover daquela forma sensual e foda. Mas o ruivo fazia com tanta naturalidade, parecia gostar tanto do que sentia que chegava a ser invejável.

– Taiga, que posição gostosa! – Obrigou-se a admitir entre um gemido e outro, arranhando as costas dele com uma das mãos, enquanto a outra auxiliava no movimento de seu corpo, puxando-o para baixo pela coxa, enquanto ele fazia força para cima.

– Muito... – Ele gemeu com a voz rouca, atirando a cabeça para trás. – Parece que vai bem mais fundo assim!

– É mesmo? – Aomine sorriu satisfeito, segurando-o pelas coxas para que ele se movesse melhor e de forma mais compassada. Estava afundando-se cada vez mais em seu corpo quente.

– É... – Kagami disse em meio a um delírio, masturbando-se na mesma intensidade que movia o corpo. Ele estava completamente entregue...

Continuaram nesse ritmo por um bom tempo, longos minutos que não precisavam acabar... O cheiro de sexo já preenchia o quarto, ambos estavam extremamente molhados e suados... Mas cansados também.

Taiga se movia cada vez mais rápido para cima e para baixo, suas costas já estavam bem molhadas, mas ele não parecia querer parar. Repentinamente, começou a mover os quadris daquela forma que só enlouquecia Aomine ainda mais... Vendo tudo daquele ângulo era praticamente impossível conseguir segurar, mesmo fechando os olhos. Amava as malditas costas de Taiga, e olhando-o assim, entregue, movendo-se eroticamente em cima de seu corpo...

– Taiga, assim eu vou gozar! – O moreno avisou urgente, tentando desacelerá-lo ao segurar em sua cintura forte. – É gostoso demais, eu não aguento...

– Goza Daiki... – O ruivo pediu em um sussurro carregado de desejo, olhando-o por cima do ombro. – Goza pra mim...

Ele pedindo daquele jeito foi o fim!

A expressão de tesão no rosto agressivo de Taiga... As costas fortes do ruivo em sua frente... O modo delicioso como ele se movia... Caralho, como era gostoso! Tudo contribuía para Aomine explodir de tesão! Sentiu o jato de gozo sair por seu pênis com força, ao mesmo tempo em que a melhor sensação do mundo espalhava-se rapidamente por seu corpo.

Foi obrigado a gritar de satisfação, estava sendo um dos mais fortes e deliciosos orgasmos de sua vida, mais do que na primeira vez, mais do que no Natal ou em qualquer outra vez que transaram... E Aomine não precisou fazer absolutamente nada, apenas ficou parado, desfrutando de tudo o que o ruivo era capaz... Porque Taiga era assim, foda, espontâneo, gostoso ao extremo, sem vergonha nenhuma!

Aomine sentiu o gozo do ruivo molhar suas coxas naquele instante, ele estava tendo um orgasmo também, mas mesmo assim continuava a se mover com maestria, soltando um rosnado rouco enquanto atirava a cabeça para trás... Sempre gozavam juntos, era difícil não terem essa sintonia.

– Daiki, que delícia! – Ele exclamou ofegante, tendo os últimos espasmos enquanto desacelerava o corpo, se acalmando aos poucos.

– Muito, Taiga! Meu caralho... – O moreno concordou ofegante e sorridente, passando a mão pela extensão das costas suadas do ruivo. – Foi putamente bom...

– Putamente! – Ele riu da palavra, olhando-o novamente por cima dos ombros com um enorme sorriso. – Preparado?

– Vai, pode sair! – Daiki riu da situação, sabia o que Kagami ironizava.

Com uma risada abafada ele elevou o corpo, e como esperado, uma grande quantia de gozo espalhou-se por cima de Aomine. Ambos riram... Era sempre assim!

– Foi uma ótima ideia termos comprado os lenços na farmácia! – O moreno falou, pegando a caixinha em cima do criado-mudo.

– Sim! – Kagami concordou com um movimento de cabeça, já saindo de cima do moreno. – Mas sabe né... Ócios do ofício!

