Notas iniciais
Mais um. Responderei aos reviews assim que der.Boa leitura! :)

INCÓGNITA: SEXO, DROGAS E ROCK N ROLL

By Amanur

Capítulo 2 — Groupie

...

Uma vez, lá no passado pré-histórico, quando eu tinha meus seis, sete aninhos de idade, suIno foi dormir na nossa casa. Mamãe havia pirado de vez, e resolvera que iria trocar todos os móveis do meu quarto, naquela época. Então, passei duas semanas dormindo em uma rede, pendurada bem no meio do meu quarto. E estendeu outra para suIno dormir. Eu ainda usava fraudas, mas suIno não. E por isso ela sempre ria de mim. Então, para me vingar de suas piadinhas, de madrugada, eu me levantei, abaixei minha frauda, e fiz xixi embaixo da rede dela para incriminá-la. No dia seguinte, eu que a bedochei dizendo que ela deveria voltar a usar fraudas. Ela chorou, e eu me senti mais feliz do que nunca.

Seis anos depois, ela se deu conta de que tanto a rede, quanto suas roupas, estavam secas, e, por tanto, não tinha como ter sido ela... Moral da história: preciso voltar a usar fraudas!

Que suIno não fique sabendo desse incidente!Saco.

E se você acha que, apenas com isso, já viu de tudo na vida, sorria. Porque você não viu nem a metade da metade, da metade, da metade, da metade da metade! Como eu, que nem em um milhão de anos iria imaginar que alguém, algum dia, pudesse querer meu xixi! Isso sim, eu devo contar à suIno! Mas acho que me gabar do meu xixi não é lá muito glamouroso não!

Mas olhando bem para esse cara, agora, percebo que me parece familiar. Hum...

— Ok, deixe-me ver se entendi isso bem. Você... Você queria ficar com o meu... Xixi? — talvez eu tivesse entendido mal, né? Era perfeitamente possível. Provável, na verdade. Ou assim, espero... Pois com tanta gente que daria um braço para ter a minha voz, o meu cabelo, ou até mesmo meus olhos verdes... Ele queria o meu xixi?

Coitadiiiiiiinho! Não deve ter muita ambição na vida!

— Mas é claro! Imagina; isso pode se tornar uma relíquia, depois que você morrer! — duh, Sakura! Como é que você não pensou nisso! Seu xixi vai virar uma relíquia! É lógico!

— Você está bêbado?

— Posso ficar com um fio de cabelo seu? Um cílio? Pentelho? Dente? Unha? Pode até ser roída!

— Cara... Acho melhor você me deixar passar... Até porque eu ainda pretendo viver por mais uns bons longos anos e INTEIRA! E até lá, esse meu xixi vai ter evaporado!

— Heheh. Não se preocupe, eu juro que não vou fazer nada. Sou seu fã número dois! — e ele sorri.

— Ah, claro. — geralmente, as pessoas dizem ser número um. Mas ainda bem que ele sabe onde fica o seu lugar...

Ele me deu espaço para sair daquele box, mas foi me seguindo com os olhos até a pia. Ainda bem que ele não se deu conta de que eu havia jogado algo no lixo. Acho que ele seria capaz de querer minhas roupas sujas! Eca.

Enquanto lavava minhas mãos, notei que ele não parava de me olhar. E onde diabos se meteu o Itachi?, pensei. Se esse cara for um psicopata, eu tava ferrada!

— Você não se lembra de mim? — ele pergunta. Aí, me virei de frente para ele, enxugando as mãos no papel toalha.

— Por quê? Eu deveria?

— Eu estudei com você todo o colégio, lá no Texas.

— Hum. Teu rosto não me é estranho...

— Eu era apaixonado por você, lembra? — eu me surpreendi.

Bem, não com sua declaração. Mas com minha mochila voando no ar, indo direto na cabeça do coitado, fazendo-o cair no chão.

— Putz! Foi mal aí cara. Eu queria jogar a mochila para ela, mas acho que errei o alvo. — o emo diz.

Eu ainda estava encostada na pia, e ele do outro lado do banheiro, encostado no box, a uma distância bastante considerável. Ou Sasuke era muito cego, ou muito idiota. Hum... Dúvida cruel!

