In The Dark

46 Capitulo 46


Notas iniciais
Olá! Capitulo com indícios de que vem problema por ai... rs E eu provavelmente postarei mais um essa semana...

Sabe quando sua vida está perfeita, quando você acredita que nada pode atrapalhar tudo de bom que está acontecendo? Era assim que eu me sentia... Havíamos tirado o dia para passar em família... Rachel, Leroy, Hiram e eu.

O que não quer dizer que foi uma coisa fácil, já que minha irmã e nosso pai tinham um gosto bem diferente do meu e do Leroy... Principalmente do meu. — Leroy gostava, mas se cansava mais rápido — Os dois queriam assistir a todos os musicais que existiam em casa e devo admitir que esse realmente não é meu tipo de filme favorito. Quando me neguei a assistir ao terceiro musical pude ver os olhos de Leroy brilhar... E tive certeza de que ele só assistia tantos para agradar a filha e ao companheiro.

– Sério. Eu me recuso a assistir A noviça rebelde! – praticamente bati o pé no chão.

– Mas San... – Rachel tentou me persuadir com aquela cara de cão abandonado.

– Nem adianta. – cruzei os braços.

– É um filme legal, San... – meu pai resolveu tentar me convencer – Tenho certeza que você vai gostar...

– É só um bando de crianças cantando e pulando... Eu já assisti Funny girl e a mais de duas horas de Os miseráveis... Por favor, pai... – ele deu um sorriso e eu já sabia que havia ganhado a batalha.

– Ok. Acho que você pode decidir ao próximo filme enquanto eu vou até a cozinha preparar algo para comermos. – meu pai saiu da sala e eu pude reparar os outros dois.

– Jogo sujo, Santana. Realmente sujo... – Rachel se levantou, mas eu sabia que ela não havia ficado brava porque antes de ir até a cozinha ela sorriu.

– Obrigada. – me virei confusa na direção de Leroy que também sorria abertamente – Finalmente alguém que consegue fazer aqueles dois pararem de assistir musicais... Não que eu não goste, mas o Hiram e Rachel são viciados.

– Agora será uma disputa justa. Dois a dois e vários filmes diferentes. – sorri.

***************

Acordei com um barulho irritante... Meu celular tocava insistentemente em alguma parte do quarto. Tocou umas quatro vezes antes de eu encontrá-lo debaixo de algumas roupas que estavam em cima da cadeira da mesa do computador... Olhei no visor e não tinha identificação. O numero não me era estranho, mas estava com tanto sono que não consegui identificar... Olhei novamente para o visor... 02:37. Quem fica ligando para alguém as 02:37 da madrugada?!

Esperei mais alguns minutos, mas não insistiram... Eu estava completamente sonolenta e nem pensei que poderia ser algo importante, apenas me joguei na cama e voltei a dormir imediatamente.

Senti meu corpo pesado, eu estava perdida em algum lugar que não conseguia identificar... Era tudo muito claro e cheio de corredores, mas quanto mais eu andava mais perdida ficava. Totalmente sem rumo e sem ninguém por perto... A sensação era de desespero, eu sabia que tinha que fazer algo, mas não conseguia lembrar o que era. Comecei a ouvir algumas vozes... Tentei seguir o som, mas para variar não chegava a lugar algum. Acordei um pouco desnorteada, meu corpo tremendo e muito suado... Nunca havia tido um sonho assim tão confuso e intenso.

Olhei no relógio e vi que eram quase oito da manhã... Sabia que não iria mais conseguir dormir então fui tomar um banho para relaxar. Depois do banho, fui até a cozinha e vi meu pai sentado em uma das cadeiras tomando café e lendo jornal.

– Bom dia. – falei me sentando também.

– Bom dia, querida. – ele sorriu – Acordou cedo hoje...

– Tive um sonho esquisito e como não ia conseguir voltar a dormir resolvi descer. – expliquei enquanto pegava um pouco de suco.

– Quer conversar sobre esse sonho? – ele deixou o jornal de lado.

– Foi bem confuso... Eu estava perdida em um lugar muito claro, mas não consegui identificar onde era... – suspirei – Tenho certeza de que eu precisava fazer algo, mas não consegui descobrir o que era... E nem chegar a algum lugar...

– Isso deve ter sido intenso... – ele ficou sério por um instante, mas logo voltou a sorrir – Ainda bem que foi só um sonho. Não se preocupe com isso, não deve significar nada de mais...

Eu sabia que deveria deixar para lá, que deveria esquecer, mas ele foi diferente de qualquer outro. A sensação de angustia que senti durante o sonho continuava presente...

– Cadê o Leroy? – perguntei ao mesmo tempo em que sacudia a cabeça na intenção de afastar os pensamentos.

– Precisou ir para o trabalho mais cedo... – meu pai olhou para o relógio e se levantou logo em seguida – E eu preciso ir agora senão ficarei atrasado.

– Ok. Posso chamar a Britt para vir para cá? –

– Claro que sim, mas se comportem... – ele sorriu, me deu um beijo no topo da cabeça e seguiu em direção à porta – E, por favor, acorde a Rachel, ou ela vai passar o dia na cama.

– Pode deixar... – mal tive tempo de responder e ele saiu praticamente correndo porta a fora.

Notas finais
E então?