Incondicional.
3 – Noite de tempestade.
― Minho! Minho, fala comigo! ― Thomas pediu enquanto segurava a cabeça do asiático no colo.
Minho abriu os olhos lentamente.
― Droga, seu idiota. ― Thomas disse sério e então de um tapa no amigo.
― Ai cara de mértila, o que ta fazendo? ― Minho resmungou.
Thomas o encarou e deixou as lágrimas rolarem pela face.
― Ei, ei, calma... ― Minho começou, mas então sentiu a dor na têmpora. ― Caralho, ai que dor.
― Eu achei que você estava morto...
― Eu to bem o que aconteceu? ― Minho perguntou sério.
Thomas o olhou sério.
― Você não lembra? Nós acabamos de rolar esse barranco, idiota! ― Thomas disse sério.
Minho olhou para cima.
― Alto né? ― Minho riu, mas parou fazendo uma cara de dor. ― Como subimos?
― Não tem como subir! ― Thomas disse tentando conter a irritação.
― E tem como isso piorar? ― Minho resmungou irritado.
O som de um trovão assustou os garotos. Os dois se olharam, e então uma garoa começou a cair sobre os mesmo.
― É, abre a boca mais uma vez. ― Thomas disse bravo e olhou pro amigo.
― Para, a culpa não é minha... Não comando o tempo! ― Minho disse sério.
Thomas olhou sério para o amigo e então levantou do chão e olhou o barranco. O garoto ficou avaliando e tentando encontrar um jeito de subir.
― Thomas é impossível subir isso daí, e minha cabeça está doendo demais. ― Minho foi sincero.
Thomas se virou e olhou o amigo o mesmo estava começando a ficar molhado, e Thomas o achou ainda mais lindo dessa forma. A garoa começava a se intensificar e os trovões a ficarem mais fortes.
― O.k, não dá pra subir. Mas vai cair uma tempestade, você quer ficar aqui? ― Thomas disse baixo.
― Precisamos procurar um abrigo até sentirem nossa falta, e nos encontrarem aqui. ― Minho disse, e então depois de tentar muito conseguiu se sentar.
Thomas olhou para o amigo e depois olhou para a mata.
― Você quer entrar nisso? ― Thomas perguntou.
― Nós enfrentamos coisa pior, vai dizer que está com medo agora? Garanto que não terá nenhum verdugo aí. ― Minho disse e estendeu a mão para Thomas. ― Me ajuda a levantar!
Thomas segurou a mão de Minho e o puxou do chão. O que Thomas não esperava era que Minho iria se desequilibrar. Antes de cair Minho abraçou-se a Thomas. Instantaneamente Thomas sentiu seu coração acelerar.
― Thomas... ― Minho começou.
― S-S-Sim! ― Thomas voltou de seus pensamentos.
― Me ajuda a caminhar, eu to sentindo todo o meu corpo doer! ― Minho disse.
― Como nos velhos tempos. ― Thomas sorriu, e então passou o braço direito de Minho por seu ombro e começou a caminhar num passo lento.
Minho mancava.
― Pra onde vamos? ― Thomas perguntou sério e então olhou para a face molhada de Minho. ― A chuva está intensificando.
― Não sei... ― Minho disse e virou sua cabeça procurado algum lugar.
― Ali! ― Thomas disse com uma alegria na sua voz e apontou algum lugar na mata.
Sem demora Minho olhou para onde o amigo olhava.
― O que um posto policial está fazendo aqui nessa mata? ― Minho perguntou intrigado.
― Hmmm, talvez seja... ― Thomas começou.
Minho o cortou.
― Não importa, vamos até lá. Essa roupa molhada está fazendo até minha alma sentir frio.
Um som de trovão calou o garoto.
Thomas caminhou com o colega até o posto policial. Os dois olharam em volta.
― Ei! Tem alguém aí? ― Minho gritou.
Thomas olhou para o amigo.
― Então? ― Minho gritou de novo.
Nem uma resposta. Minho então olhou para Thomas.
― Vamos entrar! ― Minho disse.
― Isso não é invasão? ― Thomas perguntou.
― Melhor que pegar um resfriado, certo? ― Minho ironizou. ― Anda logo, me ajude a entrar.
Os garotos entraram no posto policial. O local não era grande, mas tinha uma salinha com um sofá, uma mesa e uma cadeira logo atrás. A mesa tinha um telefone e alguns papéis. As paredes que por fora eram de madeiras, dentro era de um tom branco. Thomas olhou em volta e achou um interruptor. Seguiu até lá e acendeu as luzes. Em uma das paredes tinha uma estante com várias pastar azuis.
― É... ― Thomas disse.
― O que tem atrás da porta? ― Minho perguntou tentando levantar do sofá que estava sentado.
― Não levante, eu olho. ― Thomas disse sério. ― Vou procurar também um kit de primeiros socorros, temos de limpar o seu machucado, pode infeccionar.