– Retardado!

Enquanto o moreno limpava a pele, Kagami atirou o travesseiro cheio de pasta de dente para um canto, lançando um olhar acusativo para Aomine. Eles apenas riram e se acomodaram em um único travesseiro, aconchegando-se um ao outro em um emaranhado gostoso e confortável de pernas e braços.

– Eu te amo tanto, Aomine Idiota Daiki! – O ruivo sorriu, encostando suavemente os narizes dos dois.

– Eu também te amo, meu Kagami Chato Taiga!

– Pra sempre...

– Pra sempre! – O moreno sorriu, dando-lhe um selinho carinhoso nos lábios. – Já disse que amo fazer sexo com você?

– Algumas vezes... – Kagami riu, apertando-o mais contra si.

– Ah, ok então! – O moreno acenou com a cabeça, como se estivesse apenas confirmando aquilo.

– É sempre perfeito. – Kagami riu, acariciando o pescoço de Aomine.

– Sim, sempre! – O moreno concordou, puxando-o para mais um beijo carinhoso.

– Daiki... – Ele começou, encarando-o com aquele olhar pidonho que ele fazia de vez em quando. – Está com sono?

– Não tanto. – Aomine estranhou a pergunta. – Por...?

– Porque você tem um monte de coisas para me contar! – Ele disse satisfeito, aninhando-se melhor ao seu corpo.

– É verdade, tinha esquecido! – O moreno concordou, acariciando a nuca de Kagami. – Mas apenas se você jurar solenemente que vai ficar quieto até o final, que não vai falar nada desnecessário depois e principalmente que não vai se sentir culpado, com remorso, com ter chilique digno de Kagami Taiga... Fechado?

– Claro, senhor exagerado! – O ruivo levantou as sobrancelhas. – Passado ficou no passado! Juro solenemente que não vou falar nada ou dar chilique ou sabe-se lá o que mais você falou!

– Ótimo! – O moreno ironizou, franzindo a testa. – Mas é pra calar a boca mesmo, nada de se meter.

– Que filho da mãe... – O ruivo estreitou os olhos.

– Você acabou de aceitar meus termos jurando solenemente, agora aguente. – Aomine sorriu, dando-lhe um beijo rápido nos lábios. – Agora você só pode falar de novo quando eu te beijar de volta, ok?

Kagami riu, mas fez um gesto positivo com a cabeça, erguendo as sobrancelhas como se tivesse esperando o que ele tinha a dizer.

– Perfeito! Vamos começar então, mas vou falar de forma rápida e resumida, você precisa descansar... Semana que vem vai ser bem corrido de novo, então precisa dormir! – O moreno disse com uma voz autoritária, sorrindo em seguida. – Lá do aeroporto... Fui até lá com a Seiko, porque prometi que ia fazer o casamento dar certo, nunca mais ia falar o seu nome e iria dar um neto para ela. Esses foram os termos que ela aceitou... E cala a boca aí senhor Taiga! – O moreno riu, colocando o dedo na frente da boca de Kagami, que já iria dizer algo. – Continuando... Ela aceitou, mas teria que ser escondido de Ethan, ou ele iria matar nós dois... Falando em Ethan, isso me lembra que só assinei aquela merda do casamento porque ele ameaçou fazer alguma coisa bem ruim com você, tipo, te matar... Então fui obrigado o assinar após levar alguns tapas da Seiko. Sem falar nada, Taiga, sério! Você jurou solenemente, e sabe o que isso significa...

O ruivo estava com uma expressão variando entre a preocupação e a incredulidade. Ele suspirou fundo e consentiu.

