Inevitável

3 Evitando pensar...


Notas iniciais
Tanaãããããn... Mais um capítulo o/ Muita gente está estranhando o Aomine, mas é assim mesmo ok? Ele mudou pq quis, então espero que curtam essa nova fase do nosso moreno, alto, lindo e sensual (e que curte pirokas, kkkkkkk)! Boa leitura! Vejo vocês nos comentários ^^

~Kagami-Taiga~

– O que você está aprontando agora?

– Cozinhando! – Kagami respondeu, mexendo constantemente a generosa quantia de Curry que preparava. Estava colocando calmamente os ingredientes enquanto apoiava o celular entre seu ombro e sua bochecha.

– Sério? Cozinhando em plena noite de quarta-feira? Está esperando alguém, né? – Alex perguntou com uma risadinha debochada do outro lado da linha.

– Sim! – Respondeu simplesmente. Como se fosse grande coisa...

– Você está apaixonado, Taiga? — A moça perguntou após alguns segundos.

– Claro que não estou! De onde veio isso? – Ele rebateu não acreditando no que ela estava dizendo. Ele não estava apaixonado, não estava mesmo! O que ela tinha na cabeça?

– Ah Taiga, é que te conheço. – Comentou ainda rindo. – Você está agindo diferente e minha intuição não me engana.

– Olha a viagem. Não estou apaixonado! – Kagami comentou levemente irritado. – Meus amigos do time vêm jantar aqui em casa e estou cozinhando porque eles não sabem fazer isso! Vamos conversar sobre o amistoso de depois de amanhã.

– Jura? – Ela perguntou interessada, aparentemente esquecendo as baboseiras de antes, para alívio de Kagami. Aquele era um assunto que ele não queria tratar. – Contra quem?

– Touou!

– A escola do uniforme preto?

– Sim! — Kagami confirmou, animando-se. Estava tão ansioso com o jogo que não conseguia se conter.

– Ah, me lembro. Daquele rapaz bonitão com o cabelo azul. – Alex comentou arrancando uma careta do ruivo. – Ele era bem forte.

– Sim, Aomine joga bem. – Kagami falou a contragosto. – Nós temos praticado juntos ultimamente, no mano a mano. Já consigo passar por ele, sexta vou humilhá-lo.

– Ah, já entendi tudo! – Alex comentou intelectualmente, como se tivesse desvendado um mistério.

– Entendeu o que?

– A sua empolgação! — Ela tentou esclarecer, deixando Kagami mais confuso ainda, não entendeu onde ela quis chegar. – Mas o motivo de eu ter te ligado foi outro. Nick falou com você, não é?

– Sim! Às 7 da manhã de um sábado! – O ruivo reclamou, lembrando-se da desagradável surpresa. Seria mil vezes melhor se Aomine tivesse ligado. – Vocês vão mesmo vir para cá?

– Estava querendo ir para o seu Interescolar! – Alex comentou. – Coincide bem com as férias dela e será uma ótima oportunidade para vocês conversarem melhor.

– Melhor mesmo seria deixar isso para lá! Pode ser? – Ele pediu olhando o relógio, já era quase 20h30min, logo eles chegariam.

– Sem chance! — Alex replicou de forma séria. – Vocês precisam se entender.

– Eu não tenho nada contra ela. – Kagami disse rapidamente, como se estivesse se defendendo. – É ela que não vai com minha cara. Nunca aceitou o que aconteceu entre nossos pais, por isso eu não vou forçar uma coisa que não irá para frente.

– Queria tanto que vocês ficassem bem! – Alex pediu quase que em tom de súplica.

– Alex, entenda, me dou bem com você e sou neutro com ela. – Finalizou Kagami. – Se ela odeia meu pai não tenho nada a fazer. Mas pode deixar, vou recebê-las bem se vierem para cá. Só avise o dia para eu estar preparado.

– Eu te ligarei. – Alex sorriu. — Você está mais maduro, sabia?

– Hm... — Kagami corou sem ter o que dizer. Ela estava falando coisas estranhas.

– Só pode estar apaixonado! – A loura provocou em tom de brincadeira.

– Idiota!

– Eu te conheço Taiga, logo você vai ver que não estou errada.

– Eu nem falo com muitas meninas! – Kagami esclareceu na intenção de finalizar o assunto, revirando os olhos. – Quando eu estiver apaixonado por alguém você será a primeira a saber!

– Aposto que sim! – Ela sorriu. – Sabe que se precisar de ajuda pode contar com sua cunhadinha aqui.

– Meio-cunhada! – Kagami provocou com um sorriso assim que ouviu leves batidas vindas da porta. – Mas eles chegaram, vou desligar.

– Boa noite Taiga, e boa janta! – Ela despediu-se. – Se cuide!

– Você também! – Ele falou, tentando afastar os pensamentos confusos que brotavam continuamente em sua cabeça. Não iria deixar. Melhor pensar no amistoso.

Kagami desligou o telefone e dirigiu-se até a porta colocando o aparelho no bolso. Ao virar a maçaneta deparou-se apenas com Kuroko. Sabia que era ele, pois o menor não usava o interfone quando estava sozinho, simplesmente subia e batia.

– Boa noite Kagami-kun! – Ele sorriu.

