In Your Body

9 Noite de Karaokê - Parte 2


Notas iniciais
Voltei!!! Capítulo pequeno, mas tá legal. Boa leitura!!!

P.O.V Do Beck

— Por quê me beijou lá no palco, West? — Perguntei à Jade quando Rick e a Tori estavam se apresentando.

— Te beijei só por causa da música. Para dar mais emoção. E a galera curtiu bastante a nossa apresentação. Deveríamos fazer mais duetos como aquele. A dupla que vencer vai ganhar uma semana de Sushi. Sushi de graça é sempre bem-vindo. — Fez descaso com o assunto do beijo.

Aquilo não me convenceu nadinha.

— Sei que queria me beijar, estava louquinha para provar o meu beijo. Agora vai bancar a difícil? — Encarei ela.

O beijo havia sido estranho e ao mesmo tempo bom...

— Eu tecnicamente me beijei, a boca e a língua ainda são minhas... — Retrucou a espertinha.

— Mas sou eu que estou no seu corpo, você quis me beijar, admita! — Insisti.

— Cara, para com isso! Foi só um beijo! — Disse indiferente.

Bufei frustrado olhando para o palco, Tori era muito boa e o Rick era super desafinado, formavam uma dupla engraçada.

— Qual é? Agora vai ficar bolado por bobagens? — Ela me chutou por baixo da mesa.

— Se foi bobagem pra você, beleza. Não toco mais no assunto! — Falei sem encará-la.

Ouvi a West soltar um palavrão.

— Não sabia que o Beck Oliver, o pegador do bairro, é capaz de ficar tão emotivo por causa de um simples beijo. — Zombou.

— Chega de falar nessa merda! — Olhei para frente, atrás da Jade tinha um rapaz que não parava de me encarar descaradamente, ele piscou para mim e mandou um beijinho.

Que nojo!

Era só o que me faltava.

Tori e Rick terminaram de cantar, retornaram para a mesa alegres se juntando a nós.

— Vocês acham que fomos bem? — A Vega indagou.

— Vocês foram ótimos. Arrasaram! — Jade mentiu na cara dura.

— Eu disse que todos amaram, amor. — Aquele cara exibido se achava demais.

Se Tori tivesse cantado com outro, teria chances de ganhar o Vale Sushi grátis por uma semana.

Pedimos uma rodada de camarão empanado com molho Shoyu.

[...]

P.O.V Da Jade

— Eu disse que a gente iria ganhar, Oliver. — Guardei o meu Vale Sushi.

— Claro que fomos os melhores... Os mais afinados dali... — Concordou comigo.

Ele ainda estava chateado.

— Ei, cara, espera aí! — Parei de andar.

Sua amiga, que por sinal virou minha mais nova amiga, já tinha se despedido junto com o namorado e foram embora no carro.

— O que é, West? — Beck virou para mim com cara de poucos amigos.

— Esqueça aquele beijo. Tem coisas mais importantes a tratar, precisamos achar uma maneira de destrocarmos de corpos. — Eu disse irritada.

Não aguentava mais aquela merda. Só podia ser uma maldição.

Que inferno!

— O que vamos fazer? Um ritual? Você entende de bruxaria? Iremos fazer oferenda aos deuses? Pedir ajuda aos mortos? Matar uma galinha? Ir ao cemitério meia-noite? Invocar demônios? O quê? Tem algo em mente, espertinha? — Também estava nervoso e de saco cheio.

— Conheço alguém que talvez possa nos ajudar. — Contei.

— Quêm? — Cruzou os braços incrédulo.

— Sinjin Van Cleef, um cara estranho que conheci no colegial. Ele é fanático por magia e todas essas coisas místicas, e do além. Ele tem até um canal no YouTube. Vou mandar um e-mail pedindo o endereço dele. — Falei.

Eu estava mesmo desesperada. O maluco do Van Cleef poderia ser a nossa salvação.

Notas finais
O beijo mexeu com o Oliver hehehe Jade o chamando de emotivo kkkkkkkkk Será que o Van Cleef vai ajudar??? Até o próximo. Bjs