Eu achei que o rapaz fosse ficar, pelo menos, ofendido, sabe? Afinal, ele acabou de apanhar de um estranho. Mas não. Ele se recuperou rapidinho, e voou feliz para cima do emo.

— Uaaaalll! Você é mais alto do que eu pensava!!! — ele foi pegando no rosto do emo. Tocava-lhe as bochechas, os cabelos, as sobrancelhas, o ombro, o peito... Uhm. — Deixe-me ver essas mãos! Essas lindas mãos que tocam aquele teclado magnífico! Oh, cara, isso é fantástico!

— É. Tocam o teclado, e mais um monte de cus fantásticos... CAI FORAAAAA! Quem é esse aí, Sarakura? — o emo pergunta.

Dei de ombros. Mal me lembrava dele.

Fui pegar minha calcinha. A ventania que vinha por baixo da saia me incomodava um pouco. Mas antes de vesti-la, voltei à pia. Ensaboei minhas mãos, e fui passando o sabão nas pernas. Higiene é tudo, né!

— Como é que você entrou aqui, hein? — Sasuke pôs as mãos na cintura, encarando o estranho, enquanto eu já metia a calcinha por baixo da saia. Quis aproveitar que eles não prestavam atenção em mim — Essa área é restrita. Somente os convidados e funcionários da casa podem transitar por aqui!

— E gente com dinheiro, meu caro! Basta mostrar algumas notas para os seguranças que eles sorriem, feliz da vida, para qualquer um.

— Hum. De repente, eu não me sinto mais seguro aqui. Vamos dá o fora logo daqui, Sarakura.

— NÃO, NÃO, NÃO!!! — o rapaz grita — Tem mais gente que gostaria de conhecê-los. Pessoal, podem sair! Chegam mais, chegam mais! — hein? Como assim? Com quem ele estava falando? Corri para o lado do emo. E agora? Zumbis iam levantar do chão? Espíritos iam sair das paredes?

Claro que não, feijão. Simplesmente, apenas mais cinco deuses gregos saíram magicamente dos outros boxes do banheiro, cheios de triunfo. Tipo, é óbvio que isso ia acontecer, né? Err. Foram dois ruivos, dois idiotas com cabelos pintados de branco, e... um... assexuado? Não dava para saber se era menino ou menina. Err. De qualquer forma, aquilo era ótimo mesmo! Agora todo mundo sabe que meu xixi é valioso! Perfeito.


— Olha só, querida! — Sasuke me diz — O circo de aberrações está na cidade!

— O que vocês todos estão fazendo no banheiro das meninas? — perguntei intrigada. Será que nem em um banheiro uma garota pode mais ter privacidade?

E então, o emo arranca a placa do lado de fora da porta e me entrega. Era um cachorrinho, com a patinha levantada, fazendo xixi num hidrante.

— Oh. Esse aqui é banheiro para cachorros? Eca! — ele me deu um tapa na cabeça.

— Eu quero saber o que isso significa, isso sim! — Sasuke estava prestes a rosnar. Já estava com o punho cerrado, e uma perna para trás.

Err. Ele ia fugir, isso sim!

— Nós somos seu groupie! Por favor, por favor, por favor, por favoooor! Deixe-nos andar com vocês! — o primeiro cara, do xixi, responde. Ele até unia as mãos, suplicando por aquilo. E os outros idiotas, faziam o mesmo.

— Ah, que ótimo! — Sasuke bufou — Eu estava louquinho para ter mais cuecas metidas no meu rabo! DÊEEM O FORA DAQUI SEUS PALHAÇOS!!!! Se eu tiver um grupo de seguidores, vai ser só de peitões! — lhe dei uma cotovelada, sem querer — querendo —, nas costelas — Outch! De cuecas já basta os idiotas da banda! — revirei os olhos.

— Agente põe silicone! Trocamos até de sexo! Por favoooooorrr!!! Imagina como não seria legal!!! — e ele sorri, com os olhos brilhando em quase lágrimas de felicidade e falta de noção.

— Sabe o que mais seria legal? — o emo pergunta — A SOLA DO MEU SAPATO NA TUA CARA!

Mas nesse exato momento, Sai e o ruivo apareceram na porta, empurrando o emo para bem longe.

— Sai da frente, que eu estou me mijando! — Amoreco sempre foi educado. Acho que o emo não tem dado um bom exemplo.