– Entra Kuroko! – O ruivo sorriu de volta, abrindo espaço para a sua sombra passar. – Tudo certo?

– Sim! – O azulado falou dirigindo-se até a bancada da cozinha, como de costume. Ele estava meio sério.

– Ainda está bravo, não é? – Kagami arriscou, olhando de canto o rapaz.

– Um pouco! – O menor isparou, com a mesma expressão indiferente. – Mas não tem problema, vamos focar no amistoso.

– Justamente por isso que a gente não foi no Fliperama com vocês! O amistoso! – O ruivo explicou novamente, quase suplicante. – Preciso praticar muito para melhorar, e o convite de Aomine foi irrecusável.

– Mas vocês me deixaram sozinho com a Momoi. – Rebateu, ainda com aquele tom calmo. – Poderiam ter me convidado também.

– Foi mal Kuroko! – Kagami murmurou coçando a nuca, sentindo-se um idiota. – Não foi por querer.

– Eu sei. – O amigo sorriu discretamente. – Ele é seu rival, então qualquer desafio é bem-vindo.

– Mas estamos nos entendendo melhor agora. – Kagami comentou voltando ao Curry, ainda desconfortável. – Fizemos uma trégua.

– Eu vi! – O menor falou. – Fico feliz com isso. Ele é um cara legal.

Kagami nada respondeu, foi apenas obrigado a concordar mentalmente. Aomine realmente se tornara uma pessoa bem próxima nos últimos tempos. Evitava ao máximo pensar naquilo.

~Kuroko Tetsuya~

Tetsuya não estava realmente bravo com o ruivo. Só estava fingindo.

Com certeza na hora ficou um pouco chateado por não ser convidado para jogar, mas assim que viu o sorriso de suas duas luzes, a antiga e a nova, todo o descontentamento passara. Aomine estava conseguindo, pelo menos era o que Kuroko pensava. Afinal, Kagami não parava de falar no moreno, uma hora ou outra o assunto sempre acabava em Aomine. E não se resumia ao basquete.

Kuroko esteve pensativo na última semana, e conversando com Momoi-chan chegaram à mesma conclusão. Kagami jamais demonstrou interesse por menina nenhuma. Nenhuminha sequer! Isso poderia ser um ponto positivo para Aomine. Ao ouvir isso de Kuroko ele fingiu não se interessar, mas seus olhos não enganaram ninguém.

Será que Kagami... Não, ele não parecia ser homossexual, mas Aomine também não parecia. Só o tempo iria dizer, e Kuroko faria de tudo para ajuda-los.

– Já conseguiu resolver aquele problema com sua irmã? – Perguntou, tentando puxar conversa.

– Acabei de falar com a Alex. – Kagami respondeu ainda olhando para o conteúdo da enorme panela, parecia pensativo. – Elas vêm mesmo, para o Intercolegial.

– Não precisará se preocupar com isso, não é? – Kuroko arriscou perguntar. – Afinal, o problema dela é com o seu pai.

– Eu nem quero me meter nessa história. – Kagami resmungou fazendo um gesto de indiferença com uma das mãos. – E nem sei onde meu pai está. Se ele não apareceu nessa casa por um ano inteiro não vai ser agora que ele vai surgir. Vou encarar Nick como uma visita, assim como Alex.

– Vai dar tudo certo! – O menor sorriu assim que ouviram o barulho do interfone. – Eles chegaram. Vou busca-los lá em baixo.

– Ok! Valeu. – Kagami agradeceu, olhando para o menino que saía pela porta.

***

~Kagami-Taiga~

– Se nós ganharmos o amistoso na sexta você fará outro Curry pra gente, Kagami-kun! – Riko pediu, mas seu tom foi praticamente uma ordem, assim como seu olhar.

– Apoiado! – Koganei sorriu, pegando mais uma grande quantia do molho na panela.

– Já vai comprando os ingredientes, Kagami-kun! – Hyuuga-senpai sorriu. – Esse jogo será nosso a qualquer custo. É meu último ano, então capriche.

Modéstia a parte, Kagami cozinhava muito bem. Curry tornou-se sua especialidade. Sorriu por dentro ao ver a reação de seu time ao provar seu prato, mas não planejava comer aquilo de novo na sexta-feira, mesmo se ganhassem. Queria comemorar com eles, mas no final das contas teria que cozinhar. A quantia de louças que sobravam para ele lavar no final também eram gritantes e o trabalho não é pouco.

– Pode ser! – Deu de ombros, sabendo que não tinha outra saída... Era cozinhar ou comer as porcarias da Riko. – Já que vamos vencer mesmo o mínimo é comemorar.

***

Assim que todos comeram e acumularam uma montanha de louças na pia, para desgosto de Kagami, o time sentou-se em no chão da sala. Finalmente iriam começar a falar sobre basquete. Riko estava sombria novamente, e encarou cada um deles demoradamente antes de dizer algo.

– Pessoal! Novidades em Touou. – Começou em tom sério. – Assim como na Seirin, novos alunos entraram para jogar lá também! Temos mais uma ameaça além de Aomine. Seu nome é Nakamura Kouchi, o chamam de Kou.

– Kou? – Kuroko perguntou. O azulado parecia ter lembrado algo. – Se não me engano ele também jogou na Teiko, mas era um ano mais novo que a Geração dos Milagres, então não conseguiu entrar para o time principal.

