In The Dark

59 Capitulo 59


Notas iniciais
Olá! Capitulo um pouco mais calmo pq né... rs . Ps: Seguinte, já vou deixar vocês a par do que está acontecendo... Para caso eu atrase alguma postagem... 1º Eu ganhei duas bolsas de estudo. Uma no Senac (das 14h as 18h) e outra pelo Sisutec ( 19h as 23h, mas esse só começo dia 22), então meu horário está bem corrido... 2º Vou tentar adiantar a história durante o feriado. 3º A fic terá mais uns 5 capítulos, eu acho (já comecei a escrever outra, inclusive). 4º Acho que é só isso =)

Voltamos para casa no final da tarde totalmente exaustas. Tivemos que atualizar Finn para que ele tivesse um cuidado dobrado com Melissa, pois ela continuava muito abalada... Eu sentia todo um peso sobre meus ombros, as coisas estavam demorando demais para entrar no eixo novamente.

Logo que abri a porta de casa pudemos ouvir um conversa animada e muitas risadas. Rachel, Quinn e Charlie pareciam bem animadas... Praticamente me joguei no sofá puxando Britt para o meu colo, abracei sua cintura e ela acomodou o corpo no meu.

– Parece que está tudo bem por aqui... – comentei logo em seguida.

– Charlie conversou o Jack. – Quinn começou a contar – Na verdade ela acabou de chegar e estava nos atualizando...

– E como foi? – Britt perguntou enquanto escondia o rosto em meu pescoço.

– Melhor do que eu esperava... – Charlie suspirou – Ele foi bem compreensivo com o fato de eu ter sido obrigada a ir embora, ficou triste por eu ter perdido o bebê... Nós também percebemos que ainda sentimos algo um pelo outro, mas decidimos ir com calma, nos conhecer novamente...

– Fico feliz que tenha dado tudo certo. – dei um pequeno sorriso.

– Mas e vocês? – Rachel perguntou – Estão tão quietas, parecem cansadas...

– Na verdade exaustas, mas é mais psicológico do que físico... – Britt deu de ombros, cansada.

– Sim. Carlos e Maribel apareceram hoje no hospital... – falei em um tom mais baixo.

– Como assim? Depois de tanto tempo? – Rach se ajeitou melhor no sofá – E o que aconteceu lá?

– Resumindo... Eles começaram a fazer um escândalo por nos encontrar lá, a Britt falou umas verdades para eles e logo depois abuela apareceu dizendo que tinha conseguido a guarda da Melissa, portanto eles deveriam sumir de nossas vidas... – suspirei triste.

– Nossa! – Quinn exclamou – E o que eles fizeram?

– Nada... Só viraram as costas e saíram do quarto. – respondi e elas se entreolharam. Não havia o que dizer sobre esse tipo de atitude.

– Melissa? – Charlie perguntou.

– Decepcionada, triste... Ela vai precisar de nós. – olhei para cada uma – Só eu sei o que passei e o que senti com tudo o que a Melissa fez, mas a perdoei porque percebi que no fundo ela era tão solitária quanto eu, mas por falta de orientação/atenção resolveu agir da maneira errada...

– Você pode contar conosco, nós sempre estaremos ao seu lado e se isso inclui acolher a Melissa, nós faremos isso. – Rachel sorriu e Quinn e Charlie concordaram com o que ela disse.

– San, acho melhor levar a Britt lá para cima... Ela está praticamente dormindo no seu colo. – minha amiga apontou.

– Amor, vamos subir, vamos dormir na cama... – sussurrei e Britt se mexeu em meu colo.

– Não, aqui está tão bom... – ela resmungou me fazendo rir.

– Eu sei que você ama meu colo, mas dormir assim será desconfortável para nós duas... – ela resmungou algo que não entendi – Prometo que te faço cafuné.

– Ok, você me convenceu... – ela se levantou sorrindo e me arrastou escada a cima.

************

Acordei meio desnorteada sentindo meu braço adormecido, Britt ainda dormia sobre ele. Sorri quando vi seu rosto tranquilo em meio ao sono, ali, junto a ela, não me sentia tão cansada, conseguia me esquecer dos problemas... Sentia-me mais leve e confiante; com esperança de que tudo ficaria bem.

