In peaceful

3 Capítulo 3


Ao saber que Helena havia morrido, senti meu corpo formigar e o ar faltar.

Mikey me consolava mas a dor não iria passar tão fácilmente, mas eu teria que ser forte, tinha meu filho, Arthur.

–E o Arthur, Doutor? — Perguntou Mikey no meu lugar.

– Ele está na encubadora, daqui à pouco o senhor poderá visitá-lo, mas antes teremos que ver o laudo do IML.

– É, vamos lá.

Sequei minhas lágrimas e acompanhei o médico até o iml que ficava nos fundos do hospital.

Depois de resolver tudo, fui ver como estava o meu filho.

Ele nasceu de 7 meses, mas nem parecia, estava todo formado, mas seu tamanho ainda não era proporcional, mas o médico disse que de saúde ele estava muito bem.

Fiquei babando por ele atrás do enorme vidro transparente, minha vontade era de abraçá-lo e ficar com ele no colo mas sua imunidade ainda não estava muito preparada para isso.


Depois de alguns meses de ida e vinda no Hospital, liberaram meu filho para ir para casa.

Eu, Mikey, Ray e Frank fizemos uma pequena festa para a recepção dele, mas ainda doia saber que Helena não estava.

Seu interro foi triste, pesado. Chovia de relâmpiar então tiveram que adiar um pouco o momento que ela seria interrada.

Apenas eu,os meninos da banda e sua irmã, Valery estavam presentes lá.

Eu só fazia chorar e chorar, mas Frank meu amigo estava lá pra me consolar e dizer palavras boas de ajuda para mim.

Ele que me fez compainha durante todo tempo em que Arthur estava no hospital, sua amizade era de grande importancia para mim.

A chegada dele foi um pouco animada, ele foi muito paparicado por todos, ele uma criança linda e perfeita mesmo vindo antes da hora.

Após o termino, pedi para ficar sozinho com meu filho, para me acostumar com a minha nova condição.

Helena se estivesse viva iria partir para Los Angeles daqui à um mês, mas quis o destino que não fosse assim.

Eu passei algumas noites em claro com o pequeno que chorava todo o tempo. Era de cortar o coração, ele necessitava de Helena, por mais que eu me desdobra-se em 20 era ela quem ele queria, ele queria ser amamentádo por ela, ser ninado por ela, e até eu precisava dela.

Eu lembrava da maneira de como ela falava, parecia que ele não o queria, mas eu tinha a esperança que ela iria mudar mas ela nem chegou à isso.

Depois de 3 meses eu estava exausto, cansado e depressivo.

Não aguentava mais, mas tinha que ser forte, parecer forte, não para mim mas para Arthur.

Ele estava crescendo, mas ainda era só um bebê.

Eu precisava voltar a trabalhar, cantar para alguém que não fosse meu filho, mas não dava.

Liguei para Frank, ele sim me deixava alegre com seu jeito de criança mas com uma maturidade de homem.

Eu sabia de sua homossexualidade mas nem ligava, nossa amizade era mais forte que isso.

Notas finais
Alguém quer mais?