– Exatamente! – A técnica apontou. – Aomine é o cestinha, mas Kou se tornou o mais novo armador de Touou e não fica muito para trás. Com ele não se brinca, por isso estou em dúvidas sobre a marcação.

– Eu marcarei Aomine! – Kagami adiantou-se, atraindo o olhar dos companheiros.

– Sim, isso eu já sei! – Riko irritou-se, erguendo uma das sobrancelhas. – Izuki-kun ficará com Kou, mas a situação pode mudar durante o jogo. E além de tudo, precisamos ir com calma. É um amistoso, não quero ninguém se machucando ou indo fundo demais na competição. – Ela fez uma pausa e sorriu. – Mas precisam ganhar. Será uma ótima intimidação chegarmos ao Interescolar com uma vitória sobre a inabalável Touou.

– Já fizemos isso antes, não? – Kuroko comentou, aliviando um pouco a tensão que o ambiente concentrou. – Só precisamos fazer de novo.

– E como Riko disse, é apenas um amistoso. – Izuki-senpai disse com um sorriso nervoso. – Será ótimo para conhecermos nossos oponentes e sabermos o que vamos enfrentar no Interescolar.

– Nós vamos vencer! – Kagami sorriu, arrepiando-se com a tensão. – Que venha Aomine, Kou, ou quem quer que seja.

***

E como esperado, a louça sobrou exclusivamente para ele lavar. Todos fugiram rapidinho quando ele se dirigiu à cozinha para começar o trabalho árduo e chato. Na hora do bem bom ninguém reclamou. Já era meia noite e ele ainda estava lá passando a esponja na comida que esfriara e grudara nos pratos, talheres e panelas. Curry era bom, mas era extremamente trabalhoso.

Lavar louça não exigia um grande trabalho mental, por isso Kagami teve um bom tempo para pensar nas coisas. Em parte delas na verdade, pois ultimamente estava evitando pensar em certas coisas. Sua vida estava um pouco corrido demais para seu gosto. Primeiramente veio Nick, com quem não falava há um bom tempo, avisando sobre sua visita inesperada; Suas notas não estavam tão boas quando queria; Seu desempenho no basquete não estava ruim, mas ele não conseguia avançar; Por fim um amistoso com Touou, e eles ainda por cima adquiriram um novo membro de Teiko

– O que mais falta acontecer? – Kagami perguntou-se em voz alta. Tinha medo de já saber a resposta.

Sentiu seu bolso começar a tremer, o que lhe deu um grande susto. As imagens do filme Fantasmas III não saíram completamente de sua cabeça, apesar de Aomine o ter distraído bastante naquela noite, quando jogavam basquete. Seu coração batia acelerado e seus olhos ainda estavam arregalados quando enxugou a mão e pegou o aparelho no bolso da calça. Lógico que era ele.

– Fala Aomine! – Atendeu sério ao jogar o pano em cima da mesa e sentar no sofá da sala. Suas costas doíam, a pia era muito baixa para seus 1,90m de altura.

~Aomine-Daiki~

– Acordado há essa hora, Taiga? Está doente? – Falou surpreso. A voz do ruivo estava clara e não embargada como sempre. Foi realmente algo que não estava esperando naquele momento.

– Estava lavando louça. – Disse, provavelmente ao esticar os braços e se alongar, porque o timbre de sua voz deu uma leve tremida.

– Tá de brincadeira que você está lavando louça agora? – O moreno disparou, rindo por dentro.

– Fiz Curry. – Kagami explicou, ainda com aquela voz arrastada.

– É meu prato preferido e mesmo assim não me convidou? – Aomine perguntou fingindo indignação.

– O time veio jantar aqui em casa, justamente para discutirmos sobre o amistoso! – Kagami rebateu em tom sério. – No próximo eu te chamo, vai ser sexta para comemorarmos nossa vitória sobre vocês.

– Bem, que pena. – Aomine sorriu. – Deixa para a próxima vez então, porque vocês não vão vencer.

– Falando em amistoso... – Kagami começou, ignorando a provocação a muito custo. – Quem é esse tal de Kou?

– Ah... – Aomine sorriu. – Ele é um calouro metido, entrou esse ano. Joga bem o desgraçado, mas nem pense em usar isso para fugir de mim, Taiga.

– Essa nunca foi minha intenção! – Kagami sorriu daquele jeito determinado que só ele tinha quando se sentia desafiado. – Não pense que vai escapar de mim tão fácil! Você é meu, Aomine.

Ouvir aquilo foi o fim. Um arrepio cruzou o corpo inteiro do moreno, concentrando-se diretamente entre suas pernas, o arrepio que tanto temia. Aquelas palavras sendo pronunciadas agressivamente pela boca de Taiga o deixaram completamente desconcertado. Intuitivamente colocou a mão em cima de seu membro, que começava a endurecer por debaixo de sua cueca box branca. Respirou fundo sem fazer barulho. Não havia nada de subliminar nas palavras de Kagami, mas a ambiguidade era perceptível, pelo menos para o moreno.

– Você também é meu, Taiga! – Foi o que conseguiu pronunciar, fazendo o possível para não expressar sua repentina excitação. Estava difícil segurar, sua voz saiu levemente rouca arrastada.

