In The Dark

57 Capitulo 57


Notas iniciais
Olá! Gente, eu não estou muito satisfeita com esse capitulo, mas de alguma forma eu preciso começar a fechar todos os dramas e histórias em aberto... Prometo que logo vou fazer um capitulo mais Brittana.

O restante da semana passou de forma tranquila. Toda manhã eu ia para o hospital e ficava com Melissa para que Finn pudesse ir para casa descansar, e para a minha surpresa, ou não, Carlos e Maribel nem deram as caras por lá.

Era sábado de manhã e estávamos reunidos tomando café enquanto esperávamos Britt, Quinn e Charlie chegar para que fossemos ao hospital... A propósito, Charlie já havia pedido para uma amiga de Londres enviar o restante de suas roupas e objetos pessoais. A mesma amiga passaria a morar em seu apartamento para tomar conta e também porque estava mesmo procurando outro local para morara. Foi só juntar o útil ao agradável. Char também já estava procurando um local para abrir seu novo consultório e uma casa para morar junto com Quinn... Minha amiga estava quase pulando de felicidade por voltar a viver com a irmã mais velha.

Eu estava feliz por elas, mas também me sentia cansada... Essa coisa de hospital é muito pesado, ainda mais que ontem Melissa teve uma crise de falta de ar. Tiveram que colocar um aparelho para ajuda-la a respirar direito... A imunidade dela continuava baixa e isso é preocupante.

– Santana!! –Rachel gritou e me fez despertar de meus pensamentos.

– Que foi?!! – perguntei coma voz alta devido ao susto.

– Papai está falando com você, sua latina avoada. – ela riu. Olhei para meu pai e Leroy e os me encaravam de forma divertida.

– Você está muito pensativa hoje, querida. – meu pai comentou.

– Estou só tentando organizar tudo o que aconteceu nos últimos dias... – dei de ombros.

– Preocupada com o que aconteceu com a Melissa ontem? – Leroy perguntou de forma carinhosa.

– Também... – suspirei cansada – É só que... É muita coisa sabe? Parece que eu já vivi uns vinte e cinco anos, no mínimo.

– Isso é verdade... – Rachel murmurou – Antes de saber que você era minha irmã, minha vida não era tão agitada assim...

– Então acho que salvei seus dias de tédio. – brinquei.

– Amém. – ela olhou para cima, como se agradece aos céus e todos nós começamos a rir.

– Eu fico tão orgulhoso vendo vocês se dando bem assim. – Hiram sorria feliz.

– A San é a tragédia em pessoa, mas acho que eu não poderia ter uma irmã melhor. – Rach sorriu para mim.

– Oh Dios! Vem cá baixinha. – aproveitei que estávamos sentadas lado a lado e a puxei para um abraço.

Engatamos uma conversa divertida até sermos interrompidos pela campainha. Leroy se levantou e seguiu até a porta para abri-la, logo vimos o garoto de moicano surgir em nossa frente.

– Quer dizer que eu fico fora por alguns dias e a senhorita é atropelada? – ele me olhava com um sorriso torto nos lábios, mas pelo seu olhar eu sabia que ele estava aliviado por ver que estava realmente bem.

– Puck! – gritei e corri para abraça-lo. Rachel veio logo em seguida – Posso saber onde você se meteu cabelo de gambá morto? Sumiu, não deu noticias, nem o celular atendeu.

– Eu sei que vacilei, mas minha mãe e eu precisamos viajar as pressas. Meu avô ficou doente e nós achamos que o velho passaria dessa para uma melhor, mas o filho da mãe está mais forte do que eu. – ele brincou, mas percebemos que ele estava aliviado.

– Nós entendemos, mas você poderia pelo menos ter atendido nossas ligações... – Rachel resmungou e ele sorriu.

– Eu esqueci meu celular em casa baixinha... E lá estava todo mundo tão pirado por causa do vovô que eu acabei perdendo a noção de tudo. – ele explicou.

– Ok. O que importa é que estamos todos bem. – encerrei o assunto no mesmo instante que a campainha voltou a tocar.

– As meninas chegaram. – Hiram cantarolou enquanto entrava na cozinha – E acho melhor irem para a sala porque o balcão da cozinha é pequeno demais para tanta gente...

Nós apenas rimos e fomos para a sala. Como de costume Britt se agarrou em meu pescoço, não que eu esteja reclamando, longe disso; eu simplesmente amo quando ela faz isso e logo em seguida me dá um beijo dizendo que sentiu saudade.

– E de mim? Não sentiram saudades não? – Puck reclamou e logo Britt se separou de mim para abraça-lo... Quinn fez a mesma coisa.