E então, os cinco patetas ficaram de boca aberta olhando para eles. Gaara não deu a mínima, e foi abaixando a calça, indo até um dos boxes. Sai, no entanto, veio para trás de mim.

— Sakura, quem são essas pessoas?

— São os sete anões, sem o Soneca.

— Não entendi.

— Eles querem nos seguir para todos os lados, como os sete anões faziam com a branca de neve.

— Uhh! Legal! Já temos um groupie?? Neji vai gostar!!!

— Ai. É esse o meu medo! — Sasuke resmunga, levantando-se do chão.

— Perfeito! — o ruivo comenta, enquanto dava a descarga — Mais um motivo para beber! — a vida é tão simples na cabeça dele, não?

Aí, os dois saíram apertando as mãos dos cinco idiotas. E eles maravilhados com a idéia. Mas ao se deparar com um dos ruivos do grupo, cheio de piercings espalhados pela cara, Gaara cruzou os braços olhando-o desconfiado, ou alguma coisa parecida.

— Você é ruivo natural? — Amoreco estava completamente sério.

— Eu sou ruivo natural.

— Eu não gosto de ruivos naturais.

— Eu não gosto de ruivos falsos.

E então, o terceiro ruivo cutucou o ruivo dos piercings.

— Mas eu também sou ruivo falso.

Você é a exceção, cara! — o outro sussurra de volta, sendo todo mundo ouviu!

— Mas você ama o Gaara!

— NÃO ERA PARA ELE SABEEEER! — ah, que ótimo. Mais retardados em minha vida. E porque não? Idiotas nunca é demais, certo? Grrr.

— Ahh, tudo bem! Hahahah! Relaxa! Eu só estava mexendo contigo, cara! Dá um abraço aqui! — e então, Amoreco abraça o ruivo dos piecings.

O Gaara é uma criatura divina mesmo. Ele não tem preconceitos com nada. Para ele, a vida é uma alegria, e é só o que importa. Que se danem as diferenças! No escuro, somos todos iguais, não é mesmo? Ah, sim! Eu já ia me esquecendo de contar! E ele ainda me olhou, fazendo careta enquanto abraçava o ruivo natural, mexendo com os lábios: — Eu odeio ele! — tão fofo!

Já o outro ruivo falso, lambeu a própria mão assim que Amoreco lhe cumprimentou. Será que eu deveria lembrá-lo que o ruivo não lavou as mãos? Digo, o Amoreco. Essa mistureba de ruivos não ia prestar, isso sim! Se um ruivo já era muito para minha cabeça, três era surreal!

E então, resolvemos sair do banheiro. Amém! Fomos todos juntos até o camarim. E vejam só que graciosidade! Chegamos em um momento privilegiado, a tempo de presenciar o arroto lírico e majestosamente desafinado do Shikabum com o Sininho. Os dois estavam bebendo todas.

— Ganhamos bebidaaaaaas!! — Shikabum comemora.

— Maravilha. — Sasuke resmunga — Cadê o Spice bixa e o Naruto? Eu quero sair logo dessa merda.

E então, mais ao fundo do corredor, ouvimos as gargalhadas deles. Neji, Naruto, Kiba e Lee. Quase como se tivesse ouvido o chamado do demo. Digo, do emo.

— Você viu? Você viu? Viu, viu? — Naruto dizia emocionado — Eles gritaram meu nome! Como eles sabiam meu nome? Eu amei meu nome, cara! — err.

— Eu acho que ouvi alguém dizer “Sakura, chupa meu pau”! — Kiba comenta, apontando o dedo pra mim.

— Ah, eu ouvi! E eu quase lancei um cuspe na cara dele! — Sasuke responde. Credo!

— Cara, eu acho que era uma menina! Parecia uma menina! — err.

Bom, então, contamos toda a palhaçada do groupie para eles. Neji quase chorou de emoção, agradecendo-os pela devoção e preferência — uhum. Saiu beijado de um em um no rosto, enquanto Sasuke se remoia de raiva. E então, fomos embora dali.

De lá, fomos para casa no ônibus do Neji, que, no final das contas, veio a calhar. Pois a outra metade da multidão, que não conseguiu lugar dentro da Open Ass — ironicamente, Bunda Aberta era pequena demais para todos, e mais o pessoal que já havia saído da casa, ainda bloqueava a saída.