– Veremos isso na sexta então! – Foi audível um sorriso desafiador vindo pelo outro lado da linha. Aparentemente ele não percebeu nada de incomum, continuava a agir naturalmente. – Mas me diga, em que posso te ajudar hoje?

– Quero saber se quer jogar amanhã, Taiga. – Aomine comentou, ainda tentando se acalmar. Engolia uma quantia de saliva que sua boca quase seca conseguira juntar.

– Pois olha... – Taiga começou a falar. A chance da recusa aumentou apenas pelo fato de ele estar pensando. – Riko disse para não nos esforçarmos tanto antes de amistoso, mas que mal tem?

– Achei que já ia correr! – Aomine sorriu de canto, Taiga não o desapontava.

– Não fujo de nada. Nunca!

– Nunca? – O moreno perguntou, desafiando-o. – Futuramente usarei isso contra você!

– Hein? – Ele perguntou um pouco confuso. – Do que você está falando, seu idiota?

– Não sei exatamente, mas ainda vou usar isso para te persuadir! – Pensou e verbalizou.

– Você é um desgraçado mesmo, Daiki. – Kagami riu de forma presunçosa.

– Daiki é? — Sorriu ao ouvir seu primeiro nome sendo pronunciado pelo outro. Um andar a mais daquela maldita escada.

– Você vive me chamando de Taiga, não é? – O outro perguntou como se estivesse dando de ombros. – Estamos em pé de igualdade, por isso te chamarei de Daiki.

– Mas que maldito competitivo você é, Bakagami. – Aomine riu abrindo os braços em sua cama. Estava tenso.

– Cala a boca, Ahomine!

Seria agora a hora de desligar o telefone?

– Que horário? — Aomine perguntou por fim, fechando os olhos.

– O de sempre, 18h na quadra do Maji Burguer.

– Te vejo lá Taiga! – Engoliu um pouco mais de saliva.

– Até amanhã, Daiki.

– Idiota. Boa noite.

– Boa noite, desgraçado.

A ligação caiu após alguns instantes. Aomine ficou imóvel com o celular em seu ouvido escutando a melodia entediante que o aparelho soltava. Tu, tu, tu. Talvez aquilo fosse o suficiente para esfriar sua cabeça. Sua garganta secava cada vez mais enquanto olhava a parte interna de sua pálpebra.

– Que merda, o que exatamente eu espero de você, ruivo maldito? – Sussurrou para si mesmo um pouco impaciente.

Por que uma simples frase foi o suficiente para excitá-lo? "Você é meu, Aomine". Aquilo estava ecoando em sua cabeça. Quem dera fosse da forma que esperava. Mas na verdade não sabia exatamente o que esperar. O que iria fazer se um dia tivesse Kagami? Como iria agir?

Abriu vagarosamente os olhos, a luz da lâmpada o cegou momentaneamente. Olhou discretamente por debaixo da coberta, para seu pênis. A cueca box branca continha uma pequena mancha de seu pré-gozo, e seu membro ainda estava levemente pulsante.

Aquilo era o fim de sua reputação como homem, com certeza. Não é como se fosse a primeira vez que ficara excitado ao pensar em Taiga, mas ele estava sentindo certa urgência em estar com o ruivo e ouvir aquela voz sussurrada em sua orelha, que ainda recebia o constante ruído do celular.

A mão do moreno desceu involuntariamente até o pênis, que começara a endurecer novamente ao lembrar-se daquela maldita frase. "Você é meu, Aomine".

– Sim, Taiga... – Murmurou assim que começou a passar a mão por cima da cueca. Gemeu levemente ao sentir aquele arrepio conhecido.

Fechou os olhos e tentou não pensar em nada, esquecer aquilo e concentrar-se apenas nos ruídos da linha caída. Tentava recusar aquela masturbação a todo custo, ainda tinha esperanças de estar passando por uma fase idiota da vida... Mas precisava daquilo. Estava todo molhado, sua mente o traía trazendo a imagem daquele lábio sussurrando para ele com a voz rouca... "Você é meu, Aomine".

– Sim Taiga, sou... seu... – Admitiu enquanto começou vagarosamente o movimento de vaivém, antes destinado a mulheres peitudas e sem vida das revistas. E hoje ele apenas precisava ouvir a voz do maldito... – Droga...Taiga...

Não sabia exatamente em quê pensar enquanto aumentava os seus movimentos. Mas a voz teimava em ecoar e a imagem da boca dele se encontrando com a sua... O cheiro de Taiga veio com intensidade em sua mente... E qual seria a sensação daquela língua encostando na sua?

O moreno mordeu os lábios enquanto seu pênis começava a pulsar mais forte, "Você é meu, Aomine".

– Taiga... – Gemeu de forma rouca, aumentando a intensidade do movimento.

Tentou imaginar a mão do ruivo realizando aquele vaivém delicioso... Foi mais além... E se fosse... Sim... E se fosse a boca de Taiga engolindo-o por inteiro? Aquele pensamento o fez arfar e morder novamente os lábios. Ainda não entendia como sua cabeça o levava para aqueles lados.

"Você é meu, Aomine".

– Sou... seu... – Gemeu entre as estocadas que provocava em si mesmo com intensidade.

