In The Dark

60 Capitulo 60


Notas iniciais
Olá! Postando hoje por motivo de: Amanhã não terei tempo = Falei na postagem passada que a fic teria mais uns 5 capítulos, mas observei bem e vi que não tenho mais muita coisa a acrescentar, então terá só esse e mais um ou dois...

Os dias se passaram calmamente. O que eu estava achando ótimo porque já não aguentava mais tanta confusão... Atualmente nossa única preocupação era com Melissa, mas de acordo com o médico, ela estava reagindo muito bem ao tratamento. Carlos e Maribel haviam desaparecido, Judy e Russel fingiam que nunca tiveram duas filhas – apesar de que nas poucas vezes que os vi, Judy tinha um olhar um pouco distante e triste, mas eu sabia que ela não faria nada enquanto tivesse o marido ao seu lado.

Nosso dia era dividido entre estudar na parte da manhã e uma espécie de revezamento na parte da tarde e noite... Ou seja, abuela e Charlie ficavam, em dias intercalados, com Melissa de manhã, enquanto Finn, Britt, Rachel, Quinn, Puck, Sam, Mercedes e eu ficávamos no restante do tempo... Existia até uma tabela para não dar confusão. E ficávamos sempre em dupla. O que deu trabalho para convencer o médico, mas ele acabou cedendo diante da melhora da minha irmã em nossa presença.

Em um desses dias, Charlie descobriu que o hospital estava precisando de um psicólogo e logo se candidatou a vaga... Quatro dias depois disso ela e Quinn já estavam instaladas em uma nova casa e a mais velha com um emprego novo. Todos nós estávamos começando a respirar mais aliviados, parecia que os problemas e toda a agitação estavam nos dando um tempo...

Os namoros também vão bem, obrigada. Exceto por Puck que continua a galinhar pela cidade... Mas ele acabou ganhando um novo amigo... Quem sabe Finn consiga colocar um pouco de juízo naquela cabeça de gambá morto...

– Ei amor... – Britt me chamou a atenção – Tão distante...

– Só estava pensando em tudo o que aconteceu nos últimos meses e onde tudo isso nos levou... – olhei para ela sorrindo. Estávamos sentadas na arquibancada do campo de futebol.

– E a que conclusão chegou? – ela enroscou o braço no meu.

– Que apesar de tudo, eu sou uma garota de muita sorte... – a puxei para mais perto – Tenho duas irmãs que atualmente consigo amar igualmente, a melhor abuela do mundo, dois pais ótimos, melhores amigos e uma namorada adorável...

– Nossa! Você tem muita sorte mesmo. – ela sorriu – Mas eu também tenho uma namorada que é a melhor, a mais forte e mais linda do mundo todo.

– Sério mesmo que ela é tudo isso? – perguntei e ela balançou a cabeça afirmativamente – Acho que quero conhecer essa garota tão incrível.

– Boba. – meu deu um beijo na bochecha.

– E você, por acaso, não está mais triste pela bobagem que sua namorada disse outro dia? – ela me olhou confusa – Sabe... Aquela história de não conseguir esconder as amantes...

– Ah, isso. – Britt se afastou um pouco – Eu fiquei um pouco insegura quando você disse isso, San... Pode parecer meio bobo, mas eu às vezes tenho medo de não ser o suficiente para te fazer feliz.

– Foi uma brincadeira infantil da minha parte, Britt. – segurei sua mão – Eu te amo muito e nunca seria capaz de te trair... Muito menos de te deixar. Você é a pessoa certa para mim. Meu futuro é com você.

– Eu também te amo muito San. – me deu um selinho rápido nos lábios – Mas nunca mais faça aquilo, ok?

– Ok... – respirei fundo, a olhei nos olhos e confessei – Eu também tenho medo de não ser o melhor para você... Te trouxe para a bagunça que estava a minha vida e todo dia eu pensava que você poderia se cansar e encontrar outra pessoa melhor, que fosse menos problemática...

– Isso nunca iria acontecer... – ela segurou meu rosto entre as mãos e sorriu carinhosa – Você é a minha pessoa e isso é para sempre.

– Mesmo?

– Mesmo minha bebezona. – Britt riu.

– Para de me zuar, amor... – fiz bico e ela me beijou calmamente, mas fomos interrompidas pelo toque do meu celular – É uma mensagem da Char...

– O que ela quer? – Britt se aproximou para ler.

“Venham até o hospital... É importante. – Charlie”

Nós imediatamente levantamos e caminhamos para a saída. Pelo caminho encontramos com os outros.

– Receberam a mensagem da Char? – Rachel me perguntou.

– Sim. Ela disse algo a mais para vocês? – perguntei e eles acenaram negativamente.

– Só pedindo que fossemos para o hospital... – Puck disse fazendo uma careta.

– Será que aconteceu algo com a Melissa? – Finn estava preocupado.

– Relaxa grandão. – Quinn tocou no ombro do garoto – Não deve ser nada de mais...

Assim que chegamos ao hospital, Charlie e abuela estavam a nossa espera. O que já me deixou desconfiada porque abuela tinha uma reunião com as amigas e por isso não estaria ali.

– Que bom que chegaram crianças. – dona Alma sorriu.

– A senhora está sorrindo, isso significa que o que quer que tenha acontecido não é ruim. – comentei ainda meio desconfiada.

– Na verdade a noticia é até bem boa... – Charlie também sorria.

– Falem logo! – Sam pediu enquanto colocava o braço nos ombros de abuela.

– Vamos até o quarto da Melissa que lá explicamos melhor.

Abuela começou a andar e nós a seguimos. Chegando lá encontramos minha irmã sentada na cama e vestida com roupas normais... Sem aquela camisola ridícula que deixa toda a traseira a mostra.

– Oi gente. – ela nos cumprimentou feliz.

– Ok... Comecem a falar... – pedi dividindo meu olhar entre abuela, Charlie, Melissa e o médico.

– Eu vou para casa. – o sorriso de Melissa aumentou.

– Isso é sério? – Finn perguntou abobado.

– Sim. – o médico confirmou – O organismo da Melissa respondeu muito bem ao tratamento... Isso não quer dizer que ela está totalmente curada, mas já não precisa mais ficar no hospital e nem da quimioterapia... Só de alguns remédios e algumas visitas ao hospital para acompanharmos o caso e evitar um retorno da doença.

Foi uma confusão total, todos animados falando ao mesmo tempo, querendo abraçar a garota que não sabia com quem falar primeiro, planejando uma festa de comemoração... A vida realmente estava voltando ao eixo...

Notas finais
E então?