— SAIAM DA FRENTE, SEUS BOSTAS! NÃO TÁ VENDO QUE EU QUERO PASSAR? — ele berrava irritado — VOCÊS SÃO CEGOS? EU BUZINO, OH!!! — e então, ele buzinou. Na verdade, eu acho que ele só estava feliz em poder usar a buzina que, até então, nunca teve oportunidade de usá-la. Err.

Se tivéssemos de carro, poderíamos ter virado! Todos batiam e socavam o veículo, berrando nossos nomes. E isso que só fazia dois meses desde que fomos lançados nas rádios. Foi uma loucura total mesmo! Não dava nem para entender o motivo de tanta euforia! Mas assim que conseguimos ganhar a estrada, o sufoco passou. Além disso, ainda tivemos que, não sei por que, carregar os idiotas do groupie conosco. Mas o cabeludo um disse que todo groupie anda para cima e para baixo com a banda. Eu não gostei muito do que isso poderia implicar, sabe? A mente do Neji era ilimitada, e isso, às vezes, era um problema. Mas ele ia dirigindo mais tranquilamente, batucando os dedos no volante e cantando alguma coisa incompreensível, enquanto o restante ia num bate-papo intelectual nos bancos.

— Ok, hora de apresentações. Quero nome, idade, ocupação e sexualidade. — Naruto diz assim, bem sério, para os meninos.

Então, o cara do xixi se manifestou.

— Ok, eu faço as apresentações. Eu sou o Utakata. Este é o Suigetsu — ele apontou para um dos caras de cabelos pintados de branco.

Eu preciso fazer uma pausa aqui, para informar algo importante sobre esse tal de Suigetsu. Ele era lindo de morrer. Olhos azuis como o céu, e cabelos maravilhosamente sem friz, apesar de estranhamente brancos, mas que batiam-lhe nos ombros. Tinha o maxilar largo, nariz perfeito, e pele de neném. Então, imaginem a minha expectativa por querer vê-lo sorrir! Devia ser algo ainda mais divino. Talvez até fosse capaz de me cegar!, pensei. Ele parecia o anjinho albino do céu. E me olhava o tempo todo com um lindo sorrisinho de lábios colados. Até tinha uma covinha na bochecha esquerda! Coisa mais lindinha da tia Sarakura. Digo, SAKURA! Grr! Mas ao ouvir seu nome, eis que o momento tão esperado chega. Sim! Ele exibe seus dentes. Preguei meus olhos nele, é claro. Meu coração batia cada vez mais rápido, na medida em que os lábios dele se modificavam para o belíssimo sorriso. Magnificamente cerrados, lhe dando o ar de uma piranha louca.

U#T$&%#W&$W#&$! MAS QUE PORCARIA ELE FEZ NAQUELA BOCA? Até o Sasuke se assustou, resmungando um “Puta merda!”, e me olhou de canto fazendo careta. Era um troço horrendo mesmo! Eu não quero nem saber por que diabos ele inventou de fazer isso! Sexo com ele, então, nem sonhando!

Ahém.

—... Este é Yahiko! — o cara dos piercings — Esse é o Haku. — ah, ok! É um menino! Que parecia não ter emoção alguma. Anotado! — O outro ruivo é o Sasori, e por último, o Kimimaru. — como ele mantinha sempre os olhos nos pés e só agora ergueu a cabeça, foi que percebi que tinha um par de chifres na testa. Digo, tatuagens. — Todos nós fomos colegas da Sakura, no colégio... — Utakata finaliza.

— Que engraçado. — Sasuke comenta — Você estudou num colégio só para meninos? — ele falava entre os dentes.

— Que culpa tenho se me dou melhor com meninos? — dei de ombros.

Na verdade, eu não me lembrava da cara dos outros, mas talvez sejam os piercings, tatuagens, cabelos pintados, e sei lá mais o que... Além do mais, minha memória não era lá grandes coisa, então... Dei de ombros.

— Viemos para cá, assim que soubemos que ela estava aqui. Você sabe, para dar nosso apoio. — e esse tal de Utakata sorri.

— Cara, você não respondeu toda a minha pergunta. — o loiro parecia indignado — Quero nome, idade, ocupação e SEXUALIDADEEEEE.