Aomine apertava com força os olhos. Não queria abrir e se deparar com a realidade que o cercava. Aquela mentira estava tão boa, quase conseguia sentir o ruivo ali com ele, chupando-o. Estava quase lá... Quase... Tão gostoso... Tão molhado.

– Tai...ga! – Gemeu com seu último resquício de consciência, o resto foi apenas prazer. Seu corpo agia involuntariamente e tinha espasmos constantes enquanto seu abdome e a cama inteira eram atingidos por seu gozo.

Sem se atrever a abrir os olhos, o moreno esperou sua respiração normalizar, deixando seus braços caírem ao redor do corpo amortecido. Pronto, estava feito!

Silêncio.

– Satisfeito agora? – Perguntou, olhando para seu pênis embaixo da coberta minutos depois. Mas essa pergunta era para ele, se ele estava satisfeito. Não, não estava.

Fechou os olhos e abriu novamente. Pegou o celular e finalmente desligou a ligação que ainda estava ativa em seus incansáveis "tu, tu, tu". Que idiota, estava agindo pior que uma criança.

Levantou-se para buscar um papel higiênico e limpar aquela sujeira que fizera. Riu consigo mesmo, sentindo-se menos impuro do que da primeira vez que se masturbou pensando em Taiga. Ele sentia tesão e pronto, se sentia atraído por Kagami, desejava beijar os lábios dele, encostar no corpo dele e... Estava com certeza apaixonado. Essa estava sendo sua ruína. Se fosse apenas atração... Mas não era, sentia seu coração bater pelo ruivo. Já era!

***

~Kagami Taiga~

Odiou-se por deixar aquele sorriso idiota na cara por mais tempo que o necessário. Foi só uma conversa besta com Aomine, não foi? Estava com uma pilha infernal de louças em sua frente, não precisava sorrir tanto, e sim lava-las para finalmente poder dormir.

Estava cansado, mas seu corpo recusava-se a obedecê-lo e levantar do sofá. Se fechasse os olhos adormeceria ali mesmo. Lutou contra o cansaço, mas sucumbiu. Seu último pensamento foi justamente aquele que estava tentando evitar.

***

~AomineDaiki~

Como sempre, o dia passou de arrasto. As aulas estavam incrivelmente chatas, deixando Aomine inclinado a matá-las com a mesma frequência do ano passado. Mas não podia, prometeu que iria mudar, apesar de que o espírito da preguiça apoiava-se em seu ombro o tempo todo.

Olhava constantemente para o relógio, contando os minutos para as 18h. As aulas iam até quase 15h30min e o treino de basquete, que era mais legal, se estendia até as 17h30min.

Finalmente era a última aula. Inglês, ainda por cima. Era horrível na pronúncia, não entendia metade das palavras que lia e se sentia mais idiota ainda ao tentar traduzir o que as músicas diziam. Era inútil... Ele queria apenas jogar basquete, nasceu para isso, só para isso!

Saco!

***

– Bom treino pessoal! – Momoi sorriu ao reunir os garotos completamente exaustos e suados no círculo central da quadra. – Amanhã sairemos daqui às 16:00, por isso não se atrasem.

Aomine sentiu um olhar esbarrando em sua nuca após ouvir aquela frase. Estava se alongando, mas tinha certeza que Momoi referiu-se a ele.

– Vamos vencer! – Kou vibrou animado, olhando para os novos parceiros de time. Aomine quase vomitava ao vê-lo, lembrava muito Kise com aquele jeito afeminado, parecia uma garota gigante. Apesar disso, ele jogava razoavelmente bem, deixaria o time da Seirin cansado no dia seguinte.

– Dispensados! – A menina sorriu.

Os rapazes começaram a se afastar para o vestiário, alguns para o banco. Aomine não fez diferente.

– Dai-chan... – Momoi chamou, correndo em sua direção. – Você vai para casa hoje?

– Vou jogar com Taiga! – Explicou diretamente, evitando qualquer pergunta desnecessária da moça.

– Mas você deveria descansar para o amistoso. – Ela comentou ao colocar seu cabelo rosado atrás da orelha. – Porque não fazem outra coisa hoje?

– Lá vem você de novo com suas ideias... – Aomine comentou sem emoção.

– Não é nada disso. Se você não percebeu, está quase chovendo. Vão se molhar e ficarão doentes, sem poder jogar amanhã! – Ela rebateu inflando as bochechas.

– Relaxa, já está tudo certo! – Ele mentiu tentando se livrar das ideias da menina, virando-se para sua bolsa e procurando uma nova camiseta. – Não gosto de coisas forçadas, você sabe!

– Sei sim Dai-chan... – Satsuki resmungou ainda aborrecida. – Mas quero te ver feliz.

– E quem disse que não estou? – Ele virou-se assim que vestiu uma regata escura.

– Seus olhos estão tristes com alguma coisa... – A menina comentou encarando-o com o rosto inclinado.

– Só estou tentando não ficar louco com isso tudo, porque não é fácil aceitar! – Ele explicou realmente sendo sincero, olhando ao redor para evitar que alguém ouvisse aquilo. – Tá certo que esta mudança vem acontecendo desde a WinterCup do ano passado, mas a amizade com Taiga é algo recente, e eu não estou conseguindo controlar. É bem complicado estar apaixonado por um cara.