– E sem chiliques, tudo isso já passou! Só estou te contando... – Aomine sorriu tranquilizador, passando a mão na bochecha de Kagami. – Prosseguindo... Então eu fui com ela para o aeroporto. Estava te observando de longe fazia um bom tempo, cheguei antes de todo mundo, mas a Seiko estava me segurando... Só quando você já tinha entrado na fila ela me soltou porque eu implorei. Aí fui como um louco atrás de você, mas não me ouviu mais! Acho até que foi melhor, pois evitou bagunça e tudo o mais... Enfim! – O moreno sorriu, acariciando o nariz do ruivo com o seu. – Depois disso tudo veio os preparativos do casamento... Conheci a Yuuri na casa dela e até achei ela legalzinha, nos ajudamos no começo porque ela também estava ali de forma forçada... Mas eu estava muito machucado pra tentar fazer aquela merda funcionar. Casamos no começo do ano seguinte, e depois da minha formatura fomos morar juntos numa casa que o pai dela tinha de sobra. E então eu entrei em depressão, aos plenos 18 anos de idade! – Aomine sorriu, passando os dedos nas rugas preocupadas que surgiram no rosto de Kagami. – Relaxa Taiga... Pensa que agora estamos aqui, morando juntos, que todas essas coisas ruins ficaram lá para trás e que vamos ser felizes por todos os dias da nossa vida. Ok?

Ele suspirou novamente, dando um leve sorriso enquanto acenava positivamente.

– Pois é... A depressão! – O moreno continuou sorrindo, não queria vê-lo mal. – A Yuuri até tentou me ajudar, ela era bem legal, mas não rolou. Eu perdi sete quilos porque meu corpo não aceitava mais comida nenhuma, deu uma reação estranha por causa da depressão. Tomei remédios por um bom tempo, até meu corpo se ajustar novamente. Foi bem esquisito, vomitava até minhas tripas. – Ele riu, dando uma cabeçada cômica em Kagami. – Mas passou depois de um mês. No ano seguinte eu entrei para a polícia e comecei a fumar.

Aomine teve que rir da expressão incrédula e indignada que surgiu no rosto do ruivo.

– Pois é, até isso eu fiz, mas não me orgulho em nada... Fumava pra caralho, tipo uma carteira por dia, durante mais de um ano. – O moreno torceu o nariz, sentindo nojo de si mesmo. – Foi mais ou menos aí que as coisas com Yuuri estavam começando a desandar também, principalmente porque eu estava começando a me virar sozinho e ela se recusava a admitir que eu era útil... – O moreno sorriu, olhando com carinho para Kagami. – Mas enfim, comecei a me esforçar na polícia e tudo ficou menos pior, eu ocupava a cabeça com outras coisas... E por fim, foi nesse período que eu reli a sua carta e finalmente as coisas começaram a melhorar de verdade! Digamos que eu me toquei que estava me afundando com minha depressão, e que você não sentiria orgulho desse Aomine Daiki.

O ruivo foi falar alguma coisa, mas parou na metade do caminho.

– Agora vem a parte boa, o pior foi isso ali que falei antes, da depressão. – O moreno o tranquilizou, dando um leve tapa no nariz de Kagami. – Depois de ler a sua carta e chorar como um condenado de novo eu comecei a melhorar. Eu acho que estava precisando chorar, me abrir para mim mesmo, gritar seu nome em um canto qualquer, lembrar dos nossos dias, rever nossa foto... Você me ajudou inconscientemente, Taiga! – Aomine sorriu, encarando-o. – Tipo, eu sempre quis crescer como um homem de verdade para te encontrar no futuro, mas não estava seguindo dessa forma. Sei lá, depois que reli a carta eu me permiti ter esperança novamente... E foi aí que comecei a estudar inglês, ler alguns livros, escutar um monte de música para um dia te impressionar, comer bastante chocolate... Me ajudou muito, ok? Até recuperei os sete quilos que perdi!

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Kagami teve que rir.

– Aí voltei a jogar basquete com mais frequência, fui numa academia pra ficar gostoso para você, comecei a fazer os cursos que a delegacia disponibilizava, pratiquei vários tipos de luta... – O moreno riu ao lembrar-se de algo. — Ah, sabia que eu meti um soco no meio da cara de Ethan em uma festa de família?

O ruivo o encarou incrédulo, entreabrindo levemente os lábios.

