Notas iniciais
Capítulo bem comprido. E vamos comemorar porque tem finchel no fim do capítulo uhuuules. Boa leitura

Acordei, me sentindo um pouco melhor, olhei no relógio eram 11h do outro dia. Levantei e imediatamente peguei meu celular para ver se tinha algum sinal de Sam. Nada. Nem mensagem, nem ligações. Nada. Fiquei aliviada, e com medo de que ele pudesse estar planejando algo terrível contra mim, mas tentei não pensar nisso. Fingi que estava tudo bem e fui para a cozinha preparar um sanduíche para comer. Chegando lá deparei com Santana com cara de séria e seus braços cruzados sobre o peito.

–Bom dia Santie! – disse forçando uma voz feliz.

–Rachel o que está acontecendo? – disse ela ainda sem nem esboçar um sorriso.

–Como assim? Não está acontecendo nada...

–Você acha então que Quinn e eu somos burras de não saber que você não está bem sendo que ontem você desde que falou com aquele cara loiro, você se trancou no quarto e chorou. Não somos nem burras nem surdas Rachel!

–Ah... Esquece isso, aquele cara é só um amigo. – disse eu meio que gaguejando

–Hum, então quer dizer que agora amigos, fazem amigas ficar trancadas o dia inteiro chorando em um quarto?

–É que tivemos uma briguinha, mas nada de mais. Nós também já brigamos. Você e Quinn brigam o tempo inteiro. – eu não era boa com mentiras então, imaginei que minha história de amigos não iria durar muito – Santie não se preocupe, eu estou bem!

–Rachel Barbra Berry, eu sou sua melhor amiga, e acho que você tem confiança o suficiente em mim para me dizer o que está acontecendo entre você e aquele cara. Rachel, você estava namorando? Ele terminou com você te machucou? – disse ela parecendo mais uma psicóloga do que minha amiga – Se ele fez qualquer coisa com você pode me contar, eu não vou brigar. Não com você, mas com ele.

–Ah, Santana esquece isso ok? Eu já disse que estou bem. – Abri a geladeira, peguei um copo de iogurte e fui para o meu quarto. Nem almocei, passei a tarde lá, ouvindo música e perdida nos meus pensamentos em relação a Sam. Já eram 16:00 em ponto quando meu celular tocou. Olhei no visor, era Sam.

–Alô. – falei bem séria.

–Oi Rachel, estou na frente da praça perto do seu prédio te esperando. Vem logo.

–Eu não posso tenho qu..... – fui interrompida pelo som de ligação que caiu. Mesmo com medo, decidi ir para que não fosse pior. Coloquei uma regata branca, short jeans, uma sapatilha, peguei minha bolsa e saí. Quando cheguei à portaria, não sei como aquilo pode acontecer, mas meus batimentos cardíacos aumentaram quando vi Finn ainda mais bonito usando um óculos de sol que o deixava incrivelmente sexy. Tentei passar despercebida para não ter que dar boa tarde, mas ele me viu e me disse um “boa tarde” alegre. Respondi por educação. Assim que saí pelo portão vi o carro de Sam parado em frente a praça, como ele disse. Abri a porta do lado do motorista e entrei. Assim que entrei deparei com Sam sorrindo, vestindo terno e gravata.

–Está linda! – disse ele com a maior normalidade do mundo. Achei estranho.

–Obrigada, você está bonito também... Porque está vestido assim? – perguntei tentando transparecer normalidade

– Hoje vamos para um dos melhores restaurantes de Lima jantar, mas antes vamos passar no shopping aqui perto para ver uma roupa melhor e mais decente para você. – eu somente assenti com a cabeça. O shopping era ali perto, então chegamos rápido. Depois de caminhar bastante, encontramos um vestido vermelho com altura um pouco acima do joelho. Fomos ao caixa pagar e saímos da loja e fomos direto ao estacionamento. Ficamos umas duas horas no shopping. Dali nós partimos para o restaurante. Chegando lá vi casais, famílias felizes conversando baixo, uma música calma tocando e a luz um pouco fraca para dar um ar mais romântico. Não entendi o que ele pretendia fazer. Ontem mesmo ele me chamou de vadia e me deu dois tapas no rosto, e hoje está todo romântico, me levando a um restaurante de luxo e tudo! Jantamos, e ele me levou para a casa dele. Chegamos lá e me sentei no sofá em silêncio. Até que Sam parou em minha frente, pegou na minha mão, me levantou e quebrou o silêncio:

–Me espera lá no quarto que eu vou me trocar. – e deu um sorriso. Não fui para o quarto, eu imaginava as intenções dele. Passou uns cinco minutos e ele veio me procurar na sala da onde eu não tinha saído. Ele vestia somente uma bermuda preta e não usava camiseta, lindo. O corpo dele era perfeito, e ainda combinado aos seus olhos e o resto de seu rosto seria difícil eu resistir, mas saí do transe e lembrei-me do que ele me fez ontem.