– Eu imagino. – Ela sorriu fracamente, olhando para os próprios pés. – Mas temos nossas suspeitas de que o Kagami-kun está pensativo sobre o assunto... Por que você não se declara de uma vez?

– Na hora certa eu irei, não se preocupe. – O moreno disse. “Se declarar” era forte demais para seu gosto, e Kagami não parecia pensativo com nada que dissesse respeito à Aomine Daiki.

– Então boa sorte, Dai-chan. – Satsuki sorriu erguendo o punho fechado.

– Obrigado! – Aomine agradeceu socando de leve a mão pequena da menina.

***

– Você está agindo igual uma menininha hoje, Taiga! – Aomine provocou ao roubar novamente a bola do ruivo. A garoa estava umedecendo a quadra e já não permitia uma boa movimentação, mas não perderia aquela oportunidade de cutuca-lo.

– Se eu descansasse da forma que sempre fiz estaria melhor. – O ruivo resmungou, já sentindo o tênis escorregar.

– Você está culpando a louça do Curry que eu não comi? – Aomine perguntou sarcástico, sentindo o suor se misturar com a água da chuva.

– Não estou inventando desculpas, se é o que está insinuando! – Taiga irritou-se, voltando para sua posição original. – De novo!

Continuaram jogando por mais um bom tempo até que a chuva começou a cair com uma intensidade maior. Não precisaram nem falar nada, os dois simplesmente correram para um local protegido.

– Que droga! – Kagami praguejou sentando-se no banco do ponto de ônibus e fazendo um ligeiro “splash” ao entrar em contato com a superfície. Estava encharcado.

– Relaxa Taiga, amanhã já é nosso amistoso, deixe para perder lá. – O moreno sorriu sentindo as roupas grudarem em seu corpo também.

– Cala boca Daiki, desgraçado, é óbvio que vamos ganhar. – Kagami disparou irritado, olhando para cima, na direção do outro.

– Pare de resmungar então. – Aomine pediu, sentando-se ao seu lado. – Hoje você está batendo o recorde.

– Que recorde? – Kagami perguntou desconfiado, franzindo as sobrancelhas volumosas.

– Nunca te vi tão molenga e chato. – Aomine riu, não resistindo ao ver a cara do ruivo. Realmente ele estava jogando com menos intensidade, provavelmente se resguardando para o amistoso.

– Vai se foder, Daiki! – Ele irritou-se, mas deixando um meio sorriso escapar naquele rosto agressivo.

Ambos ficaram ali sentados olhando para a chuva, que não reduzira nenhum pouco. Aomine não pode deixar de notar as roupas encharcadas de Kagami, se sentiu um maldito ao olhar para o corpo do outro, mas era inevitável. Estava difícil aceitar essa súbita atração pelo ruivo.

Kagami moveu as pernas para uma posição mais confortável e sem querer atingiu a coxa de Aomine. O coração do moreno começou a bater mais forte e ele sentiu uma vontade gigante de falar alguma coisa para esconder sua vergonha. Era abençoado com sua cor mais escura de pele que escondia toda e qualquer ruborização.

– Foi mal. – Desculpou-se Kagami, também meio sem jeito.

– Não foi nada. – Comentou, ainda olhando para as gotas que caíam do céu. Estava evitando olhar para Taiga, mas queria desesperadamente puxar um assunto. Falou a primeira coisa que veio em sua cabeça, arrependendo-se no ato. – Você tem namorada, Taiga?

– Hã? – O ruivo sobressaltou-se. Com certeza não estava esperando aquilo, mas respondeu em tom firme. – Não, nunca tive uma.

– É mesmo? –Aomine espantou-se. Como um cara alto, que joga basquete, e que cresceu na América nunca teve uma namorada? – Mas tipo, nenhuma? Nada, nada? Nem um rolo?

– Não! – Deu de ombros, apoiando as costas no ferro que segurava o banco, virando-se para olhar Aomine. Ele estava ruborizado, mas mantinha-se firme. – Nunca fui atrás de ninguém. Por quê?

– Ah, curiosidade! – Sorriu de canto, tentando disfarçar sua reação. – Mas você nunca beijou ninguém?

Aquela conversa estava estranha, mas interessante ao mesmo tempo.

– Já fui beijado, mas nada desse tipo. A Alex tem esse costume estranho de beijar qualquer um. – Taiga riu, coçando a franja molhada. – Acha ridículo? Pode rir. É um idiota mesmo.

– Não nego que fiquei surpreso, mas não tem nada de mais, não é? – Aomine deu de ombros sendo sincero. – Eu também não sou lá muito experiente. Dei apenas um beijo na vida e foi meio no desespero.

– Como assim? – Kagami riu com uma expressão confusa.

– Ah, eu precisava me certificar de uma coisa. – Aomine revelou com um sorriso energonhado. – Beijar a garota me fez ter certeza do que estava acontecendo comigo, então foi útil.

– Ok, agora você só complicou mais. – Kagami reclamou revirando os olhos, nitidamente impaciente, esperando uma explicação.

– Bobagem. Outra hora eu te conto melhor. – Aomine sorriu fracamente, olhando-o nos olhos. Jamais iria contar que fez aquilo apenas para ter certeza se estava ou não apaixonado por um homem, e que esse homem estava agora em sua frente.