– Sim, foi a melhor sensação do mundo! – O moreno exclamou satisfeito. – Ele me puxou para um canto e reclamou que eu estava estragando tudo com minha atitude, que todo mundo estava percebendo que eu e Yuuri não tínhamos afinidade nenhuma, que eu era a vergonha da família e todo aquele discurso de sempre... Não aguentei e soquei ele, foi algo como uma vingança libertadora! Depois daquilo fui para casa sozinho... Ele nem veio atrás de mim, provavelmente não estava esperando minha revolta, achou que eu ia abaixar a cabeça de novo! Depois de eu me separar fui expulso da família, então nem dá nada... Mas enfim... – Aomine riu um pouco antes de continuar. – Fiz de tudo para melhorar, tudo mesmo, mas sempre almejando estar deitado ao seu lado todos os dias, abraçando seu corpo, como estamos hoje. – O moreno disse, encostando o nariz de ambos. – Kuroko e Satsuki me ajudaram pra caralho, devo muito a eles. Sempre me ligavam, me encorajavam a continuar firme, para não desistir... Porque na boa, eu estava me matando aos poucos. Mas se eu fosse pro buraco, como eu iria viver ao seu lado? Né?

Kagami sorriu, fechando os olhos levemente lacrimejantes. Aomine acariciou seu rosto com carinho.

– Quando eu digo que você é minha vida, é porque é mesmo Taiga! – O moreno sorriu, passando o polegar pela bochecha de Kagami. – Você foi o motivo de eu continuar firme e forte, de eu não desistir de mim mesmo! Nosso sentimento é puro Taiga, e que se foda se somos dois marmanjos com 1,90 de altura, se sou negro e você é branco, se as pessoas nos olham de canto na rua... Quero que tudo isso se foda! – Aomine continuou, ajeitando as sobrancelhas de Kagami. – Nós dois não pudemos e nem tínhamos como lutar juntos contra o mundo há sete anos atrás... Mas isso foi ontem! O que importa é hoje, amanhã e depois de amanhã... Aqui, na nossa casa, com nosso futuro... E estamos apenas começando! Não é?

O ruivo sorriu, deixando uma lágrima rolar, mas ela foi prontamente enxugada por Aomine.

– E só estamos juntos aqui porque, como eu disse, nosso sentimento é puro. Eu te amo mais do que tudo, Kagami Taiga, e sei que você me ama também... Você deixou tudo para trás sem pensar duas vezes, apenas para ficar comigo! Mesmo sem ter certeza do que iria encontrar aqui no Japão, você veio com um sorriso enorme no rosto, me enganando no aeroporto, mas veio! – Aomine suspirou fundo, controlando as próprias lágrimas. – Taiga, eu quero explodir cada vez que digo para você que te amo, porque essas três palavras não são o suficiente para expressar o que sinto, entende? Tipo... Não sei se tudo o que estou dizendo agora é o suficiente também... Mas saiba que cada vez que eu dizer "eu te amo", tem um enorme sopro de agradecimento incluso, porque é graças a você que eu estou vivo agora... Você é minha vida, Kagami Taiga, e eu te amo! Eu te amo... Eu-te-amo!

O ruivo não aguentou, simplesmente chorou ali mesmo, abraçando-o com força. O moreno não aguentou, precisava se abrir e deixar as últimas lágrimas do passado saírem de uma vez por todas... Chorou também, mas puxou Kagami e o beijou nos lábios com carinho, para que ele pudesse falar.