— Ah, 24, desocupados e héteros. Que diferença isso faz?

— Nenhuma. Sasukeeee, eu não quero mais um groupie. — e ele faz bico.

Bom, que era um bando de desocupados, estava na cara. Além de esquisitos, né? Olha... Se eu já achava os meninos da banda estranhos, esses aí quebram o recorde da bizarrice. Um ruivo cheio de bugigangas no rosto; outro ruivo idiota; um andrógino; um grisalho com chifres na testa; e outro grisalho com sorriso de peixe! Só esse tal de Utakata mesmo, que se salvava.

Ah, não! Ele ele é o colecionador de xixis. Esquece! Nem ele se salva.

Mas que eram bonitinhos, até eram sim.

Enfim! Percebi que Sasuke estava de braços cruzados, olhando-os desconfiado, como se tivesse algo a mais em mente. O que, definitivamente, não devia ser coisa boa. Aí, veio Shikabum com as garrafas de bebidas, que ganhamos, em uma caixa.

— Vamos comemoraaaaaaaaaar! Ao sucesso do primeiro show! — então, eles começaram a bater nas paredes e teto do ônibus, assobiando e berrando feito um bando de neandertais.

Eu apenas revirei os olhos, sentindo falta de alguma coisa. Só não conseguia definir bem o que era...

Shikabum e Sininho saíram distribuindo as garrafas para todos, até que o ruivo natural foi tirando algo suspeito do bolso do casaco. Um saquinho transparente, cheio de canudinhos de papéis, com um recheio muuuuuuuito suspeito.

— O que é uma festa com bebidas, mas sem fumo?

— EU SEI, EU SEI, EU SEI! — Shikabum diz — É uma festa sem graça! AHUAIHAIUAHIAUHI! — err. Todos eles começaram a rir da piada sem graça.

Mas eu não gostei não. E gostei menos ainda, quando vi o emo se erguendo para pegar um do saquinho do idiota.

— Sasuke!

— Relaxa — o ruivo diz — É só uma erva.

— Erva doce? Ou erva mate?

— AIUHAUIAHAI ela é engraçada.

— Sim, me mata de rir. — Sasuke diz — Agora passa isso pra cá, moleque. — e aí, eu invoquei o cão.

— SASUKEEE!!! — lhe puxei pelos cabelos.

—AHHH! Filha da puta! Fica fria, porra! É só uma ervinha. Não vai fazer nem cócegas! Você deveria experimentar também.

— WUEYT%%&W#$$R!!! — me virei para o restante — Uma ajudinha aqui, por favor?! — será que ninguém aqui se tocava da gravidade da situação?

Mas então, eis que vejo Lee fumando.

— LEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!

— O que foi? Eu gosto de erva doce!

— EW$W&WT%$YTW($WY! LARGA ISSO, SEU RETARDADO! NÃO É ERVA DOCE COISA ALGUMA!!! — minha nossa mãe! E ainda por cima, estava o japa dois pegando um. E como se não bastasse, o Sininho, Amoreco e o Shikabum também! Eles querem me matar do coração? Eu sou jovem demais para isso!

— SHIKABUUUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMM!!!! — eu mereço!!! — VOCÊS ESTÃO BRINCANDO COMIGO NÉ? UWEYT#W$&W%#W&$|#$!!! Ou... Vem cá, isso é erva doce mesmo? — ah, sei lá. Essas criaturas são tão idiotas, que não dá pra prever tudo mesmo.

— Hehehe... Você acha mesmo que nenhum de nós fuma um treco desses? — Amoreco pergunta. E meu queixo vai ao chão.

— DESDE QUANDO?

— Desde sempre!

— Até tu, Neji Brutus? — ele dirigia tranquilamente.

— Naah. Eu não. Esse troço fede mais do que o cu no Naruto.

— EEEIIII! — o loiro resmunga — Meu cu é limpinho.

— Até pode ser. Mas que fede, fede! — ok. Informação deletada da memória.

— Narutooo, ajuda aqui! — resmunguei. Mas bem na hora, ele estende a mão para pegar um troço daqueles.

Não. Isto não está acontecendo!

— Fica calma, Sakura! Isso aqui não faz nada! É sério! É a mesma coisa que tu beber álcool. Só te deixa meio leve, relaxado.