Ou seria agora a melhor hora para se declarar? Pensou, olhando para o vermelho intenso do olhar de Taiga. Não, não era. Desviou o olhar, sem graça. Enfrentar-se-iam em um amistoso no dia seguinte, deixaria para mais tarde aquilo tudo. Sabia que não era mais bobagem, estava apaixonado pelo ruivo e a vontade de beijá-lo era intensa. Poderia fazer aquilo agora, ali mesmo. Mas daria errado, com certeza daria errado.

– Daiki... – Taiga chamou, atraindo sua atenção e encarando-o.

– Hm? – Perguntou, voltando a olha-lo.

– É... – O ruivo balbuciou após alguns segundos de silêncio, desviando o olhar. – Bem, deixa pra lá! Vou indo para casa antes que chova mais! – Falou, já se levantando. As roupas ainda grudavam em seu corpo.

– Ok, vou também! – Aomine afirmou ao se levantar, amaldiçoando-o mentalmente por não ter continuado a frase. Ergueu o punho e apontou para Taiga. – Se prepare para perder amanhã.

– Quem vai perder é você, idiota! – Kagami sorriu, socando de leve a mão do moreno. – Até amanhã!

***

~Kagami-Taiga~

É horrível o gosto da derrota, não é Taiga? – Aomine perguntou com um sorriso de canto enquanto equilibrava e girava uma bola de basquete em seu dedo indicador.

Ele estava vestindo o uniforme da Touou, e ao seu lado um Kou sem rosto dava risada. Kagami estava no chão, sozinho. Seu time fora embora, assim como o novo jogador, que sumiu inexplicavelmente.

Agora era apenas ele e Aomine naquele lugar escuro. As luzes apagaram? O moreno se aproximou e estendeu a mão para Kagami pegar, o chão estava gelado. Assim que levantou estava na quadra do Maji Burguer, chovia muito e ambos estavam encharcados.

– Vamos Taiga! – O moreno chamou, já preparado para iniciarem uma partida mano a mano, com a bola de basquete em mãos. – Você é meu.

– Você também é meu, Aomine! – Taiga sorriu, desafiador.

A bola sumira de repente, mas eles ainda estavam na quadra molhada. Aomine estava próximo, muito próximo. A chuva estava gelada, mas Kagami já conseguia sentir o toque quente do moreno em sua nuca. O hálito de Aomine esbarrava em seu rosto, que era puxado na direção do outro.

Aomine fechara os olhos e os lábios se encostaram suavemente. Era quente e bom.

Assustado, Kagami abriu os seus olhos. Cochilara... E sonhara? Não, aquilo estava mais para um pesadelo!

– Éca! – O ruivo praguejou, passando as costas da mão nos lábios como se estivesse limpando. O que fora aquilo? Que tipo de pessoa tem um sonho desses?

– Cara, o Aomine! – Murmurou desgostoso e assustado. – O Aomine! Que merda foi essa? Eu...

Levantou-se em um salto, aquilo não podia estar acontecendo, podia? Por que teria um sonho idiota daqueles?

– Deve ser a inquietação do amistoso e essa minha cabeça idiota. – Murmurou, mentindo para si mesmo ao olhar a hora. Já era 2h da manhã.

Kagami não estava gostando do que acontecia em sua cabeça. Estava ficando confuso. Gastava muito do seu tempo falando e pensando em Aomine, amistosos, partidas mano a mano... Mas nunca em um... Um beijo! Está certo que conversaram sobre beijos naquela tarde, mas não um beijo deles.

Será que... Não... Não pode. Não quero. Estava tentando negar para si mesmo aquilo, evitava pensar em Daiki. Entretanto sentia cada vez mais vontade de jogar basquete com ele, desafiá-lo para qualquer coisa que fosse, mandar mensagens... Estar perto dele. Pronto. Queria estar perto de Aomine. Mas dessa forma?

– Droga! – Praguejou em voz alta.

***

– Alex, socorro!

– Taiga? – Ela murmurou sonolenta do outro lado da linha. — O que foi?

– Você precisa me ajudar. Estou na merda Alex! – Ele começou, olhando para o escuro de seu quarto, inquieto em sua cama.

– Do que você está falando? – Perguntou, provavelmente sentando-se.

– Se eu estiver começando a gostar de alguém, como faço para desgostar? – Perguntou, meio que em um tom de desespero. Sua pergunta soara de forma ridícula.

– Não é assim que funciona. – Ela riu de leve, entre um bocejo. – Mas comece do começo para eu entender melhor!

– Era disso que você estava falando na ligação ontem, não é? – Kagami perguntou, sentindo-se um lixo. – Disse que entendeu o porquê de minha empolgação com o amistoso.

– O Daiki, não é? – Ela perguntou séria. Provavelmente já captara tudo e estava prestes a julgá-lo.

– É, é... – Ele concordou desgostoso. – Mas desde o começo do ano a gente tem jogado juntos, e ultimamente ele tem me ligado de madrugada e fomos ao cinema sábado e hoje eu sonhei com ele... E eu não quero! Não quero!

– Taiga você está apaixonado por ele! – A mulher exclamou repentinamente, de forma feliz e quase orgulhosa.

