Independência

45 Brigas, Intrigas


Notas iniciais
Só pelo título já dá para ver o que vai rolar, em?! Boa leitura meus fofos!!

O clima estava bom, eu estava gostando...
– Ahhh bloblbolboa !!
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Naquele momento alguma coisa me puxou pra baixo da água, e agora eu me debatia tentando volta à superfície, até que consegui.
Já era de se imaginar, o Paulo estava por atrás disso.
– Seu babaca, o que pensou que estava fazendo?
– Foi muito engraçado! Eu sabia que você ia se assustar. — fala rindo.
– Agora é a minha vez seu moleque!
Eu pego a cabeça dele e afundo na água, por alguns minutos a gente ficou brincando disso. A tarde foi super divertida! Fizemos corrida na água, damos vários saltos do topo da cachoeira, cambalhotas, e tudo mais. Paramos um pouco para comer algumas frutas e sanduíches, eu achei que era a hora perfeita para falar com a Maria Joaquina. Ela estava sentada junto de Daniel, Margarida e Bibi, eu parei a sua frente e disse:
– Precisamos conversar!
– Agora vem você? O Jorge não parou de me incomodar hoje, eu não quero papo! — respondeu a patricinha.
– Você a ouviu. — disse Bibi.
– Não importa o que você quer, eu preciso falar com você sozinha! — pego a garota pelo braço e vou puxando cada vez mais pro meio daquelas árvores.
– Solta ela Alicia! — exige Daniel.
– Fica quieto e não se meta! — enquanto seguro os braços da Mari, eu dou um chute no meio das pernas dele. — Sinto muito Daniel, mas você que pediu.
– Daniel! — a Margarida vai socorrê-lo.
– Nem ouse chegar perto ruivinha, eu não tenho medo de bater em você também! — digo a Bibi.
A menina recuou e eu segui empurrando a patricinha cada vez pra mais longe.
– Me solta, me solta sua moleca nojenta!
– Fica quieta! — grito — Agora você vai me escutar!
Eu a coloco sentada no chão e digo:
– Tenta levantar daí pra ver o que eu faço com o seu lindo cabelinho! — faço um blefe pra ela se calar.
– O que você quer? Eu já disse que não estou nem aí pra você e pro Jorge, estou pouco me lixando pra vocês dois.
– Nós dois? Nunca existiu nos dois sua mimada. Se você calasse a boca e escutasse. — falo mais sério do que nunca, até eu fiquei assustada comigo mesma — Tá ficando maluca? Para de tentar adivinhar e me deixa explicar. Eu não quero o Jorge e nunca quis, aquilo que você viu foi um tombo que eu levei, só isso. A gente não tem nada a ver!
– Não?! Mas eu vi, eu vi! Para de arranjar desculpa! – diz ela.
– Não estou arranjando desculpa – grito bravamente -, ele me procurou porque precisava falar comigo, mais isso não quer dizer nada!
– Aé, vocês dois? Muito papo que tem.
– Ele me procurou sim, pra conversa sobre você! — super nervosa, eu deixo escapar — Ele queria me dizer que te vê como uma irmã, uma melhor amiga, não como namorada. Ele tentou te namorar para não te fazer sofrer, mas não teve jeito, ele tem somente um amor fraterno por você!
Um silêncio paira no ar por alguns minutos, a Maria Joaquina deixar escorrer algumas lágrimas, e fala já mais calma:
– Eu gostava tanto dele, mas acho que foi tarde demais. No quarto ano a gente se aproximou, eu já deveria deixar tudo claro, mas a nossa amizade foi crescendo e eu tive medo de estragar tudo isso. — ela justifica — No fundo, a culpa foi minha.
Com a pausa que ela fez, deu a entender que era a minha vez de falar:
– Sinto muito, eu não deveria ter falado isso. – me sinto tão culpada.
– Maria Joaquina, Maria Joaquina, você está bem? — Daniel, Margarida e Bibi vem correndo na minha direção.
– Você está alterada Alicia, essa não é você! — fala Daniel.
Eu saio correndo dali sem falar nada. Eu não tinha pra onde ir, pois a nossa turma estava por toda parte, e eu queria ficar sozinha. Todos estavam se atirando da cachoeira pelo lado direito, então eu subi pelo lado esquerdo, e descobri um lindo riozinho, com algumas árvores ao lado, e um clima super agradável. Sento em baixo de uma árvore e começo a chorar, eu precisava, porque a culpa de tudo é minha, sempre foi minha.
– Não parece tão durona agora... — o Paulo aparece atrás da árvore.
– Me deixa em paz!
– Calma aí, não precisa ficar na defensiva. Eu vi o que aconteceu, sinto muito.
– Você tá me seguindo agora? Guerra me larga de mão, eu preciso ficar sozinha.
– Isso não vai resolver. Eu sei como é ser culpado de tudo. — ele tenta me acalmar.
Eu levanto e digo:
– Mas você faz por gosto, e eu não, eu sou atrapalhada assim mesmo! — me viro para sair correndo, mas o Paulo me segura pelo braço.
– Para de chorar garota, olha pra você, parece um cachorrinho medroso. — eu sabia que era verdade, por isso não revidei — Limpa essas lágrimas e vamos ir lá com todo mundo, você falou a verdade, não se envergonhe disso.
Eu limpo as minhas lágrimas e digo:
– Com certeza o Jorge, o Daniel, a Bibi, a Margarida e a Maria Joaquina vão me odiar, eu não posso fazer isso.
– Não se preocupa, eu não deixo ninguém tocar em você! — ele pega a minha mãe e vai me levando.
Vi todos todos os três (tirando o Jorge) no canto do rio, lavando o rosto e consolando a Maria Joaquina, achei melhor nem chegar perto. O Capitão avisa que é melhor a gente voltar.
– Mas são só quatro horas. — fala Adriano olhando o relógio.
– Mas pelas nuvens, vem chuva por aí! — fala a professora.
E ela estava certa, bastou a gente chegar que desabou a água.

Notas finais
#EsperandoComentários Beijão para vocês meus fofos, estou muito ansiosa para postar o próximo capítulo!! Até mais!