–Porque não foi pro quarto?

–Ah Sam, eu tenho que ir já está tarde, minhas amigas não sabem de nós e devem estar preocupadas.

–Então será que nem um beijo eu vou ganhar? – disse ele sorrindo encantadoramente. Sorri e assenti com a cabeça. Cheguei mais perto dele, joguei meus braços por seu pescoço e ele me pegou pela cintura, quando senti sua língua fria tocando a minha, estremeci. Foi um beijo lento e calmo. Era bom, Sam beijava muito bem. Até que ele foi descendo as mãos por minha bunda e parou as mãos ali. O beijo começou a ficar mais agitado, e eu não queria parar, mas eu tinha que fazer isso. Não podia me esquecer do monstro que na verdade ele era. Parei o beijo imediatamente empurrando-o, passei a mão no seu rosto e disse:

–Sam eu tenho que ir, desculpe. A noite foi ótima, mas está muito tarde. –assim que acabei de falar a expressão calma de Sam se transformou em uma expressão brava e com raiva.

–Ninguém vai sair daqui! –ele berrou e me segurou tão forte pelo braço que senti cortar a circulação ali. Ele me puxou com raiva pra perto dele e me beijou. Impedi:

–PARA SAM, EU JÁ DISSE QUE EU VOU EMBORA, VOCÊ NÃO MANDA EM MIM! – quando disse isso ele me largou me jogou no sofá e me deu um tapa no rosto. Comecei a chorar. Ele me pegou pelos cabelos, bagunçando muito meu penteado que era preso e me levou para o quarto, me jogou na cama e começou a me dar uma serie de tapas por todo o meu corpo. Porque ele estava fazendo aquilo? Será que ainda envolvia o ciúme dele com o porteiro? A porta do quarto ficou aberta, e consegui enxergar a porta da sala aberta. Levantei da cama, o empurrei e saí correndo o mais rápido que eu podia. Quando vi estava pulando o portão da casa dele. Não sei o motivo, mas ele não veio atrás de mim. Fui chorando, tremendo, toda vermelha dos tapas à pé até o meu prédio. A caminhada normalmente durava uns 10 minutos, mas naquela noite pareciam mais 10 horas. Cheguei no meu prédio e estava sem a chave pois deixei a bolsa na casa de Sam. A única saída era chamar o porteiro. Ele estava dentro da casinha em frente ao portão onde ficavam os porteiros.

–T-tem alguém aí?- eu disse aos prantos

–SRTA. BERRY?! –exclamou Finn obviamente assustado com o meu estado. Ele abriu rápido o portão pra mim, eu não sabia o que fazer e sem ação me joguei em um abraço à Finn, ele me abraçou, me levou até a casinha do porteiro, me sentou em um banquinho e me perguntou o que havia acontecido. Eu não conseguia falar a única coisa que consegui dizer foi:

–E-e-eu não posso falar para ninguém, se eu falar ele vai te matar.

–Ele quem? Srta. Berry eu quero lhe ajudar. Quem é esse cara e o que ele te fez? – disse ele preocupado. Eu não contaria para o porteiro do meu prédio, algo que nem minhas melhores amigas sabiam, mas era a única saída.

– Finn e-eu estou com medo que ele descubra que eu te disse alguma coisa e faça alguma coisa com você, você não tem nada a ver com isso.

–Eu não conto pra ninguém, mas me deixa preocupado ver a moradora mais bonita desse prédio toda machucada, e bagunçada.

–Meu namorado me bateu. –consegui dizer – não conta pra ninguém não avisa a Santana, ninguém pode saber, eu não tenho pra onde ir, não quero que elas me vejam assim.

–Meu Deus! Como alguém pode ser capaz de fazer isso com alguém tão frágil como você. Você deveria denunciar, não pode aceitar isso. Meu pai é da polícia eu posso te ajudar se quiser.

–Não! Eu não quero envolver ninguém nisso. Eu vou pra casa de uma tia minha que é a algumas quadras daqui. Obrigada Finn, eu estou mais calma! – eu disse saindo em direção a porta, mas fui impedida pela mão de Finn no meu ombro.

–Espera! Você vai pra minha casa, meu turno já vai acabar e eu já estava saindo. Não vou te deixar ir sozinha caminhando à essa hora. – fiquei assustada, mas aceitei. Não conseguia acreditar que estava indo dormir na casa do porteiro. Finn colocou seu braço em meu ombro e me levou até o carro dele. Entramos, no caminho voltei a outra crise de choro. Enfim chegamos a casa dele. Acho que no meio da crise de choro eu adormeci, a última coisa que vi, foi Finn me colocando no sofá e me tapando com um lençol e me deu um beijo de leve na testa.

Notas finais
Gostaram?? Mandem reviews :) link das roupas da Rachel: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=68848562&.locale=pt-br & http://www.polyvore.com/cgi/set?id=68849679&.locale=pt-br