– Não coloque dessa forma Alex, por favor! – Ele pediu fazendo uma careta. Não estava apaixonado por Aomine, não podia estar. Né?

– Sei que você está confuso, mas eu entendo muito bem sua situação. – Ela sorriu, Parecia radiante, o oposto de Kagami.

– Alex... – Resmungou, percebendo que ela tratava aquilo muito naturalmente. – Quero continuar jogando basquete com Aomine, mas se ficar assim não vai dar. Não quero gostar dele, entendeu?

– Agora é a hora de colocar as coisas na balança. – Ela disse calmamente. – A companhia de Daiki te faz bem? Se sim, espere para ver como serão suas próprias reações, aja como sempre. Se não, simplesmente evite-o.

– Por que para você é tão pratico?

– Quando estava apaixonada por sua irmã não foi prático. – Alex explicou. — Achei que tinha surtado, caído em desgraça. Mas bastou uma semana de conversa e reflexão para eu ter certeza do que queria. Enfrentei sua mãe e seu pai e hoje ainda estamos juntas.

– Acho que te procurei cedo demais para falar sobre isso. – Lamentou-se ao perceber que ela já estava apressando tudo naquela cabeça loura.

– Taiga, pense menos, ok? — Ela riu. – Deixa fluir, vai que é bom...

A vontade de Kagami era jogar-se do oitavo andar só de cueca depois de ouvir aquela frase. Deixar fluir uma ova. Aquilo não podia estar acontecendo. Não com ele. Eram homens... E era o Aomine...

– Me conta melhor essa história, Taiga!

– Não tem muito que contar. – Ele falou irritado consigo mesmo, já ela parecia se divertir. – Desde o começo do ano ele me enche o saco, manda mensagem, chama para jogos e tudo o mais. Eu, bem burro, fui aceitando tudo. – Engoliu um pouco de saliva antes de continuar. – Papinho sobre música e não sei mais o quê... Ele está diferente, Alex! O cúmulo foi o cinema, sábado. Ele me intimou para ver um filme de terror com mais dois amigos nossos, aí começou a me olhar e fez até cafuné na minha cabeça... Para eu me acalmar. Depois veio com um papo de amizade. – Kagami fez uma pausa antes de continuar, mas já que estava ali, era melhor falar tudo. — E outra, quero que um raio caia na minha cabeça se eu estiver enganado, mas eu acho que ele se empolgou em uma ligação nossa ontem. Soltei, na inocência, que ele era meu. MAS EU TAVA FALANDO DO BASQUETE... E eu acabei de sonhar com ele... Que nos beijamos. E estou incomodado com isso.

– Que bonitinho! – Ela disse com uma voz fina, segurando-se para não rir alto. – Ele também gosta de você, seu bobo! Como não percebe?

– Alex! – Kagami a repreendeu, sentindo-se cada vez mais tentado em se jogar pela janela. Até lançou um olhar para a sua direção.

– Claro Taiga! Ele está correndo atrás de você e parece que conseguiu o que queria. Dá uma chance para ele.

– Mas somos homens... – Murmurou, desanimado. Aquilo era estranho.

– Como se isso fosse um empecilho, seu idiota! – Ela disparou de forma séria. – Eu e sua irmã somos mulheres, mas eu a amo entendeu? Isso é uma desculpa sua e você sabe disso! Por que tanta resistência?

– Eu não sei... – Ele admitiu, coçando os cabelos. – É o Aomine, Alex...

– É um rapaz muito bonito com quem você gosta de estar. — Ela simplificou. — Ou está com medo do seu pai descobrir?

– Não tenho medo dele! – Kagami surpreendeu-se com a astúcia da loura. – E mesmo que ele não aprovasse, eu o enfrentaria, como a Nick fez.

– Então você está me dizendo que realmente gosta do Aomine e que enfrentaria seu pai, se fosse preciso?

– Você é uma desgraçada, né? – Irritou-se com sua própria burrice. Foi praticamente uma confissão. – Acho que talvez esteja começando a gostar desse novo jeito dele, mas evito pensar nisso para que passe logo.

– Não é assim que funciona! Simplesmente evitar pensar não resolverá o que seu coração pede. – Ela disse de forma calma e compassada. – Se tudo o que você me disse é verdade Taiga, ele também gosta de você. Dê uma chance para você mesmo, mas apenas se sentir que está preparado. Pense sobre o assunto e conversem.

– Vou pensar Alex... – Murmurou com a cabeça quase explodindo. Exclamou por fim. – Mas está sendo uma bosta entender como isso foi acontecer! Só sei que ele está diferente.

– Você vai conseguir. E se não der certo simplesmente se afaste. – Pediu ela. – Mas se ambos estão sentindo algo tenho certeza que não tem erro.

– Ainda é estranho te ouvir falando isso. – O ruivo enrubesceu. – Não é como se já estivesse decidido.

– Mas já está, seu bobo, é só você abrir os olhos e começar a pensar sobre o assunto.

Notas finais
Então Kagami também está começando a perceber que gosta do Aomine xD E aí minna, gostaram do capítulooooo??? Por favor, comentem! Tenho medo de me empolgar demais e começar a escrever loucamente esses capítulos gigantes xD Está legal? Em breve vou postando a continuação >.< Beijoooooooooooooooo o/