― O.k, senhor enfermeiro. ― Minho disse sério, mas então começou a rir. ― Ande logo com a porta, cara de mértila.
Thomas então abriu a porta.
― Um quarto! Com uma cama! ― Thomas disse meio surpreso. O garoto então entrou no quarto e viu uma cômoda. Caminhou até a mesma e abriu uma das portas. Achou o que procurava.
― Ei, o que está fazendo ai? ― Minho gritou.
Thomas então voltou com a caixa branca nas mãos. A cruz vermelha indicava para que servia.
― Vou dar um jeito em você! ― Thomas disse então se calou. Percebeu o quão estranho a frase tinha ficado.
― Eu preciso tirar essas roupas, ou vou congelar. ― Minho disse e então arrancou sua blusa de moletom e logo depois sua camiseta.
Thomas o olhou e viu o corpo meio musculoso do amigo. Thomas tentou pensar em outra coisa.
― Me ajuda com a calça. ― Minho disse.
― O que? ― Thomas perguntou surpreso.
― Me ajude a tirar a calça. Está molhada, vou precisar de ajuda para tirar. ― O asiático disse sério.
― Tudo bem! ― Thomas disse sem graça.
Thomas então caminhou até o amigo e o ajudou a tirar a calça.
“Que pernas lindas!” Thomas pensou. “Se eu pudesse...”
Então voltou a si. Voltou a pensar no momento errado. Minho acabava de arrancar sua cueca. Thomas sentiu algo se mexer dentro de sua calça.
― O que foi, cara de mértila? ― Minho perguntou.
― Nada! ― Thomas disse e então desviou seus olhos do corpo de Minho, mas antes de fazer isso tinha tido uma bela visão do grande pênis de Minho. Thomas então percebeu que nem todos os asiáticos tinham pinto pequeno. Minho pelo menos era uma exceção. Apesar de mole, seu pênis aparentava ser grande.
Thomas abriu o kit e tirou algodão e álcool.
― Isso pode doer... ― Thomas disse.
― Estou acostumado com a dor. ― Minho disse. Mas então gritou de dor quando Thomas derramou um pouco de álcool em seu corte. ― Droga, isso dói.
Thomas não evitou rir.
― Deixe de frescura. ― Thomas disse enquanto limpava o machucado do garoto.
Minho olhou para cima e viu o rosto de Thomas.
― O-Obrigado! ― Minho disse sincero.
Thomas estava tão próximo do garoto.
― Eu sei que você faria isso por mim! ― Thomas disse. ― Acabei.
Thomas então se afastou um pouco e guardou as coisas na caixa. O garoto deu um grande espirro.
― É melhor tirar sua roupa e por pra secar. ― Minho disse. ― Ou vai ficar resfriado.
― Bom... ― Thomas começou.
― Anda logo, se estiver com vergonha, fique de cueca, mas tire a roupa molhada antes que pegue um grande resfriado.
Thomas nada disse, mas arrancou sua roupa ficando apenas com uma cueca branca. Minho fingiu ignorar o fato de a cueca molhada estava mostrando tudo de Thomas.
Minho olhou para a bunda de Thomas quando o garoto se virou e fechou os olhos e mordeu o lábio.
“Droga!” Minho pensou. “Segure-se idiota. Não fique excitado!”
Thomas então se virou.
― Estou com fome. ― Thomas disse.
― Eu também... ― Minho afirmou.
Thomas então ficou olhando o asiático.
― O que? ― Minho perguntou.
― Seus lábios... Estão vermelhos demais. ― Thomas disse meio preocupado. ― Acho que você está com febre.
― Acho que não! ― Minho disse meio rabugento.
Thomas caminhou até Minho.
― Deixe-me ver! ― Thomas colocou a mão na testa do amigo enquanto dizia. ― Caralho, você está ardendo em febre, Minho!
Minho olhou para Thomas e sorriu.
― Você está muito preocupado!
― O-O que? ― Thomas deu de ombro e puxou sua mão.
Minho foi mais rápido e segurou no pulso de Thomas.
― M-Minho... ― Thomas começou.
― Sabe Thomas... ― Minho disse baixo. ― De uns tempos pra cá, eu me sinto estranho em relação a você...
― O que? Do que você está falando? ― Thomas disse nervoso sentindo seu coração começar a palpitar.
― Eu ando pensando demais em você... Querendo estar com você. Eu deito na cama todas as noites e ao invés de pensar na Hannah, eu penso em você. O que é isso hem? ― Minho disse agora perto de Thomas.
Thomas não havia percebido, mas Minho tinha se levantando e os dois estavam cara a cara, muito próximos.
― E-Eu não sei! Mas eu me sinto assim também. ― Thomas admitiu. ― Desde a época da clareira. Eu inventei milhões de desculpas para estar correndo com você, mas acho que a verdade era porque eu queria estar do seu lado.
Minho sorriu.
― Minho... Eu te a... ― Thomas começou.
Minho o calou com um beijo nos lábios.
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