Notas iniciais
Primeiro capítulo, já começa a história bem tensa e com bastante drama. Logo teremos Finchel, espero que gostem

– Rachel, Rach acorda! — ouvi Santana berrando para eu acordar, e senti as mãos dela nos meus pés me puxando da cama. Louca.

–RACHEL TEM UM CARA LOIRO GOSTOSO LÁ EMBAIXO QUERENDO FALAR CONTIGO!!!

–Como? U-um cara loiro? Ele não disse o nome nada?

–Não, só disse que queria falar contigo...

–Ah! Diz que eu to indo.

–Sim senhora.

Eu não acredito que Sam veio me procurar no meu apartamento, ninguém pode saber que a gente namora, muito menos do que ele fez comigo ontem.

Ia ser dificil esconder das meninas as marcas roxas que ele deixou por quase todo o meu corpo. Quando começamos a namorar ele era o cara mais cavalheiro do mundo,

era do tipo de entregar flores e tudo. Mas durou somente até ele desconfiar que eu estava o traindo com o tal Finn Hudson, o porteiro do meu prédio.

Não consigo imaginar da onde ele tirou essa história, nunca senti nenhum tipo de atração pelo porteiro. Não vou negar que ele é bonito, ele é muito alto, tem ombros largos,

pele branca, e cabelos negros, que quando desalinhados o deixa ainda mais encantador, enfim ele tem cara de principe de história infantil.

Mas eu não sou como a Quinn que é capaz de fazer charme até para o porteiro do prédio.

–RACHEL ANDA! O CARA ESTÁ ESPERANDO FAZ 30MIN. — disse a Santana berrando ainda mais alto. Eu estava com medo de vê-lo, e de que ele me levasse

arrastada para algum lugar e me batesse de novo. Tomei coragem, me vesti e desci.

–Bom dia srta. Berry! — disse o porteiro, com um sorriso no rosto.

–Bom dia Finn. — disse séria e com a voz um pouco trêmula pelo fato de eu estar com medo do que Sam faria comigo, ainda mais agora que ele me viu dando bom dia

ao porteiro. Sam estava me esperando encostado no seu carro vermelho, que o deixava ainda mais bonito destacado na pele clara, e cabelos loiros dele.

–O-oi Sam. — eu disse quase sussurrando

–Olá Rachel, como vai? — perguntou ele como se não tivesse acontecido nada na noite anterior.

–B-bem — decidi ir direto ao assunto — porque você fe...... — fui calada pelo dedo indicador de Sam pousado sobre meus lábios, para piorar comecei a tremer ainda mais.

Como um homem que se parecia um anjo de cabelos loiros e olhos verdes, pode ser um verdadeiro demônio?

–Entra no carro! — disse ele não muito alto para ninguém ouvir, mas ainda assim em tom de autoridade. Comecei a chorar, não queria que o choro viesse para não piorar

as coisas, mas ele abriu a porta do carro, me pegou pelo pescoço e me jogou no banco da frente como se eu fosse um animal. Não consegui mais segurar, as lágrimas

começaram a cair como uma cachoeira em meu rosto, e comecei a tremer muito. Até que Sam quebrou o silêncio e gritou:

–PORQUE ESTÁ TÃO NERVOSA SE ME AFIRMOU QUE NÃO TEM NADA COM O PORTEIRO? HEIN? — de repente ele deu um tapa em meu rosto —

RESPONDE VADIA! TÁ ME TRAINDO OU NÃO? — outro tapa. Não conseguia falar, tentava mas as palavras não saiam, eu não queria ser submissa a ele, mas estava

com muito medo do que ele poderia fazer comigo. Até que consegui falar.

–S-s-sam eu já disse que eu não tenho nada com o-o-o porteiro, a nossa conversa de mais tempo foi no máximo um "será que hoje o tempo vai estar bom?". Eu juro

Sam, eu juro, eu jamais te trairia, ainda mais com o porteiro do meu prédio. — fui interrompida.

–Sai do carro Rachel. AGORA EU ESTOU MANDANDO! — disse ele um pouco mais calmo, mas ainda assim muito bravo. Eu saí, entrei novamente no prédio. Finn

ficou me olhando assustado, mas não disse nada. E eu apenas abaixei a cabeça e subi para meu apartamento. Cheguei lá, estavam Quinn e Santana conversando sobre

alguma coisa alegre, entrei em casa e fui direto para meu quarto. Deitei em minha cama e comecei a chorar... Santana e Quinn sabiam que quando eu estava no quarto

trancada, não gostava que entrassem e me incomodassem. Passei o resto do dia assim.

Notas finais
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