Nos últimos meses minha vida tem sido uma confusão, mas não é como se eu tivesse procurado por isso... Devo ter algum imã, ou algo do tipo que atraia problemas... Sei que devem achar que tudo isso que está acontecendo é pesado demais para uma garota de quinze anos; acredite, eu também penso assim, mas vai controlar as leis do universo... Minha vontade é fazer tudo voltar ao normal o mais rápido possível...

Não sei quanto tempo fiquei ali com Britt dormindo nos meus braços, mas assim que meus sentidos tomaram consciência novamente percebi que estava sendo observada... Olhos azuis me fitavam preocupado.

– Oi. – dei um pequeno sorriso.

– Você está preocupada... – ela foi logo falando – Toda vez que você pensa em algo muito sério fica com uma ruguinha na testa...

– Você me conhece tão bem... – a puxei para mais perto.

– Sim... – beijou meu pescoço – Você nunca consegue me esconder nada.

– Hum... Isso é um problema... – tentei parecer séria e ela me encarou.

– Por quê? – me perguntou com uma careta.

– Nunca vou conseguir esconder meus encontros com minhas amantes... – falei como se fosse sério.

– Você não faria isso... – Britt se sentou na cama e olhou para as próprias mãos.

– Isso o que? Esconder minhas amantes? Se preferir posso te contar tudo sobre elas... – continuei a brincar.

– Você sente falta de estar com outras pessoas? – Britt me perguntou após alguns segundos em silencio... Ela levantou a cabeça e percebi seus olhos brilharem com lagrimas; eu estava indo longe demais com a brincadeira.

– Definitivamente não... – juntei suas mãos as minhas.

– Mas... – não deixei que ela continuasse.

– Desculpe por isso... Eu só estava brincando, não devia ter falado essas coisas; Eu te amo Britt, eu não te trocaria por ninguém. Você é a pessoa mais especial que eu poderia ter por perto e eu não poderia estar mais feliz com isso... – segurei seu rosto para que pudesse olhar em seus olhos – Eu sou uma garota de muita sorte por ter encontrado o amor da minha vida tão cedo; não consigo imaginar meu futuro sem você ao meu lado.

– Isso é bom porque eu também não me imagino longe de você... – Britt me abraçou – Eu tenho medo de que um dia algo aconteça e nos afaste... Eu te amo tanto que só de pensar nisso me dói...

– Então não pense... Isso não vai acontecer. – apertei ainda mais o abraço.

Afastamos-nos minimamente, apenas para voltar a olhar uma nos olhos da outra. Minha mão deslizou por seu rosto numa caricia enquanto ela fechava os olhos para apreciar o toque. Encostei meus lábios no dela e mais uma vez senti aquele sentimento me invadir... Nossos beijos nunca eram iguais, mas o sentimento, as “borboletas” no estomago estavam sempre ali me mostrando o quando aquele sentimento era certo.

Sua mão encontrou minha nuca, me incentivando a aprofundar o beijo. Um pequeno gemido escapou dos lábios de minha namorada no mesmo instante senti uma contração em meu ventre... Beijos carinhosos, toques tranquilos e carinhosos; nós não tínhamos pressa. Era o momento de sentir... Sentir nosso amor, sentir nossos beijos, sentir nossos toques.

Sentir seu corpo nu sob o meu me causava vertigem. Seus gemidos me incentivavam, o balanço de seu corpo me mostrava que estava no caminho certo, que deveria prosseguir... Os dedos presos em meus cabelos bagunçados me guiavam para o toque mais intimo e mais esperado. Sua pele, seu gosto, tudo me levava a sentir um prazer tamanho sem nem mesmo ser tocada da mesma forma. O rosto contorcido de prazer e o aperto de sua intimidade em volta dos meus dedos faziam com que meu próprio orgasmo acabasse por ser construído; e o ápice fosse alcançado ao mesmo tempo.

– Eu te amo... – sussurrei em seu ouvido ainda sentindo nossos corpos se acalmarem.

– Eu também te amo. – Britt respondeu no mesmo tom – Para sempre...

Notas finais
E então?