– Posso saber onde você se meteu garoto? – Quinn olhou séria para ele.

– Claro que sim mamãe. – ele debochou, recebeu um tapa e contou o que havia acontecido.

– Salvo pelo avô doente... – Quinn declarou séria, mas logo sorriu – Mas que bom que voltou... Quero te apresentar uma pessoa.

Quinn olhou sorridente para a irmã, mas logo o mesmo sorriso diminuiu... Acompanhamos seu olhar e vimos uma Charlie praticamente congelada no meio da sala, seus olhos presos no nosso amigo.

– Char? – Quinn chamou pela irmã, mas não obteve resposta. A garota mais velha caminhou até o Puck e continuou encarando-o.

– Jack? – Charlie perguntou e a sala imediatamente foi engolida pelo silencio.

Foi um daqueles momentos surreais em que você não sabe para quem olha, muito menos sabe o que pensar... Todas nós sabíamos que o tal Jack era o cara por quem Charlie era apaixonada e que foi obrigada a deixa-lo para trás, tudo por causa de um pai mesquinho e preconceituoso.

Eu definitivamente estava me esforçando para entender a reação da garota mais velha, tentando juntar os fios soltos... Meus olhos se arregalaram comicamente enquanto se encontravam com os da minha amiga, um entendimento cruzou por nós duas.

– Puta que pariu! – Quinn e eu falamos ao mesmo tempo chamando a atenção para nós.

– Noah... – ele imediatamente me olhou assustado, pois sabia que quando eu o chamava pelo primeiro nome significava que a coisa era séria – Você tem um irmão, não tem?

– Sim, mas ele mora em Dayton desde a faculdade e... – ele parou de falar e dividiu o olhar assustado entre mim e Quinn – Puta que pariu!

Nesse mesmo momento Britt e Rachel pareceram entender o que estava acontecendo ali, mas ao contrario do nosso pequeno susto e palavrão, as duas apenas sorriram... Charlie parecia concentrada em seu próprio pensamento quando perguntou de repente.

– Qual o nome do seu irmão?

– Jack... – Puck respirou fundo – Jack Puckerman.

– Ai meu Deus! – Charlie soltou o ar que estava prendendo e começou a andar pela sala. Ela parecia um pouco sem rumo.

– Você está se sentindo bem Char? – Quinn se aproximou preocupada com a irmã.

– Sim... Só um pouco... Não sei... – ela parou de andar e voltou a encarar nosso amigo – Vocês são tão parecidos...

– É ele não é? – minha namorada perguntou – O irmão do Puck é o seu Jack?

– Eu acho que sim... Mas eu não tive muito contato com a família dele na época então... – Charlie estava visivelmente nervosa.

– Bom, nós precisamos tirar essa duvida... – dessa vez foi Rachel quem se pronunciou – Você por acaso tem alguma foto do seu irmão, Puck?

– Claro! Eu tenho algumas fotos com ele aqui no meu celular...

Ele puxou o celular do bolso, abriu o álbum de fotos e virou o aparelho para Charlie que assim que viu a imagem do outro rapaz começou a chorar em meio a um sorriso.

– Com certeza é ele. – ela começou a olhar as outras fotografias – Eu jamais esqueceria esse sorriso.

– Se quiser eu posso ligar para ele e pedir que venha até aqui. – Puck sorriu para a garota mais velha.

– E-Eu não sei, eu preciso pensar, já se passou tanto tempo...

– Não existe tempo no amor, Char... – Quinn a abraçou – O destino está te trazendo de volta o que nosso pai te tirou, não perca tempo, não fique com medo do que pode descobrir, apenas se dê uma chance... O que tiver que ser seu será.

– Se seu medo é descobrir que meu irmão tem alguém, então não se preocupe... O Jack saiu da cidade há alguns anos atrás, se afundou nos estudos e depois no trabalho, nunca assumiu nenhum relacionamento e nem explicou porque não queria voltar a morara aqui... Quando conversamos, ele sempre me diz que quando eu gostar de uma garota devo fazer de tudo para mantê-la por perto. – meu amigo deu de ombros – Eu nunca entendia o porquê dele falar isso, mas agora faz todo o sentido...

– Céus! Não faz nem duas semanas que estou de volta e tantas coisas já aconteceram... – Charlie deu um sorriso nervoso – Acho que o problema dessa cidade está na água...

– Nós chacoalhamos essa cidade, meu bem. – sorri para ela – Tudo acontece em Lima, Ohio.

– Mas então... O que você quer fazer? – Britt lhe perguntou.

– Acho que o Jack merece saber tudo o que aconteceu... – Char suspirou.e acenou positivamente para Puck.

Notas finais
E então?