— Ah, sim. Te deixa relaxado, derrete teus neurônios e você fica que nem um RETARDADO!

Ok, eu desisto. Era como uma formiga querer lutar boxe contra elefantes! RIDÍCULO!

No fim, ficamos apenas eu e o Neji sem fumar aquilo. Só que aquela fumaça horrorosa tomou conta do ônibus, de tal forma que parecia que isso não fazia diferença alguma; eu estava inalando aquela porcaria junto com eles do mesmo jeito!

Levantei-me, e fui até ao banco do emo. Ele, pelo menos, tinha que parar com isso! Mas o idiota se levantou, e ergueu o enroladinho para o auto, e começou a rir que nem um idiota.

— Aaiuhauiahaiuahuiahauaiahuia!!! O que é que você quer, tampinha? Eu deixo você fumar outra coisa, se quiser. Hehehehe.

— Me dê isso, Sasuke! — o idiota ergueu a cabeça e, levando a boca para o alto, tragou uma. E caiu na risada outra vez.

— Haiuhaiuahaiuhaiauhihuia... Mas você não manda em mim, chuchu! — eu juro! Ele desmunhecou! O Sasuke desmunhecou!

— MEU DEUS DO CÉU, OLHA SÓ QUE ISSO ESTÁ FAZENDO COM ELE! ELE JÁ ESTÁ DESMUNHECANDO! ALGUÉM O SALVEEEEEEEEE!!! — comecei a entrar em pânico, mas ninguém me ouvia. Estavam todos rindo.

— Haiuahiauhaiu! Tá bom, mas não grite! — Shikabum, resmunga.

— Mulher não grita, meu caro. ELA TESTA AS CORDAS VOCAAAAAAAAAIS! — tsc! Gritei tão alto, desta vez, que foi até cuspe junto!

— Ainda bem que ele não comeu nada com gordura trans, hein Sakura! Hehehehe! — o tal de Utakata diz.

Eu fiquei pensado: o que diabos aquilo tinha a ver com qualquer coisa que se passava ali? Mas simplesmente não descobri.

— Porque, meu querido?

— Quem come trans, vira transexual! AIUHAIUAHIAUHAIUHIA. — e outros entraram na gargalhada também.

Olha, eu tive uma vontade magnífica de morder a carinha fofa dele, arrancando um naco mesmo, sabe? De tão fofinho que ele era! NOT!

E então, Sasuke cai no chão. Rindo. Estava com o rosto vermelho, de tanto rir. E eu estava roxa de tanta raiva.

Eu já espremia meus olhos, tentando enxergar alguma coisa dentro de toda aquela névoa fedorenta. Peguei minha mochila, e subi para o andar de cima. Tive que abrir uma janela, e meter o cabeção para fora para poder respirar ar puro.

Por essa eu não esperava mesmo!

A Open Ass ficava do outro lado da cidade, por tanto, a viagem até em casa seria de, pelo menos, duas horas. Não sei quanto tempo fiquei ali, com a cabeça de fora, olhando a paisagem. Dalí, eu ouvia as gargalhadas e berros que eles davam, até que ouço Jack cantar Welcome to the Jungle na mochila. Era o Neji.

— Mas que merda mesmo, Princesa! Eu não posso largar o volante porque ninguém mais está apto para dirigir! Eu queria ir até aí, e ficar contigo... Eu também não sou lá muito a favor disso não, mas eles já são grandes. Sabem o que fazem. Desde que não nos perturbem, acho que você também não deveria se estressar com isso, entendeu?

— Uhum. Acho que sim...

— Sasuke é um bundão, e vai continuar para sempre um bundão.

— Mas agora ele é o MEU bundão! Eu tenho que tomar conta dele, e não estou fazendo isso direito...

— Nãaaaao, você não tem! Ele já tem vinte e cinco anos na cara, Princesa! Ele não precisa de babá.

— Neji, você está vendo melhor do que eu, aí, de que ele precisa, SIM, de uma babá!

— Ele precisa é de outra coisa. Precisa dar com a cara no chão, para aprender que o que tem é valioso demais para perder por qualquer bobagem... PORRA, SAI FORA, PAU NO CU! — hein? — Desculpa, vou ter que desligar, porque TEM ALGUM OTÁRIO ENFIANDO ALGUMA COISA NO MEU RABO. Venha aqui se você tiver colhões seu vead... — e encerrou a ligação. Err.

