In The Dark
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Ps. A Britt está mais perto do que vocês imaginam =)
Matt se assustou com o barulho da porta e acabou me soltando, eu estava tão fraca que acabei caindo sentada no chão, senti alguém me envolver em um forte abraço. Levantei os olhos e me encontrei com aquele par de avelãs que tanto me passava segurança... Quinn estava ali. Olhei para o lado e pude ver Puck pegando Matt pela gola da jaqueta e logo em seguida golpea-lo com alguns socos. Meu amigo praticamente arrastou o outro garoto para fora do quarto.
- Você está bem? – Quinn perguntou preocupada.
- Você prometeu que iria ficar comigo, que não ia me deixar sozinha... – falei em tom baixo. Se não estivéssemos tão perto ela não teria me escutado.
- Me desculpa San. Não imaginei que isso pudesse acontecer... – percebi que minha amiga tinha os olhos cheios de lágrimas.
- Só fica aqui comigo, não quero ficar sozinha novamente.
- Claro... Não vou sair daqui nem para ir ao banheiro. – ela apertou mais o abraço.
- Acho que eu nunca tive tanto medo na minha vida... Foi horrível Quinn.
- Eu sei... Me desculpa por isso, foi tudo culpa minha.
- Não... Não foi culpa sua, você só encontrou uma diversão melhor do que ficar o tempo todo ao meu lado. Eu sei o quanto sou chata às vezes...
- Você não é chata San. E como amiga, era meu dever estar ao seu lado em sua festa de aniversário.
Nós ainda estávamos abraçadas e sentadas no chão, pude sentir algo molhar um de meus ombros e quando olhei para o rosto de Quinn percebi que ela chorava.
- Hey, não chora... Eu estou bem. – tentei secar algumas lágrimas.
- Eu tive medo de que algo ruim te acontecesse... – ela baixou o olhar – Eu te vi na cozinha, eu devia ter ido conversar com você na hora, mas o Sam não me soltava... Se eu tivesse agido rápido isso nunca teria acontecido.
- Está tudo bem... – abracei-a novamente – Sabe, você é quem deveria estar me consolando e não o contrário...
- Eu sei, mas eu tive medo... – ela se levantou e me estendeu a mão – Vem, vamos deitar aqui na cama, esse chão está muito gelado.
Ficamos ali deitadas em silencio por alguns minutos até ouvirmos uma leve batida na porta.
- Posso entrar?
- Claro que sim Puck... Faz de conta que a casa é sua. – eu brinquei e ele sorriu – Você parece um pouco tenso...
- Só preocupado.... Como você está?
- Melhor... – dei um fraco sorriso – O que você fez com ele?
- Digamos que o safado aprendeu a voar porta a fora. – ele deu um sorriso orgulhoso.
- Obrigada, você é meu herói.
- Sempre as ordens minha latina. – ele me deu um beijo na testa – Já mandei todo mundo embora, vocês podem ficar aqui... Eu vou dormir no quarto da minha mãe, qualquer coisa é só chamar.
Ele saiu do quarto e nós duas ficamos em silencio novamente, eu não estava brava por ela ter me deixado sozinha, mas também não tinha certeza do que estava sentindo.
- Ainda brava comigo? – ela estava com uma cara de cachorro sem dono que eu achei fofa.
- Eu não fiquei brava Quinn, só estava nervosa pelo que aconteceu...
- E pelo que viu na cozinha não é?
- Não sei... – soltei um suspiro – Esse assunto ainda é muito confuso para mim... Mas eu nunca vi aquele garoto antes...
- O nome dele é Sam, acabou de se mudar... Acho que é vizinho do Puck.
- Hum... E você gostou dele?
- Ele é bonito, mas não senti nada quando me beijou. – ela ficou pensativa e logo em seguida olhou para o relógio – Faltam dois minutos para a meia noite, tecnicamente ainda é seu aniversário...
- É... E acho que já tive emoções o suficiente por esse e todos os aniversários que ainda terei. – nos sorrimos.
- Mas eu ainda não te dei meu presente...
- O tal presente que era surpresa?
- Sim... Que tal eu te dar ele agora?
- Eu não vou reclamar... – eu brinquei e ela soltou uma gargalhada.
- Certo... Fecha os olhos...
- Por quê? – Eu estava ficando desconfiada.
- É uma surpresa San. Fecha os olhos e não reclama.
- Ok...
Fechei os olhos e esperei, senti Quinn se movimentar na cama, mas ela não saiu de lá, apenas mudou de posição. Comecei a pensar que minha amiga estaria fazendo uma brincadeira comigo, mas de repente senti meu corpo paralisar quando seus lábios encostarem-se aos meus. Foi um toque suave, mas me fez tremer... Abri os olhos assustada e a vi sorrir de forma nervosa.
- O que você está fazendo? – as palavras saíram sussurradas.
- Dando seu presente... Seu primeiro beijo. – eu ia falar, mas ela não deixou – Não adianta negar, eu sei que você nunca foi beijada.
- Desvantagem de não gostar dos garotos do colégio... – eu tentei brincar.
- O problema não são os garotos do colégio, mas sim o fato de você não se interessar por garotos no geral.
- Ponto para você Fabray. – nossos rostos ainda estavam próximos e aquilo estava me deixando cada vez mais nervosa.
- Você parece um pouco tensa...
- Bom... Você está praticamente deitada sobre mim e... – ela encostou um dos dedos em meus lábios pedindo que eu me calasse.
- Acho que já falamos demais...
Ela passou a mão suavemente pelo meu rosto e foi se aproximando cada vez mais, seus lábios encostaram-se aos meus e ela os pressionou. Senti um arrepio percorrer meu corpo no momento em que ela entreabriu os lábios e pediu passagem com a ponta da língua. Esse foi um dos melhores momentos da minha vida, nossas línguas se encontraram e o beijo foi se aprofundando cada vez mais, era uma sensação tão boa que eu não queria que acabasse... Infelizmente tivemos que nos separar por falta de ar, mas continuamos ali, olhando uma para a outra e sorrindo.
- Então... O que você achou? – Quinn parecia um pouco tímida.
- Eu não tenho muita experiência no assunto, mas eu gostei... Muito. – sorri para ela.
- Eu queria que seu primeiro beijo fosse especial...
- E foi... Porque você é especial para mim. – dei um pequeno selinho em seus lábios.
- Você também é muito especial para mim, porque eu sei que acima de tudo você é minha melhor amiga...
- E vamos estar juntas sempre. – eu a puxei para deitar ao meu lado.
- Até ficarmos velhinhas... – rimos do comentário.
- Até ficarmos velhinhas...
Não falamos mais nada, não assumimos nenhum compromisso, apenas o de sermos amigas para sempre... Aproveitamos a companhia uma da outra até adormecermos.
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