In peaceful
2 Capítulo 2
Entrei em desespero, ela provamente haveria se sentido mal e desmaiado, mas o que me deixou em total pânico foi ver aquele sangue.
A peguei no colo imédiatamente e a carreguei até o hospital que ficava próximo à nossa casa.
Ela não acordava de jeito nenhum e o sangue não parava de escorrer pelas pernas dela, sujando ainda mais o vestido.
Ao chegar no hospital emergente falei com a recepcionista que acionou uma enfermeira que levou Helena até uma sala.
Fiquei angustiado quando fui barrado por um médico que adentrou a mesma sala depois.
Estava com medo que ela tenha sofrido um abordo com o possivél tombo que levou, pois o sangue não parou de escorrer até a chegada no hospital.
Depois de 20 minutos contados pelo rélogio digital enorme que estava pendurado na entrada, o médico me chama para entrar na sala.
- Então doutor, e meu filho? — Perguntei um pouco desesperado.
- Felizmente ela não perdeu o bebê, mas teremos que fazer um parto prematuro já que a bolsa dela estourou no tombo.
-Meu Deus, e como está Helena?
- Com dores, ela já foi encaminhada à sala de cirurgia e quem sabe daqui à 2 horas seu filho já tenha nascido. Ele obviamente ficará aqui até seus nove meses completos, pois ele ficará na encubadora.
- Eu posso assistir o parto?
- Não, será um parto um pouco delicado e acho melhor você não assitir. Vá pra casa e retorne mais tarde quando seu filho já tiver nascido. Passar bem.
O médico era frio e o Hospital negligente, eu sabia que nem minha mulher e nem meu filho estariam a salvo naquele lugar horrivél mas o único que me restará pedir ajuda.
Obviamente que não obedeci as ordens daquele médico de ir para casa, eu fiquei lá no corredor da sala de cirurgia esperando o parto acabar para poder saber se Helena e Arthur estavam bem.
Eu andava de um lado à outro ancioso. As horas não colaboravam em nada e isso me deixava ainda mais nervoso em saber que a minha mulher poderia estar sofrendo risco de vida ali.
2, 3, 4 horas e nada eu não aguentava mais, tinha vontade de invadir aquela sala e ver como andava a situação.
Mais horas se passaram e já era noite, liguei para meu irmão vir até o local, não aguentava esperar ali parado.
Meu irmão chegou um tempinho depois e sentou-se ao meu lado em uma das desconfortáveis poltronas.
- E ai Gee, como você tá?
- Nervoso, esse parto que nunca acaba.
- Calma, fique tranquilo que daqui à pouco ele vai nascer e você poderá vê-lo.
- O que me procupa é que foi um parto prematuro, meu filho e minha mulher podem morrer ali.
- Não fica assim, espera um pouco que daqui à pouco acaba.
Sorri e o abracei. Mikey tinha o poder de me tranquilizar, isso era uma das virtudes dele.
Não demorou muito até que o médio sai da sala com uma cara um pouco triste e vem em nossa direção.
- Senhor Way?
- Pois não. — Fiquei de pé mesmo com as pernas bambas.
- Tenho duas noticias pra te dar, quero que seje forte para ambas, ok?
Eu já imaginava o que seria, então me sentei e deixei as lágrimas escorrerem pelo meu rosto pálido.
- Conseguimos salvar seu filho mas infelizmente não pudemos salvar sua esposa.
Me apoiei no ombro do meu irmão e comecei a chorar insensantemente, o que eu faria da minha vida de agora em diante?
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