– Eu te amo, Aomine Daiki! – Ele soluçou, abraçando-o novamente. – Eu te amo, eu te amo, eu te amo... Faria tudo de novo, largaria tudo de novo, deixaria tudo para trás de novo... Apenas para estar aqui com você! Você é a única pessoa capaz de colocar um sorriso de verdade no meu rosto, as coisas não funcionam sem você do meu lado! – Ele respirou fundo, tentando se acalmar. – Eu vivia em L.A. mas minha cabeça estava aqui, em você, em seus passos... Eu sempre pensava em você, perguntava para o Kuroko como você estava, sempre tinha nossa foto na carteira e olhava para ela todos os dias... Mas principalmente sempre te levei aqui no meu coração, porque nosso sentimento é realmente puro! Desde quando éramos mais jovens, a gente sempre se amou! – O ruivo suspirou fundo novamente, fungando antes de continuar, olhando-o nos olhos. – Ai Daiki, como você é importante para mim! Você não tem ideia de como eu queria ter estado ao seu lado durante todos esses anos... Mas agora é vida nova, na nossa casa completamente azul, com tudo do nosso jeito, como prometido... Somos dois gatões de uniforme, dois retardados que quase se quebram jogando basquete, mas que quase morrem aqui na cama fazendo sexo, e que convivem em harmonia sorrindo com qualquer bobeira, mas que quase se matam por qualquer bobeira também... Tipo pastas de dente na cara, árvores de natal com bolinhas azuis e tudo o mais! Eu te amo, Aomine Daiki, meu, só meu Aomine Daiki! Você é o amor da minha vida...

– E você é o amor da minha vida, Kagami Taiga! – O moreno sorriu de orelha a orelha ao ouvir tudo aquilo, tendo as lágrimas secadas pelos dedos do ruivo enquanto o beijava com carinho. – Mas tem mais uma coisa que preciso te contar...

– O quê? – Kagami perguntou, fungando e rindo ao mesmo tempo.

– Eu fiquei por baixo aquele dia também porque queria ser o último cara que você comeu! – O moreno admitiu, dando risada de sua própria criancice. – Queria fazer você esquecer todo mundo!

– Ah Daiki, como você é idiota! – O ruivo deu-lhe uma mordida cômica na ponta do nariz. — Minha vida te pertence, seu retardado... Acha realmente que lembro de outra pessoa?

– Bem, vai saber... – Aomine sorriu divertido, dando de ombros.

– Ah, vai se foder seu bocó! – Kagami o empurrou cômicamente. – Acabei de falar a cota de coisas fofas do mês e você me vem com uma dessas?

– Sabe né, paranoia é contagiante.

– Sei sim, eu vi hoje de manhã! – O ruivo concordou sorrindo.

– Mas relaxa, não penso mais nessas coisas não! – Aomine sorriu de canto, feliz. – O que importa é só daqui para frente!

– Sim, só daqui pra frente! – O ruivo concordou, abraçando-o. – Nossa vida começa agora, Daiki!

– Sim... – O moreno concordou, aconchegando-se no corpo de Taiga.

Ficaram assim, juntos e em silêncio por um longo tempo, vários minutos apenas ouvindo o som da respiração e do coração batendo. Estava bom demais... Agora sim Aomine poderia continuar tranquilamente com a vida, de mãos dadas com Taiga, como sempre esperou.

Um sussurro quase inaudível de "eu te amo" indicava que Kagami acabara de dormir, ele estava bem cansado. Taiga tinha um meio sorriso nos lábios e ronronava como um pequeno gato... Ou como um pequeno tigre.

– Eu te amo, seu sarna... – O moreno murmurou, dando-lhe um beijo na testa e fechando os olhos em seguida.

Como era fácil ser feliz ali, ao lado dele. Foi o último pensamento de Aomine antes de adormecer também.

Notas finais
BAH... ESSES DOIS IDIOTAS SÃO MINHA VIDA! CACETE... Kkkkkkkkkkkkkkkkkk... Coloquei um pequeno lemon apenas para não perder o costume, e sempre quis colocar aquela imagem, acho ela PERFEITA *o* Espero que tenham gostado do capítulo! De agora em diante o tempo vai passar um pouquinho, de novo... xD Logo logo sai o próximo *o* INTERNET, ME POSSUA! Huhuhuhuhu... AMO VOCÊS... Agora sim poderei responder aos comentários em dia xD Bjo bjo bjo da Lana-chan! ;****************************