Desde aquela noite, em que ouvimos a transmissão da nossa música na rádio pela primeira vez, Neji não havia mais se manifestado sobre ainda querer ficar comigo. Quando a música acabou, ficamos tão emocionados que, simplesmente, esquecemos daquele assunto. Bebemos todas, e acordamos no dia seguinte espalhados pelo chão da casa. Todos beberam até cair. Mas às vezes, pelo jeito que ele ainda me olhava, eu sabia que queria me dizer algo. Só que havia alguma coisa o impedindo. Ver isso, cortava o meu coração porque eu não podia fazer nada. Eu tinha cem porcento de certeza de que queria estar com o emo. Só não sabia bem por que.

Ainda não sei! Ele parece querer insistir em fazer as coisas erradas. Mas acho que não deveria simplesmente desistir dele. Por enquanto, pelo menos...

Quando me virei para guardar de volta o Jack, vejo o próprio dito cujo subir as escadas, rindo de alguma coisa que lhe diziam pelas costas.

— Hauihaiuahaiu... E aí ele se fode! CAI FORA, INFELIZ! — não quero nem saber qual é o assunto!

Aí, Sasuke veio sorrindo, com um novo enroladinho fedorento entre os dedos, e sentou ao meu lado. Passou o braço por trás de mim e ficou me olhando, com aquela cara de idiota feliz.

— Não fique brava comigo, ok? É só desta vez, eu prometo! Foi nosso primeiro show! Acho que deveríamos comemorá-lo com tudo o que tivermos direito. — ele ainda piscou o olhinho, se fazendo de charmoso.

— Desde quando você fuma isso? Achei que fossem apenas as injeções, Sasuke!

— Eu não costumo, eu juro! Só de vez em quando. Eu não contei nada, porque você é muito puritana! Puritana safadinha, mas ainda puritana!— err. E então, ele me ofereceu aquela coisa — Experimente.

— Você sabe o QUÃO cretino está sendo por estar me oferecendo isso, Sasuke? — ele revirou os olhos.

— Eu não estaria oferecendo se soubesse que ira te matar. Assim como vocês experimentou sexo grupal, acho que deveria tentar isso! É como o Naruto sempre fala... De que vale viver se não se experimenta de tudo, hum? Você está vivendo para quê? Só para aprender só o “b”-“a”-“bá” e depois morrer? Pelo menos, você morre tendo experimentado de tudo um pouco! — agora fui eu quem revirou os olhos.

— Eu não vou morrer se viver sem experimentar isso!

— Não vai morrer se experimentar também! Se não gostar, eu juro que nunca mais te ofereço, está bem?

Bom, eles não pareciam estar com dores! Todos eles estavam se divertindo e só eu estava excluída aqui... E eu gosto de me divertir... Gosto muito mesmo! É sério!

Mas isso é errado, Sakura! Lembre-se: Você já leu sobre os males que isso causa! Não seja estúpida. Estúpidos são aqueles que sabem o quão ruim isso é, e, assim mesmo, vão pelo mau caminho.

— Hum? Se experimentar, eu faço o que você quiser! Te dou um beijinho aqui... — e lá vem ele, todo manhoso, beijando minha bochecha —... Outro aqui — no nariz —... E aqui... — no pescoço. Já me arrepiei todinha! —... Mais um aqui... — e sugou meus lábios —... Ou aqui... — apalpou minhas pitangas — Ou até mesmo aqui! — e passou a mão na piriquita — Eu vi quando você estava se lavando, de costas para nós... E eu pensando: Cai fora, filho da puta, cai fora por que eu estou louco pra foder minha mulher! Mas aquele filho da puta ficou tagarelando, e tagarelando que era um inferno! Mas agora estamos só eu e você aqui. — e ele sorri.

Com um papo tão romântico desses, não tinha como resistir, não é não?

Suspirei.

Seja o que o diabo quiser. Pois, com certeza, Deus não vai mais me querer lá em cima!

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Notas finais
Algum comentário? PS: Só para informá-los de que não estou querendo incentivar ninguém ao uso de drogas, ok? PELOAMORDEDEUS! Não inventem de se aventurar por causa do que eu disse aqui na fic! Se querem se viciar em algo, viciem em chocolate! XD