In Your Body

10 O mago diferente


Notas iniciais
Depois de rir horrores escrevendo... AQUI ESTÁ O CAPÍTULO!!!

P.O.V Da Jade

No dia seguinte...

Consegui o endereço do Van Cleef.

Fomos bater na casa dele, logo de manhã cedo.

O magricela de óculos, nos atendeu usando apenas uma espécie de vestido preto que ia até os tornozelos finos, sandálias de madeira e um turbante na cabeça.

Que raios de roupas são essas?

Ele sacudiu um sininho prateado e soprou uma baforada de fumaça aromática em nós... Aquilo tinha cheiro de mato queimado.

— Tirem os sapatos! Nada de trazer a imundície da rua para dentro de um lar purificado. Acabei de defumar a casa! — Avisou.

Sua casa exalava incensos.

Canela. Cravinhos. O quê mais? Alho?

Torci o nariz.

Tiramos nossos sapatos. Oliver olhou para mim com cara de quem estava apavorado.

Fomos atingidos por mais uma baforada de fumaça fedorenta.

Havia velas acesas por todos os cantos.

— Sigam-me. — Van Cleef nos deu as costas.

O eco de suas sandálias de madeira soava pelo assoalho.

Seguimos o esquisito até chegarmos à uma porta vermelha.

Havia um crucifixo bem no meio.

Aquilo tudo era bizarro até para mim.

Sinjin se benzeu e deu duas batidinhas na porta, Beck segurou meu braço.

Devia estar se borrando de medo. Sua mão estava fria.

O maluco abriu a porta que rangeu e adentramos o seu... Santuário?

Sala de consulta... Seja lá o que fosse aquilo.

Era sinistro.

Havia potes de barro, imagens de santos, estatuetas, símbolos numa única parede, cortinas vermelhas.

Objetos estranhos por todos os cantos.

Bonecos de pano. Flores. E muitas velas.

O cômodo exalava uma mistura intensa de incensos.

Beck tremia ao meu lado, apertando o meu braço, estava completamente pálido.

— Não vai ter um troço aqui, não vamos demorar... — Cochichei.

Van Cleef estava concentrado arrumando uma mesinha redonda posta no meio daquela sala sinistra.

Ele acendeu uma grossa vela amarela.

Distribuiu cartas de tarô.

Ali também havia uma pequena cafeteira manual e duas xícaras de porcelanato.

Eu sinceramente não sabia dizer o que diabos o Van Cleef era.

— Sou um mago diferente, pratico de tudo um pouco! — Ele não lia mentes, lia?

Ele nos mandou sentar, nos serviu café nas xícaras bonitinhas.

— Bebam tudo, é café puro. Vou ler a borra. — Eu quis rir.

— Me dê a sua mão, minha doce Jade! — Era só o que me faltava.

Ele não havia me superado?

Hesitante, o Oliver deu a mão para ele.

Bebi o café. Beck fez o mesmo.

Assim que ele tocou a palma da mão, deu um grito e quase tombou com a cadeira.

— QUEM É VOCÊ? — Apontou para o meu vizinho, estava com os olhos esbugalhados.

— Ele é o dono desse corpo! — Apontei para mim. — Estamos com os corpos trocados! Por isso viemos pedir a sua ajuda! — Expliquei.

— Isso não é nada bom! Nada bom! É o karma, meus irmãos! — Levantou agitado.

— Como podemos destrocar? Você tem uma varinha? Pó mágico? Sai magia das suas mãos? — Foi o idiota do Oliver quem indagou.

Revirei os olhos. Eu quis chutá-lo.

— Lamento, mas nesse caso, não há nada que eu possa fazer. Vai além das minhas capacidades... Vou ler a borra de vocês para que a viagem não tenha sido em vão. — Pegou as xícaras.

Beck e eu nos entreolhamos frustrados.

— Hum... Interessante... Muito interessante. — Analisou as borras.

— O quê? — Oliver ficou curioso.

— Você e ela nasceram para ser alma gêmea um do outro! — Era só o que me faltava.

— Que besteira! — Levantei indignada. — Vamos embora, esse maluco é uma farsa! — Chamei o Oliver.

— EI, CADÊ MINHAS 25 PRATAS? TEM QUE PAGAR PELA CONSULTA! — Nos cobrou.

Fomos embora dali o mais depressa possível.

Almas gêmeas?

Não existe essa merda.

Entramos no carro, olhei para o amuleto com pedra verde que furtei.

Eu não ia para a casa de mãos vazias.

— O que é isso aí? Não me diga que roubou! — Beck ficou todo alarmado.

— Roubar é uma palavra muito feia. Apenas peguei emprestado... — Respondi guardando o amuleto no bolso da jaqueta.

Que mal faria eu ter um amuleto?

Aquilo não trazia sorte?

Notas finais
AINDA TÔ RINDO MUITO KKKKKKKKKKK SINJIN, O MAGO DIFERENTE??? Jade não bota fé. Gostaram da consulta? Bjs