In The Dark

5 Capítulo 5


Notas iniciais
Olá! Gente, como eu disse na outra fic, vou tentar atualizar pelo menos umas duas vezes na semana ok? Não me abandonem.

Estávamos quase prontas quando Quinn recebeu uma nova mensagem de Puck onde ele dizia que as pessoas já estavam começando a chegar. Eu estava nervosa, nunca tinha estado em uma festa, ainda mais uma festa minha. Ainda sinto uma sensação estranha quando penso que hoje tenho amigos, pessoas que se importam comigo. Puck é um ótimo amigo, uma pessoa muito especial, mas Quinn é ainda mais, afinal apesar de tudo que aconteceu ela foi a primeira que se aproximou de mim, que acreditou em mim e me deu força para enfrentar as pessoas.

- No que está pensando eim minha latina favorita? – Quinn sorria.

- Em você, no Puck... No quanto sou feliz em ter vocês por perto.

- Isso foi fofo...

- Eu tenho meus momentos – nós rimos – Mas falando sério... Eu amo vocês.

Era a primeira vez que eu dizia isso para alguém, mas esses dois eram realmente importantes para mim... Cada um a sua maneira.

- Amo você, Lopez... E tenho certeza que o Puck também.

Ela me puxou para um abraço, e era realmente bom estar ali. Senti que esse abraço foi um pouco diferente dos outros, mas no momento não saberia explicar o porquê de sentir isso.

- Ok. Hora de ir... Pronta? – ela perguntou saindo do abraço.

- Acho que sim.

Saímos de sua casa e decidimos ir andando mesmo, afinal a casa do Puck ficava a apenas dez minutos de distância. Na calçada já podíamos ouvir a musica alta e ver o movimento de pessoas.

- Parece que a casa está cheia. – eu falei soltando um suspiro nervoso.

- Fica tranquila, não vou sair do seu lado. – Quinn sorriu me passando confiança.

Ao entrarmos na casa os olhares se voltaram para nós. A principio fiquei um pouco travada, ainda não estava me sentindo confiante dentro daquele vestido curto, mas pelos olhares que recebia acho que o visual foi aprovado. Recebi os parabéns de alguns, cantadas de outros e alguns mais ousados tentavam ganhar um beijo, mas eu sempre me livrava com a ajuda da Quinn.

- Acho que você vai precisar de seguranças... – ela ria.

- Isso não é engraçado, Quinn. Não me interesso por nenhum desses garotos.

- Eu sei amiga, só estava brincando... Vem, vamos pegar algo para beber.

Ela segurou em uma de minhas mãos e me puxou em direção à cozinha.

- Santana!! – Puck veio me abraçar. Ele já parecia um pouco alto – Feliz aniversário minha latina gostosa.

- Valeu Puck. – eu retribui ao abraço.

- Então... Gostando da festa?

- Muito. Obrigada por isso.

- Não precisa agradecer. Faço tudo por você... Aliás... – ele puxou Quinn para mais perto – nós fazemos. Certo, loira?

- Certo Puckssauro.

- Ok, ok. Vocês estão ficando muito sentimentais... – sofri com a careta que eles fizeram.

- Então chega disso e vamos á diversão. – Quinn falou animada e me puxou novamente.

Nós dançávamos, bebíamos e riamos por tudo. Eu já estava muito mais relaxada, não sei se por culpa da bebida ou pelos olhares que recebia... Tudo bem que eu não daria chance para nenhum daqueles garotos, mas era bom me sentir desejada. Como prometido, Quinn não saia do meu lado em momento algum, chegou a dispensar alguns garotos só para não me deixar sozinha já que o Puck havia desaparecido.

Já passava das onze horas quando a Quinn resolveu ir até a cozinha buscar mais bebidas, eu continuei ali dançando até que um dos garotos se aproximou e começou á dançar um pouco mais perto do que eu gostaria.

- Você está muito bonita, Santana. – falou próximo ao meu ouvido devido ao som alto.

- Obrigada, Matt.

- Você não quer ir lá fora comigo? Conversar um pouco...

- Acho melhor não.

- Ah, qual é... Vamos lá. – ele me puxou pela cintura.

- Eu não estou a fim, agora me solta. – retirei suas mãos de mim.

- Pensa bem, San. Você faz parte das líderes e eu do time de futebol, juntos seriamos os reis do colégio. – ele me puxou outra vez.

- Eu já disse que não estou interessada. – falei um pouco mais alto e saí de perto dele.

O babaca do Matt conseguiu me deixar extremamente irritada. Onde será que a Quinn se meteu? Fui até a cozinha e encontrei a resposta para a minha pergunta, minha amiga estava agarrada a um garoto desconhecido. Fiquei ali parada, olhando a cena... Minha cabeça parecia que ia explodir. Á meia hora atrás eu estava bem, estava feliz.

Eu não sabia bem o que fazer, não queria atrapalhar os dois ali na minha frente, mas também não estava feliz em ver aquele troglodita beijando minha amiga. Fiquei perdida em meio aos meus pensamentos, era meu aniversário e depois de ficar muito feliz eu estava irritada e enciumada. Vi quando a Quinn se separou do garoto e me viu ali parada, eu apenas dei um sorriso sem graça e me virei para sair... Não queria mais ficar ali na festa então subi para o segundo andar da casa, eu estava me sentindo muito confusa e decidi que deitar um pouco poderia me fazer bem. Não percebi que estava sendo seguida, apenas senti alguém me empurrar para dentro de um dos quarto e me prensar contra a parede. Matt tentava me beijar de todas as maneiras, eu me debatia e tentava me soltar, mas ele era muito mais forte, quando tentei gritar, ele tapou minha boca com uma das mãos.

- Vamos lá, Santana. Deixa de se fazer de difícil, eu sei que você me quer tanto quanto eu quero você.

- Me solta garoto! Eu não quero nada com você. – eu ainda tentava me soltar enquanto ele beijava meu pescoço – Para com isso, Matt...

- Você é muito gostosa, Lopez. Acho que a gente pode se divertir muito juntos...

- Eu não quero... – senti as lágrimas escorrerem pelo meu rosto, não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo – Me solta. Vai embora, Matt... Por favor...

- Tão educadinha... – ele continuava a me beijar – Mas eu não vou embora sem conseguir o que eu quero...

Eu já não sabia o que fazer, não tinha mais força para reagir. As lágrimas continuavam a rolar pelo meu rosto, sentia todo o meu corpo tremer de medo, nunca imaginei passar por isso. As mãos de Matt passeavam pelas minhas pernas e eu só sentia nojo, desespero... Senti que precisava fazer uma ultima tentativa para me livrar dele, reuni toda força que me restava e gritei.

- Socorro! Socorro!

- Para de gritar sua vadiazinha. – ele ficou nervoso – Além do mais ninguém vai conseguir te ouvir por causa da musica alta.

- Socorro!

Gritei mais uma vez e pude ver a porta do quarto ser aberta de forma violenta, respirei aliviada, pois sabia que aquele momento de terror havia chegado ao fim.

Notas finais
E então?